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"Comemos muita massa, feijão, legumes, pão integral frutas, pouco frango e jogamos cartas todas as tardes", diz os sorridentes moradores.
É uma comuna italiana da região do Lácio, província de Latina.
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José Epaminondas de
Albuquerque Martins, ou simplesmente Zezinho, partiu do Nordeste com um sonho:
transformar sua vida em São Paulo. Com a bênção de sua mãe e o coração apertado
por deixar o pai e os oito irmãos, ele seguiu viagem, carregando apenas uma
matula e uma imensa vontade de vencer.
Desde cedo, Zezinho
demonstrava talento. Em sua terra natal, criava peças de artesanato que
encantavam nas feiras dominicais. Suas mãos habilidosas e sua imaginação fértil
transformavam materiais simples em verdadeiras obras de arte. Mas ele queria
mais. Inspirado pelo fotógrafo lambe-lambe da praça, sonhava em aprender a
capturar momentos e eternizá-los em imagens.
Ao chegar à metrópole,
Zezinho se deparou com desafios. Conseguiu um ponto na praça, onde expunha suas
peças em caixotes improvisados. Para complementar a renda, fez sociedade com um
mascate e comprou uma câmera fotográfica. Assim, entre o artesanato e as
fotografias, começou a construir sua reputação.
Foi nesse vai-e-vem que
conheceu uma mulher com quem dividiu teto e aflições. Mas a relação azedou ao
descobrir que ela se prostituía enquanto ele trabalhava. Desiludido, Zezinho
aceitou a proposta de um fotógrafo profissional, Sr. Cícero, para trabalhar em
seu ateliê no interior. Lá, ele aprimorou suas técnicas e ganhou o apelido de
"Zezinho das Artes", por nunca abandonar o artesanato.
Com o tempo, Zezinho abriu
seu próprio negócio, inovando com fotografias coloridas e cobrindo eventos
sociais, esportivos e religiosos. Tornou-se figura conhecida, participando de
carnavais e campeonatos, e até colaborava com o jornal local. Mas sua saúde
começou a dar sinais de alerta. Uma tosse persistente o incomodava, e ele
recorria a um xarope caseiro de muçambê, que carregava em um frasco no bolso. O
hábito lhe rendeu um novo apelido: "Zezinho Muçambê".
Apesar do sucesso, o
destino foi cruel. Em um dia chuvoso, Zezinho não apareceu para trabalhar.
Preocupado, um funcionário foi até sua casa e o encontrou sem vida, ao lado do
frasco de muçambê. O velório foi marcado por homenagens emocionadas, mas o enterro
virou um caos. Uma chuva torrencial interrompeu o cortejo, e o caixão foi
abandonado na rua. Vagabundos o arrastaram para uma barraca de flores, e a
polícia, sem opções, deixou o corpo ali até o dia seguinte.
Na manhã seguinte, o
caixão havia desaparecido. O mistério permanece até hoje, alimentando histórias
de assombração e curiosidade na cidade. Zezinho Muçambê, com sua vida cheia de
altos e baixos, deixou um legado de talento, resiliência e um enigma que nunca
será desvendado.
UM TEXTO HUMORADO E ALUSIVO AS VIOLAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO. Em uma longínqua cidadezinha do interior, conhecida por Jacundá Mirim, vivia...