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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O REENCONTRO: UMA VIAGEM DE EMOÇÕES E MEMÓRIAS

                  

 O REENCONTRO
 
Uma travessia 
de afetos
 e saboreS

O EGITO DE MUITAS LEMBRANÇAS



Viajar é mais do que deslocar-se no espaço — é mergulhar em histórias, reencontrar sentimentos e fortalecer laços. Esta crônica é um tributo à amizade, à cultura e aos momentos inesperados que transformam simples trajetos em lembranças eternas. Do Cairo a Assuã, passando por Jerusalém, cada passo foi marcado por descobertas e reencontros que merecem ser celebrados.

 Do Cairo a Assuã: trilhos que conduzem memórias

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

SEGUINDO O CURSO DA HISTÓRIA...

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Após a visita ao Museu do Cairo, seguimos rumo à estação ferroviária para iniciar nossa jornada até Assuã, lar da imponente represa que empresta seu nome à cidade. Essa obra monumental, considerada a maior construção em solo egípcio desde as pirâmides, domou o Nilo, controlou suas águas e impôs a lógica humana às certezas da natureza. Um feito que impressiona tanto pela engenharia quanto pela ousadia.

 Ilha Elefantina: onde o Nilo nos levou ao inesperado

Ao chegarmos em Assuã, fomos informados que o trajeto até o hotel seria feito por barco, atravessando o majestoso Nilo até a encantadora Ilha Elefantina. O resort que nos acolheu parecia flutuar entre o tempo e a tradição. E foi ali, como num presente inesperado, que assistimos a um casamento típico egípcio — uma celebração vibrante, repleta de danças, músicas e cores que pareciam dançar com o vento do deserto.

Não apenas leia — clique no negrito nas palavras e mergulhe."

Fomos convidados a participar. E, como se a hospitalidade fosse uma arte milenar, nos serviram iguarias da gastronomia egípcia que encantaram nossos sentidos. Entre elas, o Mahshi, um prato tradicional feito com legumes recheados de arroz temperado com ervas e especiarias, cozidos lentamente em molho de tomate. Uma receita que carrega o sabor da terra e o afeto das mãos que a preparam.

🍽️

 Receita de Mahshi (Charuto de Legumes Egípcio)

Ingredientes:

1 berinjela, 1 abobrinha e 1 pimentão (ou folhas de uva)

1 xícara de arroz cru

1 cebola picada

2 tomates picados

2 colheres de sopa de salsinha e hortelã picadas

Sal, pimenta síria e cominho a gosto

Suco de 1 limão

2 colheres de sopa de azeite

1 xícara de molho de tomate

Modo de preparo:

1. Corte os legumes em formato de barquinhas ou retire o miolo para rechear.

2. Misture o arroz com os temperos, tomate, cebola, ervas, limão e azeite.

3. Recheie os legumes com essa mistura e acomode-os em uma panela.

4. Cubra com o molho de tomate e cozinhe em fogo baixo por cerca de 40 minutos.

🧳 


O desencontro e o reencontro com Vanderlan

Foi no desembarque que sentimos a ausência de nosso querido amigo Vanderlan — uma figura cativante, cuja habilidade em se comunicar é marca registrada. Por um erro da agência, seu nome constava no próximo horário do trem, e ele viajou sozinho. Imagino os pensamentos que o acompanharam: a expectativa do reencontro, a saudade da família, o desconforto de não estar em seu lar.

Mas Vanderlan é um homem de espírito leve. Ainda mais depois de sua visita a Jerusalém, onde, no Monte das Oliveiras, fez orações pela família e agradeceu pela transformação em sua vida. De proprietário de lotérica a corretor de imóveis bem-sucedido, sua trajetória inspira.

Quando finalmente nos reencontramos, tudo se iluminou. O sorriso, o abraço, a alegria — tudo voltou a pulsar com intensidade. Eu e minha esposa sentimos que a amizade se fortaleceu ainda mais. Com Vanderlan, Márcia, Thaís e Thiago. Com Elvira, Cícero e Davi. Com Ayala, Mila e o pequeno Miguel. A imagem que guardamos de cada um foi enriquecida por essa viagem repleta de cultura, guiados por Osama, que nos presenteou com conhecimentos preciosos.

 Reflexões dessa travessia

Essa experiência criou um elo que não queremos desfazer. E, graças à internet, podemos manter viva essa corrente de afeto e memória. Que essa conexão continue firme, como o Nilo que atravessamos, como os trilhos que nos conduziram, como os abraços que nos acolheram.

