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sexta-feira, 3 de abril de 2026

COLEÇÃO DE TEXTOS RENOVADOS





Nos últimos tempos, vocês têm visto por aqui muitos textos com datas recentes. 

Mas há um detalhe especial: muitos deles nasceram há anos, guardados comigo, quando eu ainda não tinha nos meus textos os maneirismos de escritor que hoje cultivo. Resolvi revisitar esse acervo, dar nova vida às palavras e compartilhar com vocês essa coleção que mistura passado e presente.

Um olhar atual sobre escritos antigos

Hoje, mais calejado e amadurecido na escrita, percebo como cada texto revisitado carrega não apenas a memória de quem eu era, mas também a evolução de quem me tornei. 

É um prazer dividir com vocês essa jornada literária, onde o tempo não apaga, mas fortalece as palavras.


Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

sábado, 14 de março de 2026

A LEMBRANÇA DE UM AMIGO


 Páginas Amareladas



Remexendo os guardados do tempo,
encontrei um livro que dormia em silêncio,
seus versos respirando na poeira dos anos.

Na contracapa, uma caligrafia antiga,
uma dedicatória como um sussurro preso ao papel:

"À Dijanira, para que, junto com a sensibilidade do meu amigo Vendramini, possa caminhar pela estrada da minha poesia."

Afonso Celso Calicchio, outubro de 1982.

Ele, poeta e crítico, navegava mares de letras,
trilhava caminhos na Rádio Bandeirantes,
falava de escritores como quem desenha constelações.

E na política, um estrategista de sonhos,
tecendo destinos no Palácio dos Bandeirantes,
até que nossas vidas se cruzaram.

Eu trabalhava na área de Recursos Humanos
de uma grande empresa do setor alimentício,
quando um dos donos decidiu lançar sua candidatura, na área política.

Fui convocado para ajudá-lo,
mergulhando, sem perceber, em um novo universo,

Onze meses de estrada,

onde fiz de tudo um pouco:
santinhos impressos, camisas distribuídas,
discursos ensaiados e promessas guardadas no vento.
Ao final, o Empresário, ficou à margem—um suplente,
um nome na sombra do poder.

E eu voltei ao meu posto,
mais experiente, mais calejado,
com lições que só o tempo ensina.

Mas hoje, ao tocar estas páginas amareladas,
não é a política que me emociona,
não são as estratégias, os encontros, as campanhas.

É a poesia.

Pois foi por ela que encontrei minha esposa,
por versos perdidos que nos enamoramos,
pelas palavras que seguimos lado a lado,
criando filhos, saudando netos,
escrevendo nossa própria história.

Hoje espalho minhas crônicas pelo mundo,
na esperança de que alguém, em algum lugar,
remexa seus guardados e encontre nelas
um pedaço da sua própria memória.

E ao amigo Calicchio, onde quer que esteja,
envio este abraço feito de palavras,
de saudade, de gratidão e amizade.


"Não há pressa em quem aprendeu a ouvir o tempo.”

         “A crônica é meu modo de conversar com o mundo sem levantar a voz.”

         “Olhar o cotidiano é meu ofício; transformá-lo em palavra, minha arte.”

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sexta-feira, 13 de março de 2026

O ENCANTO DO CHÁ DAS CINCO



Um Ritual Britânico de Elegância e Tradição.

Uma herança portuguesa na corte inglesa.

O famoso chá das cinco é muito mais do que uma bebida: é um ritual britânico que atravessa séculos e se tornou símbolo de elegância e convivência. Assim como a Torre de Londres ou o Big Ben, ele faz parte da identidade cultural da Inglaterra.

Pouca gente sabe, mas essa tradição nasceu graças a uma portuguesa. Em 1662, o rei Carlos II casou-se com a princesa Catarina de Bragança, filha de D. João IV de Portugal.

Apaixonada pelo chá que os portugueses já traziam do Oriente, Catarina levou consigo uma arca de chá chinês para a corte inglesa. A novidade conquistou rapidamente os ingleses e, em pouco tempo, transformou-se em hábito nacional.

A popularização do “afternoon tea
No século XVIII, o chá já era a bebida preferida da Inglaterra. Mais tarde, no século XIX, a duquesa de Bedford popularizou o costume de servir chá acompanhado de bolos, pães e biscoitos no fim da tarde — e assim nasceu o tradicional “afternoon tea”, que conhecemos hoje como chá das cinco.

O ritual não é apenas sobre beber chá. É sobre desacelerar, reunir amigos, conversar e saborear pequenos prazeres. Até hoje, hotéis e casas de chá em Londres oferecem experiências completas, com porcelanas delicadas, sanduíches finos e doces irresistíveis. É um convite para viver um momento de pausa e sofisticação.
🍵 Receita de Chá Preto Inglês Tradicional
Ingredientes:
2 colheres de chá preto (Earl Grey ou Darjeeling são clássicos)
500 ml de água filtrada
Leite (opcional, mas muito usado na Inglaterra)
Açúcar ou mel a gosto
Modo de preparo:
1. Aqueça a água até começar a ferver.
2. Coloque o chá em uma bule ou infusor e despeje a água quente por cima.
3. Deixe em infusão por 3 a 5 minutos, dependendo da intensidade desejada.
4. Coe e sirva em xícaras de porcelana.
5. Acrescente um pouco de leite, se quiser seguir o costume britânico, e adoce a gosto.

