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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO


A despedida de Alfredo Lobão, transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga com o tom nostálgico e poético da história.

Alfredo Lobão gostava do palco que o salão de baile lhe oferecia. Quando a música começava, conduzia a sua musa com passos largos e vistosos, rodopiando com a clara intenção de prender os olhos da plateia e recolher os aplausos da noite. O problema é que Maria Eufêmia era pesadona. Num desses passes mais ousados e cheios de vaidade, o equilíbrio falhou e Lobão deixou-a cair estatelada no meio do salão. O escândalo foi imediato. Entre a vergonha do tombo e os risos abafados do público, seguiu-se uma discussão azeda: Maria Eufêmia deplorou a sua falta de jeito, cobriu-o de insultos e cortou ali mesmo qualquer conversa ou relação.

Humilhado por aquela cena medíocre, Lobão ficou arredio dos bailes durante algum tempo. Mas o bicho da dança e do orgulho voltou a morder-lhe e, passada a tempestade, resolveu dar uma passeada pelo clube. O azar bateu-lhe à porta logo na entrada. Na portaria estava um funcionário novo que não conhecia as velhas manhas de Lobão, habituado a ser um autêntico "entrão" que nunca pagava um centavo. O porteiro barrou-o. Lobão insistiu, a confusão escalou de tom e o próprio presidente do clube acabou por intervir, expulsando-o definitivamente do local.

Com o orgulho desfeito em pedaços, Lobão não hesitou. Chamou um táxi e seguiu direto para a estação rodoviária. Naquela mente fervilhante, a decisão estava tomada: era preciso deixar o Estado de São Paulo e recomeçar no Rio de Janeiro. Já dentro do ônibus interestadual, enquanto a paisagem desfilava na noite, uma pergunta insistentemente martelava-lhe a cabeça: "Onde é que eu vou ficar?". Foi aí que a intuição lhe soprou o destino ideal: o bairro do Estácio, o berço do samba e o reduto dos últimos malandros do Rio.

Ao desembarcar, a realidade impôs-se ao bolso. Com pouco dinheiro na carteira, o orçamento apenas deu para alugar um quartinho modesto, bem nos fundos de uma pensão barata. A convivência, contudo, não começou da melhor forma. Nas madrugadas, quando a necessidade o obrigava a ir ao sanitário, Lobão atravessava o longo corredor comum despido de preconceitos — e vestido apenas de cuecas. O hábito escandalizou a vizinhança e gerou um bate-boca monumental com a dona Fifi, a rigorosa dona da pensão.

Sem ambiente na pensão e com o orgulho ferido pelos risinhos de quem o via deambular de cuecas pelo corredor, Alfredo Lobão caiu definitivamente na desgraça local. No bairro, a sua pose de conquistador paulista desfez-se rapidamente. Os vizinhos, em tom de troça, passaram a chamar-lhe Fred, o Gatinho. Desalentado, mas sem perder o palpite, Fred fez da rua o seu verdadeiro refúgio. Foi ali, misturando-se com a boemia e os terreiros, que ele testemunhou e viveu a própria transformação da cidade.

Nas décadas seguintes, Fred viu o Rio de Janeiro mudar à força da especulação imobiliária, empurrando as gentes para os morros e subúrbios. Viu o samba, que conhecera miúdo no centro, galgar as encostas e consolidar-se como a voz nacional daquela população, maioritariamente de pretos e mulatos. O bairro do Estácio de Sá tornou-se o grande propulsor dessa revolução cultural, servindo de reduto para os "antigos malandros". Para as classes dominantes de outrora, aqueles homens de passo cadenciado eram vistos como figuras perigosas; mas para Fred, eles eram poetas da sobrevivência — homens espertos, de refinado gosto musical, capazes de compor um samba inteiro no simples olhar para uma mulata descendo a ladeira.

O tempo passou, o Rio modernizou-se e aquela velha malandragem romântica quase desapareceu. Alfredo Lobão envelheceu com a paisagem. O terno mudou, mas ele permaneceu no Estácio, transformando-se no último remanescente de uma era que o asfalto tentava apagar. Hoje, para garantir o sustento e ganhar algum dinheiro, o outrora orgulhoso bailarino vende o seu passado precioso em forma de entrevistas, cobrando cada centavo aos repórteres da atualidade que o procuram na mesa do bar.

