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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

LEMBRANÇA DE UMA VÉSPERA DE NATAL

O ESPIRITO NATALINO ESTAVA PRESENTE



À medida que o Natal se aproxima, minha memória se volta para uma véspera natalina já vivida, marcada por alegria e união familiar.

Naquela noite, tivemos a felicidade de receber nosso querido primo Arnaldo e sua esposa Amélia – nome que nos trouxe à lembrança nossa saudosa Amélia Minutti Gasparotto, que, ao lado de Giggio, nos presenteou com três filhos maravilhosos: Neiva, Sérgio e o próprio Arnaldo.

O espírito natalino estava presente em cada gesto e palavra. Era tempo de reflexão sobre valores que permanecem vivos em nossas vidas: a solidariedade e o amor ao próximo. Recordo-me de ter compartilhado a história de um cego e um paralítico que, na pobreza extrema, encontraram forças na união. Um caminhava, o outro enxergava. Juntos, conquistavam o pão de cada dia. Essa narrativa refletia o verdadeiro sentido daquela noite: a solidariedade que une e fortalece.

Também nos lembramos de nossos avós e pais, raízes que sustentam nossa história e nos transmitiram valores que seguimos repassando a filhos e netos. Rendemos homenagens àquela gloriosa geração, conscientes de que o tempo transforma a presença em lembrança, mas nunca apaga o legado.

E como não recordar nossa infância e juventude na Rua Zacarias de Góes? Dois quarteirões que se tornaram um mundo encantado, onde vivemos momentos mágicos, cercados por avós, pais e tios, todos unidos na solidariedade. Cada dificuldade era compartilhada e superada com apoio mútuo.

Naquela véspera de Natal, reunidos em família, sentimos a felicidade que talvez não tivéssemos plena consciência na juventude. Hoje, ao reviver essa lembrança, percebemos o valor daqueles dias simples e cheios de união.

E foi nesse ambiente, marcado pela solidariedade e pela fé, que entoamos melodiosos hinos em louvor Àquele que nasceu em uma manjedoura. Uma noite que permanece viva em nossas memórias, como símbolo da esperança e da paz que o Natal sempre nos traz.



Antonio Vendramini Neto é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória — entre receitas simples e flores cultivadas com afeto. 

Em Vendramini Letras, compartilha palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

"Escrevo para quem não teme abismos. Os mais lidos te esperam abaixo. À direita, palavras que abrem portas."

💥 

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

O PAÍS QUE SONHEI: LIBERTANDO-SE DO PASSADO, ABRAÇANDO O FUTURO


Uma jornada entre memórias, sonhos e a busca por um lugar onde a alma possa respirar em paz


Todos nós carregamos marcas. Algumas são suaves como brisas nostálgicas, outras pesam como correntes invisíveis. Este texto nasceu de uma noite inquieta, onde o silêncio da madrugada se tornou palco para um sonho revelador. É um convite à reflexão: será que estamos prontos para deixar o passado onde ele pertence e abrir espaço para uma nova aventura chamada vida?

Há algo que te prende ao passado? Uma lembrança da infância, um ambiente familiar conturbado, amizades que deixaram cicatrizes, ou talvez um trabalho que drenou sua essência? Se sua resposta for sim, saiba: esse episódio, por mais marcante que tenha sido, pode se tornar apenas uma lembrança. Ele não precisa mais emperrar sua vida, nem roubar sua paz.

Essa revelação me visitou numa daquelas madrugadas insones, quando a cozinha se torna refúgio e um copo d’água parece mais um ritual de reencontro consigo mesmo. Voltei para a cama, mas os pensamentos vieram como flechas — certeiras, inquietas, venenosas. A mente buscava abrigo, talvez em devaneios tolos, talvez em utopias possíveis.

Já vivi em muitos países, com culturas e crenças diversas, alguns considerados de primeiro mundo. E mesmo nesses lugares, percebi que a verdadeira liberdade não está nas estatísticas, mas na alma de um povo.

Adormeci. E sonhei.

Sonhei com um país pequeno, quase esquecido pelos mapas. Sua população não chegava a milhões. Mas ali, tudo era decidido pelo povo. As manifestações eram ouvidas, os desejos respeitados, a religião era vivida com leveza, e o conceito de raça... inexistente. A comida era repartida com fartura, como se cada refeição fosse um abraço coletivo.

Onde fica esse país? Se alguém souber, me avise. Estarei fazendo as malas. E com minha família, partirei rumo a essa nova aventura chamada vida.

 Vamos ao Gran Finale:

Talvez esse país não exista em coordenadas geográficas. Talvez ele habite nossos sonhos, nossas esperanças, nossa coragem de mudar. Mas se começarmos a viver como se ele fosse real — com empatia, escuta, partilha — quem sabe ele não começa a nascer dentro de nós?

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VIAGEM DOS SONHOS

  Viajar contigo é percorrer caminhos de alegria, onde o esperado e o sonhado se encontram, levando-nos ao paraíso, seja por uma nave ou por...