sexta-feira, 31 de outubro de 2025

DESCUBRA O VINHO PERFEITO PARA CADA PETISCO


 Um Brinde à 
Harmonia dos Sabores!

"Escrevo para provocar incêndios brandos. Após a leitura, desça aos mais lidos e caminhe pelas palavras que sussurram."


Imagine um fim de tarde dourado, uma mesa posta com petiscos irresistíveis e uma taça de vinho que dança à luz do sol. O vinho não é apenas uma bebida — é uma experiência sensorial, uma ponte entre culturas, estações e emoções. Neste artigo, você vai descobrir como harmonizar vinhos com petiscos de forma simples e prazerosa, explorando o frescor dos brancos, a sedução dos rosés e o aconchego dos tintos. E mais: ao final, uma receita especial e uma dica de ouro para escolher um vinho honesto e aromático que cabe no seu bolso. Vamos brindar?

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.


Brancos: Frescor e Leveza
Os vinhos brancos, frescos e ligeiros, onde a acidez se sobrepõe à maciez, são ideais para acompanhar petiscos leves e veranis. Bruschettas de shiitake, queijo brie e presunto de Parma se harmonizam perfeitamente com um Sauvignon Blanc ou um Viognier. Se a escolha for por petiscos mais elaborados, aposte em um branco amadurecido em madeira por pouco tempo, como um elegante Torrontés ou um Chardonnay levemente barricado.

"O negrito nas palavras aponta. O clique leva."


Rosés: Sedução à Primeira Vista
Encantadores ao primeiro olhar, os rosés trazem nuances delicadas de coral e rosa e seduzem com seus aromas leves e frescos. Combinam com frutos do mar em qualquer estação; no inverno, uma focaccia recheada ou pastéis de camarão são opções ideais. Já no verão, são companheiros perfeitos para uma mesa à beira-mar, acompanhados de queijos macios, frios laminados, pãezinhos e torradas.

Tintos: Aconchego e Intensidade
Ao contrário do que se pensa, os tintos também podem ser ótimos para acompanhar petiscos. Os mais leves e frescos, como um Beaujolais Nouveau, um Tempranillo Crianza ou um Chianti, são ideais para bruschettas mais elaboradas, pastéis de carne ou uma boa tábua de frios. Já os tintos encorpados, como Malbec e Cabernet Sauvignon, pedem pratos mais robustos e não harmonizam tão bem com petiscos.

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🍇 Pausa Poética: O Encanto do Vinho


Caule vigoroso,
Terra e raiz generosa.
Folhas verdes,
Cor esplendorosa.
Branco… Rosado… Tinto…
Aromas, sabores, amores.
Néctar dos deuses,
Baco ou Dionísio.
Paixão nas alturas,
Inebriantes,
Silhueta ofegante, loucuras.
Paladar no céu da boca,
Presença sublime,
Perfume sensual, cheiro de parreirais,
Fruta madura, ternura.
Bebida sensual,
Mistério em goles.
Compreendê-la é arte,
Amante da fruta e do pecado.
Incline a taça,
Acaricie os lábios.

🍷 Receita Rápida: Vinho Quente Aromático

Ingredientes:
1 garrafa de vinho tinto seco (Merlot ou Syrah)
1 xícara de açúcar mascavo
1 laranja em rodelas
5 cravos-da-índia
2 paus de canela
1 maçã picada
1 dose de cachaça (opcional)
Modo de preparo:
1. Em uma panela, aqueça o vinho com o açúcar, as especiarias e as frutas.
2. Mexa bem e deixe ferver por 10 minutos.
3. Adicione a cachaça, se desejar, e sirva bem quente.
Dica: Sirva em canecas de cerâmica com uma rodela de laranja na borda. O aroma vai conquistar até quem não é fã de vinho!

 Dica Final: Um Vinho Honesto e Aromático
Se você busca um vinho honesto, aromático e acessível, experimente um Carmenère chileno. Com notas de frutas vermelhas, pimenta e um toque herbáceo, ele é versátil, elegante e perfeito para quem está começando a explorar o mundo dos tintos. Para os brancos, um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia entrega frescor e aromas cítricos vibrantes — ideal para dias quentes e pratos leves.