É de manhã no último reduto,
Sol a pino como manda o figurino.
O botequim abriu as suas portas
Para receber o famoso malandro!
Chegou cheio de pose e prosa...
Terno de linho branco... Rosa na lapela...
Chapéu panamá com moldura preta,
Sapato bicolor com salto carrapeta.
— Epaminondas... Cadê o repórter?
— Aí do seu lado, mestre.
— Trouxe a grana? Que bom... Agora vou falar...

O jovem jornalista ajeitou o gravador na mesa de madeira, fascinado pelo terno de linho imaculado daquele homem.
— Mestre Fred, dizem que o senhor trocou a elegância de São Paulo pelo Estácio por causa de um tombo... O que o Rio lhe deu que os paulistas não entenderam? E vale a pena cobrar de nós para contar esse passado?
Fred ajeitou o chapéu panamá, deu um gole na cerveja e soltou um riso de canto de boca, com aquela fala macia de quem conhece a vida:
— Rapaz, em São Paulo eu era um "entrão" que buscava aplauso de plateia cega. O Rio me deu o chão, a ladeira e a verdade do samba. E sobre a grana... não estou vendendo segredos, estou cobrando o ingresso para o único museu vivo que restou desta era. Vocês pagam para ver o futuro, mas sou eu quem guarda a chave do passado. Quer saber de Noel e dos malandros de verdade? Então escuta...

Fui boémio cheio de bravata,
Do tempo da gravata,
Também bacana, lá de Copacabana.
Amigo da noite e de Noel,
Com jeito moleque
Do samba de breque...
Do tempo que escrevia música no papel...
De embrulho ou de pão, e com a mão...
Recinto ritmado e perfumado,
Morena carioca rebolando,
Tudo preparado...
Para despertar o velho malandro.
No bairro do Estácio...

Onde o ontem e o hoje se cruzam na mesa do bar. Ali, cobrando cada tostão aos jornalistas do presente, Fred guardava no bolso o preço da sua história — o último malandro a fazer da própria vida a sua última e mais bela composição.

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"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

HIDEO GALHO: ENTRE FIOS, CARDAS E A SEGUNDA GUERRA


No início de 1958, o Brasil ainda respirava os ares do pós-guerra e eu, com meus 14 anos, começava a minha jornada no mundo dos adultos. Meu primeiro palco foi uma fábrica de tecelagem que parecia uma miniatura da ONU. Pertencente a um conglomerado chinês — cujo dono era ninguém menos que primo de Chiang Kai-shek, o figurão da China Nacionalista —, a fábrica era um caldeirão de sotaques e temperamentos.

Meu trabalho era burocrático, mas exigia pernas. Eu circulava entre as máquinas para anotar a produção em um livro, lendo os ponteiros nos eixos das máquinas. Eu passava pelos Rings (os filatórios de anéis onde o algodão se tornava fio) e pelas temidas Cardas.
Foi nas Cardas que encontrei meu nêmesis: o Sr. Hideo.
Hideo era um japonês de poucas palavras, baixinho, de bigode impecável e um uniforme que parecia saído diretamente dos tempos do império japonês. Para um garoto abusado como eu, ele era um alvo irresistível. Todos os dias, às 13h30, o ritual se repetia. Eu passava por ele e disparava:
— Oh, Japonês! Veio lá da guerra?
Hideo não falava português, mas entendia a provocação. Seus olhos soltavam brasas. Ele batia no peito e gritava:
— Menino! Não sou "japonês". Sou HIDEO!
A vontade de provocar era maior que o medo. Entre os garotos da seção, surgiu a profecia: "Isso ainda vai dar galho". Naquela época, "dar galho" era o que hoje chamamos de "dar ruim". A gíria pegou tanto que rebatizamos nosso carrasco. Ele não era mais apenas Hideo; para nós, ele era o Hideo Galho.
Certo dia, o "galho" finalmente quebrou. Abusei da sorte e chamei-o de japonês pela última vez. Hideo perdeu a estribeira. Correu atrás de mim com uma fúria samurai. Eu disparei pelo corredor, passando pelo alojamento da fábrica, um lugar onde a hierarquia se misturava ao cheiro de comida.
Ali viviam os "especiais": o gerente italiano Ferdinando, o eletricista belga Bohumil e o mecânico Leite. No meio da minha fuga desesperada, invadi o refeitório na hora do lanche. Hideo estava quase me alcançando quando o destino interveio na forma de dois metros de altura: o belga Bohumil.
Havia uma rixa antiga ali. O belga bebia e roncava; o japonês odiava o barulho. Bohumil ergueu Hideo pelo colarinho como se fosse um boneco de pano.
— Você quer machucar o menino? — trovejou o gigante.
Hideo, em uma mistura de pânico e desespero, emitiu um som (e um cheiro!) que interrompeu qualquer combate. Era uma fragrância inesquecível de peixe morto e ovo podre, fruto de sua dieta rigorosa de sashimi. A cena era digna de um filme de comédia pastelão.
O caos só terminou quando a voz de trovão do Sr. Ferdinando, o italiano, ecoou pelo pátio:
— Siamo al lavoro, non in strada! Andate a lavorare!
A fábrica voltou ao normal, mas as lendas de corredor nunca morrem. Anos depois, reencontrei um antigo colega de turno que me contou o desfecho daquela convivência forçada. Em uma última briga no alojamento, o belga Bohumil, já arranhando o português, teria encerrado a discussão com a frase que nós criamos:
— Hideo... você é muito GALHO!
Saí da fábrica, mas levei comigo a lição: em um mundo de fios e tensões, às vezes é o humor (ou um susto bem dado) que impede que a máquina da vida trave de vez.


Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

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sábado, 22 de agosto de 2026

A NOITE EM QUE A "MULA SEM CABEÇA" PASSOU




Nel silenzio della memoria, racconto i segreti di Banharão. Il passo della mula senza testa risuona ancora nel cuore.

(No silêncio da memória, conto os segredos de Banharão. O trote da mula-sem-cabeça ainda ecoa no coração)

Memórias e Mistérios da Velha Banharão, o texto vem logo a seguir:

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 "O idioma muda, mas a essência permanece. Clique em Translate à direita e mergulhe nas crônicas." 

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VAMOS  A  ELAS

Histórias guardam um poder raro: o de manter vivos aqueles que já partiram. Quando a lembrança é compartilhada, ela transforma o passado em presente e o cotidiano em encantamento. Este texto é mais do que uma homenagem ao meu avô Tonella e à minha avó Santa—é um tributo à magia oral, à sabedoria ancestral e ao mistério que ronda os cantos esquecidos do Brasil profundo.

Tive a felicidade de conviver muito de perto com Tonella, pois morávamos juntos com minha família e compartilhávamos o mesmo quarto até o dia de seu falecimento, quando eu tinha dezesseis anos. Essa convivência me permitiu conhecer, em detalhes, suas histórias, sua força e sua essência.

Tonella tinha o dom de contar causos e “estórias” de sua vida no sertão da velha Banharão, distrito da cidade de Jaú, onde nasceu a maioria dos nossos parentes. Seus relatos eram vívidos, cheios de emoção, e conseguiam transportar qualquer ouvinte para tempos remotos, onde bravura e mistério se entrelaçavam.

Com o avançar da idade, já sem forças para cuidar da plantação de café e dos animais, a família decidiu mudar-se para Jundiaí em busca de melhores condições de vida. Na juventude, porém, meu avô era um homem forte e destemido. Sua especialidade era treinar cavalos para espetáculos circenses, além de domar burros e mulas para o árduo trabalho nas lavouras. Essa habilidade lhe rendeu fama na região e bons ganhos financeiros, permitindo-lhe até comprar um Ford "Bigode" novinho. Curiosamente, apesar da coragem para enfrentar animais selvagens, ele tinha receio de dirigir o carro, deixando essa tarefa para meu pai, Vico.

Minha avó, segundo o velho Tonella, era uma benzedeira convicta e também parteira. Com o tempo, aperfeiçoou seus rituais, incorporando gestos e palavras que conferiam um toque ainda mais místico às suas práticas. Ela molhava ramos de uma planta do quintal em "água benta" e os agitava sobre a cabeça das pessoas, pronunciando palavras que pareciam vir de um tempo esquecido.

A tradição das mulheres benzedeiras da família remonta a gerações e tem raízes profundas nas terras europeias, mais precisamente nos confins da cidade de Treviso, na bela Itália. No entanto, com o passar dos anos e a chegada do modernismo, as jovens descendentes se afastaram das crenças antigas, deixando que a tradição se perdesse pelos caminhos da vida.

Ainda sobre os trabalhos de benzedura de minha avó, era comum ver gente vinda de longe para passar pelas suas mãos, buscando cura ou um bom parto. Durante o ritual, ela balbuciava frases em um idioma ancestral e difícil de compreender. Acreditava-se que aqueles que se sentavam no pequeno banco de madeira para receber suas bênçãos poderiam ter visões da temida mula-sem-cabeça. E então, instigados pelo medo e pelo misticismo, confessavam seus pecados e saíam dali acreditando estarem livres de seus males.

