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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

VIAGEM DOS SONHOS

 

viagem dos sonhos


Viajar contigo é percorrer caminhos de alegria,

onde o esperado e o sonhado se encontram,

levando-nos ao paraíso,

seja por uma nave ou por uma estrela.

Assim, descobrimos os espaços do mundo:

uma rua, uma avenida, uma praça,

um rio que desliza,

ou o infinito de um oceano.

Viajar é abrir-se ao novo,

é deixar que o mundo nos revele seus segredos.

Viajar contigo é entrar nos jardins de um castelo medieval,

onde flores brancas aguardam teu sorriso,

e a estação se torna majestosa,

como o reinado de uma Rainha;

e eu, com o coração pleno de alegria,

serei o teu Rei.

Qualquer que seja o meio que nos leva,

fico com teus cabelos repousando em meus ombros,

sentindo que sonhas com a brisa no rosto,

e com a certeza de que despertarás amanhã

no calor de um novo dia.

Da varanda de nosso leito majestoso,

no transatlântico que embala nossos sonhos,

avistaremos o horizonte em panorama,

onde as ondas se tornam canções

para os viajantes que somos.

💢

Meu Blog 

Vendramini Letras  - não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

 

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

SOB O MANTO DE GARDEL: UMA NOITE DE TANGO, EMOÇÃO E POESIA EM BUENOS AIRES





Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

O tango nasceu entre as margens do Rio da Prata, nas cidades de Buenos Aires e Montevidéu. Sua origem é envolta em mistério, com raízes na habanera cubana e nas melodias populares dos prostíbulos portenhos. No final do século XIX, ganhou instrumentos como violino, flauta e violão, e era dançado por dois homens — rostos virados, sem se fitar.

"O texto fala, o negrito nas palavras convida — clique e descubra."

Com o tempo, o tango conquistou Paris e, nos anos 1910, foi abraçado pela aristocracia. O bandoneón, trazido por imigrantes alemães, tornou-se sua alma sonora. Sem muitas partituras, os músicos improvisavam sobre melodias conhecidas, criando uma linguagem musical visceral e melancólica.

O tango é drama, paixão, desejo e dor. E teve seus momentos de ouro: nos anos 1920, com o apoio de artistas e intelectuais, e com a voz imortal de Carlos Gardel — francês de nascimento, argentino por devoção — que levou o tango ao mundo.

 Uma Noite na Esquina Carlos Gardel

Em Buenos Aires, no icônico Teatro Carlos Gardel, vivenciei uma noite inesquecível ao lado da minha esposa. Um jantar elegante, seguido por um espetáculo arrebatador. A dança, a música, a atmosfera... tudo conspirava para um mergulho profundo na alma portenha.

sob luz de velas, um tango alucinante.
Um sósia de Gardel, com voz e presença impressionantes, emocionou a plateia. E foi nesse instante, entre taças de vinho e acordes de bandoneón, que nasceu meu poema:


 Poema: Sob o Manto de Gardel 

Noite caliente, ambiente refinado. 

 Momento de emoção! Resgate magnífico do estilo de uma época. 

 Vislumbravam-se momentos arrebatadores. 

 Chegou o canto, a dança e a orquestra. 

 O ritmo soava em sua máxima expressão. 

 A sensação impulsionava os passos dos bailarinos.

 Corpos ardentes, pernas entrelaçadas, rostos hipnotizados. 

 Cantante emocionado, voz embargada. 

 Falava de milongas sobre o manto de Gardel. 

🍷

 Sabores que Dançam

Para coroar essa noite mágica, o restaurante do teatro serviu um prato típico que harmonizou perfeitamente com o espetáculo:

Receita da Noite:

  Corte alto de carne argentina, grelhado ao ponto
  Redução de vinho Malbec com cebolas caramelizadas
  Acompanhado de papas rústicas e chimichurri fresco

Vinho da Casa:
🍷 Malbec Reserva 2019 – Notas de ameixa, pimenta preta e um toque de carvalho. Intenso, elegante e apaixonante — como o tango.
💥

“Olhar o cotidiano é meu ofício; transformá-lo em palavra, minha arte.”

