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domingo, 5 de julho de 2026

A BROMÉLIA DO JARDIM COM CHEIRO DE ALECRIM


Antes da prosa, um gesto simples: servir um sabor ou plantar uma ideia. 

Bem-vindo ao Vendramini Letras 

Um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

COMO PLANTAR ALECRIM

Plantar alecrim é fácil, mas cuidar dele é um exercício de presença. Ele gosta de sol, mas não de excesso de água. Gosta de espaço, mas também de companhia. É uma planta que ensina — e que perfuma a alma.

Hoje, compartilho uma dica simples para você cultivar o seu. 

E logo depois, uma crônica que nasceu entre folhas verdes e lembranças douradas.

Dica do dia: Como plantar e cuidar do seu Alecrim

Você vai precisar de:

          Um vaso com furos no fundo

         Terra bem drenada (mistura de terra vegetal com areia)

          Uma muda de alecrim

         Sol direto por pelo menos 4 horas por dia

Cuidados:

        Regue apenas quando a terra estiver seca.

          Evite encharcar.

         Pode as pontas para estimular o crescimento.

         Use as folhas frescas para temperar carnes, pães ou chás.

Agora que o alecrim está plantado, vem o meu texto — uma crônica que brotou entre raízes, lembranças e afetos. 


DEPOIS DE MUITO OBSERVAR, ENCONTREI SUA MORADA

Embora não seja a estação das flores, hoje, no jardim, deparei-me com um resplandecente exemplar de bromélia, exibindo uma beleza arrebatadora. Para mim, parecia um milagre, pois essa espécie desafiava o ciclo comum da natureza ao florescer fora de época.

Curioso, fui pesquisar e descobri que a bromélia floresce apenas uma vez na vida. Após esse espetáculo, inicia-se um novo ciclo: a planta, em um gesto de continuidade, gera brotos laterais que tomam seu lugar.

O tempo para atingir a maturidade e florescer varia conforme a espécie e as condições ambientais. A floração segue um padrão sazonal, mas pode ser afetada por fatores como luminosidade e temperatura. Curiosamente, uma brusca mudança no ambiente pode acelerar o processo, levando uma planta adulta a florescer inesperadamente.

Isso acontece porque, ao sentir-se ameaçada, a bromélia ativa seu instinto de preservação e desencadeia a floração, garantindo sementes e brotos para perpetuar sua existência. Algumas espécies produzem inflorescências exuberantes e duradouras, persistindo por meses; outras são breves, encantando por poucos dias.

Apesar de serem vistas por muitos como parasitas, as bromélias apenas se apoiam em outras plantas para captar melhor a luz e a ventilação. Ao me aproximar para examiná-la mais de perto, notei que sua estrutura abriga também outra forma de vida: insetos em uma atividade frenética, retirando pólen de seu interior. Esse movimento incessante sugeria um elo vital com uma colmeia nas proximidades.

Felizmente, não eram marimbondos, conhecidos por sua ferroada dolorosa. Tratava-se de abelhas dóceis, ocupadas em sua missão de coletar alimento para a colmeia. Pequenos seres que, sem agressividade, produziam mel caseiro para sustentar suas crias, abrigadas nos alvéolos.

Os humanos, por sua vez, interferem nesse ciclo. Os apicultores instalam dispositivos artificiais para forçar uma produção maior, comercializando o mel e seus derivados.

Instigado pela descoberta, resolvi procurar a colmeia. Depois de muito observar, encontrei sua morada: um bloco de concreto próximo ao canil.

Que ali permaneçam, livres, dentro dos princípios da natureza. Já adverti meu caseiro, o “bicho-homem”, para que não interfira no processo e permita que os filhotes cresçam sem perturbação.

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Recanto das Letras

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

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Aqui não importa escrever bonito ou certo — importa escrever com o coração. Pode ser uma frase curta, uma lembrança ou apenas dizer o que sentiu. Cada comentário é uma semente que ajuda este espaço a florescer. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

DOIS POETAS, DOIS OLHARES - SILÊNCIO CARREGADO DE MEMÓRIAS



Na Praça da Matriz, em Jundiaí, o tempo fez uma pausa.

“Acompanhe meu blog e deixe seu comentário no final — sua voz importa!”

Foi ali, entre bancos antigos e manhãs frias, que Oswaldo Antonio Begiato e Antonio Vendramini Neto dividiram mais do que palavras: dividiram sentimento, lembrança e poesia.

Neste encontro inesperado, não se falou de métrica, nem de estilo.
Falou-se da vida, das esquinas da memória, do pulsar da cidade.
E, como só os grandes sabem fazer, transformaram o momento em poema.
Um testemunho simples e profundo da beleza que ainda habita o mundo.

