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domingo, 14 de dezembro de 2025

DO DESERTO A JERURALÉM: UMA TRAVESSIA MEMORÁVEL


Viajar é mais do que percorrer quilômetros: é mergulhar em culturas, sabores e paisagens que ficam gravados na memória. Nossa jornada começou em meio às areias douradas do deserto, onde cada passo parecia nos aproximar de histórias milenares. O silêncio das dunas contrastava com a intensidade da experiência, e foi nesse cenário que vivemos momentos inesquecíveis.

A pausa na tenda árabe
Durante a travessia, paramos em uma tenda árabe acolhedora. Ali fomos recebidos com hospitalidade e nos deliciamos com pratos típicos preparados com simplicidade e sabedoria ancestral. Entre conversas e aromas, descobrimos que a culinária do deserto é feita para nutrir corpo e alma.

 Receita dos povos do deserto: Rolinhos de Massa Filo com Frutos Secos e Mel
Ingredientes:
1 embalagem de massa filo
50 g de manteiga
50 g de pistaches
50 g de nozes
50 g de pinhões
25 ml de mel
1 pitada de canela
Modo de preparo:
1. Estenda a massa filo e corte em partes iguais.
2. Pincele com manteiga derretida.
3. Misture os frutos secos picados e enrole como charutos.
4. Pincele com mel e manteiga, polvilhe com canela e leve ao forno a 180°C até dourar.
5. Sirva quente, acompanhado de chá ou café árabe.
Essa iguaria, simples e delicada, traduz a essência dos povos do deserto: transformar poucos ingredientes em um banquete de sabor e tradição.
A longa travessia
Após percorrermos cerca de 300 km, chegamos a um hotel em pleno deserto. A arquitetura imponente e o contraste entre o luxo e a aridez da paisagem nos deixaram sem fôlego. Foi uma noite de descanso merecido, embalados pelo silêncio das dunas e pelo céu estrelado.

Jerusalém: encontro com a história
No dia seguinte, seguimos viagem rumo a Israel. Ao chegar em Jerusalém, fomos tomados pela emoção de caminhar por ruas que guardam séculos de fé e história. Cada pedra, cada muralha, parecia sussurrar relatos de tempos antigos. A cidade nos recebeu com sua energia única, misturando espiritualidade e vida cotidiana.
Encerramento da jornada
Essa viagem foi mais do que deslocamento geográfico: foi uma travessia interior. Entre desertos e cidades sagradas, aprendemos que cada parada traz consigo uma lição e cada sabor revela uma cultura. Ao final, levamos conosco não apenas lembranças, mas também a certeza de que o mundo é vasto e generoso para quem se abre a ele.

Explorando sabores e histórias

Cada texto que envio é uma viagem — às vezes literal, às vezes emocional. Falo de lugares, ideias, curiosidades… e, no final, deixo sempre um presente para o paladar: uma receita ou uma dica de vinho que combina com o espírito da jornada. Que seja leve, saboroso e inspirador.

🌤️

             "Escrevo para inquietar silêncios. Depois, siga os rastros: os mais lidos abaixo, as palavras à direita."

"Viaje comigo pelas curiosidades do mundo — e se puder, clique nos anúncios. Não custa nada e ajuda muito!"

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – Face Book. 

domingo, 13 de abril de 2025

STADEN, O AVENTUREIRO EUROPEU NO BRASIL


STADEN, O AVENTUREIRO EUROPEU NO BRASIL




Hans Staden, aventureiro, marinheiro e cronista alemão do século XVI, deixou uma marca inconfundível na história brasileira. Nascido em Homberg, Alemanha, em 1525, ele embarcou em uma jornada que o levaria a experiências extraordinárias e desafiadoras no Brasil.

Depois de sobreviver a uma série de naufrágios em suas viagens, Staden encontrou uma certa tranquilidade ao se estabelecer na Ilha de Santo Amaro, atual Guarujá, São Paulo. Lá, serviu como arcabuzeiro em uma fortaleza, tornando-se amigo dos índios tupiniquins e do governador-geral Tomé de Souza.

Tudo mudou dramaticamente em janeiro de 1554, quando ele foi capturado pelos tupinambás, inimigos declarados dos tupiniquins. Para Staden, esses indígenas eram vistos como seres selvagens, conhecidos por suas cerimônias ritualísticas e práticas de antropofagia. Seu destino parecia ser o caldeirão. No entanto, levado para a região de Ubatuba, ele conseguiu escapar da morte usando uma combinação de fé, inteligência e teatro.

Staden afirmou ser francês (um povo aliado dos tupinambás) e fingiu estar constantemente doente, atribuindo pequenos fenômenos naturais à ira de seu Deus. Esse comportamento gerou desprezo e temor entre os índios, garantindo sua sobrevivência. Após nove meses e meio de horror, ele finalmente conseguiu escapar em um barco francês.

De volta à Alemanha, Staden documentou suas aventuras no livro A Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Devoradores de Homens. Publicada em 1557, a obra é considerada uma importante fonte histórica, oferecendo um vislumbre dos costumes indígenas e das percepções europeias da época. Seu relato é um testamento de um período fascinante e pouco conhecido da história brasileira, ainda ecoando cinco séculos depois.

Hans Staden morreu em 1579, na cidade de Wolfhagen, Alemanha, mas sua memória permanece viva, até mesmo em lugares como Ubatuba, onde uma rua leva seu nome em homenagem a sua história marcante.



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