 Encerramento:
O vinho é mais do que um acompanhamento — é um convite à contemplação. Seja em um encontro casual ou em uma celebração especial, ele transforma o ordinário em extraordinário. Compartilhe este artigo com quem aprecia bons momentos e bons goles. E lembre-se: cada taça tem uma história, cada aroma tem uma memória. Que o seu próximo brinde seja inesquecível. 

LIVRO DE VIAGENS E MEMÓRIAS

Antonio
 Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais
 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – (facebook) 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O REENCONTRO: UMA VIAGEM DE EMOÇÕES E MEMÓRIAS

                  

 O REENCONTRO
 
Uma travessia 
de afetos
 e saboreS

O EGITO DE MUITAS LEMBRANÇAS



Viajar é mais do que deslocar-se no espaço — é mergulhar em histórias, reencontrar sentimentos e fortalecer laços. Esta crônica é um tributo à amizade, à cultura e aos momentos inesperados que transformam simples trajetos em lembranças eternas. Do Cairo a Assuã, passando por Jerusalém, cada passo foi marcado por descobertas e reencontros que merecem ser celebrados.

 Do Cairo a Assuã: trilhos que conduzem memórias

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SEGUINDO O CURSO DA HISTÓRIA...

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Após a visita ao Museu do Cairo, seguimos rumo à estação ferroviária para iniciar nossa jornada até Assuã, lar da imponente represa que empresta seu nome à cidade. Essa obra monumental, considerada a maior construção em solo egípcio desde as pirâmides, domou o Nilo, controlou suas águas e impôs a lógica humana às certezas da natureza. Um feito que impressiona tanto pela engenharia quanto pela ousadia.

 Ilha Elefantina: onde o Nilo nos levou ao inesperado

Ao chegarmos em Assuã, fomos informados que o trajeto até o hotel seria feito por barco, atravessando o majestoso Nilo até a encantadora Ilha Elefantina. O resort que nos acolheu parecia flutuar entre o tempo e a tradição. E foi ali, como num presente inesperado, que assistimos a um casamento típico egípcio — uma celebração vibrante, repleta de danças, músicas e cores que pareciam dançar com o vento do deserto.

Não apenas leia — clique no negrito nas palavras e mergulhe."

Fomos convidados a participar. E, como se a hospitalidade fosse uma arte milenar, nos serviram iguarias da gastronomia egípcia que encantaram nossos sentidos. Entre elas, o Mahshi, um prato tradicional feito com legumes recheados de arroz temperado com ervas e especiarias, cozidos lentamente em molho de tomate. Uma receita que carrega o sabor da terra e o afeto das mãos que a preparam.

🍽️

 Receita de Mahshi (Charuto de Legumes Egípcio)

Ingredientes:

1 berinjela, 1 abobrinha e 1 pimentão (ou folhas de uva)

1 xícara de arroz cru

1 cebola picada

2 tomates picados

2 colheres de sopa de salsinha e hortelã picadas

Sal, pimenta síria e cominho a gosto

Suco de 1 limão

2 colheres de sopa de azeite

1 xícara de molho de tomate

Modo de preparo:

1. Corte os legumes em formato de barquinhas ou retire o miolo para rechear.

2. Misture o arroz com os temperos, tomate, cebola, ervas, limão e azeite.

3. Recheie os legumes com essa mistura e acomode-os em uma panela.

4. Cubra com o molho de tomate e cozinhe em fogo baixo por cerca de 40 minutos.

🧳 


O desencontro e o reencontro com Vanderlan

Foi no desembarque que sentimos a ausência de nosso querido amigo Vanderlan — uma figura cativante, cuja habilidade em se comunicar é marca registrada. Por um erro da agência, seu nome constava no próximo horário do trem, e ele viajou sozinho. Imagino os pensamentos que o acompanharam: a expectativa do reencontro, a saudade da família, o desconforto de não estar em seu lar.

Mas Vanderlan é um homem de espírito leve. Ainda mais depois de sua visita a Jerusalém, onde, no Monte das Oliveiras, fez orações pela família e agradeceu pela transformação em sua vida. De proprietário de lotérica a corretor de imóveis bem-sucedido, sua trajetória inspira.