De Jundiaí, São Paulo, enviamos um abraço caloroso — cheio de saudade, gratidão e o sabor eterno do Mahshi.


🌍

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais
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Antonio Vendramini Neto – (facebook)

terça-feira, 21 de outubro de 2025

PORTO SEGURO ONDE NASCEU O BRASIL



A cidade foi, oficialmente, o primeiro local onde aportaram os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral, quando do descobrimento, em 1500. Possui antigos monumentos históricos, além de paisagens naturais de rara beleza ao longo da costa.

"Cada termo em negrito nas palavras é uma porta aberta. Clique e entre."


Visitar o sítio histórico da cidade alta foi uma emoção muito grande; trouxe, ao nosso presente, momentos vividos por aqueles desbravadores portugueses, coragem e o discernimento dessa grande aventura chamada Brasil, deixando em seu rastro quase que uma obrigação de defendê-lo, em termos de história, para o meu pequeno neto, o Lucas, que nos acompanhou.

Vimos por lá inúmeros turistas em visita ao Monumento Nacional, instituído por decreto presidencial em 1973. Trata-se do primeiro núcleo habitacional do Brasil; além de ostentar o marco do descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos de colonização. Os prédios históricos que visitamos durante o dia são apreciados por muita gente à noite, conforme comentários que ali ouvimos, quando sob efeito de iluminação especial.

Iniciamos o passeio pelo marco do descobrimento de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral. O marco veio de Portugal, entre 1503 e 1526, e simbolizava o poder da coroa, utilizado para demarcar suas terras. Tudo em pedra de cantaria, de um lado está esculpida a cruz da Ordem de Aviz e, de outro, o brasão de armas de Portugal.

Na mesma área está a igreja de Nossa Senhora da Penha, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Aí estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis – primeira imagem trazida para o Brasil. Para se ter uma ideia de como era a capitania do século de Tourinho e a chegada dos jesuítas, basta ler alguns trechos das cartas escritas por Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, padres da Companhia de Jesus, sobre a espetacular região.

Mais adiante, o Paço Municipal ou a Casa da Câmara e Cadeia, datada do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colônia, ostentando uma arquitetura invejável para a época. Nesse prédio funciona, hoje, o Museu Histórico da cidade ou museu do descobrimento de onde compilei inúmeras informações para essa crônica. A igreja da misericórdia ou, como é chamada pelo funcionário do museu, “Igreja do Senhor dos Passos”, de estilo singelo, muito bonito, guarda imagens barrocas de um teor de inigualável beleza, destacando-se o Senhor dos Passos e um Cristo crucificado.

Ainda nesse meio de um visual gracioso, está o casario tombado como monumento nacional; e a igreja de São Benedito, ao lado das ruínas da antiga residência e o colégio dos jesuítas, dá um ar de imponência e respeito a um passado recente do jovem país que é o Brasil. Certamente dentro de algumas décadas sem dúvida, será uma das principais potências mundiais.
Em termos de defesa do patrimônio, os patrícios ergueram o primeiro fortim em 1504, edificado sob a égide de Gonçalo Coelho e reforçado no século XVIII.

Outros passeios realizados foram de espetacular grandeza e beleza, destacando-se dois deles: o primeiro no parque das águas, onde pudemos descarregar as emoções e aprimorar a esperteza, pois realizamos grandes aventuras pelas águas “calientes”. Em um dos momentos de caminhadas, constatei uma tribo de índios pataxós exibindo-se sob um imenso quiosque, despertando enorme curiosidade e alegria com suas danças tribais.

O clímax dos passeios certamente foi o da chalana, onde pudemos reunir todos os viajantes. A alegria foi contagiante, tendo como pano de fundo o simpático “tatu”, o homem das mil caras, com seus disfarces e vestimentas espalhafatosas, causando um furor nas pessoas, de dar inveja aos que não fazem o magnífico passeio. Foi entrelaçado de fatos pitorescos, como o “monstro do mangue”, anunciado como um gigante de 2,20 metros que emergia de suas águas barrentas, vindo assustar as pessoas, na embarcação. Mas o que vimos, foi à minúscula figura do Tatu disfarçado de monstro, proporcionando imensas gargalhadas aos presentes.

Outro momento engraçado foi após o almoço, às margens do belo rio, onde todo embarcado pôde ouvir sons do saudoso Michael Jackson. O som foi entrecortado com um anúncio de que ele estaria ali em forma de música e, para o nosso espanto, saiu, do restaurante, uma figura saltitante e com uma vasta cabeleira. Quem era? Oh! Era novamente o Tatu em forma de Jackson, pulando e esbanjando categoria com o “passo da lua”.

