Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – Face Book.
Antonio Toninho Vendramini Neto
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“ONDE VÔ”
(Encontrado em sua mesa de trabalho)
Os lugar onde vô
Nem eu sei escolher.
Quando o zóio piscô,
Já cheguei, sem querer.
Sem querer, também não!
Eu so vô se eu gosto
E, se lá não for bão,
Curto da maneira que eu posso.
Normalmente, fica afastado
Do que se chama civilização.
Nunca vô apressado,
Presto muita atenção.
Pode sê o mato crescendo,
Ou, então, a cachoeira caindo.
Eu ali, quieto, só vivendo.
E a natureza explodindo.
O Vento batendo depressa
Como com pressa de ir embora;
A verde mata atravessa
E parte para o mundo afora,
Trazendo e levando perfume,
Arrastando as foia do chão.
Cartas que nunca foram enviadas
Palavras
escritas para quem partiu, para quem ficou, para quem nunca soube.
Cartas que
não pedem resposta — apenas repousam no papel.
💯
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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.
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A HISTÓRIA DE UM HOMEM PERDIDO
"O negrito nas palavras aponta.
O clique leva."
Ao longo da história, o espírito aventureiro tem sido o combustível das jornadas mais desafiadoras, aquelas que levam homens e mulheres a lugares inexplorados, onde os limites do corpo e da mente são postos à prova. Encontros com o desconhecido, com a natureza selvagem, e até com a própria morte, fazem parte do cerne dessas experiências. Um dia, ao assistir a um documentário sobre essas expedições extremas, deparei-me com uma tragédia que me deixou inquieto: um dos participantes de uma caminhada, em um dos lugares mais inóspitos do mundo, morreu no meio da jornada. O local era o Vale da Morte, um deserto cruel onde a aridez da terra e o calor sufocante são os menores dos desafios.
Isso me fez refletir profundamente: o que passa pela mente de alguém que, diante da iminente morte, se vê perdido nesse cenário? Como o espírito humano reage quando confrontado com o fim inevitável? E, mais importante, o que é o medo, senão a reação natural à sensação de que estamos prestes a ser derrotados pela própria existência?
Foi a partir dessa reflexão que decidi imaginar a história de um homem perdido naquele mesmo Vale da Morte, onde cada passo parecia uma luta contra seu próprio corpo e contra a própria vida.
A Narrativa:
A vida, por fim, o havia deixado. O homem que um dia se atreveu a desafiar o impossível, e que em seu último suspiro reconheceu sua própria limitação, agora era parte do deserto. Seu nome, como todos os nomes de aventureiros, seria levado pelo vento. E a lenda de sua jornada, uma história sem fim, eternizada em cada grão de areia.
Final emocionante:
A estrada às vezes é silenciosa, mas
vocês sempre estiveram por perto.
106 mil acessos depois, sigo
contando o que vejo e o que sinto.
Obrigado por caminhar comigo.
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Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.
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O silêncio não é um vazio — ele é um espelho.
Reflete nossos medos, revela nossas pausas e denuncia aquilo que nos falta coragem de expressar. Enxergar o silêncio é compreender que ele interfere nas relações, nos pensamentos e nos caminhos que trilhamos. É nele que moram tanto as dores ocultas quanto os sonhos não confessados. Que esta reflexão inspire mais escuta, mais presença e, talvez, mais coragem para preencher o espaço entre o que foi calado e o que merece ser dito.
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As estações ferroviárias, hoje silenciosas, foram em outros tempos o coração pulsante das pequenas cidades do interior.
Reuniam negócios, encontros e sonhos — e às vezes, até o cinema se rendia ao seu charme. Este relato é uma janela aberta para essa era perdida, vivida e recordada com afeto por quem cresceu entre trilhos e amizades genuínas. Uma história que mistura juventude, futebol, encontros improváveis e um toque de Hollywood em Louveira. Que este texto desperte nas novas gerações o encanto pelo passado e a curiosidade pelo que já foi cenário de filmes e histórias reais.
Estação de Memórias
Em tempos antigos, quando eu cursava o antigo ginásio escolar, formamos uma turma de rapazes da mesma idade que adorava conversar. Era uma época sem celulares — hoje tão inseparáveis — e as amizades se construíam no olho no olho, nas conversas longas e nas caminhadas pelas ruas.
Entre nós, havia também algumas mocinhas que moravam em Louveira, uma pequena cidade vizinha a Jundiaí, onde resido até hoje. Louveira, conhecida por sua produção de frutas, especialmente uvas e morangos, sempre teve um charme interiorano, com suas paisagens bucólicas e a famosa estação ferroviária de arquitetura inglesa.
Certa vez, por falta de um professor, fomos dispensados mais cedo das aulas. Aproveitamos para acompanhar os colegas luverdenses até a estação, onde pegariam o trem de volta para casa. Essa caminhada rendeu boas conversas e, com o tempo, uma bela amizade entre nós.
Um dos rapazes nos convidou para visitar Louveira. Como tínhamos um time de futebol — cheio de pernas de pau, diga-se — fomos desafiados a jogar contra o time local, o Primavera. Chegando lá, descobrimos que o adversário era quase profissional. Levamos uma surra memorável e voltamos no trem da tarde para Jundiaí, sob muitas gozações.
A estação de Louveira era o coração da cidade. Coberta por uma estrutura inglesa, com detalhes arquitetônicos que lembravam estações europeias, ela se tornava ponto de encontro aos domingos. Ali aconteciam feiras de legumes, artesanato e o tradicional footing — o desfile das moças pela plataforma, enquanto os rapazes observavam e paqueravam.
