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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

UMA NOITE MÁGICA EM LISBOA: DO FADO À POESIA

VISTA DE LISBOA NO ALTO DO CASTELO
DE SÃO JORGE

Explorando sabores e histórias

Cada texto que envio é uma viagem — às vezes literal, às vezes emocional. Falo de lugares, ideias, curiosidades… e, no final, deixo sempre um presente para o paladar: uma receita ou uma dica de vinho que combina com o espírito da jornada. Que seja leve, saboroso e inspirador

Ao desembarcar na magnífica Lisboa, fomos imediatamente envolvidos por sua atmosfera vibrante e acolhedora. 

No mesmo dia, exploramos seus encantos: ruas históricas, fachadas elegantes e o aroma envolvente do café no charmoso bairro do Chiado — onde o burburinho das conversas parecia cantar a alma da cidade.

No segundo dia, partimos da imponente Praça Marquês do Pombal, descendo pela sofisticada Avenida da Liberdade, com suas calçadas em pedra portuguesa e vitrines refinadas. Passamos pela Praça dos Restauradores, pelo Rossio e pela Baixa Pombalina, até alcançar a majestosa Praça do Comércio, que se estende à beira do Tejo como um abraço entre terra e mar.

Seguimos rumo ao bairro de Belém, onde a história pulsa forte. Diante do Monumento dos Descobrimentos, contemplamos a calçada de mármore que eterniza os trajetos das caravelas rumo ao desconhecido. A emoção se intensificou no Mosteiro dos Jerónimos, onde repousam os heróis da pátria: Vasco da Gama e Luís de Camões — símbolos eternos da coragem e da alma portuguesa.

 Fado e Emoção no Café Luso

Lisboa é joia rara, estendendo-se pelo estuário do Tejo até a Península de Setúbal. Entre suas colinas, o Bairro Alto brilha com magnetismo singular. É lá que se encontra o Café Luso, casa tradicional de fado, situada na sétima e mais alta colina da cidade. Antigas adegas e cocheiras do Palácio Brito Freire hoje reverberam os sons melancólicos das guitarras portuguesas.

Ali, sob arcos de pedra e luzes tênues, sentimos a alma do fado pulsar. Uma placa nos emocionou: nela, a presença assídua de Amália Rodrigues, a maior fadista de Portugal. Seu legado atravessou fronteiras, perpetuando o vestido preto, o xale e a dor cantada com dignidade. O fado é saudade, é destino, é tragédia — e é também beleza.

O apresentador anunciou com reverência:

"Afinem-se as guitarras.

Diminuam as luzes.

Silêncio… vai-se cantar o fado."

E assim começou o espetáculo. Fadistas trajados com elegância entoavam canções profundas, entre melodias e danças folclóricas. O jantar à luz de velas intensificou a magia da noite, transformando o ambiente num templo de emoções.

 Homenagem Poética

Em meio à emoção lisboeta, homenageamos um grande amigo e poeta português — Jorge Humberto — cuja arte ecoa com a mesma intensidade do fado. Seu poema, escrito com alma e paixão, é um tributo à beleza e ao amor:

 Poema de Jorge Humberto

Vivo a vida pensando em ti, sou prisioneiro sem lamento.

 De todas as vidas que eu já vivi estar contigo é brisa, alento e tudo o que eu mais anseio.

 Lembra-me o dia em que te vi, sentada estavas, de permeio a um jardim… e eu, perto de ti.

 Pareceu-me sonho idealizado, tua figura em cenário fulcral… E as vestes, em dorso cinturado, mostravam o tanto de natural que exalava de ti; ora perfume ora uma flor, tanto que me inebriava. 

 Tão exuberante como ao lume, enquanto a noite cai na alma, assim eras tu, no quanto bailavas, madeixas ao vento - bruxuleantes, rosáceas bochechas - coradas, entrega e coisas estonteantes. 

 E se de ti então cativo já eu era, ver-te desinibida assim, mostrando teu eu luxuriante, ai, quem dera, que de mim te fosses apaixonando.

💢

 Final Surpreendente: Sabores e Sentimentos

Para encerrar essa noite mágica, o Café Luso nos presenteou com sabores que dançam:

Prato da Noite:

  • Corte alto grelhado com redução de vinho do Porto
  • Acompanhado de batatas rústicas e legumes salteados

Vinho da Casa:
🍷 Tinto Alentejano Reserva 2020 – Encorpado, com notas de frutas negras e especiarias, perfeito para acompanhar o fado e a poesia.

💥

Lisboa nos tocou com sua história, sua música e sua arte. E como diria Jorge Humberto, “estar contigo é brisa, alento” — assim é estar com Portugal: um sopro de alma e eternidade.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – Face Book. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

BASÍLICA SÃO PEDRO EM ROMA




Seu desenho atual é fruto de quase 180 anos de obras e embelezamento entre séculos 15 e 17, ali, trabalharam artistas ilustres do renascimento, como Bramante, Rafael e Michelângelo.


"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta.


Foi este último, por exemplo, quem projetou a cúpula central, com 119 metros de altura e 42,4 de diâmetro. No interior estão expostas obras-primas como a Pietá, do famoso escultor, e o majestoso baldaquino de bronze idealizado pelo magnifico artista Bernini.





