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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

LEVITAÇÃO


Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

sábado, 15 de novembro de 2025

A MOÇA DA TARDE NO MERCADO DAS MEMÓRIAS



a moça da tarde
Som e Cores no Antigo Mercado Municipal

No coração de Jundiaí-SP, entre os ecos da história e os acordes da cultura, ergue-se um espaço que já foi palco de encontros comerciais, exposições vitivinícolas e hoje pulsa como centro artístico: o antigo Mercado Municipal, atual Centro das Artes. Mais do que um prédio, ele é testemunha silenciosa da transformação urbana e da alma vibrante da cidade.

 Da feira ao espetáculo
Do antigo ao Moderno
Antigamente, esse espaço abrigou a primeira exposição vitivinícola da região. Com o tempo, tornou-se o novo Mercado Municipal, movimentando a Rua Barão de Jundiaí — uma das principais vias da cidade. Porém, com o crescimento urbano, o local deixou de comportar o fluxo comercial e foi desativado, passando a servir como depósito da Prefeitura.

Somente em março de 1981, o prédio ganhou nova vida com a inauguração do Centro das Artes, abrigando em seu interior a sala de espetáculos Glória Rocha. Em agosto de 2001, acompanhando a evolução dos tempos e o resgate da memória cultural, o espaço foi reinaugurado com jardins revitalizados, bancos acolhedores e galerias de arte que convidam à contemplação.
 
Uma tarde de calor e melodia
Foi em uma dessas tardes preguiçosas e quentes que me sentei em um dos bancos do jardim, observando o vai e vem das pessoas. De repente, uma jovem chegou com um violão a tiracolo. Sentou-se, retirou a capa do instrumento e começou a dedilhar as cordas, afinando o som entre balbucios de “lalilarás”.

Aos poucos, o ambiente se transformou. Pessoas se aproximaram, curiosas. Trabalhadores do entorno pararam para ouvir. E então vieram os acordes completos — uma canção suave e envolvente que se aninhava pelo espaço, ecoando nas armações de ferro do telhado, preservadas como testemunhas da arquitetura original.

Um garçom da lanchonete próxima trouxe um cafezinho à moça, como se fosse um tributo à beleza do momento. Logo, sua voz se somou ao violão, criando uma trilha sonora cadenciada que encantava os presentes.

— Como é o nome dessa canção? — perguntou alguém.
— “Pássaro de Fogo”, respondeu ela. “Ficou conhecida na voz da Paula Fernandes, mas o autor é Silvano Sales.”
 Vozes que ecoam
Reproduzo aqui alguns versos que consegui captar:

Vai delirar de amor.
Sentir o meu calor.
Vai me pertencer.
Sou pássaro de fogo.
Que canta ao seu ouvido.
Vou ganhar esse jogo.
Amando feito um louco.
Quero o teu amor.

A jovem contou que vinha ali em algumas tardes para mostrar seu talento, esperando que alguém se interessasse por seu trabalho. Estava na cidade há poucos meses, após deixar uma banda em São Paulo por um desatino. Em outra canção, cantou: “de olhos abertos e por onde andei” — talvez um reflexo dos caminhos incertos que a vida lhe impôs.

Seu nome? Não foi dito. E ninguém perguntou. Ficou como a moça da tarde que cantarolou músicas em um dos nobres espaços culturais da cidade.
 Memória e orgulho
Ao me retirar, passei por um painel com fotos comemorativas do centenário do Teatro Polytheama, inaugurado em 1911. Um dos maiores orgulhos culturais de Jundiaí, o teatro foi reinaugurado em dezembro de 1996, com modernas instalações e equipamentos de primeira linha, oferecendo som de qualidade e conforto aos artistas e ao público.

O Centro das Artes e o Teatro Polytheama são mais do que espaços físicos — são guardiões da memória, da expressão e da beleza que resiste ao tempo.
👍

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

REFLEXÕES AO SOM DA NATUREZA

 

O Meu Dia: Entre Uivos, Pios e Primaveras

Uma jornada poética sobre identidade, tempo e renascimento


Hoje pela manhã, como de costume, abri meu escritório nas dependências da minha casa, na linha reta dos gramados. O cenário parecia o mesmo, mas dentro de mim algo pulsava diferente. Fiquei pensando: existe o dia do pai, da mãe, do padeiro, do escritor... Mas e o meu dia? Será que há um dia reservado para cada um de nós nesse mundo vasto e misterioso?

🦉 

Enquanto o pensamento vagava, sons começaram a me visitar. Um uivo distante, talvez de um lobo solitário. Um pio sábio, vindo da coruja que habita a árvore ao lado do meu quarto. Ela me observa, silenciosa, como quem guarda segredos do tempo.

Logo, o vento sopra forte, anunciando uma tempestade. Trovões ecoam e a chuva cai, molhando as plantas e sussurrando que a primavera se aproxima.

 E eu, onde estou nesse mundo de Deus?

Penso nas pessoas amadas que me cercam. Elas são meu alicerce, minha inspiração. E agora, como escritor — será que sou mesmo? — reflito: talvez este seja o meu dia. O dia em que reconheço minha existência, meu papel, meu caminho.

 A última valsa ou o primeiro passo?

Assim, o baile da vida começa. Será minha última valsa? Não sei quem virá dançar comigo. Só sei que guardarei, na caverna da memória, tudo o que vivi.

Saio da minha toca — seria de um lobo? Ou de uma coruja? Talvez de ambos. E a coruja me saúda com seus pios de sabedoria, lembrando que ainda há estrada pela frente.

🌅 

Sim, este é o meu dia. Não marcado no calendário, mas gravado na alma. Um dia em que o tempo me abraça e a natureza me guia. Um dia em que descubro que viver é dançar entre uivos e pios, entre tempestades e primaveras.

🔮 

Meus contos tem um toque de magia

Histórias onde o impossível se torna íntimo.

Onde o tempo dobra, os objetos falam, e o coração é bússola.

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