Enquanto alguns apreciavam a bagunça, outros admiravam a bela natureza, proporcionando momentos de rara magia em seu panorama verdejante e aquoso, deixando saudades para sempre... 

O clima que nos acompanhou foi sempre de verão, apesar de estarmos no inverno; lá é sempre quente, com picos de 42 graus e ameno no inverno, com média de 25 graus e mínimas de 15. Nos meses de julho e agosto, a possibilidade de chuva é maior, como aconteceu naquela noite no Toa Toa. Deslumbramo-nos também com a Passarela do Álcool e seus famosos drinks “capetas” e lojas de artesanatos, onde as mulheres se deliciaram com o visual e as compras.

Para finalizar, digo que o local conta com um extenso litoral, cerca de 90 km de praias magníficas como a de Trancoso, Coroa Vermelha e Arraial de Ajuda. Sempre com uma areia muito fina e branca e sem nenhum tipo de poluição (que continue sempre assim), está dividido pelo rio Buranhem, que conta com cerca de 500 metros de largura, por onde navegam as balsas.

A cidade é considerada um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, recebendo turistas de todos os estados brasileiros e de estrangeiros.

🌟


Este meu Caderno é

um passeio por memórias, afetos e encantamentos.

Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

👍

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Pensador | Criador de conteúdos culturais

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Toninho Vendramini Slides - Sergrasan

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

RETIRANTES: PROTAGONISTAS DE UM POEMA


Durante um trabalho temporário no sertão nordestino, fui tocado por uma paisagem que falava mais alto que palavras. O chão rachado, o sol impiedoso, os rostos marcados pelo tempo e pela luta — tudo ali parecia contar uma história ancestral de resistência.

"Palavras no texto em negrito/links são portais — clique e explore."



Foi nesse cenário que nasceu este poema, inspirado nos retirantes: homens, mulheres e crianças que, mesmo diante da escassez, carregam consigo a dignidade e a esperança.



Assolava fome e tristeza.
Não nascia mais ninguém.
Povo cansado e calejado,
Faltava maternidade,
Faltava parteira também.
Batiam em dura retirada,
Com o amparo do cajado.


Força da mãe natureza,
Num lugar não reluzente.
Sol de luz sempre presente,
Mas sem luz materna acesa.



Sítio ermo e doentio,
Muito pó pelo caminho.
Pedras de duro feitio,
Ventre pesado no ninho.



Visão distante da cidade,
Gemido em conflito ardente.
Garganta periclitante,
Vento uivando de verdade.



E ali, contra o desatino,
Nasceu a vida — sem eira, sem beira.
Para o desencanto da alma,
E o desespero dos recursos.

 Encerramento Poético Dramático 

Mas mesmo ali, onde o chão não dá trégua,
Onde o tempo parece esquecer os nomes,
Brota um olhar que desafia o destino.
Retirantes seguem — não por fuga,
Mas por fé no que ainda pode florescer.
São protagonistas de um poema sem fim,
Escrito com poeira, suor e esperança.
Porque o sertão, mesmo seco,
Ainda sonha com chuva.

💫

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados. 

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Antonio Vendramini Neto

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EXPLORANDO O EGITO: UMA JORNADA PELA HISTÓRIA E CULTURA MILENAR


O GUARDIÃO DA TUMBA DA FARAÓ

"O negrito nas palavras não está ali por acaso — clique e veja por quê."


O Egito é um país fascinante, repleto de história e paisagens deslumbrantes. Suas terras abrigam monumentos que atravessam milênios e contam a trajetória de civilizações antigas. Viajar pelo Egito não é apenas um passeio turístico, mas uma verdadeira imersão na grandiosidade de um dos berços da humanidade.

"Clique nas palavras em negrito e vá além do texto."

Localizado no Norte da África, é limitado pelo Mar Mediterrâneo ao norte, pela Faixa de Gaza, Israel e o Golfo de Aqaba a leste, pelo Sudão ao sul e pela Líbia a oeste. Sua geografia e riqueza cultural fazem dele um destino único para aventureiros e amantes da história.

Após um dia explorando os imponentes monumentos da região, concluímos nosso tour no Museu Nacional do Cairo, onde contemplamos peças arqueológicas que datam de mais de 3.000 anos antes de Cristo. A experiência foi um verdadeiro banho de cultura, nos transportando para uma época de faraós e civilizações fascinantes.

