Chegada à Ilha
Cheguei a Burano com o coração leve e o olhar curioso. Ao lado da minha esposa, senti que cada reflexo nas águas era um convite para descobrir um segredo antigo — um segredo que nasceu dos romanos e ainda vive nas cores das fachadas. Cores que Contam Histórias
As casas, pintadas como se fossem sonhos sólidos, seguem regras antigas: quem deseja mudar a cor precisa pedir permissão ao governo.
E assim, cada tom guarda um pedaço de saudade e esperança.
Com a câmera nas mãos, o impulso de fotografar se tornou inevitável.
Cada esquina parecia pedir um flash, cada reflexo uma lembrança.
Burano é uma ilha que se oferece ao olhar — e o olhar, agradecido, se perde em suas cores.
Hoje, restam poucos habitantes, mas o silêncio guarda ecos de séculos.
As enchentes do inverno e o tempo impiedoso não apagaram sua alma — apenas a tornaram mais serena.
A Arte que Resiste
Gerar Linhas e fotos do tempo que unem passado e presente.
Ao partir, senti que Burano não é apenas um lugar — é uma lembrança viva.
Uma ilha que flutua entre o real e o imaginário, entre o ontem e o agora.
E cada cor que deixei para trás continua a me seguir, como um eco suave da lagoa.
Entre pedras antigas e histórias que resistem
ao tempo, este espaço nasce como um refúgio para a alma. Aqui, cada texto é uma
travessia — um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que
unem fé e sensibilidade, onde o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho
das velas se transformam em palavras.
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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais