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domingo, 4 de janeiro de 2026

MEDITAÇÃO E CONTEMPLAÇÃO: O SILÊNCIO QUE ACALMA A ALMA

A meditação sempre se ergueu sobre dois pilares fundamentais: concentração e contemplação. Em muitas culturas, foi praticada como religião, especialmente entre os povos orientais.

Há registros históricos que comprovam sua antiguidade, tão remota quanto a própria humanidade. Não nasceu de um único povo ou região, mas floresceu em diferentes civilizações, recebendo nomes diversos. Tornou-se mais evidente no Egito, na Índia e entre os Maias.

Hoje, além de seu aspecto espiritual, a meditação é também um instrumento de desenvolvimento pessoal em contextos não religiosos. Pode ser praticada como simples relaxamento ou como caminho para o Nirvana. Muitos afirmam que ela aprimora a concentração, a consciência e a autodisciplina.


O sol, ao se despedir do horizonte, pinta o céu em tons de vermelho e dourado. Para este lado do mundo, parece agonizar; para o outro, anuncia uma nova manhã repleta de emoções.

Nesse instante sublime, uma melodia suave se insinua nos ouvidos, acariciando-os após o tumulto da cidade. É um momento de paz, em que o silêncio se torna soberano e dissolve as ansiedades do dia.

A nostalgia desse cenário divino oferece à mente o descanso merecido, permitindo ouvir até os ruídos de uma longínqua quietude.

Meu Blog Vendramini Letras

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | 

sábado, 22 de novembro de 2025

TENTANDO PREVER O FUTURO


Como você acha que vai ser o seu futuro e o da sua família? Vocês vão ter muito dinheiro ou dificuldades financeiras? 
Vão estar cercados de amor ou levando uma vida solitária? 

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.


Você vai viver muito tempo ou sua vida vai acabar de repente? Há milhares de anos, as pessoas tentam adivinhar como vai ser o futuro.

"Clique nas palavras em negrito e vá além do texto."


Hoje, especialistas estudam os acontecimentos mundiais e fazem previsões sobre o futuro. 

Algumas se cumpriram, outras não. Em alguns casos, fracassaram totalmente. Veja o caso de Guglielmo Marcone, inventor de um tipo de telegrafia sem fio. Alguns contam que em 1912, ele fez a seguinte previsão: " A era da tecnologia sem fio vai tornar a guerra impossível". E um representante da gravadora Decca, que rejeitou os Beatles em 1962, pensava que grupos que tocavam guitarra iam parar de fazer sucesso.

Muitas pessoas buscam no sobrenatural dicas sobre o futuro. Algumas procuraram a orientação de astrólogos. Por exemplo, elas leem os horóscopos que sempre aparecem em jornais e revistas. Já outras consultam adivinhos e videntes que dizem conseguir "ler" o futuro usando cartas de tarô, numerologia ou a palma da mão de alguém.

No passado, algumas pessoas tentavam saber o futuro consultando oráculos, que eram os que se consideravam representantes de certo  deus e que passavam para outros mensagens desse deus.

"Viaje comigo pelas curiosidades do mundo — e se puder, clique nos anúncios. Não custa nada e ajuda muito!"

Por exemplo, dizem que o rei Creso, do reino de Lídia, mandou presentes muito caros para o oraculo de Delfos, Grécia. Ele queria saber qual seria o resultado se ele lutasse contra Ciro, o rei da Pérsia.

O oraculo disse que Creso destruiria "um grande império". Confiante na vitoria, Creso foi para a guerra.

Mas o grande império que Creso destruiu foi o dele mesmo!

A previsão feita pelo oraculo foi bem genérica e inútil. Ela ia parecer verdade não importando quem vencesse a guerra. Creso pagou muito caro por causa dessa previsão enganosa - seu império foi destruído.

E Hoje? As pessoas que procuram formas populares de prever o futuro estão conseguindo resultados melhores? 

"Escrevo para quem sente o mundo em desalinho. Role, explore os mais lidos e deixe que as palavras te levem."


Antonio Toninho Vendramini Neto

Escritor | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – Face Book 




domingo, 2 de novembro de 2025

BEM-VINDO A LISBOA: CHARME, HISTÓRIA E POESIA


DESCUBRA LISBOA

DESTAQUES IMPERDÍVEIS
 charme, história e poesia

Lisboa é uma cidade que encanta à primeira vista. Seu centro histórico é compacto e pode ser explorado em um único dia, especialmente durante o período em que o navio permanece atracado. Caminhar pelas ruas estreitas do bairro de Alfama é mergulhar em séculos de tradição, música e arquitetura.

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

Construída sobre colinas com vista para o amplo estuário do Tejo, Lisboa é a única capital europeia voltada para o Oceano Atlântico. Essa posição privilegiada moldou sua história e seu espírito aventureiro.

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta. 

Entre os destaques imperdíveis:
Castelo de São Jorge: estilo mourisco, com muralhas em ruínas e vista para o Bairro Alto, famoso por sua vida noturna.
Torre de Belém: símbolo da cidade, localizada às margens do Tejo, com janelas manuelinas e escadarias ornamentadas com arcos e símbolos das grandes navegações.
Mosteiro dos Jerônimos: obra-prima do estilo gótico tardio, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade.

Já estivemos em Lisboa diversas vezes, e cada visita me inspira a escrever crônicas que compartilho em sites portugueses e em meu próprio espaço digital.

Um poema português que atravessa pontes e sentimentos

Com grande carinho, incluí neste post o poema de um amigo português de longa data, Jorge Humberto. Sua escrita é profunda, sensível e cheia de imagens poéticas que dialogam com a alma de Lisboa. O poema está reproduzido abaixo em sua totalidade, sem qualquer alteração, para preservar sua essência:


Caminhando, ao sabor da brisa nocturna,
com minhas roupas emitindo um estranho
bailado - pés descalços -
percorro serenamente por sobre uma velha ponte
de madeira, entrando rio adentro.
Amarrado à ponte há um pequeno barco,
para não mais de duas pessoas.
E conforme a ondulação, no seu vai e vem, assim
ele se comporta, indo bater, de
quando em vez, num dos postes,
de há muito refúgio para crustáceos.
Indiferente, ao som surdo que tal impacto
provoca na madeira,
(propagando-se pela noite), sem qualquer
hesitação, continuo o meu caminho:
Até onde a ponte se encontra com as águas
do rio, em destino.
Aí chegando, sentindo o ranger da madeira
antiga, pelo facto de nela me ter sentado,
deslizo meus pés
mergulhando-os suavemente nas águas -
onde uma figura, atrás de mim, parece observar-me
de longe.
Meu coração, sabe bem quem é e que não
são só recordações nem ilusões, o que a
lua traz na sua meia luz.
E resistindo à tentação de espreitar, por de
cima do meu ombro, chamo por teu nome,
baixinho, enquanto vou aguardando que
nova manhã se faça -
e nos braços, um do outro, nos voltemos
a amar.
Jorge Humberto

 Encerramento: Lisboa no coração
Lisboa não é apenas um destino — é uma experiência que se vive com os sentidos. Do aroma dos pastéis de nata ao som do fado ecoando pelas vielas, cada detalhe é uma celebração da cultura, da história e da alma portuguesa.
E como bem diz o poema, há pontes que nos levam ao reencontro. Que a distância aproxime o amor, e que Lisboa continue sendo esse lugar onde memórias se tornam eternas — especialmente quando compartilhadas com quem amamos.

"Cada clique nos anúncios é um empurrãozinho para que eu continue criando. Obrigado por apoiar!


Escrevo como quem recolhe o tempo com as mãos.”

             “Cada linha é um gesto contra o esquecimento.”

             “O silêncio também tem voz — e às vezes, ela escreve comigo.”

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – (facebook) 


terça-feira, 30 de setembro de 2025

ÉCOS DOURADOS DE UMA JUVENTUDE INESQUECÍVEL


A  FESTA  CRESCEU


 Era uma tarde qualquer, dessas em que o tempo parece pedir uma pausa. Mexendo numa velha caixa de papelão esquecida no fundo do armário, encontrei um tesouro: fotos amareladas, recortes de jornais, bilhetes dobrados com cuidado. Cada item parecia sussurrar histórias que o tempo tentou apagar, mas que a memória — teimosa e afetiva — insistia em guardar.

 E ali, entre lembranças e poeira, revivi os chamados “anos dourados”, uma época vibrante em que a juventude pulsava em cada esquina, e eu, junto com minha turma, éramos protagonistas de uma cena que hoje parece saída de um filme retrô.

 Um recorte em especial me fez sorrir: minha foto, atrás da bateria, animando as domingueiras do Clube Grêmio dos Ferroviários. A festa começava logo após a missa das nove, e quem não ia ao Cine Ypiranga ver Tom e Jerry corria para dançar o frenético rock’n’roll. Elvis Presley reinava nas rádios, e nós, da orquestra, fazíamos questão de reproduzir seus sucessos com toda a energia que cabia em nossos instrumentos.

 Nosso “Elvis tupiniquim” era Ted Milton, dono de uma voz potente e um rebolado que arrancava suspiros. Ele cantava Tutti Frutti, Blue Suede Shoes, e depois suavizava com Love Me Tender. Era impossível não se contagiar.
 
Quando as domingueiras cessaram — por cansaço dos músicos dos bailes de sábado — nasceu a ideia de formar um trio para animar as “brincadeiras dançantes”, inspiradas nos filmes americanos. A primeira foi numa garagem espaçosa, com um piano que nos deu o tom perfeito. Eu era Tony Vendra, estampado no surdo da bateria. Ao meu lado, Joel das Candongas no piano e Joãozinho Boa-Pinta no sax. Uniforme? Camisa vermelha, calça e sapatos pretos. Estilo era essencial.
 
Meu pai, sempre paciente, levava os apetrechos no porta-malas do seu Ford, que mais parecia um barco. As músicas italianas dominavam, e os pais das moças exigiam canções suaves, próprias para danças de rosto colado e conversas ao pé do ouvido.

 A abertura era sempre com “Non Ho L’età”, cantada por uma menina do grupo, imitando Gigliola Cinquetti. A letra dizia que ela ainda não tinha idade para namorar — e os pais, claro, adoravam.

Ficamos conhecidos. Professores jovens vinham dançar, e na segunda-feira, a escola fervilhava de comentários. As meninas nos cercavam, curiosas sobre o repertório da próxima festa.

E tinha o famoso “ponche”, servido pela mãe da anfitriã. Meio sem graça, até que alguém despejava uma vodka sorrateira. A alegria se espalhava, e as declarações de amor surgiam ao som do nosso trio. Nos intervalos, declamações de poemas encantavam — as meninas eram verdadeiras artistas.
 
A festa cresceu. Gente de fora vinha, e a dança se espalhava até a rua. Alguns exageravam no ponche e acabavam “plantando” lembranças nos vasos de flores. Era uma alegria contagiante, mesmo que alguns vizinhos torcessem o nariz.

 Um dia, fui convidado para participar de um programa na rádio Difusora. Atendia telefonemas e lia versinhos antes de tocar músicas italianas — minha paixão. Em troca, ganhava ingressos para os cines Ypiranga e Marabá. Era o auge.

 Modugno, Peppino Di Capri, Luigi Tenco, Lorella Vital… todos embalavam nossos corações. As letras falavam de amor com uma intensidade que hoje parece rara. E eu, ali, vivendo tudo com intensidade, sem saber que estava colecionando memórias para uma vida inteira.

 Hoje, ao revisitar essas lembranças, percebo que os “Anni Moderni” não ficaram presos no passado. Eles vivem em cada música que toca no rádio, em cada dança improvisada na sala, em cada sorriso que surge ao lembrar de uma juventude que soube viver com leveza, paixão e ritmo.

 E quem sabe, com um bom streaming e uma playlist nostálgica, a gente não revive tudo isso — agora com luzes de LED, vídeos no TikTok e declarações por mensagem de voz. O espírito é o mesmo. Só mudou o cenário.

🎶

Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

💯

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É simples, mas ajuda muito.

 Toninho Vendramini

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VIAGEM DOS SONHOS

  Viajar contigo é percorrer caminhos de alegria, onde o esperado e o sonhado se encontram, levando-nos ao paraíso, seja por uma nave ou por...