Como estávamos quase sem dinheiro, o pai de uma das meninas, o senhor João — gerente do único banco da cidade — nos alocou em casas de conhecidos. Fui parar na casa de uma jovem simpática, e ali ouvi histórias fascinantes contadas pelo próprio senhor João.
Ele nos falou sobre um filme americano que teve cenas gravadas na estação de Louveira. O longa era estrelado por Glenn Ford, ator canadense naturalizado americano, famoso por papéis em clássicos como Gilda (1946), Blackboard Jungle (1955) e 3:10 to Yuma (1957). Segundo o senhor João, a estação foi transformada em um cenário de faroeste, com cavalos e apetrechos trazidos de São Paulo por trem. Glenn Ford e outros artistas vieram pessoalmente para as filmagens, e a cidade parou para assistir.
O filme em questão era The Americano (1955), dirigido por William Castle. Nele, Glenn Ford interpreta Sam Dent, um cowboy texano que viaja ao Brasil para entregar touros Brahman a um fazendeiro chamado Barbosa. Ao chegar, descobre que Barbosa foi assassinado e se vê envolvido em uma trama de traições e perigos. A estação de Louveira foi usada como cenário para representar uma cidade brasileira fictícia, com ambientação típica de faroeste.
Anos depois, já aposentado e atuando como consultor, passei a trabalhar em Valinhos, cidade vizinha que também preserva seu charme interiorano. A estrada velha que liga Jundiaí a Valinhos passa ao lado da estação de Louveira, e sempre que eu cruzava por ali, minha mente voltava àquelas cenas e lembranças.
Um dia, ao encerrar minhas consultorias em Valinhos, parei na estação de Louveira. Hoje, ela funciona como espaço cultural da prefeitura, já que os trens de passageiros deixaram de circular em 2001. A estrutura foi restaurada, mas conserva sua alma. Na bilheteria, quadros com fotos dos artistas americanos que ali estiveram decoram as paredes, como testemunhas silenciosas de um tempo que não volta.
Assim, essa estação se tornou um símbolo das minhas memórias — de amizades, descobertas, derrotas futebolísticas e histórias de cinema. Um passado que vive apenas nas lembranças de quem teve o privilégio de vivê-lo.
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Passei boa parte da noite mergulhado em pensamentos. As lembranças da minha
trajetória profissional ainda estavam vivas na memória, como se ecoassem no
silêncio da madrugada. Ao despertar no dia seguinte—bem depois do horário
habitual—percebi que aquele não era um dia qualquer. As homenagens recebidas na
véspera, marcando minha aposentadoria, ainda pulsavam em meu coração,
transbordando emoção.
O canto dos pássaros matinais misturava-se com as palavras de apreço que
ecoavam na minha mente. Por tantos anos, dediquei-me ao trabalho com empenho e
determinação, garantindo não apenas minha subsistência, mas também o bem-estar
da minha família. O sucesso que alcançamos foi fruto do esforço conjunto, e
essa certeza enchia-me de orgulho e satisfação.
Mas e agora? Qual caminho deveria seguir? Essa pergunta me acompanhou ao
longo do último ano da minha atividade profissional. Eu precisava encontrar
algo que preenchesse minha mente e me proporcionasse um lazer criativo. Após
muitas reflexões, compreendi que a escrita era a resposta—uma paixão que já
cultivava nos momentos de folga. E que melhor maneira de começar do que contar
a saga do meu avô italiano, que desbravou terras brasileiras com coragem e
esperança? Talvez essa história pudesse, um dia, se tornar um livro.
À medida que escrevia, memórias do cotidiano e aventuras ao redor do mundo
começaram a emergir. O desejo de registrar essas experiências me levou a
colecioná-las em contos, prosas, poesias e poemas, muitos dos quais
naturalmente se transformaram em crônicas.
Foi então que recebi um convite para compartilhar meus textos em um site. O
retorno positivo, com um número expressivo de leitores, abriu novas portas.
Passei a contribuir para antologias, revistas e jornais, tornando-me, sem
perceber, um cronista.
Mas afinal, o que é uma crônica? Minhas pesquisas revelaram que o termo vem
do latim chronica e, segundo estudiosos, nos tempos medievais, era
utilizado para narrar eventos em ordem cronológica. Dessa forma, servia como um
registro documental, preservando acontecimentos para a posteridade.
Com o passar do tempo, a crônica adquiriu uma essência literária mais leve e
dinâmica, entrelaçando elementos poéticos, líricos e até fantasiosos. Hoje,
está presente em jornais, revistas e, cada vez mais, no universo digital,
mantendo sua essência vibrante e conectada aos acontecimentos do dia a dia.
Diferente de uma notícia, a crônica não precisa ser escrita por um
jornalista; ela pertence ao olhar do escritor, que dá vida aos fatos com uma
narrativa envolvente e imaginativa. Os personagens podem ser reais ou
fictícios, e o cronista é, acima de tudo, um observador atento, que traduz a
sociedade com sensibilidade e criatividade—sempre em busca de um tema que
desperte a curiosidade dos leitores.
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Às vezes, basta abrir a janela para viver uma história. E é essa uma jornada de aprendizado e aperfeiçoamento.
O Cairo: A Joia do Oriente Situada no coração das rotas entre Ásia, África e Europa, a cidade do Cairo é um verdadeiro tesouro do Oriente. ...