Onde História e Elegância se Encontram
Que este blog seja um convite à contemplação:
um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das
pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.
Milão, capital da
Lombardia, é uma cidade que respira sofisticação. Com mais de 1,3 milhão de habitantes, é a segunda maior da Itália e uma das mais ricas da União Europeia. Entre monumentos góticos, canais projetados por
Leonardo da Vinci e igrejas milenares, a cidade oferece uma mistura única de tradição e modernidade.
Na entrada da
Galeria Vittorio Emanuele II, há um detalhe curioso no chão: uma pequena depressão em formato de touro, conhecida como “O Buraco da Sorte”. Diz a lenda que, ao girar o calcanhar direito sobre ele, a sorte vem. Minha esposa fez o giro com estilo. E foi aí que a Itália decidiu nos presentear.
Quando o Avião Vai, Mas Você Não
Após dias incríveis, partimos rumo ao
Aeroporto de Malpensa, prontos para embarcar de volta ao Brasil. Só que... não embarcamos. Fomos vítimas do temido
OVBK — o overbooking. A
Alitalia vendeu mais passagens do que assentos disponíveis. Resultado? Eu, Dija e mais 23 passageiros com malas na mão e cara de “ué”.
A confusão no balcão parecia cena de tragédia greco-romana: “Cazzo! Spudorati!” — palavrões e indignação em alto e bom som.
Hotel de Luxo e 600 Euros:
A Itália Compensa
Respirei fundo, olhei pra Dija e disse: “Vamos tomar um refresco e assistir o espetáculo de longe. Vai que sobra uma vaguinha...” Não sobrou. Mas sobrou sorte.
A companhia nos ofereceu hospedagem em um hotel de luxo e uma indenização de 600 euros por pessoa. Recebemos cartões magnéticos do
Banco Popolare da Itália, mas o dinheiro não saía. Era preciso desbloquear no banco — e só no dia seguinte.
Já era uma da manhã. Fomos levados de van ao hotel onde os próprios funcionários da Alitalia se hospedam. E que hotel! Um verdadeiro palácio moderno. Ligamos para o Brasil avisando que a volta ia demorar. E que bom que demorou.
Dois Dias Extras de Itália: Com Estilo
Dois dias de descanso, café da manhã digno de rei e passeios pela charmosa
Malpensa. No dia seguinte, fui ao aeroporto tentar sacar o dinheiro. Nada. Liguei para o banco. “Só em 48 horas, senhor.” Mas o voo era em 24. Resultado: voltamos ao Brasil com os cartões na mão e a esperança no coração.
Já em casa, depois de e-mails e ligações, conseguimos sacar o valor em reais. E foi só aí que acreditamos: o buraco da sorte funcionou mesmo!
Moral da História: Gire o Calcanhar e Espere o Impossível
Ganhamos dois dias extras na Itália, hospedagem de luxo, comida boa e ainda voltamos com dinheiro no bolso. Moral da história? Se você passar pela Galeria Vittorio Emanuele II, não hesite: gire o calcanhar no buraco da sorte. Vai que a Itália decide te pagar para ficar mais um pouquinho...
3 comentários:
Se um dia girar meu calcanhar em O BURACO DA SORTE - MILANO - ITÁLIA, direi que foi uma grande sorte conhecer o meu querido amigo e escritor, Toninho Vendramini e de saber o nome da família mais chegada. Como sempre gostei muito de ler esta tua crónica. Parabéns e um Abraço. o'poetamigo, Jorge Humberto
Obrigado meu caro JORGE. Alegria em saber que estas antenado no sistema. um abraço
Obrigado pela resposta a meu comentário, Toninho. Vim aqui abrindo um de teus e-mails no meu correio. Peço-te um pouco mais de paciência, irei responder a todos eles. Abraço.
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