Quando finalmente nos reencontramos, tudo se iluminou. O sorriso, o abraço, a alegria — tudo voltou a pulsar com intensidade. Eu e minha esposa sentimos que a amizade se fortaleceu ainda mais. Com Vanderlan, Márcia, Thaís e Thiago. Com Elvira, Cícero e Davi. Com Ayala, Mila e o pequeno Miguel. A imagem que guardamos de cada um foi enriquecida por essa viagem repleta de cultura, guiados por Osama, que nos presenteou com conhecimentos preciosos.

 Reflexões dessa travessia

Essa experiência criou um elo que não queremos desfazer. E, graças à internet, podemos manter viva essa corrente de afeto e memória. Que essa conexão continue firme, como o Nilo que atravessamos, como os trilhos que nos conduziram, como os abraços que nos acolheram.

De Jundiaí, São Paulo, enviamos um abraço caloroso — cheio de saudade, gratidão e o sabor eterno do Mahshi.


🌍

Antonio Toninho Vendramini Neto
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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

O CASAMENTO DO LOBISOMEM E A MÃE D'AGUA E A LENDA DO "CAIPORA" - RECEITA NO FINAL




O nascimento do Caipora


Não apenas leia — clique nas palavras em negrito e mergulhe.



"Palavras no texto em negrito são portais — clique e explore."

Na vastidão das noites brasileiras, onde o silêncio é quebrado pelo canto dos grilos e o estalo das fogueiras, vivem histórias que não cabem nos livros — mas que se perpetuam nas bocas dos antigos. Esta é uma delas. Uma lenda que mistura desejo, floresta e mistério. E no final, como manda a tradição da roça, uma receita que aquece o corpo e a alma. 

A chama da fogueira dançava no coração da noite, iluminando os rostos atentos dos jovens indígenas ao redor. O velho cacique, com o olhar carregado de sabedoria e mistério, tragou lentamente seu cachimbo e começou:

Na pequena cabana do lenhador, a tarde se fez noite. Pela janela do casebre, via-se o clarão da vela sobre a mesa, iluminando o pedaço de pão endurecido que saciaria a fome daquele homem de músculos vigorosos. Seus golpes com o machado mantinham o fogo aceso para aquecer o ambiente nas noites frias e chuvosas de inverno. Morava sozinho. Como o sétimo filho de uma família que deixara o vilarejo, ficou para colher a última safra de milho a mando do pai, prometendo se reunir com os parentes ao término da colheita. Mas os meses se arrastavam, e sua solidão crescia.

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Era um homem de modos estranhos, arredio e inquieto nas noites de luar. Contemplava a escuridão com olhares soturnos voltados à montanha que dominava o vale cortado por um riacho. Em uma dessas noites, enquanto aguardava algo inexplicável, acendeu um cigarro de palha. O luar crescente despertou algo em seu interior. Arrepiado, com sangue fervendo, saiu de seu casebre como um foguete, rumo à montanha. No cume, contemplou o vale e o riacho caudaloso. Foi então que avistou o corpo de uma mulher com um canto hipnotizante às margens da água.

Era a Mãe D’Água — criatura de beleza arrebatadora, olhos verdes e cabelos longos — que se banhava nas águas. Ele já percebia os pelos que cresciam em seus braços. Uivou ao céu e desceu em um trote desenfreado até o riacho. A mãe sabia de seu segredo, mas não estava ali para acalmá-lo. Seus instintos tomaram o controle. Pulou na água sem tirar a roupa — afinal, já estava coberto de pelos — e uniu-se à Mãe D’Água, embalado por sua dança nas ondas e por um desejo monstruoso que saciou sua sede de volúpia.

Quando o sol nasceu, o homem correu para refugiar-se da luz em seu casebre. A Mãe D’Água desapareceu, escondendo-se em uma caverna onde, meses depois, deu à luz a uma criatura única: o Caipora. De pés virados para trás e olhos penetrantes, tornou-se o protetor das matas e da caça. Pequeno e ágil, montado em um porco-do-mato, usava seu riso estridente para aterrorizar os caçadores desrespeitosos. Aqueles que encontravam seus rastros eram enganados por sua habilidade de despistar seguidores, deixando-os perdidos.

Com o tempo, o Caipora tornou-se uma figura lendária. Nos vilarejos, histórias de suas aparições em noites de luar alimentavam o imaginário popular. Os viajantes diziam vê-lo fumando cachimbo e pedindo cachaça, sempre com o propósito de preservar o equilíbrio das matas. Embora temido, era também respeitado como guardião da vida selvagem.