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O REENCONTRO: UMA VIAGEM DE EMOÇÕES E MEMÓRIAS

                  

 O REENCONTRO
 
Uma travessia 
de afetos
 e saboreS

O EGITO DE MUITAS LEMBRANÇAS



Viajar é mais do que deslocar-se no espaço — é mergulhar em histórias, reencontrar sentimentos e fortalecer laços. Esta crônica é um tributo à amizade, à cultura e aos momentos inesperados que transformam simples trajetos em lembranças eternas. Do Cairo a Assuã, passando por Jerusalém, cada passo foi marcado por descobertas e reencontros que merecem ser celebrados.

 Do Cairo a Assuã: trilhos que conduzem memórias

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

SEGUINDO O CURSO DA HISTÓRIA...

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Após a visita ao Museu do Cairo, seguimos rumo à estação ferroviária para iniciar nossa jornada até Assuã, lar da imponente represa que empresta seu nome à cidade. Essa obra monumental, considerada a maior construção em solo egípcio desde as pirâmides, domou o Nilo, controlou suas águas e impôs a lógica humana às certezas da natureza. Um feito que impressiona tanto pela engenharia quanto pela ousadia.

 Ilha Elefantina: onde o Nilo nos levou ao inesperado

Ao chegarmos em Assuã, fomos informados que o trajeto até o hotel seria feito por barco, atravessando o majestoso Nilo até a encantadora Ilha Elefantina. O resort que nos acolheu parecia flutuar entre o tempo e a tradição. E foi ali, como num presente inesperado, que assistimos a um casamento típico egípcio — uma celebração vibrante, repleta de danças, músicas e cores que pareciam dançar com o vento do deserto.

Não apenas leia — clique no negrito nas palavras e mergulhe."

Fomos convidados a participar. E, como se a hospitalidade fosse uma arte milenar, nos serviram iguarias da gastronomia egípcia que encantaram nossos sentidos. Entre elas, o Mahshi, um prato tradicional feito com legumes recheados de arroz temperado com ervas e especiarias, cozidos lentamente em molho de tomate. Uma receita que carrega o sabor da terra e o afeto das mãos que a preparam.

🍽️

 Receita de Mahshi (Charuto de Legumes Egípcio)

Ingredientes:

1 berinjela, 1 abobrinha e 1 pimentão (ou folhas de uva)

1 xícara de arroz cru

1 cebola picada

2 tomates picados

2 colheres de sopa de salsinha e hortelã picadas

Sal, pimenta síria e cominho a gosto

Suco de 1 limão

2 colheres de sopa de azeite

1 xícara de molho de tomate

Modo de preparo:

1. Corte os legumes em formato de barquinhas ou retire o miolo para rechear.

2. Misture o arroz com os temperos, tomate, cebola, ervas, limão e azeite.

3. Recheie os legumes com essa mistura e acomode-os em uma panela.

4. Cubra com o molho de tomate e cozinhe em fogo baixo por cerca de 40 minutos.

🧳 


O desencontro e o reencontro com Vanderlan

Foi no desembarque que sentimos a ausência de nosso querido amigo Vanderlan — uma figura cativante, cuja habilidade em se comunicar é marca registrada. Por um erro da agência, seu nome constava no próximo horário do trem, e ele viajou sozinho. Imagino os pensamentos que o acompanharam: a expectativa do reencontro, a saudade da família, o desconforto de não estar em seu lar.

Mas Vanderlan é um homem de espírito leve. Ainda mais depois de sua visita a Jerusalém, onde, no Monte das Oliveiras, fez orações pela família e agradeceu pela transformação em sua vida. De proprietário de lotérica a corretor de imóveis bem-sucedido, sua trajetória inspira.

Quando finalmente nos reencontramos, tudo se iluminou. O sorriso, o abraço, a alegria — tudo voltou a pulsar com intensidade. Eu e minha esposa sentimos que a amizade se fortaleceu ainda mais. Com Vanderlan, Márcia, Thaís e Thiago. Com Elvira, Cícero e Davi. Com Ayala, Mila e o pequeno Miguel. A imagem que guardamos de cada um foi enriquecida por essa viagem repleta de cultura, guiados por Osama, que nos presenteou com conhecimentos preciosos.