O ENCONTRO DOS POETAS
Poema por mim idealizado em um dos bancos da praça.

Praça da Matriz

Senhora de uma paisagem de outrora
Personagens soltos
Visão perdida no tempo
Velhos bancos de cimento

Emudecidos e enegrecidos
Inertes como sentinelas
Gelados pelo frio da manhã
Na espreita de algum pensador
Distraído na imensidão do dia

Fantasias acontecidas
Lembranças perdidas
No tempo e na memória
Na história de muitas vidas

A praça está viva!!!
Apresenta-se a alma do poeta
Oswaldo Antonio Begiato
Sem espalhafato declina a sua verve
Amigo do peito com muito respeito

 UN GRAN FINALE 

E assim, a praça ganhou voz.
Não pelas pedras, nem pelos bancos,
mas pela presença dos que sabem ouvir o silêncio.

Com humildade, celebramos este encontro de mestres.
Sem pretensão, sem palco — apenas o sagrado da escuta e da palavra.

Que esses versos ecoem
como um sino antigo ao entardecer,
lembrando a todos que a poesia vive
onde houver alma, respeito e olhar atento.



"Na sombra de um banco esquecido, a poesia acordou."

— Toninho Vendramini

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FÊNIX" MESMO SEM VER, ELA VOA - PORQUE ACREDITA NO FOGO QUE A RENASCE


A História de Uma Lenda – Reescrita e Enaltecida

Contos são obras e textos de ficção, onde é permitido criar um universo paralelo de acontecimentos, fantasias e muita imaginação. Esses tipos de textos costumam ser curtos em extensão, porém seus significados nos fazem pensar e refletir muito...


Na tapeçaria mitológica da Grécia Antiga, há uma criatura que transcende o tempo e a morte: a fênix. Um pássaro de plumagem flamejante — dourada como o sol, vermelha como brasas — que, ao sentir o fim se aproximar, constrói sua própria pira com ramos de canela, sálvia e mirra. Em um ato de sublime entrega, incendeia-se e se consome em chamas. Mas das cinzas, renasce. Sempre.
A nova fênix, reverente, recolhe os restos de sua predecessora, guarda-os em um ovo sagrado e o leva até Heliópolis, a cidade egípcia do sol, onde o deposita no altar. Um ciclo eterno de morte e renascimento, de luz e sombra, de fim e começo.

 A Minha Visão – Uma Fênix Cega

Desde sempre, esse mito me fascinou. Mas em minha imaginação, a fênix não apenas renasce — ela desafia ainda mais. Ela voa cega, guiada por instintos, por fé, por magia. Mesmo sem ver, ela impõe sua presença nos céus, reafirmando sua lenda com uma nova camada de mistério e poder.

MEU POEMA
de um Voo Cego

Pensamentos vagueiam tateando a escuridão.
 Asas insólitas experimentando o vazio. 
 Solstício de verão com fachos de luz. 
 Mergulhou no ar com olhos vendados. 
 Trovoadas guiaram o seu caminho. 
 O sonar ecoava estridente. 
 Passeou pelo vale entre as montanhas. 
 Ressurgiu elegante das cinzas. 
 Recobrou a visão e voltou para a vida. 

 Nota do Autor
Este poema integra minha antologia poética, lançada em uma noite memorável de autógrafos.   Uma celebração da palavra, da imaginação e da força que renasce mesmo quando tudo parece perdido.

 Encerramento Glorioso
A fênix cega não é apenas uma criatura mitológica — é símbolo de todos que, mesmo sem enxergar o caminho, seguem em frente. Que mergulham no desconhecido, guiados por algo maior. E que, ao final, renascem mais fortes, mais sábios, mais vivos.

👊

"Escrevo para quem sente o mundo em desalinho. Role, explore os mais lidos e deixe que as palavras te levem."

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

AMIZADES NA ERA DIGITAL: CONEXÕES QUE REALMENTE IMPORTAM


Graças à tecnologia, nunca foi tão simples se conectar com tantas pessoas ao mesmo tempo. Mas, paradoxalmente, muitos sentem que suas amizades se tornaram superficiais. Já percebeu isso?

Meu Blog Vendramini Letras

Vendramini Letras não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. 

Continuando o texto...

Um jovem me disse recentemente: “Tenho a impressão de que minhas amizades não vão durar muito tempo. Já meu pai mantém os mesmos amigos há décadas!” Essa reflexão mostra como, hoje, é um verdadeiro desafio construir laços duradouros.

