O misticismo não se prende às fronteiras da religião tradicional. Ele é a busca pela experiência direta com o divino, sem intermediários, sem dogmas. É o mergulho no invisível que habita todas as coisas, o encontro íntimo com aquilo que transcende o tempo e a matéria.
Estudos sobre o tema partem da premissa da
alma e da
reencarnação. Acredita-se que
vidas passadas ecoam na existência presente, moldando destinos e revelando que somos mais do que lembranças: somos continuidade, somos memória viva do universo.
Foi nesse horizonte que nasceu o meu poema:
Duas vidas vividas
Perdidas no tempo...
Chegaram ao meu corpo
Absorto...
Espíritos encarnados
Peso nos ombros...
De onde vieram?
A vida como ela é...
Em alguns momentos sou eu
Em outros não sei quem.
Tudo o que somos...
São consequências do passado
Seremos então...
Aquilo que prepararmos no presente.
💫
E talvez o maior segredo do misticismo seja este: não somos apenas um nome, uma história ou uma vida. Somos fragmentos de eternidade, ecos de existências que se entrelaçam em silêncio.
O surpreendente é perceber que, ao buscar o divino fora de nós, acabamos encontrando-o dentro. O mistério não está em templos ou escrituras, mas no próprio coração humano.
E então, como se o vento trouxesse um oráculo esquecido, o misticismo nos sussurra sua epifania: Não há duas vidas, nem mil vidas... há apenas uma — infinita, pulsando em cada instante. Somos o sopro que atravessa os séculos, o silêncio que guarda segredos, a chama que nunca se apaga.
E nesse instante, compreendemos: o tempo é apenas véu. A eternidade é o nosso verdadeiro nome.