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quarta-feira, 8 de abril de 2026

SABER VIVER



Introdução para sua leitura

Há momentos em que a vida pede pausa — um respirar profundo, um olhar para dentro e um brinde ao que somos. Neste espaço, convido você a caminhar comigo pelas trilhas do sentir, onde o amor pulsa como o vinho que aquece o coração. “Viver no Ritmo do Amor” é mais do que um texto: é uma celebração da alma, um convite para saborear o instante presente com serenidade e paixão.

Entre palavras e aromas, descubra como cada dia traz uma lição, cada gesto constrói um caminho, e cada gole de Cabernet Sauvignon revela o prazer de estar vivo. Prepare sua taça, abra o coração — e permita-se viver essa experiência com todos os sentidos.



Dica para ambientar sua leitura

Imagine-se ao entardecer, diante de um vinhedo dourado pelo sol, com uma taça de Cabernet Sauvignon nas mãos. O aroma intenso e o sabor profundo do vinho se misturam às palavras do texto — cada gole é como um verso que aquece a alma e convida à contemplação.

Para tornar esse momento ainda mais especial, sirva o vinho ligeiramente abaixo da temperatura ambiente (16–18 °C) e acompanhe com uma tábua de queijos e frutas secas.

 Fechamento poético

É quando o dia se despede, o vinho revela o que há de mais puro em nós: o prazer de viver no ritmo do amor.”

Entre palavras e aromas

Gosto de misturar assuntos como quem prepara uma boa receita: com cuidado, curiosidade e um toque pessoal, compartilho reflexões, histórias de viagem e, claro, em algumas vezes, uma sugestão culinária ou enológica para fechar com sabor. Que a leitura te leve longe

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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

sábado, 14 de março de 2026

A LEMBRANÇA DE UM AMIGO


 Páginas Amareladas



Remexendo os guardados do tempo,
encontrei um livro que dormia em silêncio,
seus versos respirando na poeira dos anos.

Na contracapa, uma caligrafia antiga,
uma dedicatória como um sussurro preso ao papel:

"À Dijanira, para que, junto com a sensibilidade do meu amigo Vendramini, possa caminhar pela estrada da minha poesia."

Afonso Celso Calicchio, outubro de 1982.

Ele, poeta e crítico, navegava mares de letras,
trilhava caminhos na Rádio Bandeirantes,
falava de escritores como quem desenha constelações.

E na política, um estrategista de sonhos,
tecendo destinos no Palácio dos Bandeirantes,
até que nossas vidas se cruzaram.

Eu trabalhava na área de Recursos Humanos
de uma grande empresa do setor alimentício,
quando um dos donos decidiu lançar sua candidatura, na área política.

Fui convocado para ajudá-lo,
mergulhando, sem perceber, em um novo universo,

Onze meses de estrada,

onde fiz de tudo um pouco:
santinhos impressos, camisas distribuídas,
discursos ensaiados e promessas guardadas no vento.
Ao final, o Empresário, ficou à margem—um suplente,
um nome na sombra do poder.

E eu voltei ao meu posto,
mais experiente, mais calejado,
com lições que só o tempo ensina.

Mas hoje, ao tocar estas páginas amareladas,
não é a política que me emociona,
não são as estratégias, os encontros, as campanhas.

É a poesia.

Pois foi por ela que encontrei minha esposa,
por versos perdidos que nos enamoramos,
pelas palavras que seguimos lado a lado,
criando filhos, saudando netos,
escrevendo nossa própria história.

Hoje espalho minhas crônicas pelo mundo,
na esperança de que alguém, em algum lugar,
remexa seus guardados e encontre nelas
um pedaço da sua própria memória.

E ao amigo Calicchio, onde quer que esteja,
envio este abraço feito de palavras,
de saudade, de gratidão e amizade.


"Não há pressa em quem aprendeu a ouvir o tempo.”

         “A crônica é meu modo de conversar com o mundo sem levantar a voz.”

