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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

NO HOJE, NO AGORA E NO AMANHÃ - OLHARES DE FUNCHAL PORTUGAL.


Entre o Atlântico e a poesia: um viajante encantado


Chegar a Funchal é como desembarcar em um cenário pintado à mão, onde o azul profundo do Atlântico se mistura ao verde exuberante das montanhas e ao charme das ruas de pedra. É uma cidade que acolhe com a alma portuguesa e surpreende com sua elegância europeia. 
Cada passo revela uma história; cada vista, um convite à contemplação.
Meu Blog Vendramini Letras
Vendramini Letras não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

Capital da Ilha da Madeira e uma das cidades mais prósperas de Portugal, Funchal encanta com seu centro histórico charmoso, típico das vilas lusitanas, e com suas avenidas à beira-mar repletas de hotéis sofisticados, lembrando os balneários mais refinados da Europa. Cercada pelo oceano e por montanhas imponentes, a cidade desfruta de um clima ameno durante todo o ano.
E como se a paisagem pedisse versos, recordo as palavras do poeta e amigo Jorge Humberto:
“Não há chuva, não há flores, nem crianças a sorrir, se o Homem toma as dores, no que ainda está no porvir.”
Com cerca de 112 mil habitantes, Funchal já foi um porto estratégico para embarcações rumo às Índias e ao Novo Mundo. Reconhecida pela riqueza de seus mercadores, hoje é uma cidade moderna, moldada por uma geografia única: um anfiteatro natural que se ergue do porto até os 1.200 metros de altitude das encostas mais altas.
O centro é ideal para ser explorado a pé. Ruas estreitas, praças acolhedoras e fachadas históricas revelam uma cidade viva, onde o passado e o presente se entrelaçam. E nesse caminhar, ecoa novamente Jorge Humberto:
“Vive-se o agora, repetidamente, até ser certeza profunda, para então ser, mais à frente, as ruas abertas, de uma rotunda.”
Diz-se que Funchal recebeu esse nome há mais de cinco séculos, graças à abundância de funcho — a erva-doce — que crescia na região. Um nome simples, mas que carrega a essência perfumada de um lugar inesquecível.
Um aroma que conforta, que aquece, que traz memórias. E foi nesse instante, entre uma caminhada e outra, que percebi: Funchal também é isso — um lugar que desperta lembranças e cria novas. E como lembra o poeta Jorge Humberto:
“Depressa e bem não há quem, que devagar se vai ao longe. Digam-me, se já viram alguém, viver o amanhã antes do hoje?”
Entre os sabores que marcaram essa viagem, não posso deixar de mencionar o vinho do Porto — que, embora não seja típico da Madeira, é facilmente encontrado por lá. Visitamos uma adega centenária, onde o tempo parecia repousar entre barris e histórias. E nesse cenário, ressoam as palavras de Jorge Humberto:
“Construir estradas, pontes, mente aberta sem ponto obscuro, é como dar bem defrontes, com o que nos espera no futuro.”
O vinho Madeira, por sua vez, é o anfitrião da ilha: um aperitivo elegante, servido antes ou depois das refeições, com notas que variam do seco ao doce, sempre com personalidade marcante. É o tipo de vinho que conversa com a paisagem, com o clima e com a alma da ilha. E como conclui o poeta e amigo Jorge Humberto:
“Depois, regressa-se ao lado de cá, com segurança e esp’rança. Que o que se amanhou hoje e há é o tudo… e mantém a pujança…”

Funchal: onde cada pôr do sol é uma promessa de retorno.
Siga os rastros: os mais lidos abaixo, as palavras à direita.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – (facebook)  

terça-feira, 25 de novembro de 2025

MITOLOGIA MARÍTIMA: ENTRE LENDAS E HORIZONTES

Odisseus em seu retorno à ilha de Ítaca.


O mar sempre foi um palco fértil para o nascimento de mitos e lendas. Muito disso se deve à imaginação dos velhos marinheiros que, após se aposentarem da árdua lida com as águas, recolhiam-se em vilarejos distantes de pescadores. 

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.



Ali, nas noites frias ao redor de uma fogueira, contavam aos meninos e rapazes histórias de monstros, criaturas marinhas e fantasmas que assombravam os oceanos.

Recordo-me de quando criança assisti a um filme que narrava a trágica desventura de Odisseus em seu retorno à ilha de Ítaca. Foi talvez o primeiro a enfrentar a fúria e as paixões das terríveis criaturas. Entre os episódios mais célebres, estava o das sereias, cujo canto hipnótico arrastava homens e suas almas para as profundezas do mar.

Com sabedoria, Odisseus pediu aos deuses uma solução: ordenou que sua tripulação tampasse os ouvidos com cera de abelhas, evitando assim o canto fatal. Para provar que tudo não passava de lenda, pediu que o amarrassem ao mastro principal sem proteção nos ouvidos. Assim, pôde ouvir o canto melodioso sem sucumbir, enquanto seus marinheiros prosseguiam firmes na viagem.

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta.


Essas histórias revelam como superstições e mitos habitam o espaço mágico entre realidade e imaginação. Eu mesmo, em uma travessia atlântica de Veneza ao Brasil, contemplei o horizonte infinito em uma noite no convés. O mar encontrava o céu em uma linha distante, e imaginei os antigos navegadores temendo que suas embarcações caíssem em um precipício ao alcançar o limite do mundo.

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Naquele instante, o oceano embalava meus sonhos e inspirava reflexões que se transformaram em poesia.


Mar aberto em águas profundas
Vista resplandecente em caminhos oceânicos
Brisa fresca no ar
Cheiro de perfume na noite
Sensações amoldadas em corpo de sereia
Cabelos esvoaçantes ao vento arredio
Canto melodioso e entontecedor
Tormentas enfurecidas
Fervor e ópio no sangue
Tempestade de amor


CADIZ - ESPANHA

🍷 Para acompanhar essa viagem literária e poética, nada melhor do que um vinho espanhol que evoque tradição e intensidade. 
Sugiro o Protos Crianza, um tinto elegante da região de Ribera del Duero, com notas de frutas maduras e especiarias, perfeito para brindar às lendas que o mar nos inspira.

 Que este texto seja como uma travessia: navegando entre memórias, mitos e horizontes, e terminando com o sabor agradável de um bom vinho e a sensação de que o oceano sempre guarda mais histórias do que podemos imaginar.


Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores. Ao final de cada um, deixo uma receita ou uma sugestão de vinho — porque viajar também é degustar. 

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – Face Book. 

UMA DESPEDIDA SOB O LUAR E A TEMPESTADE

UM RELÂMPAGO RASGOU O CÉU UMA HOMENAGEM AO MEU AVÔ ITALIANO - O TONELLA. Era uma noite escaldante de verão. A lua cheia lançava sua luz...