O tropel da mula-sem-cabeça, segundo meu avô, era um aviso. Quando o "doente" ouvia o som inquietante dos cascos rodeando a casa, era proibido olhar, nem mesmo por uma fresta da janela, sob o risco de ficar cego. As histórias contadas por minha avó eram envoltas em mistério e temor, e geravam respeito entre os que buscavam sua ajuda.

Ainda segundo Tonella, minha avó—ou mia nonna, meglio conosciuta come la vecchia signora—alertava sobre os perigos do pecado: moças que se entregassem a um amor proibido antes do casamento, comadres que se envolvessem com compadres, ou mesmo uma mulher que se casasse com um padre, todas estavam fadadas a se transformar na terrível mula-sem-cabeça.

Dizia também que ela aparecia nas noites de sexta-feira e, ao encontrar um pecador, sugava-lhe os olhos, as unhas e os dentes, soltando fogo pelas narinas. Se a vítima sobrevivesse, acreditava-se que a cura havia sido alcançada. E para aqueles que, tomados pelo medo, desejavam evitar o encontro com a criatura, bastava não cruzar correndo diante de uma cruz à meia-noite.

Mio Gran Finale:

Os mitos e lendas brasileiras percorrem os lares de nosso povo, despertando temor e alimentando a imaginação, assim como fazia minha avó Santa e seu fiel escudeiro, o marido, meu avô Tonella. Essas histórias vagam por diversos lugares ao mesmo tempo, mudam nomes e características, mas nunca desaparecem. Permanecem vivas, misturando-se às crendices e ao lado sombrio do inconsciente coletivo.

E enquanto houver alguém disposto a ouvir e lembrar, o tropel da mula continuará ecoando pelas noites da memória.


"Não escrevo para recuperar o passado, e sim, para impedir que certas pessoas desapareçam. Meus contos não colecionam heróis; recolhem aqueles homens e mulheres que a vida colocou discretamente à margem, mas que continuam sustentando a memória de um país. Talvez seja essa a missão mais bonita da literatura: salvar do esquecimento aquilo que parecia pequeno demais para a História.

"Cada interpretação abre uma janela para novos horizontes."

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

LISBOA: ENTRE BECOS, CALÇADAS E SACADAS

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"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


Lisboa é uma cidade que respira história em cada esquina. Os bairros tradicionais, situados em sua maioria no coração da capital, preservam uma identidade única que atravessa séculos. 

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores — Que este e-mail te inspire a explorar, sentir e saborear cada detalhe.


Passear por eles é como folhear um livro vivo, onde cada rua guarda memórias de reis, navegadores e poetas.
Curiosidade: sabia que muitas das calçadas portuguesas, com seus mosaicos em pedra branca e preta, foram inspiradas nas ondas do mar? Esse estilo nasceu no século XIX e hoje é um dos símbolos mais reconhecidos da cidade.
A capital portuguesa ostenta monumentos de rara beleza, que convidam à contemplação e ao estudo. Esculturas, igrejas e praças revelam estilos arquitetônicos diversos, do manuelino ao barroco, perpetuando o romantismo e a grandiosidade de uma cidade que foi centro de um império.
Durante os Descobrimentos, Lisboa atingiu seu auge de riqueza e poder, tornando-se um porto mundial e guardando até hoje um patrimônio que encanta visitantes e moradores.

 O Poema 

Inspirado pelos encantos dos becos e ruelas lisboetas, este poema de minha autoria, escrito após uma caminhada contemplativa pelas ruas da Lisboa antiga.

Lisboa antiga!
Beco da bica, sinuoso e tortuoso.
Pessoas observando,
debruçadas nas janelas,
nas românticas ruelas.
Saudades de um passado:
das velhas senhoras e seus fados,
do burburinho matinal.
Jogam milho nas calçadas
para ouvir o arrulhar dos pombos,
sentindo o panorama de outrora.
Velhas sacadas lisboetas,
com risonhos sonhos
de olhares lusitanos.
 Final Surpreendente
Lisboa não é apenas uma cidade: é um mapa emocional que cada visitante traça ao caminhar por seus becos e calçadas. É memória viva, é poesia que se renova a cada olhar. Quem descobre Lisboa não leva apenas lembranças, mas carrega consigo um pedaço da alma lusitana.


Que este blog seja um convite à contemplação: um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...