 Reflexões dessa travessia

Essa experiência criou um elo que não queremos desfazer. E, graças à internet, podemos manter viva essa corrente de afeto e memória. Que essa conexão continue firme, como o Nilo que atravessamos, como os trilhos que nos conduziram, como os abraços que nos acolheram.

De Jundiaí, São Paulo, enviamos um abraço caloroso — cheio de saudade, gratidão e o sabor eterno do Mahshi.


🌍

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – (facebook)

domingo, 19 de outubro de 2025

VIAGGIO COM MEMORIE DI FIRENZE (FLORENÇA - ITÁLIA


Trata-se da Ponte Vecchio (Velha) construída em arco medieval sobre o Rio Arno em Florença (Firenze).

Os historiadores acreditam ter sido inicialmente construída na Roma Antiga em madeira. Posteriormente foi destruída parcialmente e totalmente em 1333, quando a região experimentou terríveis cheias, sendo reconstruída somente em 1345 no formato atual.

Consiste em três arcos, sendo o maior com 30 metros de diâmetro. Abrigam muitas lojas onde seus proprietários vendem suas mercadorias que são joias preciosas, elaboradas por artesões especializados, os chamados ourives.

Uma curiosidade vinda dessa região é uma palavra utilizada ainda em nossos dias chamada de “bancarrota”, junção de duas palavras italianas, pois quando um mercador naquela época, não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto), prática que era chamada bancorotto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, essa magnífica construção escapou da destruição. Há quem diga que Hitler tinha sentimentos profundos pelas obras medievais, e assim, ordenou que não a destruíssem.

Ao longo da ponte, existem vários cadeados em especial no gradeamento em torno da estátua de Benveneutto Cellini. (ourives e escultor italiano).

O fato é ligado à antiga ideia dos amantes que ao “fechar” o cadeado e lançar a chave ao rio tornavam-se eternamente ligados.

Com essa tradição de antigamente e ao turismo desenfreado de agora muitos cadeados tiveram de ser removidos estragando a estrutura da ponte, levando o município impor uma multa de cinqüenta euros para quem for apanhado nessa atividade.

👏


MINHA VISÃO NAQUELE MOMENTO
 -
SOBRE O PANORAMA VISTO DA PONTE



Janelas abertas em sua passarela
Rio caudaloso com cores reluzentes

Caiu no vazio uma pedra brilhante
Lapidada pelas mãos de um artista

Lagrimas derramadas em suas águas
Arrivederci bambina

Jóia preciosa no berço do renascimento

👇

 Meus espaços de cultura e amizade:

terça-feira, 14 de outubro de 2025

MARSELHA: AS PORTAS DO MEDITERRÂNEO.



UMA VISTA EMPOLGANTE DA CIDADE





Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias — inclusive nosa Travessia Europa–Brasil: A Jornada Começa.

"Palavras no texto em negrito são portais — clique e explore."

Viajar é muito mais do que deslocar-se de um ponto ao outro — é permitir que a alma mude de paisagem.


Nesta travessia entre Europa e Brasil, embarcamos não apenas num transatlântico, mas numa jornada repleta de encantos, descobertas e memórias que se fixam como perfume no tempo. As cidades que se sucederam ao longo do caminho, cada uma com sua personalidade, nos brindaram com luz, história e arte. Marselha abriu as portas do Mediterrâneo com sua força portuária e seu mosaico cultural; Aix-en-Provence sussurrou com elegância e inspiração; Avignon nos envolveu com muralhas e séculos; os vilarejos da Provença pintaram nossa rota em tons de poesia; e L’Estaque traduziu o silêncio das águas em pinceladas eternas.

A seguir, os capítulos dessa jornada que não apenas percorremos — mas que também nos percorreu.

 Marselha: Portas do Mediterrâneo

A mais antiga cidade da França nos recebeu com sol e brisa salgada. Vibrante e multicultural, Marselha encanta por sua alma marítima e pela riqueza histórica:

O bairro Le Panier, com suas ruelas inclinadas e aroma de café fresco, é o coração antigo da cidade.

