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domingo, 2 de novembro de 2025

BEM-VINDO A LISBOA: CHARME, HISTÓRIA E POESIA


DESCUBRA LISBOA

DESTAQUES IMPERDÍVEIS
 charme, história e poesia

Lisboa é uma cidade que encanta à primeira vista. Seu centro histórico é compacto e pode ser explorado em um único dia, especialmente durante o período em que o navio permanece atracado. Caminhar pelas ruas estreitas do bairro de Alfama é mergulhar em séculos de tradição, música e arquitetura.

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

Construída sobre colinas com vista para o amplo estuário do Tejo, Lisboa é a única capital europeia voltada para o Oceano Atlântico. Essa posição privilegiada moldou sua história e seu espírito aventureiro.

"O negrito nas palavras é o convite. O clique, a resposta. 

Entre os destaques imperdíveis:
Castelo de São Jorge: estilo mourisco, com muralhas em ruínas e vista para o Bairro Alto, famoso por sua vida noturna.
Torre de Belém: símbolo da cidade, localizada às margens do Tejo, com janelas manuelinas e escadarias ornamentadas com arcos e símbolos das grandes navegações.
Mosteiro dos Jerônimos: obra-prima do estilo gótico tardio, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade.

Já estivemos em Lisboa diversas vezes, e cada visita me inspira a escrever crônicas que compartilho em sites portugueses e em meu próprio espaço digital.

Um poema português que atravessa pontes e sentimentos

Com grande carinho, incluí neste post o poema de um amigo português de longa data, Jorge Humberto. Sua escrita é profunda, sensível e cheia de imagens poéticas que dialogam com a alma de Lisboa. O poema está reproduzido abaixo em sua totalidade, sem qualquer alteração, para preservar sua essência:


Caminhando, ao sabor da brisa nocturna,
com minhas roupas emitindo um estranho
bailado - pés descalços -
percorro serenamente por sobre uma velha ponte
de madeira, entrando rio adentro.
Amarrado à ponte há um pequeno barco,
para não mais de duas pessoas.
E conforme a ondulação, no seu vai e vem, assim
ele se comporta, indo bater, de
quando em vez, num dos postes,
de há muito refúgio para crustáceos.
Indiferente, ao som surdo que tal impacto
provoca na madeira,
(propagando-se pela noite), sem qualquer
hesitação, continuo o meu caminho:
Até onde a ponte se encontra com as águas
do rio, em destino.
Aí chegando, sentindo o ranger da madeira
antiga, pelo facto de nela me ter sentado,
deslizo meus pés
mergulhando-os suavemente nas águas -
onde uma figura, atrás de mim, parece observar-me
de longe.
Meu coração, sabe bem quem é e que não
são só recordações nem ilusões, o que a
lua traz na sua meia luz.
E resistindo à tentação de espreitar, por de
cima do meu ombro, chamo por teu nome,
baixinho, enquanto vou aguardando que
nova manhã se faça -
e nos braços, um do outro, nos voltemos
a amar.
Jorge Humberto

 Encerramento: Lisboa no coração
Lisboa não é apenas um destino — é uma experiência que se vive com os sentidos. Do aroma dos pastéis de nata ao som do fado ecoando pelas vielas, cada detalhe é uma celebração da cultura, da história e da alma portuguesa.
E como bem diz o poema, há pontes que nos levam ao reencontro. Que a distância aproxime o amor, e que Lisboa continue sendo esse lugar onde memórias se tornam eternas — especialmente quando compartilhadas com quem amamos.

"Cada clique nos anúncios é um empurrãozinho para que eu continue criando. Obrigado por apoiar!


Escrevo como quem recolhe o tempo com as mãos.”

             “Cada linha é um gesto contra o esquecimento.”

             “O silêncio também tem voz — e às vezes, ela escreve comigo.”

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
📬 Abaixo, - outro espaço de cultura e amizade - clique e divirta-se.

Antonio Vendramini Neto – (facebook) 


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

ENTRE REDES E SONHOS: A ALMA DO PESCADOR



Um Pouco de História

"Palavras em negrito são portais — clique e explore."


 
Desde os primórdios da humanidade, a pesca tem sido mais do que uma simples atividade econômica — é um elo entre o homem e o mar, uma expressão de sobrevivência, fé e cultura. Dos papiros egípcios às canoas escavadas do Nordeste brasileiro, o ato de pescar carrega histórias ancestrais, mitos e emoções profundas. Segundo os próprios pescadores, a forma mais pura de pesca é aquela feita com o corpo, a alma e uma rede — sozinho, em comunhão com as águas.





Com o barco, foi para o mar
No pensamento, devoção e fartura
Na alma, a reza e a candura

Na praia, a choupana
Mar adentro, já não avista mais nada
Apenas a tocha que iluminou sua partida
Rumo à aventura de acertos e nostalgia

Sua mente trabalha em silêncio
Enxerga o sustento na água
Peixes se entrelaçam ao redor da embarcação
Euforia invade a jornada
Mas tudo era fruto da imaginação
Já não vê os cardumes

Já não sente a mão calejada no leme
Lágrimas rolam na face
Ilusão perdida, sem guarida
Divaga em pensamentos

Enquanto o som das ondas embala seu barco
Os mitos do mar se fazem presentes
Ele lança o arpão
Na cabeça do esturjão
Sente o caviar dos ricos
A pobreza no coração

O sonho acalanta sua alma
A riqueza assola o momento
O peixe sobe à boleia

O alimento chega com certeza
Exausto, retorna ao lar
Uma jornada de visões
De riqueza, pobreza e ilusão
Sentimento nobre do caiçara

Deita o remo no braço, num abraço
Sente o coração saltitante
Iluminando seu caminho
Para os braços da mulher amada

Epílogo:
E assim termino mais uma travessia — não apenas sobre ondas, mas sobre os abismos da alma. O pescador não volta apenas com peixe, mas com histórias, sonhos e cicatrizes. O mar, esse velho companheiro, devolve o homem à terra com o coração cheio de esperança e o olhar salgado de saudade. Porque no fim, pescar é amar. É sobreviver. É acreditar que amanhã, o mar será mais generoso.

🎬

Um passeio por memórias, afetos e encantamentos.

Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

💫

Se quiser me apoiar, clique em postar um comentário no final (após minha caricatura de criador de conteúdo digital) 

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É simples, mas ajuda muito.

 Toninho Vendramini 

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VIAGEM DOS SONHOS

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