Nosso próximo destino era Aswan, a cerca de 950 km ao sul do Cairo. Optamos por um trem noturno turístico, acomodando-nos em cabines confortáveis. A jornada foi hipnotizante—pela janela, mesmo durante a noite, podíamos ver o Egito silenciosamente desenrolando sua paisagem, sempre às margens do lendário Rio Nilo.

Ao chegar, seguimos rumo à Ilha Elephantina e nos hospedamos em um complexo hoteleiro magnífico. Nossa estadia foi marcada por conforto e vistas impressionantes. Visitamos a represa alta e o famoso obelisco inacabado, um intrigante testemunho das técnicas de construção egípcia que, devido a uma rachadura, permaneceu no solo, transformando-se em uma atração histórica.

Na cidade, enfrentamos temperaturas extremas de até 43°C, o que tornou qualquer deslocamento a pé um desafio. Optamos por explorar Aswan em uma charrete conduzida pela simpática égua “Mônica”, enquanto o seu dono fazia elogios a ela.

Após alguns dias explorando a cidade e navegando pelo Rio Nilo, visitamos templos extraordinários em Kom Ombo e Edfu, chegando a Luxor, a antiga Tebas, conhecida como a cidade das cem portas. Exploramos o grandioso templo de Karnak, dedicado ao deus Amon-Rá, e seguimos para o Vale dos Reis, onde se encontram as tumbas dos grandes faraós, incluindo a de Tutankhamon.

Uma experiência memorável foi a visita à tumba de Ramsés. Ao entrar no local, as paredes repletas de inscrições milenares pareciam sussurrar histórias de um passado glorioso. O ar era pesado, denso com o mistério de séculos enterrados. Eu, fascinado pelo cenário, mal podia conter a vontade de registrar cada detalhe. Mirava a câmera para tudo quanto era lado quando, de repente, ouvi um grito áspero e cortante.

Um guardião de túnica esvoaçante surgiu das sombras como um espectro, os olhos faiscando com severidade. Com um movimento ágil, tomou minha câmera sem sequer me dar chance de protestar. O que antes era um passeio histórico transformou-se em um impasse inesperado. Ele vociferava em um idioma que eu não compreendia, mas sua expressão e gestos não deixavam margem para dúvidas: eu estava em apuros.

Tentei argumentar, dizendo repetidamente que não havia tirado nenhuma foto. Ele, porém, insistia em uma multa exorbitante, brandindo minha máquina como um troféu conquistado. Enquanto o grupo olhava perplexo, o tempo parecia congelar. O que fazer? Aceitar a injustiça ou arriscar uma reação?

A adrenalina pulsou. Num impulso calculado, estendi a mão e, com destreza, arranquei a câmera de suas garras. O guardião arregalou os olhos, surpreso com a audácia, e por um breve instante, houve silêncio. Então, a torrente de palavras em sua língua voltou ainda mais intensa. Ele gesticulava furiosamente, mas eu já recuava, puxando minha esposa pela mão.

"The Police!" bradei, vendo-o vacilar por um instante. Seus olhos se estreitaram, avaliando a situação, mas não se moveu. Com passos rápidos, escapamos pelo túnel estreito até alcançar a saída, onde nosso guia nos esperava. Ele nos olhou sério e apenas disse: "Melhor vocês saírem rápido. Esse sujeito não gosta de ser desafiado."

Com o coração ainda acelerado, seguimos para a van que nos levaria ao Vale das Rainhas. A câmera estava em minhas mãos, intacta, e com ela, todas as preciosas fotos de nossa jornada. Um episódio tenso, mas que se transformou em uma história memorável—afinal, cada viagem reserva surpresas que jamais poderíamos prever.

😎

Como todo escritor, busco aperfeiçoar cada linha, cada texto, cada narrativa para que a experiência de leitura seja envolvente e marcante. E é essa jornada de aprendizado e aperfeiçoamento que desejo compartilhar com vocês!

 O Pequeno Gesto Que Mantém Grandes Histórias Vivas

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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O ÚLTIMO PASSO DO AVENTUREIRO


A HISTÓRIA DE UM HOMEM PERDIDO

"O negrito nas palavras aponta.

 O clique leva."

Ao longo da história, o espírito aventureiro tem sido o combustível das jornadas mais desafiadoras, aquelas que levam homens e mulheres a lugares inexplorados, onde os limites do corpo e da mente são postos à prova. Encontros com o desconhecido, com a natureza selvagem, e até com a própria morte, fazem parte do cerne dessas experiências. Um dia, ao assistir a um documentário sobre essas expedições extremas, deparei-me com uma tragédia que me deixou inquieto: um dos participantes de uma caminhada, em um dos lugares mais inóspitos do mundo, morreu no meio da jornada. O local era o Vale da Morte, um deserto cruel onde a aridez da terra e o calor sufocante são os menores dos desafios.