No Porto Velho, observamos os barcos dançando ao vento, admirando a vista do Fort Saint-Nicolas.

A subida à colina revelou a magnífica Notre-Dame-de-la-Garde, guardiã da cidade, com sua cúpula dourada reluzindo sob o céu azul.

Marselha é onde a cultura e o comércio se entrelaçam — cidade da arte, da resistência e da expressão popular. Foi aqui, em meio ao fervor revolucionário, que a famosa canção “La Marseillaise” ganhou força e nome, embora sua composição tenha ocorrido em Strasbourg. Assim, Marselha tornou-se símbolo e voz de um novo tempo, levando a melodia às ruas e aos corações.

 Aix-en-Provence: A Elegância da Luz

De Marselha seguimos a estrada até Aix-en-Provence, onde fontes borbulham em praças sombreadas e o charme provençal nos convida à contemplação.

Passeamos pela Cours Mirabeau, avenida arborizada pontuada por cafés e mansões históricas.

Em cada esquina, a memória de Cézanne pulsa nas paisagens suaves e luz dourada que tanto inspiraram suas telas.

A cidade é um poema em movimento — delicada, pensativa, elegante.

 Avignon: Os Muros do Tempo

Chegamos a Avignon envoltos pelas muralhas medievais que abraçam a cidade histórica. O Rio Ródano serpenteia ao lado, acompanhando nossa caminhada.

O imponente Palácio dos Papas se ergue com sua arquitetura gótica — testemunha de um período em que a cidade foi o centro do mundo cristão.

A lendária Pont Saint-Bénézet, ainda que incompleta, nos transporta para canções e lendas antigas.

Cada pedra conta uma história, e o tempo parece caminhar mais devagar por ali.

 Vilarejos Encantados da Provença

Nosso tour pela alma da Provença nos levou a três tesouros escondidos, onde a vida pulsa em outros ritmos:

Isle-sur-la-Sorgue: Com canais cristalinos e mercados de antiguidades, é chamada de a “Veneza provençal”.

Gordes: Empoleirada sobre colinas rochosas, revela construções de pedra dourada e paisagens de tirar o fôlego.

Roussillon: Pintada em tons de ocre, é um espetáculo geológico e cromático — o solo parece uma tela impressionista.

Cada vila parecia uma pausa encantada em nossa jornada.

 L’Estaque: Pinceladas sobre o Mediterrâneo

Fechamos com L’Estaque, o porto tranquilo que seduziu gigantes das artes. Renoir, Braque, Dufy e Cézanne encontraram ali refúgio, inspiração e silêncio para pintar os reflexos do mar.

Os ângulos do Mediterrâneo foram eternizados em cada estação, e ali, a arte parecia conversar com o horizonte.

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 Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

Ultrapassamos 107 mil visualizações — o total pode ser conferido à direita, próximo às fotos dos meus seguidores.

 

Cada clique nos anúncios contribui significativamente para alcançarmos os 110 mil. Minha sincera gratidão a todos que têm apoiado esse projeto.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

QUE PONTARIA HEIN? - O DESAFIO DE UMA GRANDE JORNADA





ALGUMAS REMINISCÊNCIAS DE NOSSA VIDA PROFISSIONAL EM ARAÇATUBA-SP

Ao longo de nossa trajetória profissional, passamos por momentos que marcaram profundamente nossa experiência na implantação da filial da empresa de Conservas Alimentícias em Araçatuba, SP. A viagem até lá já foi um prenúncio das histórias que iríamos colecionar.


Partimos da capital por volta das 22:00 horas em um ônibus leito, seguindo as normas da empresa, que não priorizava deslocamentos aéreos na época. O grupo era formado por nós, Oscar, Jorginho Carvoeiro—também conhecido como Jorginho Carioca—e outros colegas, cada um com sua peculiaridade que tornava a jornada ainda mais memorável. Oscar, sempre meticuloso, carregava anotações sobre o projeto como se fossem um tesouro. Jorginho, com seu bom humor peculiar, era o responsável por manter o ânimo alto mesmo nos momentos mais tensos. E nós, entre risos e desafios, formávamos um time de profissionais dedicados a fazer a nova filial prosperar.


