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sábado, 11 de abril de 2026

ZEZINHO MUÇAMBÊ O ARTESÃO E FOTÓGRAFO DE MIL FACES



Zezinho Muçambê: Arte, Vida e Mistério   
José Epaminondas de Albuquerque Martins, ou simplesmente Zezinho, partiu do Nordeste com um sonho: transformar sua vida em São Paulo. Com a bênção da mãe e o coração apertado por deixar o pai e os oito irmãos, seguiu viagem carregando apenas uma matula e uma imensa vontade de vencer.

Desde cedo, Zezinho demonstrava talento. Em sua terra natal, criava peças de artesanato que encantavam nas feiras dominicais. Suas mãos habilidosas e sua imaginação fértil transformavam materiais simples em verdadeiras obras de arte. Mas ele queria mais. Inspirado pelo fotógrafo lambe-lambe da praça, sonhava em aprender a capturar momentos e eternizá-los em imagens.

Ao chegar à metrópole, enfrentou desafios. Conseguiu um ponto na praça, onde expunha suas peças em caixotes improvisados. Para complementar a renda, fez sociedade com um mascate e comprou uma câmera fotográfica. Assim, entre o artesanato e as fotografias, começou a construir sua reputação.

Foi nesse vai-e-vem que conheceu uma mulher com quem dividiu teto e aflições. Mas a relação azedou ao descobrir que ela se prostituía enquanto ele trabalhava. Desiludido, Zezinho aceitou a proposta de um fotógrafo profissional, Sr. Cícero, para trabalhar em seu ateliê no interior. Lá, aprimorou suas técnicas e ganhou o apelido de Zezinho das Artes, por nunca abandonar o artesanato.

Com o tempo, abriu seu próprio negócio, inovando com fotografias coloridas e cobrindo eventos sociais, esportivos e religiosos. Tornou-se figura conhecida, participando de carnavais e campeonatos, e até colaborava com o jornal local. Mas sua saúde começou a dar sinais de alerta. Uma tosse persistente o incomodava, e ele recorria a um xarope caseiro de muçambê, que carregava em um frasco no bolso. O hábito lhe rendeu um novo apelido: “Zezinho Muçambê”.

Apesar do sucesso, o destino foi cruel. Em um dia chuvoso, Zezinho não apareceu para trabalhar. Preocupado, um funcionário foi até sua casa e o encontrou sem vida, ao lado do frasco de muçambê. O velório foi marcado por homenagens emocionadas, mas o enterro virou um caos. Uma chuva torrencial interrompeu o cortejo, e o caixão foi abandonado na rua. Vagabundos o arrastaram para uma barraca de flores, e a polícia, sem opções, deixou o corpo ali até o dia seguinte.

Na manhã seguinte, o caixão havia desaparecido. O mistério permanece até hoje, alimentando histórias de assombração e curiosidade na cidade. Zezinho Muçambê, com sua vida cheia de altos e baixos, deixou um legado de talento, resiliência e um enigma que nunca será desvendado.

Boas histórias, bons sabores

O xarope de muçambê, que Zezinho carregava como amuleto, ainda hoje existe e continua sendo usado na medicina popular. Preparado a partir da planta Cleome spinosa L., conhecida também como “sete-marias” ou “beijo-fedorento”, é tradicionalmente indicado contra tosse, bronquite e asma. Em muitas cidades do interior, ainda se encontra em receitas caseiras e até em xaropes naturais vendidos em feiras e lojas de produtos medicinais.

Assim, entre memórias e mistérios, o sabor amargo e medicinal do muçambê permanece como testemunho de uma tradição que resiste ao tempo — e como lembrança viva de Zezinho, o homem que transformou arte, fotografia e cultura em sua marca eterna.

Receita de Lambedor de Muçambê

Ingredientes:

  • 1 punhado de folhas e flores de muçambê (bem lavadas)

  • 500 ml de água

  • 1 xícara de açúcar mascavo ou mel

  • 1 pedaço pequeno de gengibre (opcional)

  • Suco de 1 limão

Modo de preparo:

  1. Ferva a água e adicione as folhas e flores de muçambê.

  2. Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos.

  3. Coe e volte o líquido ao fogo, acrescentando o açúcar mascavo ou mel.

  4. Mexa até formar uma calda espessa.

  5. Acrescente o suco de limão e o gengibre, se desejar.

  6. Armazene em frasco de vidro limpo e bem fechado.

Uso tradicional: uma colher de sopa, duas vezes ao dia, para aliviar tosse e bronquite.


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Antonio Vendramini Neto – Face Book Escritor | Criador de conteúdos culturais

Entre palavras e aromas

Gosto de misturar assuntos como quem prepara uma boa receita: com cuidado, curiosidade e um toque pessoal, compartilho reflexões, histórias de viagem e, claro, em algumas vezes, uma sugestão culinária ou enológica para fechar com sabor. Que a leitura te leve longe.



terça-feira, 22 de julho de 2025

RUÍDOS DE UMA LONGÍNQUA QUIETUDE


O silêncio não é um vazio — ele é um espelho. 