         “Olhar o cotidiano é meu ofício; transformá-lo em palavra, minha arte.”

Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias, que ajudam a manter este espaço vivo.

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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

O TREM QUE FICOU NA SAUDADE, EM: BANHARÃO E JAÚ-SP.


Hoje, os trilhos estão cobertos de mato

Às vezes, o tempo não nos permite reviver os lugares que amamos, mas nos concede o privilégio de guardar memórias como relíquias. Escrevo para preservar uma delas — a de um primo que, mesmo tendo partido, permanece presente nos gestos, nas histórias e nas lembranças de uma geração que viu o trem passar... e parar por amor.

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta"

Este texto é uma homenagem àquele que viveu intensamente cada chegada e partida. Um retrato vivo do Banharão — um bairro que hoje é apenas topografia, mas outrora pulsava como estação de encontro, sonhos e pandeiro. Que essa história sirva de afago à sua família, e ao Brasil que silenciou suas ferrovias, mas não suas lembranças.

A História

Era fim de tarde, céu tingido em tons laranja queimado. O trem da cidade onde residia e que levaria o jovem ao Banharão estava quebrado. O compromisso, no entanto, não era negociável: a amada o aguardava na estação de tijolos e madeira, de olhar ansioso e coração acelerado lá no Banharão.

Perguntou ao chefe da estação se havia outro trem. O homem, de boné gasto e olhos de quem já vira muitos amores passarem por ali, respondeu:

— Há, sim. Mas ele não para no Banharão. Vai direto pra Jaú.

O jovem olhou para os trilhos como quem procura resposta em linhas paralelas.

— Então vou. Depois me viro.

O chefe hesitou, depois soltou um suspiro longo:

— Boa sorte, rapaz. Que São Bento guie seus passos.

Durante a viagem, cada rangido dos trilhos soava como um lembrete da distância. Ao se aproximar do vilarejo do Banharão, correu pelos vagões como quem carrega pressa e esperança. Encontrou o maquinista na cabine dos controles.

— Senhor! Preciso que pare na estação do Banharão. Minha noiva está lá, esperando. Não há outro meio de chegar. É só por hoje.

O maquinista olhou o rapaz com olhos de compaixão.  Um aceno breve. O trem, então, freou diante da estação. Só ele desceu.

— Ei! — gritou o guarda da estação, espantado — Como conseguiu descer aqui? Não é parada programada.

O jovem ergueu a cabeça, sorriu com ironia e respondeu:

— Sou o presidente.

O guarda soltou uma risada cansada e acolhedora.

— Vá com paz, meu irmão.

 Agora, em silêncio, presto minha homenagem: 

Banharão é mais do que um ponto no mapa — é o lugar onde nasci. E toda vez que falo sobre ele, é como se voltasse aos trilhos da minha própria origem. Talvez por isso essa história mexa tanto comigo: ela não é só do Nego, é também um pouco minha.

Hoje, os trilhos estão cobertos de mato, a estação virou memória... mas quem teve o privilégio de viver aquele tempo sabe: algumas histórias não precisam de cimento para permanecerem erguidas. Meu primo — o Nego — não era apenas alguém que pegava o trem. Ele era o próprio apito da locomotiva, o som do pandeiro nas festas, a gargalhada que ecoava nos corredores da vida.

Ele se foi, sim. Mas segue entre nós, sempre que alguém se apaixona com coragem, enfrenta obstáculos por amor, ou faz do impossível um motivo pra sorrir.

Eu desejo a ele — como o guarda lhe disse naquela noite — que vá com paz, meu irmão. E que o Banharão o receba lá em cima, como estação que acolhe quem chega depois de longa viagem.


✍️

 Encerramento

Se este texto tocar alguém, mesmo que por um instante,

então ele cumpriu seu destino:

ser ponte entre o que fui e o que ainda sou.


"Escrevo para inquietar silêncios. Depois, siga os rastros: os mais lidos abaixo, as palavras à direita."

 Antonio Toninho Vendramini Neto

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