Em uma parada técnica em Bauru, aproveitamos para um rápido lanche antes de embarcar novamente. No entanto, ao chegarmos ao destino, percebemos a ausência de Oscar. O mistério foi desfeito quando soubemos que ele havia embarcado no ônibus errado, todos eram da mesma cor e organizados de forma idêntica na estação rodoviária. O episódio rendeu boas risadas e virou assunto entre nós e os colegas da matriz.


Ao desembarcarmos em Araçatuba, tivemos mais uma situação cômica. No escuro da madrugada, pegamos nossas malas e também a de Oscar, que seguia sem dono. Jorginho, determinado a chegar rápido ao ponto de táxi, segurou sua mala nas mãos, pois naquele tempo rodinhas ainda não eram comuns. De repente, um homem de aparência asiática começou a gritar desesperadamente: "MARA MIA, MARA MIA!" Chegando perto de Jorginho, tentou recuperar sua mala. A confusão foi generalizada, parecendo até um assalto, com pessoas correndo pelo corredor. Depois de muito bate-boca, conseguimos resolver a situação, mas a cena ficou eternizada na memória coletiva, especialmente pelo bordão repetido à exaustão por Jorginho: “MARA QUASE IGUARO NÉ?” Como se não bastasse, ao voltarmos para pegar nossas próprias malas, percebemos que o ônibus já havia partido e levado tudo para a garagem, o que exigiu um novo deslocamento para recuperar nossas bagagens.


Dentro da fábrica, os desafios continuaram. Nossa missão era recrutar e selecionar funcionários para dar início à produção da moagem de tomates, convertendo-os em polpa para fabricação de extratos e derivados. Porém, a mão de obra disponível era quase que exclusivamente rural e sem experiência na função. Iniciamos uma campanha na rádio local, mas os resultados foram tímidos. Optamos então por percorrer a cidade com uma Kombi equipada com alto-falantes, divulgando a oportunidade nos bares, feiras e lojas. Aos poucos, o número de candidatos aumentou, e conseguimos preencher as vagas essenciais para o funcionamento inicial da unidade.


A equipe recém-formada era composta por pessoas de perfis diversos, muitos deles sem nenhuma experiência prévia na indústria. Entre os colaboradores contratados, tivemos porteiros e vigilantes que enfrentavam desafios diários, além de operários que precisavam aprender rapidamente as técnicas de processamento. O ambiente era intenso e exigia muita adaptação por parte de todos.


Entre os muitos episódios marcantes, destacamos a história do porteiro apelidado de "Boca de Ouro", por possuir dentes dourados em sua dentadura. Ele enfrentava dificuldades de comunicação, o que gerava impaciência entre os motoristas que aguardavam para descarregar os caminhões. Quando a pressão aumentava, ele retirava sua dentadura e guardava na gaveta, tornando sua fala ainda menos compreensível. Certa manhã, ele apareceu no RH com as roupas e o rosto manchados de vermelho, resultado de uma tomatada lançada por um motorista irritado. Sem a dentadura, sua explicação era incompreensível, até que um colega lhe devolveu os dentes e finalmente conseguimos entender o ocorrido. Em meio à tensão do momento, ele se dirigiu ao grupo de motoristas e questionou: "Quero saber quem foi o filho-da-puta que atirou o tomate em mim!" Ao que um motorista corpulento respondeu: "Fui eu, por quê?" E Boca de Ouro, resignado, apenas disse: "O senhor tem uma pontaria, hein?" O episódio arrancou risadas pela fábrica e, dois dias depois, o porteiro pediu demissão.


A equipe que se formou ao longo desse período era resiliente e disposta a enfrentar desafios. Apesar dos obstáculos, conseguimos erguer um ambiente produtivo, onde cada membro contribuía à sua maneira para que a fábrica começasse a operar. Eram tempos difíceis, mas também carregados de aprendizado e histórias inesquecíveis.

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 Às vezes, basta abrir a janela para viver uma história. 

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