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domingo, 19 de outubro de 2025
UM CONTO ABORDANDO O FINAL DO REINADO DO PAPA SÃO JOÃO PAULO II
quarta-feira, 4 de junho de 2025
O MENINO DA VIDRAÇA
Seu Pensamento vagava...
Mostro aqui, um mini-conto, carregando um mistério sutil e que dá destaque à visão perturbadora de Mr. Anthony. O título provoca curiosidade e sugere a dualidade entre realidade e ilusão na mente do protagonista.
A sala de estar mergulhava em uma penumbra suave, iluminada apenas por um
tímido feixe de luz que se infiltrava pela fresta da janela daquela imensa casa
onde Mr. Anthony viveu seus últimos dias.
Era 22 de setembro de 2007. Sobre sua escrivaninha, uma agenda ostentava
essa data como um lembrete do tempo que escapava. Seu pensamento vagava pelas
paredes da memória, onde o passado se fazia presente em uma espetacular
sucessão de nostalgias.
Nervoso, ele tentava ordenar o emaranhado de pensamentos furtivos que o
assaltavam—arrependimentos, impulsos reprimidos e decisões nunca tomadas.
Sonhos da juventude que a vida, por caminhos incertos, havia lhe arrancado sem
piedade.
Mas agora já era tarde. O tempo lhe escapava, e suas ideias inquietantes o
consumiam. Pegou a caneta e começou a escrever o que lhe veio à mente: uma
relação de suas posses em forma de testamento. O fato de não ter herdeiros o
atormentava.
Foi então que um ruído inesperado interrompeu sua concentração—uma pedra
estilhaçava a vidraça. Lentamente, ele se levantou e abriu a cortina. Do lado
de fora, um menino lhe acenava alegremente. Por um momento, Anthony permaneceu
imóvel, observando-o com um olhar aturdido, até que, como num passe de mágica,
o garoto desapareceu em meio às frondosas árvores que rodeavam o casarão.
Seria uma visão de sua mente perturbada? O desejo inconsciente de ter um
filho para quem pudesse deixar sua herança?
Na mansão, um casal de empregados cuidava dos jardins e das tarefas
domésticas, zelando pelo lar que agora se tornava um mausoléu de lembranças.
Anthony voltou para sua escrivaninha e fez sua última anotação às 17 horas.
No dia seguinte, foi encontrado sem vida pela esposa do jardineiro, que há
tempos se dedicava a atender seus últimos caprichos.
Com as mãos trêmulas, a mulher olhou para a agenda aberta sobre a mesa e viu
anotações que não conseguia compreender. Estavam escritas em inglês, em
caligrafia quase indecifrável. Apesar disso, uma revelação se destacava:
deixava todos os seus pertences para aquele menino que acreditava ser seu
filho.
Atônita, a mulher correu para chamar o marido. Ao encontrá-lo, exclamou:
— José, ele morreu! Deixou tudo escrito sobre a mesa!
O jardineiro, que entendia o idioma, leu atentamente o testamento até se deparar com a parte que os deixou perplexos: Anthony deixava seus bens para o filho do casal. Mas como poderia? Eles nunca tiveram filhos.
💢
Acredito que a escrita é uma arte em constante evolução, refinada pelo hábito, pela observação e, principalmente, pelo desejo de transmitir emoções e ideias de forma mais autêntica. O retorno de vocês, leitores, me motiva a buscar sempre o melhor.
Sigamos juntos, entre palavras e páginas, sempre explorando novos horizontes literários.
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quinta-feira, 22 de maio de 2025
O CENÁRIO DE MEMÓRIAS SOMBRIAS
A incredulidade apertava seu peito. Estaria ainda ali?
Encarcerado em suas próprias lembranças, elas emergiam, teimosas e vibrantes,
revivendo um turbilhão de emoções. As lágrimas brotaram sem resistência,
escorrendo pela face e misturando-se ao chão impiedoso, onde cicatrizes de um
passado cruel permaneciam gravadas.
Tateou o bolso, encontrando seu rosário, o fiel amigo que resistiu ao tempo.
A cada conta que rolava entre seus dedos, imagens dos antigos companheiros se
formavam em sua mente—homens que, como ele, habitaram aquele corredor de
desesperança. Ali, ele fora um animal sedento, um espectro de sua própria
humanidade. Outras vezes, uma flor frágil, buscando redenção. A justiça o havia
condenado a esse inferno, onde as almas se perdiam sem promessa de retorno.
A oração, no entanto, brotou das trevas e foi penetrando sua alma, acalmando
a tormenta que castigava sua carne e consciência. Pediu perdão, como o fez por
incontáveis noites e, agora, mais do que nunca. Perdão pelas vidas que
extinguiu na insensatez de sua mente adoecida.
Quando seus dedos tocaram a porta, seu corpo estremeceu com a lembrança do
capelão. Aquele homem de fé lhe oferecera a extrema-unção antes de sua
execução—um fim interrompido por circunstâncias misteriosas. Ele nunca soube o
porquê. Mas, naquele momento, compreendia que a vida ainda lhe reservava um
propósito.
A centelha de um novo caminho surgiu: tornar-se pastor. A figura do capelão,
seu guia na escuridão, reverberava dentro dele como um chamado. Deixou para
trás o corredor da morte e abraçou essa missão de resgatar almas.
Segurou a Bíblia que repousara nas mãos do capelão por anos—companheira
silenciosa de sua espera pela sentença final. O destino, no entanto, reescreveu
seu desfecho. O velho prédio, berço de sua dor, estava marcado para a implosão.
O presídio que o aprisionara seria reduzido a pó. Por ironia ou justiça, foi
ele quem recebeu a honra de acionar o mecanismo que o apagaria da existência.
Antes do último ato, curvou-se em prece. Ali, onde tantos haviam
perecido, poderia nascer uma igreja. Um símbolo de transformação. Uma
casa de fé. A marca de sua jornada como pastor de almas.
E assim, vemos como o sofrimento pode ser transmutado pelo convívio com
Cristo, o eterno pescador de almas—independentemente de onde essas almas um dia
tenham estado.
💫
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Maravilhas do Mar Vermelho
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