Parte dessa dificuldade vem da forma como usamos a tecnologia. Mensagens rápidas, redes sociais e curtidas criam a ilusão de proximidade, mas muitas vezes substituem conversas profundas por interações breves. Estudantes, por exemplo, passam mais tempo diante de uma tela do que olhando nos olhos uns dos outros.

Em alguns casos, a tecnologia até fortalece a aparência de uma amizade, mas não sua essência. Eu mesmo percebi que era sempre quem puxava conversa. Quando parei de mandar mensagens, poucos se lembraram de mim. Foi um choque perceber que alguns laços não eram tão sólidos quanto pareciam.

Claro, redes sociais podem ser úteis para manter contato, especialmente quando também existe convivência fora da internet. O problema é quando elas viram apenas uma ponte frágil, sem aprofundar a relação.

Muitas amizades virtuais nascem de interesses comuns, como hobbies ou gostos parecidos. Mas o que realmente sustenta uma amizade é compartilhar valores, princípios e apoio mútuo. Não importa ter muitos amigos; importa ter aqueles que nos ajudam a crescer e ser melhores.

Nada substitui uma conversa frente a frente. O olhar, o tom de voz, os gestos — tudo isso transmite sentimentos que nenhuma mensagem consegue reproduzir.

Amizade verdadeira exige mais do que presença digital. Ela se constrói com empatia, amor e perdão. São essas qualidades que tornam qualquer amizade realmente valiosa. E, para cultivá-las, precisamos ir além das telas.

Mensagem de encerramento:
À medida que o ano chega ao fim, é tempo de refletir sobre os laços que realmente importam. Que neste novo ano você possa cultivar amizades verdadeiras — daquelas que não dependem de curtidas, mas de presença, carinho e confiança.

Que as festas tragam reencontros sinceros, conversas olho no olho e abraços que não cabem em emojis. Porque no fim das contas, são as conexões humanas que tornam a vida mais leve, mais rica e mais feliz.

Escrevo para inquietar silêncios. Depois, siga os rastros: os mais lidos abaixo, as palavras à direita."

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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 clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

sábado, 13 de junho de 2026

RETIRANTES: PROTAGONISTAS DE UM POEMA


Antônio é um viajante das palavras. Entre raízes de Jaú e horizontes de Jundiaí, sua escrita é ponte entre lembranças e descobertas. Cada crônica é um convite ao leitor: mergulhar na memória, celebrar o instante e reconhecer o humano que habita em cada história.

Texto elaborado por terceiros, originalmente publicado em O Olhar do Escritor.


Durante um trabalho temporário no sertão nordestino, fui tocado por uma paisagem que falava mais alto que palavras. O chão rachado, o sol impiedoso, os rostos marcados pelo tempo e pela luta — tudo ali parecia contar uma história ancestral de resistência.

Foi nesse cenário que nasceu este poema, inspirado nos retirantes: homens, mulheres e crianças que, mesmo diante da escassez, carregam consigo a dignidade e a esperança.

Assolava fome e tristeza.
Não nascia mais ninguém.
Povo cansado e calejado,
Faltava maternidade,
Faltava parteira também.
Batiam em dura retirada,
Com o amparo do cajado.

Força da mãe natureza,
Num lugar não reluzente.
Sol de luz sempre presente,
Mas sem luz materna acesa.

Sítio ermo e doentio,
Muito pó pelo caminho.
Pedras de duro feitio,
Ventre pesado no ninho.

Visão distante da cidade,
Gemido em conflito ardente.
Garganta periclitante,
Vento uivando de verdade.

E ali, contra o desatino,
Nasceu a vida — sem eira, sem beira.
Para o desencanto da alma,
E o desespero dos recursos.

 Encerramento Poético Dramático 
Mas mesmo ali, onde o chão não dá trégua,
Onde o tempo parece esquecer os nomes,
Brota um olhar que desafia o destino.
Retirantes seguem — não por fuga,
Mas por fé no que ainda pode florescer.
São protagonistas de um poema sem fim,
Escrito com poeira, suor e esperança.
Porque o sertão, mesmo seco,
Ainda sonha com chuva.
💫

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados. 



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Antonio Toninho Vendramini Neto
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

O ÚLTIMO PASSO DO AVENTUREIRO


A HISTÓRIA DE UM HOMEM PERDIDO

Ao longo da história, o espírito aventureiro tem sido o combustível das jornadas mais desafiadoras, aquelas que levam homens e mulheres a lugares inexplorados, onde os limites do corpo e da mente são postos à prova. Encontros com o desconhecido, com a natureza selvagem, e até com a própria morte, fazem parte do cerne dessas experiências. Um dia, ao assistir a um documentário sobre essas expedições extremas, deparei-me com uma tragédia que me deixou inquieto: um dos participantes de uma caminhada, em um dos lugares mais inóspitos do mundo, morreu no meio da jornada. O local era o Vale da Morte, um deserto cruel onde a aridez da terra e o calor sufocante são os menores dos desafios.

