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terça-feira, 21 de outubro de 2025

PORTO SEGURO ONDE NASCEU O BRASIL



A cidade foi, oficialmente, o primeiro local onde aportaram os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral, quando do descobrimento, em 1500. Possui antigos monumentos históricos, além de paisagens naturais de rara beleza ao longo da costa.

"Cada termo em negrito nas palavras é uma porta aberta. Clique e entre."


Visitar o sítio histórico da cidade alta foi uma emoção muito grande; trouxe, ao nosso presente, momentos vividos por aqueles desbravadores portugueses, coragem e o discernimento dessa grande aventura chamada Brasil, deixando em seu rastro quase que uma obrigação de defendê-lo, em termos de história, para o meu pequeno neto, o Lucas, que nos acompanhou.

Vimos por lá inúmeros turistas em visita ao Monumento Nacional, instituído por decreto presidencial em 1973. Trata-se do primeiro núcleo habitacional do Brasil; além de ostentar o marco do descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos de colonização. Os prédios históricos que visitamos durante o dia são apreciados por muita gente à noite, conforme comentários que ali ouvimos, quando sob efeito de iluminação especial.

Iniciamos o passeio pelo marco do descobrimento de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral. O marco veio de Portugal, entre 1503 e 1526, e simbolizava o poder da coroa, utilizado para demarcar suas terras. Tudo em pedra de cantaria, de um lado está esculpida a cruz da Ordem de Aviz e, de outro, o brasão de armas de Portugal.

Na mesma área está a igreja de Nossa Senhora da Penha, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Aí estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis – primeira imagem trazida para o Brasil. Para se ter uma ideia de como era a capitania do século de Tourinho e a chegada dos jesuítas, basta ler alguns trechos das cartas escritas por Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, padres da Companhia de Jesus, sobre a espetacular região.

Mais adiante, o Paço Municipal ou a Casa da Câmara e Cadeia, datada do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colônia, ostentando uma arquitetura invejável para a época. Nesse prédio funciona, hoje, o Museu Histórico da cidade ou museu do descobrimento de onde compilei inúmeras informações para essa crônica. A igreja da misericórdia ou, como é chamada pelo funcionário do museu, “Igreja do Senhor dos Passos”, de estilo singelo, muito bonito, guarda imagens barrocas de um teor de inigualável beleza, destacando-se o Senhor dos Passos e um Cristo crucificado.

Ainda nesse meio de um visual gracioso, está o casario tombado como monumento nacional; e a igreja de São Benedito, ao lado das ruínas da antiga residência e o colégio dos jesuítas, dá um ar de imponência e respeito a um passado recente do jovem país que é o Brasil. Certamente dentro de algumas décadas sem dúvida, será uma das principais potências mundiais.
Em termos de defesa do patrimônio, os patrícios ergueram o primeiro fortim em 1504, edificado sob a égide de Gonçalo Coelho e reforçado no século XVIII.

Outros passeios realizados foram de espetacular grandeza e beleza, destacando-se dois deles: o primeiro no parque das águas, onde pudemos descarregar as emoções e aprimorar a esperteza, pois realizamos grandes aventuras pelas águas “calientes”. Em um dos momentos de caminhadas, constatei uma tribo de índios pataxós exibindo-se sob um imenso quiosque, despertando enorme curiosidade e alegria com suas danças tribais.

O clímax dos passeios certamente foi o da chalana, onde pudemos reunir todos os viajantes. A alegria foi contagiante, tendo como pano de fundo o simpático “tatu”, o homem das mil caras, com seus disfarces e vestimentas espalhafatosas, causando um furor nas pessoas, de dar inveja aos que não fazem o magnífico passeio. Foi entrelaçado de fatos pitorescos, como o “monstro do mangue”, anunciado como um gigante de 2,20 metros que emergia de suas águas barrentas, vindo assustar as pessoas, na embarcação. Mas o que vimos, foi à minúscula figura do Tatu disfarçado de monstro, proporcionando imensas gargalhadas aos presentes.

Outro momento engraçado foi após o almoço, às margens do belo rio, onde todo embarcado pôde ouvir sons do saudoso Michael Jackson. O som foi entrecortado com um anúncio de que ele estaria ali em forma de música e, para o nosso espanto, saiu, do restaurante, uma figura saltitante e com uma vasta cabeleira. Quem era? Oh! Era novamente o Tatu em forma de Jackson, pulando e esbanjando categoria com o “passo da lua”.

Enquanto alguns apreciavam a bagunça, outros admiravam a bela natureza, proporcionando momentos de rara magia em seu panorama verdejante e aquoso, deixando saudades para sempre... 

O clima que nos acompanhou foi sempre de verão, apesar de estarmos no inverno; lá é sempre quente, com picos de 42 graus e ameno no inverno, com média de 25 graus e mínimas de 15. Nos meses de julho e agosto, a possibilidade de chuva é maior, como aconteceu naquela noite no Toa Toa. Deslumbramo-nos também com a Passarela do Álcool e seus famosos drinks “capetas” e lojas de artesanatos, onde as mulheres se deliciaram com o visual e as compras.

Para finalizar, digo que o local conta com um extenso litoral, cerca de 90 km de praias magníficas como a de Trancoso, Coroa Vermelha e Arraial de Ajuda. Sempre com uma areia muito fina e branca e sem nenhum tipo de poluição (que continue sempre assim), está dividido pelo rio Buranhem, que conta com cerca de 500 metros de largura, por onde navegam as balsas.

A cidade é considerada um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, recebendo turistas de todos os estados brasileiros e de estrangeiros.

🌟


Este meu Caderno é

um passeio por memórias, afetos e encantamentos.

Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

👍

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais

📬 Meus espaços de cultura e amizade:

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ÁS GÁRGULAS DOS CASTELOS MEDIEVAIS




AS 


"O negrito nas palavras é só o começo. O clique revela o mundo."




Durante uma das nossas viagens à França, ao visitar um dos majestosos castelos da região do Loire, ergui os olhos e vi — lá no alto — figuras esculpidas em pedra, monstruosas e silenciosas. 


Naquele instante, como se despertassem memórias ancestrais, veio à mente tudo aquilo que a imaginação e a história já haviam me contado.


São desaguadouros, ou seja, partes salientes das calhas e telhados destinadas a escoar águas a certa distância das paredes. Mas na Idade Média, essas estruturas ganharam formas grotescas — híbridos de homens, feras e demônios — e passaram a ocupar um papel simbólico.


Acreditava-se que eram guardiãs das catedrais e castelos, e que, à noite, ganhavam vida. Sob ordens dos implacáveis senhores feudais, podiam atacar as propriedades dos camponeses, que viviam sob um regime de servidão

O medo era cultivado como ferramenta de controle.
O poema - ( INSPIRADO NAQUELA OCASIÃO) - abaixo retrata esse imaginário, onde o poder se alimenta do medo, e os camponeses, para proteger suas plantações, entregavam tributos em forma de alimentos — tudo para evitar a fúria das criaturas e dos cavaleiros que, segundo a lenda, rondavam na calada da noite.

(TRADUÇÃO  PELA  - INTERNET)

Encravadas nas muralhas seculares
Enfouillées dans les murailles séculaires
Olhavam para o povo sofrido
Elles regardaient le peuple souffrant
Sentinelas do poder e do tempo
Sentinelles du pouvoir et du temps
Mistura de humanóide e dragão
Mélange d'humanoïde et de dragon
Guardavam a entrada do castelo
Elles gardaient l'entrée du château
Dos senhores feudais
Des seigneurs féodaux

À noite ganhavam vida e voavam
La nuit, elles prenaient vie et volaient
Mostrando poder e assustando os camponeses nos vilarejos
Montrant leur pouvoir et effrayant les paysans dans les villages
Que cumpriam com o pagamento de impostos
Qui s'acquittaient du paiement des impôts
Levando mantimentos
Apportant des provisions
Para o povo da corte viver na libertinagem
Pour que le peuple de la cour vive dans la débauche.

🏰



Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.

Antonio Toninho Vendramini Neto
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terça-feira, 17 de junho de 2025

O RESGATE DA MEMÓRIA NA PRAÇA DA MATRIZ




JUNDIAÍ EM ÓLEO SOBRE TELA NA ÉPOCA
 DO BRASIL COLONIAL
AUTOR DESCONHECIDO

A tradicional Praça da Matriz, cujo nome oficial homenageia o governador Pedro de Toledo, abriga entre seus prédios uma majestosa e centenária igreja, hoje designada Catedral Diocesana da região. Nesse dia, o espaço irradiava alegria, repleto de visitantes entusiasmados pelo evento que ali acontecia: a 5ª edição do Arte na Praça.

Organizado por um grupo dedicado à valorização cultural, destacando-se as poetisas Valquíria Gesqui Malagoli, Renata Iacovino e Júlia Fernandes Heimann, o evento reunia amantes da arte e da literatura. E, entre os diversos momentos daquele encontro, estavam meus poemas estendidos em um varal literário, fazendo parte da programação Praça Viva, da qual tive a honra de participar.

Um agradável som vinha do palco montado diante da igreja, onde um conjunto musical deslumbrava o público com clássicos do sertanejo. A praça pulsava em criatividade: oficinas abertas permitiam que as pessoas moldassem esculturas em argila, inspiradas na arquitetura da catedral. Ver tanta gente interagindo com a cultura do município despertou em mim um profundo sentimento de pertencimento.

Sentado em um dos bancos, deixei-me levar pelas memórias daquele lugar tão marcante na minha juventude. A igreja sempre foi um ponto de encontro, onde eu assistia às missas dominicais e, logo após, participava da ciranda de jovens que seguia até a entrada do lendário Cine Ypiranga — hoje desaparecido. Ali, assistíamos a animações clássicas, como Tom e Jerry, e grandes produções cinematográficas em sessões concorridas.

Minha mente vagava. Recordei a icônica fonte luminosa no centro da praça, cuja beleza e magia encantavam visitantes. Com o tempo, tornou-se palco de comemorações espontâneas — formaturas, despedidas de soldados e até a celebração do título mundial de futebol de 1958. Entretanto, a euforia nem sempre terminava bem, pois a polícia frequentemente intervinha, conduzindo os mais exaltados ao famoso camburão “13”.

Os discursos dos políticos também marcaram épocas, muitos deles aparecendo apenas em busca de votos, esquecendo-se rapidamente das promessas feitas. E, claro, rememorei um dos momentos mais especiais da minha vida: meu casamento. Subir os degraus da igreja ao lado de minha esposa, Dijanira, foi um instante inesquecível que tornou aquele espaço ainda mais significativo para mim.

Por alguns instantes, fui completamente absorvido pelo passado. Entretanto, despertei quando minha esposa me mostrou meus poemas no varal literário. A emoção foi indescritível: era como receber o elogio de um pai ou professora. Ver um trabalho meu exposto publicamente, integrado a um evento tão belo, reacendeu em mim o amor pela escrita.

O encantamento daquele dia ainda se perpetua. Ao voltar para casa, fui surpreendido por uma notificação no meu notebook: um e-mail da poetisa Valquíria me enviava o certificado de participação no evento. Agora, providencio um quadro para exibi-lo em meu espaço literário, como uma lembrança viva desse momento memorável.

Que iniciativas como o Arte na Praça continuem florescendo, para que a cultura e os talentos da cidade sejam sempre celebrados e preservados.


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