Para os fiéis, no entanto, a principal atração, continua a ser a cripta sob o altar, onde fica o túmulo de São Pedro, o primeiro papa do cristianismo e herdeiro direto dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Foi erguida no mesmo local, onde, no século 4, o imperador romano Constantino havia ordenado a construção de uma igreja para proteger as relíquias de São Pedro.

PIETÁ


A escultura da Virgem Maria segurando o corpo de 

Cristo, logo após a sua crucificação, é considerada uma 

das mais belas obras do mundo. 

Exposta há cinco séculos numa das capelas da Basílica, atrai centenas de milhares de turistas todos os anos e tem servido de inspiração para muitos artistas. 

Batizada por Michelangelo de Pietá, que quer dizer “piedade” em italiano, a estátua foi esculpida em um grande bloco de mármore branco em 1499, quando o artista tinha apenas 25 anos. 
A profunda serenidade nos semblantes da Virgem e de Cristo, a perfeição dos detalhes do corpo despido e languidamente apoiado no colo de sua mãe, comoveram o próprio artista, que, envaidecido por sua obra-prima, gravou seu nome no mármore de uma escultura. 

🌬️ 

Suspiros de lugares distantes

Crônicas que nasceram de viagens reais ou imaginadas.

Cidades que deixaram cheiro, sons e saudade.


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Antonio Vendramini Neto

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

PRELÚDIO PARA UM AMOR INACABADO

 

Um Poema com ritmo leve e refinado:

"O texto fala, o negrito convida — clique e descubra."



A cortina ainda estava fechada.
O espetáculo, prestes a começar.
Enquanto isso, a orquestra tocava melodias eternas,
como quem prepara o coração para o que virá.


Então… abre-se a cortina.
E tudo começa.



O maestro, com gestos suaves,
deixava transparecer o brilho da alma.

Os músicos, imponentes e serenos,
faziam dançar no ar momentos de êxtase e contemplação.

Na plateia, ele.
Sentia-se parte da cena,
escutando a canção que um dia compôs para sua amada,
que já não estava mais em seus braços.

A música trazia paz,
mas o remorso ainda doía.
A mente vagava por lembranças,

O “spalla” da orquestra executava um prelúdio nostálgico,
e a imagem da amada distante
ganhava força, cor, presença.

As cortinas se fecharam.
Ele aplaudiu —
não com as mãos, mas com o coração.

Naquele instante,
o ambiente revelou seu dom de amar com profundidade,
de transformar sentimento em expressão.

Levantou-se.
Partiu rumo ao desconhecido,
levando consigo uma paixão viva,
capaz de transformar saudade em sinfonia.

Epílogo:
E enquanto caminhava, o som daquela noite seguia com ele — como se a música tivesse decidido acompanhá-lo, nota por nota, até o reencontro que só o destino poderia compor.

🌌


“Escrevo como quem recolhe o tempo com as mãos.”

         “Cada linha é um gesto contra o esquecimento.”

         “O silêncio também tem voz — e às vezes, ela escreve comigo.”


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 Toninho Vendramini

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

ANJOS: LUZES QUE ATRAVESSAM A ESCURIDÃO











 













A Presença dos Anjos

A palavra “anjo” vem do Latim Angelus e do Grego Ággelos, que significam “mensageiro” e “emissário de Deus”.

São seres celestiais, superiores ao homem, que habitam nossos pensamentos mais profundos. A eles recorremos em busca de proteção, consolo e luz nos momentos de sombra. Não dormem, não envelhecem, não se desgastam com o tempo — e por isso, nunca nos abandonam.

Contudo, sua presença não é constante. Se assim fosse, não conheceríamos a dor, nem o valor da superação. Os anjos nos visitam quando mais precisamos, e partem quando é hora de caminharmos com nossas próprias forças.

Descobri essa verdade em um instante de aflição, quando senti uma mão invisível repousar sobre meu ombro. Naquele momento, vi ao meu lado um ser de luz — um anjo enviado por Ele, que surgiu como um raio iluminando a janela do meu tempo.

Antes daquela noite, ele nunca havia habitado meus sonhos. Era um desconhecido. Mas desde então, tornou-se meu companheiro inseparável nas jornadas celestiais que se seguiram.

 Poema: Ao Anjo da Noite
Mente envolta em névoa e receios
Pensamentos dançam em devaneios
Visão perdida em trilhas incertas
Passos vagam pelas noites desertas
Surge o sol entre nuvens ligeiras
Rasga o céu com promessas inteiras
Abismos se curvam em silêncio profundo
Enquanto o tempo se dobra no segundo
Anjo oculto, guia sereno
Sorriso tênue, olhar ameno
Assustei a morte com um gesto forte E abracei, enfim, minha nova sorte.

🌌
E assim, compreendi que os anjos não são apenas figuras aladas em pinturas sagradas. São presenças sutis, que tocam nossa alma quando o mundo parece desabar. São luzes que atravessam a escuridão, mensageiros que nos lembram que nunca estamos sós.

Que este encontro com o divino inspire outros corações a reconhecerem seus próprios anjos — visíveis ou invisíveis — que caminham ao nosso lado, mesmo quando não os vemos. 

 O Blog de Toninho Vendramini

Um passeio por memórias, afetos e encantamentos.

Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

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MITOLOGIA MARÍTIMA: ENTRE LENDAS E HORIZONTES

Odisseus em seu retorno à ilha de Ítaca . O mar sempre foi um palco fértil para o nascimento de mitos e lendas . Muito disso se deve à imag...