“Este conteúdo integra meu blog, onde registro pensamentos e histórias ao longo do tempo. Se tocou você de alguma forma, siga e compartilhe — e deixe seu comentário no espaço indicado, pois cada leitor é parte dessa caminhada.”

Isso me fez refletir profundamente: o que passa pela mente de alguém que, diante da iminente morte, se vê perdido nesse cenário? Como o espírito humano reage quando confrontado com o fim inevitável? E, mais importante, o que é o medo, senão a reação natural à sensação de que estamos prestes a ser derrotados pela própria existência?

Foi a partir dessa reflexão que decidi imaginar a história de um homem perdido naquele mesmo Vale da Morte, onde cada passo parecia uma luta contra seu próprio corpo e contra a própria vida.

A Narrativa:

A aventura o aguardava.
Não havia como voltar atrás.
O calor do sol parecia derreter o próprio chão sob seus pés, e as pedras afiadas formavam um labirinto de dor, a cada passo, um golpe contra o corpo cansado.
No horizonte, tudo parecia uma miragem: silhuetas distorcidas pela ondulação do calor.
E, na alma, uma névoa de imagens quebradas, como se a realidade se fragmentasse a cada segundo.

Ele avançava, movido por uma força que não sabia mais de onde vinha.
O corpo, já marcado pela exaustão, implorava por descanso. As pernas, pesadas como ferro, não podiam mais sustentar sua jornada. Mas havia uma vontade maior, uma necessidade de chegar, de continuar... Não importava o quanto fosse árduo.
Ele precisava encontrar o fim dessa estrada, ou talvez o fim dele próprio, o fim que já parecia esperado, mas que ele se recusava a aceitar.

A mochila, cada vez mais insuportável, pesava sobre seus ombros, e seu passo vacilava, cada movimento uma tentativa de resistir ao desânimo.
Finalmente, exausto, ele caiu no chão, sobre a areia que o queimava, uma cama inclemente, dura como a própria realidade que o cercava.
Em um último suspiro, olhou para o céu, como se pedisse ao universo, à natureza, um milagre qualquer... mas o que ele não sabia é que a natureza, naquele instante, já havia feito sua escolha.

O vento levantou-se, quase como uma presença, e varreu seus pensamentos, espalhando-os no ar quente. O pó entrou em seus olhos e narinas, fazendo com que tudo ao redor se tornasse um borrão.
A sede, cruel e incessante, martelava sua garganta. Cada gota de suor em seu rosto era uma memória da luta travada, da busca por algo que talvez não existisse.

O arrependimento invadiu sua alma, mas não como uma força negativa. Ele não tinha tempo para arrepender-se; o que ele sentia agora era mais profundo: uma mistura de reconhecimento de sua fragilidade e uma tristeza pela inevitabilidade daquilo.
Naquele momento, o que antes parecia aventura, agora era uma tragédia. A desventura de um homem que desafiou o impossível, mas que não pôde vencer a si mesmo.

Sua visão, já turva pela exaustão e pela angústia, se fechou, e o sonho que o guiara até ali desfez-se como um castelo de areia sendo engolido pela maré.
O chão frio da terra escaldante o acolheu, e ali, no silêncio do deserto, o último suspiro escapou de seus lábios, junto com a última fagulha de esperança. Seu corpo agora inerte era tudo o que restava da grande aventura.

A vida, por fim, o havia deixado. O homem que um dia se atreveu a desafiar o impossível, e que em seu último suspiro reconheceu sua própria limitação, agora era parte do deserto. Seu nome, como todos os nomes de aventureiros, seria levado pelo vento. E a lenda de sua jornada, uma história sem fim, eternizada em cada grão de areia.

Final emocionante:

Enquanto o sol se punha no horizonte, o deserto voltava a seu estado de tranquilidade implacável.

Naquele vazio, onde a solidão é tão grande quanto a morte, o vento continuava a soprar, sem testemunhas, sem julgamentos. Apenas um eco distante, lembrança de um homem que ousou viver sua própria lenda.

💢

A estrada às vezes é silenciosa, mas vocês sempre estiveram por perto.

Obrigado por caminhar comigo.

 Toninho Vendramini

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias, que ajudam a manter este espaço vivo.

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...