👹

Inspirada na colheita do lenhador e nos sabores da roça, esta pamonha é perfeita para acompanhar histórias contadas à beira da fogueira.

 Receita da roça:

 “Pamonha de milho verde com queijo

Ingredientes:

6 espigas de milho verde

1 xícara de açúcar

1 pitada de sal

1 colher de sopa de manteiga

150g de queijo minas cortado em cubos

Palhas de milho para embrulhar

Modo de preparo:

1. Retire as palhas das espigas com cuidado e reserve.

2. Rale os grãos ou bata no liquidificador com um pouco de água.

3. Misture o milho com açúcar, sal e manteiga até formar uma massa homogênea.

4. Coloque uma porção da massa sobre a palha, adicione um cubo de queijo e feche como um envelope.

5. Cozinhe em água fervente por cerca de 40 minutos.

6. Sirva quente, com café coado ou cachaça artesanal — como faria o Caipora.

💯 

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 BIOGRAFIA CURTA 

Antonio Vendramini é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória — entre receitas simples e flores cultivadas com afeto. Em Vendramini Letras, compartilha palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

Antonio Toninho Vendramini Neto
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O CAMINHO ERRANTE DO CAIPIRA PIRAPORA: UMA RECEITA NO FINAL DE MILHO COZIDO

O INÍCIO DE UMA LONGA JORNADA

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 Sinta-se em casa.


chegou a crônica:

A história da fundação de Bom Jesus de Pirapora remonta a 1725, quando alguns pescadores encontraram no rio Tietê uma imagem do Cristo, hoje disposta no santuário sobre uma pedra à beira do rio. Esse evento singular marcou o início da vila que mais tarde se tornaria a cidade.

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De origem missionária, Bom Jesus de Pirapora começou como um vilarejo com forte papel religioso, tornando-se posteriormente destino preferido de romeiros atraídos pela fé e pela tradição. Seu nome, “Pirapora”, vem do tupi-guarani e significa “peixe que pula em águas limpas” — um cenário que, infelizmente, hoje está apenas na memória, já que os peixes desapareceram e as águas límpidas ficaram no passado.

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 É um gesto pequeno que ecoa longe.

O avanço desordenado trouxe um panorama desolador para quem atravessa a ponte sobre o rio ao se aproximar da cidade. A espuma química das indústrias flutua como icebergs, acompanhada de um cheiro nauseante de esgoto, tornando irreconhecível a beleza que antes encantava.

Mas vamos voltar ao passado! Ah, Pirapora dos tempos de adolescência, das romarias que partiam de lugares remotos, com familiares e amigos, enfrentando a jornada de 40 quilômetros com diferentes formas de locomoção: a pé, de bicicleta ou a cavalo.

Minha primeira romaria foi com primos que moravam na emblemática Rua Zacarias de Góes, reduto das famílias italianas. Optamos pelas bicicletas, o transporte que estava em alta na época. A aventura começou no Largo de Santa Cruz, onde o padre deu sua bênção coletiva aos romeiros. Equipados e animados, a estrada de terra nos aguardava, com um acampamento no famoso "Capão da Onça" programado para o meio da jornada.

Entre subidas e descansos, piadas para animar os menos dispostos, e lanchinhos preparados pelas mamães, a poeira levantada pelos tropeiros nos motivava a competir e ultrapassá-los. Ao cair da noite, chegamos ao Capão da Onça, onde o descanso foi interrompido pela sanfona e viola dos cavaleiros, o cheiro insuportável de bosta de cavalo e a sinfonia de suspiros intestinais dos animais. A noite foi marcada por histórias de medo e cansaço.

No ano seguinte, decidimos repetir a jornada, mas dessa vez montados a cavalo. Nosso plano? "Assustar" o contador de causos do Capão da Onça com um "fantasma". A preparação envolveu gravador com rugidos de onça e Nelsão Maluco, nosso ator principal, vestido de lençol branco. No auge da narrativa, rugidos ecoaram e provocaram pânico, mas um romeiro armado disparou para o mato, ferindo Nelsão, e nossa brincadeira terminou em correria e hospital.

Desde então, nunca mais participamos de romarias. Hoje, ao ouvir a música "Sou caipira Pirapora" de Renato Teixeira, esses momentos vêm à memória com gratidão por nada pior ter acontecido.