Reflete nossos medos, revela nossas pausas e denuncia aquilo que nos falta coragem de expressar. Enxergar o silêncio é compreender que ele interfere nas relações, nos pensamentos e nos caminhos que trilhamos. É nele que moram tanto as dores ocultas quanto os sonhos não confessados. Que esta reflexão inspire mais escuta, mais presença e, talvez, mais coragem para preencher o espaço entre o que foi calado e o que merece ser dito.

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sexta-feira, 11 de julho de 2025

ESCREVER É UMA ARTE - PALAVRAS QUE FLORESCEM




📖 Capítulo 1

Entre Flores, Sentimentos e Poesia: Ecos da Alma no Cotidiano

A arte de escrever, seja em prosa ou verso, é um exercício de busca — paciente, intensa e por vezes iluminada. Um escritor realiza sua missão quando consegue alinhar palavras, sons e significados de modo que se tornem expressão legítima de seu sentir. É nesta harmonia verbal, onde forma e conteúdo se entrelaçam, que habita o êxito literário.

Neste espaço, apresento reflexões poéticas e textos que emergem da sensibilidade do cotidiano, do amor, da natureza e dos sentimentos que nos atravessam. Que cada palavra aqui plantada possa florescer em você, leitor, como semente de contemplação e emoção.


📖 Capítulo 2

Sol, Flores e Águas: Uma Manhã Infinita

A flor tem por função a perpetuação da espécie, gerando sementes por meio da reprodução sexuada. No ciclo das plantas, as sementes são o futuro — o recomeço e a permanência.

De maneira análoga, a poesia também planta sementes no leitor: sensações, ideias, conexões.

Sol, Flores e Águas

Rompe a madrugada.
Abre uma flor!
Som de pássaros,
Música no ar!

Vontade de viver,
Alegria contagiante.
O sol se aproxima,
Calor da manhã,
Sorte incessante,
Fonte cantante.

Sonhos presentes,
Águas cristalinas.
Soltura de amarras,
Entrada do esplendor!

Cultive o amor
Com sol, cantos, flores e águas,
Na manhã que é infinita.


📖 Capítulo 3

Lágrimas e Clarins: A Travessia dos Sentimentos

O conceito mais popular de amor envolve a formação de um vínculo emocional com alguém ou algo que possa acolher esse afeto e devolvê-lo com estímulos que mantenham essa conexão viva. Entre dor e paixão, há sempre um movimento do sentir.

Os Dois Sentimentos

As lágrimas brotaram violentas dos olhos.
Rolaram pela face em louvor das crenças mundanas.
Caíram no chão vazio, sem vida e incrédulas.
Semearam incertezas e atitudes profanas.

A vontade de viver veio a galope,
Soberba, espontânea, em pleno trote.
Escutou o clarim e o rufar dos tambores,
Despertou para a vida e novos amores.


📖 Capítulo 4

O Despertar: Quando a Alma Pede Passo

Os marca-passos cardíacos devolvem ritmo e vida ao coração. Também nós, diante da exaustão emocional, precisamos de algo que nos religue ao compasso da esperança.

O Despertar

Passos incertos e sem compasso...
Arritmia galopante e incessante.
Coração desenfreado e disparado,
Tormentos angustiam as duras sensações.

Rastros deixados nas calçadas e jardins,
Jasmins com cheiro de alecrins.
Caminhos de flores que choram por uma vida.

Caminhar sofrido, cansado e combalido,
Carregando um corpo de sentimentos profundos.
Marca-passo no pulsar de uma alma.


📖 Capítulo 5

João e Hortência: O Espantalho que Não Espantou

O uso do espantalho para afastar aves é uma tradição ancestral. Mas o tempo e a natureza tratam de ensinar que nem sempre nossos métodos humanos são suficientes para conter o curso das coisas.

João e Hortência

Dona Hortência abriu a janela e chamou o caseiro:

— João! Plante essas sementes no canteiro vazio.
— Mas não está estercado...
— Então remexa a terra, coloque adubo e semeie. Quero alface viçosa para a salada do patrão.

Passada uma semana, foi ver se as sementes haviam germinado. O que encontrou foram pequenas mudas ceifadas pela fome dos pássaros.

— João! Veja o que aconteceu... Você não fez nada?
— Pois é, dona... Se a gente não atrapalhar as aves, não vai ter o que comer.
— Coloque então no canteiro alguma coisa!

João improvisou um boneco com um chapéu de palha furado e uma bola de pano na cabeça. No dia seguinte, voltaram ao canteiro. Para surpresa de Hortência, o espantalho... não espantou.

👀

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EGITO: A CASA DA ALMA

O Cairo: A Joia do Oriente Situada no coração das rotas entre Ásia, África e Europa, a cidade do Cairo é um verdadeiro tesouro do Oriente. ...