“ONDE VÔ”
(Encontrado em sua mesa de trabalho)
Os lugar onde vô
Nem eu sei escolher.
Quando o zóio piscô,
Já cheguei, sem querer.
Sem querer, também não!
Eu so vô se eu gosto
E, se lá não for bão,
Curto da maneira que eu posso.
Normalmente, fica afastado
Do que se chama civilização.
Nunca vô apressado,
Presto muita atenção.
Pode sê o mato crescendo,
Ou, então, a cachoeira caindo.
Eu ali, quieto, só vivendo.
E a natureza explodindo.
O Vento batendo depressa
Como com pressa de ir embora;
A verde mata atravessa
E parte para o mundo afora,
Trazendo e levando perfume,
Arrastando as foia do chão.
Palavras escritas para quem partiu, para quem ficou, para quem nunca soube.
Não pedem resposta — apenas repousam no papel.
.................
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Antonio Toninho Vendramini Neto
Criador de Conteúdo Culturais que escolheu contar histórias
Sou um contador de histórias do cotidiano. Escrevo crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilho palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

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