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 Às vezes, basta abrir a janela para viver uma história.

"Escrevo para inquietar silêncios. Depois, siga os rastros: os mais lidos abaixo, as palavras à direita." 

 Milho Verde e Memórias de Inverno

Nas tardes frias, há algo de mágico no cheiro de milho cozido. Ele aquece a casa, a alma e a lembrança. 

Lembro de quando minha mãe colocava a panela no fogo e dizia: “Vai demorar, mas vale a pena.” E valia mesmo. Enquanto o milho amolecia, a gente sentava na cozinha, contava causos, ria de coisas simples. Era o tempo da escuta, do silêncio e do sabor.

Hoje, trago essa receita como quem oferece um abraço. 

Receita do dia: Milho Verde Cozido com Manteiga e Sal Grosso

Ingredientes:

         Espigas de milho verde (quantas quiser)

          Água,

      Sal grosso

         Manteiga

Modo de preparo:

        Retire as palhas e limpe bem as espigas.

         Coloque em uma panela com água e sal grosso.

         Cozinhe por cerca de 30 a 40 minutos.

         Sirva quente, com manteiga derretida por cima.

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A BROMÉLIA DO JARDIM COM CHEIRO DE ALECRIM



Antes da prosa, um gesto simples: servir um sabor ou plantar uma ideia. O texto vem depois — como quem espera o bolo assar ou a flor desabrochar.

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Plantar alecrim é fácil, mas cuidar dele é um exercício de presença. Ele gosta de sol, mas não de excesso de água. Gosta de espaço, mas também de companhia. É uma planta que ensina — e que perfuma a alma.

Hoje, compartilho uma dica simples para você cultivar o seu. 

E logo depois, uma crônica que nasceu entre folhas verdes e lembranças douradas.

Dica do dia: Como plantar e cuidar do seu Alecrim

Você vai precisar de:

          Um vaso com furos no fundo

         Terra bem drenada (mistura de terra vegetal com areia)

          Uma muda de alecrim

         Sol direto por pelo menos 4 horas por dia

Cuidados:

        Regue apenas quando a terra estiver seca.

          Evite encharcar.

         Pode as pontas para estimular o crescimento.

         Use as folhas frescas para temperar carnes, pães ou chás.

Agora que o alecrim está plantado, vem o meu texto — uma crônica que brotou entre raízes, lembranças e afetos. 


DEPOIS DE MUITO OBSERVAR, ENCONTREI SUA MORADA

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta" 

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Embora não seja a estação das flores, hoje, no jardim, deparei-me com um resplandecente exemplar de bromélia, exibindo uma beleza arrebatadora. Para mim, parecia um milagre, pois essa espécie desafiava o ciclo comum da natureza ao florescer fora de época.

Curioso, fui pesquisar e descobri que a bromélia floresce apenas uma vez na vida. Após esse espetáculo, inicia-se um novo ciclo: a planta, em um gesto de continuidade, gera brotos laterais que tomam seu lugar.

O tempo para atingir a maturidade e florescer varia conforme a espécie e as condições ambientais. A floração segue um padrão sazonal, mas pode ser afetada por fatores como luminosidade e temperatura. Curiosamente, uma brusca mudança no ambiente pode acelerar o processo, levando uma planta adulta a florescer inesperadamente.

Isso acontece porque, ao sentir-se ameaçada, a bromélia ativa seu instinto de preservação e desencadeia a floração, garantindo sementes e brotos para perpetuar sua existência. Algumas espécies produzem inflorescências exuberantes e duradouras, persistindo por meses; outras são breves, encantando por poucos dias.

Apesar de serem vistas por muitos como parasitas, as bromélias apenas se apoiam em outras plantas para captar melhor a luz e a ventilação. Ao me aproximar para examiná-la mais de perto, notei que sua estrutura abriga também outra forma de vida: insetos em uma atividade frenética, retirando pólen de seu interior. Esse movimento incessante sugeria um elo vital com uma colmeia nas proximidades.

Felizmente, não eram marimbondos, conhecidos por sua ferroada dolorosa. Tratava-se de abelhas dóceis, ocupadas em sua missão de coletar alimento para a colmeia. Pequenos seres que, sem agressividade, produziam mel caseiro para sustentar suas crias, abrigadas nos alvéolos.

