A BÍBLIA DA ECOLOGIA
Quando o mundo se deu
conta de seus problemas ambientais?
Quando os homens
despertaram para as necessidades de preservação?
Talvez nenhum momento tenha sido tão importante
para sanar tal consciência quanto ao livro Primavera Silenciosa lançado em 1962, da
bióloga norte americana Raquel Louise Carson.
Numa
América pós-guerra deslumbrada com os poderes da ciência e da indústria, o
livro soou como um primeiro assustador alerta acerca da convivência crescente e
perigosa dos seres com os produtos químicos. Advertia a respeito da urgência de
um controle absoluto sobre o uso de pesticidas – especialmente o DDT, mortal
para os peixes e pássaros.
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Pássaro vitima do vazamento de um navio petroleiro |
Semanas depois de ser lançado, já provocava as mais diversas opiniões. Mais de quatro milhões de cópias foram vendidas.
Mesmo políticos conservadores reconheceram que
o livro mudaria o curso da História.
Nessa esteira da polêmica, os anos seguintes
anunciaram várias leis ambientais pioneiras, como a proibição do DDT e um
acordo mundial contra produtos destruidores da camada de ozônio.
Medidas que ainda tentam evitar a chegada do
dramático futuro previsto por Raquel – um mundo de primavera sem o canto dos
pássaros.
O DDT (sigla de
diclorodifeniltricloroetano) foi o primeiro pesticida moderno, tendo sido
largamente usado durante e após a Segunda Guerra Mundial para o combate aos
mosquitos vetores de doenças como malária e dengue.
Devido a esses e outros fatores, foi banido de muitos
países e o seu uso é bastante controlado nos demais, sendo
necessária a autorização e supervisão de um agrônomo na compra e utilização,
bem como a assinatura de um documento de comprometimento de uso, na
dosagem indicada e de equipamentos de proteção individual.