🥐 Receita de Scones Ingleses Clássicos
Ingredientes:
250 g de farinha de trigo
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
60 g de manteiga gelada em cubos
150 ml de leite
1 ovo (para pincelar)
Modo de preparo:
1. Misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal em uma tigela.
2. Acrescente a manteiga e esfregue com as pontas dos dedos até formar uma farofa.
3. Adicione o leite aos poucos, misturando até obter uma massa macia.
4. Abra a massa com cerca de 2 cm de espessura e corte círculos com um cortador ou copo.
5. Coloque em uma assadeira, pincele com ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 200 °C por 15 minutos, até dourar.
6. Sirva ainda mornos, acompanhados de geleia e creme (clotted cream, se disponível).
 Um convite à experiência
Mais do que uma tradição, o chá das cinco é uma celebração da convivência e da elegância britânica. Preparar o chá e os scones em casa é uma forma deliciosa de trazer um pouco desse ritual para o cotidiano — e viver, mesmo à distância, o charme de uma tarde londrina.
💥

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores.

Atuei nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (Normas ISO 9001), com experiência como Auditor de Certificação de Sistemas. Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.  

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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terça-feira, 3 de março de 2026

CALÇADAS LUSITANAS: MEMÓRIAS QUE CAMINHAM COMIGO


Um olhar poético sobre Lisboa antiga, onde cada pedra guarda histórias e cada rua se transforma em verso.



As velhas calçadas portuguesas são mais do que pedras dispostas em desenhos geométricos: são páginas vivas de uma história que se desenrola a cada passo. Lisboa antiga, com seus becos sinuosos e ruelas românticas, guarda o burburinho matinal, os fados que ecoam nas sacadas e o arrulhar dos pombos que ainda hoje acompanham o caminhar dos transeuntes. O poema "Calçadas Lusitanas" é uma saudação a esse patrimônio afetivo, um tributo às memórias que se entrelaçam entre o passado e o presente, revelando o encanto de uma cidade que respira tradição e poesia.


Ao percorrer essas ruas, percebi que não caminhava apenas sobre pedras, mas sobre lembranças. Vi o bonde elétrico barulhento, ouvi o jornaleiro e o leiteiro, senti a presença das velhas senhoras com seus fados e dos olhares curiosos que se debruçavam nas janelas. Foi nesse instante que compreendi: Lisboa não se mostra apenas aos olhos, mas também ao coração. E foi dessa visão, dessa emoção que me atravessou, que nasceu este poema. Ele é o reflexo daquilo que vivi e enxerguei, transformado em palavras que buscam eternizar o espírito das calçadas lusitanas.

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segunda-feira, 14 de julho de 2025

ENTRE FIOS E MEMÓRIAS

Há lembranças que não apenas resistem ao tempo, mas o transcendem — guardadas em cantos esquecidos, costuradas por afetos e reencontradas entre quinquilharias e silêncios. Neste texto, convido você a embarcar numa viagem por memórias que repousam no banco traseiro de um antigo Ford Bigode, sob o cuidado de um embornal que carrega histórias, sons e imagens de uma época que moldou tantas vidas. É uma celebração daquilo que é imutável, mesmo quando o tempo insiste em passar.


Ao assistir a um noticiário televisivo que conclamava o público a prestigiar a inauguração de um museu de carros antigos, minha mente começou a divagar por caminhos ainda não explorados. Entrei numa máquina do tempo, guiado pelas trilhas da memória, entre cenários que misturavam, por acaso, uma obra divina com personagens de ficção e realidade. Pensei no que é eterno — e na inevitável passagem do tempo.

Na antiga garagem da família, onde repousavam itens em desuso, encontrei uma verdadeira relíquia: o imponente e valente Ford Bigode que pertencera ao meu avô Tonella. Ali, entre quinquilharias amontoadas, ele descansava sob um encerado ornamentado por teias de aranha. Retirei a cobertura e, ao observar seu interior com atenção, recordei um dia da infância em que, sob a repreensão dos meus pais, escondi no banco traseiro pequenas relíquias tão características dos meninos daquela época. Perguntei-me, com inquietude, se ainda estariam lá.

Aproximei-me da junção entre o banco de couro e o encosto. Com cautela, enfiei a mão, apalpando o espaço até sentir aquele tesouro guardado — ainda lá, protegido pelo querido embornal.

Explorando seu interior, ouvi o farfalhar dos papéis. Trouxe-os à luz do tempo e, com a alegria de menino, contemplei aquelas preciosidades. No primeiro pacote, amarrado com barbante, havia figurinhas de jogadores de futebol. O destaque era Baltazar, herói corintiano do Campeonato Paulista do IV Centenário, cuja figurinha carimbada era um verdadeiro luxo, raríssima. No segundo pacote, imagens de artistas de cinema: primeiro, Frank Sinatra, o “olhos azuis” da célebre canção My Way. Depois, Marilyn Monroe, a musa encantadora que habitava os sonhos inenarráveis da juventude daquela era.

Enquanto limpava o embornal, lembrei-me com ternura de sua origem: havia sido costurado pelas mãos hábeis de minha mãe, feito de retalhos mágicos, pois ela era uma costureira excepcional.

Foram lembranças de um tempo que não volta mais. E assim, entre fios e memórias, vamos tecendo as cores da nossa vida.

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EGITO: A CASA DA ALMA

O Cairo: A Joia do Oriente Situada no coração das rotas entre Ásia, África e Europa, a cidade do Cairo é um verdadeiro tesouro do Oriente. ...