Os humanos, por sua vez, interferem nesse ciclo. Os apicultores instalam dispositivos artificiais para forçar uma produção maior, comercializando o mel e seus derivados.

Instigado pela descoberta, resolvi procurar a colmeia. Depois de muito observar, encontrei sua morada: um bloco de concreto próximo ao canil.

Que ali permaneçam, livres, dentro dos princípios da natureza. Já adverti meu caseiro, o “bicho-homem”, para que não interfira no processo e permita que os filhotes cresçam sem perturbação.


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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

PROVENCE, A REGIÃO MAIS CHARMOSA DA FRANÇA


CAMINHANDO  POR  AVIGNON - FRANÇA

Desde Marselha, Eu a esposa Dija, a mana Maria Clara e o cunhado Antonio Luiz, percorremos cerca de 100 quilômetros até chegar a essa bela cidade. Fizemos a viagem com pouco mais de 1h de van.

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta.

Possui uma população em torno de 90 mil pessoas. Localizada no Sul da França, foi uma excelente base para explorarmos a região de Provence, possibilitando-nos um bate-volta, até as cidades/vilarejos mais próximas.
Além de ser um verdadeiro museu a céu aberto, notamos que Avignon tem excelentes e variadas opções gastronômicas, vida cultural e belezas naturais, tudo o que um visitante espera encontrar.
Foi na Idade Média, que passou a ser sede da Igreja Católica e residência oficial do papado ganhando reputação mundial.
Lá está o maior de seus símbolos: o Palácio dos Papas - uma fortaleza/castelo considerado o mais importante da Europa.
Por vários anos, os papas ali se estabeleceram. A cidade está cercada por muralhas.
Quem como nós visitando a região, nutre um profundo desejo por ver os campos de lavandas repletos de flores, não demos sorte de encontrar. A floração é imprevisível, pode ocorrer de, em alguns anos, florirem antecipadamente e, em outros, um pouco mais tarde.
Avignon não é uma cidade muito grande, mas repleta de boas atrações.
Passeando a pé pelo centro visitamos outros locais, e após, com a nossa condutora no volante, continuamos nossa viagem até Isle sur la Sorgue; trata-se de uma pequena cidade situada na Região.
A grande atração é sua feira livre, no centrinho em torno do cais do rio, onde se espalha pelas ruas, com lojinhas em um ambiente festivo. Após algumas comprinhas, fomos almoçar no restaurante Le Vivier, que fica na beira do rio, onde contemplamos um belo panorama, saboreando um prato tradicional da Região, regado com vinho local.
Após visita a igreja, rumamos para outro vilarejo encantador chamado Gordes.
É um lugar apaixonante e belíssimo. No alto de um morro ficam as casas branquinhas de pedras, a igreja e um castelo renascentista.
A história da cidade remonta aos tempos romanos, mas ali parece que o tempo parou.
O mirante no lado direito da pista, pouco antes de chegar na cidade, dá a dimensão do lugar. É possível ver todo o desenho das casas no alto da colina.
As tradicionais feiras acontecem pela manhã, momento em que o lugar fica mais efervescente. Moradores e turistas saem às ruas para umas comprinhas ou simplesmente para observar o movimento. Na feira é possível encontrar comidas, ervas da Provence, pães, peixes, bijuterias, roupas, itens de decoração e muita, muita lavanda.
Simplesmente caminhamos sem destino entre as ruelas estreitas curtindo o clima provinciano e imaginando as inúmeras histórias que já se passaram no lugar.
Nosso último roteiro desse dia, a apenas 10 km de distância de Gordes, encontramos rapidamente, Roussillon é outra parada bem interessante para quem quer conhecer um vilarejo diferente. A começar por sua arquitetura, que assim como a cidade anterior, foi esculpida no alto de uma montanha, mas se caracteriza pela sua cor avermelhada, que está presente em todos os edifícios e casas do local – 
o ocre, espécie de argila vermelha, é muito comercializado e explorado na região, por isso tudo por lá apresenta essa coloração


Terminado o momento de contemplação, regressamos para Marselha onde estávamos hospedados.



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O MURO DAS LAMENTAÇÕES

O PEDIDO COMPRIMIDO ENTRE AS PEDRAS ANCESTRAIS Jerusalém é mais que uma cidade — é um portal entre o humano e o divino. Suas muralhas guar...