Isso me fez refletir profundamente: o que passa pela mente de alguém que, diante da iminente morte, se vê perdido nesse cenário? Como o espírito humano reage quando confrontado com o fim inevitável? E, mais importante, o que é o medo, senão a reação natural à sensação de que estamos prestes a ser derrotados pela própria existência?

Foi a partir dessa reflexão que decidi imaginar a história de um homem perdido naquele mesmo Vale da Morte, onde cada passo parecia uma luta contra seu próprio corpo e contra a própria vida.

A Narrativa:

A aventura o aguardava.
Não havia como voltar atrás.
O calor do sol parecia derreter o próprio chão sob seus pés, e as pedras afiadas formavam um labirinto de dor, a cada passo, um golpe contra o corpo cansado.
No horizonte, tudo parecia uma miragem: silhuetas distorcidas pela ondulação do calor.
E, na alma, uma névoa de imagens quebradas, como se a realidade se fragmentasse a cada segundo.

Ele avançava, movido por uma força que não sabia mais de onde vinha.
O corpo, já marcado pela exaustão, implorava por descanso. As pernas, pesadas como ferro, não podiam mais sustentar sua jornada. Mas havia uma vontade maior, uma necessidade de chegar, de continuar... Não importava o quanto fosse árduo.
Ele precisava encontrar o fim dessa estrada, ou talvez o fim dele próprio, o fim que já parecia esperado, mas que ele se recusava a aceitar.

A mochila, cada vez mais insuportável, pesava sobre seus ombros, e seu passo vacilava, cada movimento uma tentativa de resistir ao desânimo.
Finalmente, exausto, ele caiu no chão, sobre a areia que o queimava, uma cama inclemente, dura como a própria realidade que o cercava.
Em um último suspiro, olhou para o céu, como se pedisse ao universo, à natureza, um milagre qualquer... mas o que ele não sabia é que a natureza, naquele instante, já havia feito sua escolha.

O vento levantou-se, quase como uma presença, e varreu seus pensamentos, espalhando-os no ar quente. O pó entrou em seus olhos e narinas, fazendo com que tudo ao redor se tornasse um borrão.
A sede, cruel e incessante, martelava sua garganta. Cada gota de suor em seu rosto era uma memória da luta travada, da busca por algo que talvez não existisse.

O arrependimento invadiu sua alma, mas não como uma força negativa. Ele não tinha tempo para arrepender-se; o que ele sentia agora era mais profundo: uma mistura de reconhecimento de sua fragilidade e uma tristeza pela inevitabilidade daquilo.
Naquele momento, o que antes parecia aventura, agora era uma tragédia. A desventura de um homem que desafiou o impossível, mas que não pôde vencer a si mesmo.

Sua visão, já turva pela exaustão e pela angústia, se fechou, e o sonho que o guiara até ali desfez-se como um castelo de areia sendo engolido pela maré.
O chão frio da terra escaldante o acolheu, e ali, no silêncio do deserto, o último suspiro escapou de seus lábios, junto com a última fagulha de esperança. Seu corpo agora inerte era tudo o que restava da grande aventura.

A vida, por fim, o havia deixado. O homem que um dia se atreveu a desafiar o impossível, e que em seu último suspiro reconheceu sua própria limitação, agora era parte do deserto. Seu nome, como todos os nomes de aventureiros, seria levado pelo vento. E a lenda de sua jornada, uma história sem fim, eternizada em cada grão de areia.

Final emocionante:

Enquanto o sol se punha no horizonte, o deserto voltava a seu estado de tranquilidade implacável.

Naquele vazio, onde a solidão é tão grande quanto a morte, o vento continuava a soprar, sem testemunhas, sem julgamentos. Apenas um eco distante, lembrança de um homem que ousou viver sua própria lenda.

💢

A estrada às vezes é silenciosa, mas vocês sempre estiveram por perto.

106 mil acessos depois, sigo contando o que vejo e o que sinto.

Obrigado por caminhar comigo.

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 Toninho Vendramini

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MITOLOGIA MARÍTIMA: ENTRE LENDAS E HORIZONTES

Odisseus em seu retorno à ilha de Ítaca . O mar sempre foi um palco fértil para o nascimento de mitos e lendas . Muito disso se deve à imag...