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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

LISBOA: ENTRE BECOS, CALÇADAS E SACADAS

Meu Blog Vendramini Letras

 "O idioma muda, mas a essência permanece. Clique em Translate à direita e mergulhe nas crônicas." 

 "The language changes, but the essence remains. Click Translate on the right and dive into the chronicles." 

Aqui não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana. 

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


Lisboa é uma cidade que respira história em cada esquina. Os bairros tradicionais, situados em sua maioria no coração da capital, preservam uma identidade única que atravessa séculos. 

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores — Que este e-mail te inspire a explorar, sentir e saborear cada detalhe.


Passear por eles é como folhear um livro vivo, onde cada rua guarda memórias de reis, navegadores e poetas.
Curiosidade: sabia que muitas das calçadas portuguesas, com seus mosaicos em pedra branca e preta, foram inspiradas nas ondas do mar? Esse estilo nasceu no século XIX e hoje é um dos símbolos mais reconhecidos da cidade.
A capital portuguesa ostenta monumentos de rara beleza, que convidam à contemplação e ao estudo. Esculturas, igrejas e praças revelam estilos arquitetônicos diversos, do manuelino ao barroco, perpetuando o romantismo e a grandiosidade de uma cidade que foi centro de um império.
Durante os Descobrimentos, Lisboa atingiu seu auge de riqueza e poder, tornando-se um porto mundial e guardando até hoje um patrimônio que encanta visitantes e moradores.

 O Poema 

Inspirado pelos encantos dos becos e ruelas lisboetas, este poema de minha autoria, escrito após uma caminhada contemplativa pelas ruas da Lisboa antiga.

Lisboa antiga!
Beco da bica, sinuoso e tortuoso.
Pessoas observando,
debruçadas nas janelas,
nas românticas ruelas.
Saudades de um passado:
das velhas senhoras e seus fados,
do burburinho matinal.
Jogam milho nas calçadas
para ouvir o arrulhar dos pombos,
sentindo o panorama de outrora.
Velhas sacadas lisboetas,
com risonhos sonhos
de olhares lusitanos.
 Final Surpreendente
Lisboa não é apenas uma cidade: é um mapa emocional que cada visitante traça ao caminhar por seus becos e calçadas. É memória viva, é poesia que se renova a cada olhar. Quem descobre Lisboa não leva apenas lembranças, mas carrega consigo um pedaço da alma lusitana.


Que este blog seja um convite à contemplação: um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.

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Recanto das Letras

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Criador de Conteúdo Culturais que escolheu contar histórias 

sábado, 13 de junho de 2026

RETIRANTES: PROTAGONISTAS DE UM POEMA


Antônio é um viajante das palavras. Entre raízes de Jaú e horizontes de Jundiaí, sua escrita é ponte entre lembranças e descobertas. Cada crônica é um convite ao leitor: mergulhar na memória, celebrar o instante e reconhecer o humano que habita em cada história.

Texto elaborado por terceiros, originalmente publicado em O Olhar do Escritor.


Durante um trabalho temporário no sertão nordestino, fui tocado por uma paisagem que falava mais alto que palavras. O chão rachado, o sol impiedoso, os rostos marcados pelo tempo e pela luta — tudo ali parecia contar uma história ancestral de resistência.

Foi nesse cenário que nasceu este poema, inspirado nos retirantes: homens, mulheres e crianças que, mesmo diante da escassez, carregam consigo a dignidade e a esperança.

Assolava fome e tristeza.
Não nascia mais ninguém.
Povo cansado e calejado,
Faltava maternidade,
Faltava parteira também.
Batiam em dura retirada,
Com o amparo do cajado.

Força da mãe natureza,
Num lugar não reluzente.
Sol de luz sempre presente,
Mas sem luz materna acesa.

Sítio ermo e doentio,
Muito pó pelo caminho.
Pedras de duro feitio,
Ventre pesado no ninho.

Visão distante da cidade,
Gemido em conflito ardente.
Garganta periclitante,
Vento uivando de verdade.

E ali, contra o desatino,
Nasceu a vida — sem eira, sem beira.
Para o desencanto da alma,
E o desespero dos recursos.

 Encerramento Poético Dramático 
Mas mesmo ali, onde o chão não dá trégua,
Onde o tempo parece esquecer os nomes,
Brota um olhar que desafia o destino.
Retirantes seguem — não por fuga,
Mas por fé no que ainda pode florescer.
São protagonistas de um poema sem fim,
Escrito com poeira, suor e esperança.
Porque o sertão, mesmo seco,
Ainda sonha com chuva.
💫

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados. 



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Recanto das Letras

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O ÚLTIMO PASSO DO AVENTUREIRO


A HISTÓRIA DE UM HOMEM PERDIDO

Ao longo da história, o espírito aventureiro tem sido o combustível das jornadas mais desafiadoras, aquelas que levam homens e mulheres a lugares inexplorados, onde os limites do corpo e da mente são postos à prova. Encontros com o desconhecido, com a natureza selvagem, e até com a própria morte, fazem parte do cerne dessas experiências. Um dia, ao assistir a um documentário sobre essas expedições extremas, deparei-me com uma tragédia que me deixou inquieto: um dos participantes de uma caminhada, em um dos lugares mais inóspitos do mundo, morreu no meio da jornada. O local era o Vale da Morte, um deserto cruel onde a aridez da terra e o calor sufocante são os menores dos desafios.

“Este conteúdo integra meu blog, onde registro pensamentos e histórias ao longo do tempo. Se tocou você de alguma forma, siga e compartilhe — e deixe seu comentário no espaço indicado, pois cada leitor é parte dessa caminhada.”

Isso me fez refletir profundamente: o que passa pela mente de alguém que, diante da iminente morte, se vê perdido nesse cenário? Como o espírito humano reage quando confrontado com o fim inevitável? E, mais importante, o que é o medo, senão a reação natural à sensação de que estamos prestes a ser derrotados pela própria existência?

Foi a partir dessa reflexão que decidi imaginar a história de um homem perdido naquele mesmo Vale da Morte, onde cada passo parecia uma luta contra seu próprio corpo e contra a própria vida.

A Narrativa:

A aventura o aguardava.
Não havia como voltar atrás.
O calor do sol parecia derreter o próprio chão sob seus pés, e as pedras afiadas formavam um labirinto de dor, a cada passo, um golpe contra o corpo cansado.
No horizonte, tudo parecia uma miragem: silhuetas distorcidas pela ondulação do calor.
E, na alma, uma névoa de imagens quebradas, como se a realidade se fragmentasse a cada segundo.

Ele avançava, movido por uma força que não sabia mais de onde vinha.
O corpo, já marcado pela exaustão, implorava por descanso. As pernas, pesadas como ferro, não podiam mais sustentar sua jornada. Mas havia uma vontade maior, uma necessidade de chegar, de continuar... Não importava o quanto fosse árduo.
Ele precisava encontrar o fim dessa estrada, ou talvez o fim dele próprio, o fim que já parecia esperado, mas que ele se recusava a aceitar.

A mochila, cada vez mais insuportável, pesava sobre seus ombros, e seu passo vacilava, cada movimento uma tentativa de resistir ao desânimo.
Finalmente, exausto, ele caiu no chão, sobre a areia que o queimava, uma cama inclemente, dura como a própria realidade que o cercava.
Em um último suspiro, olhou para o céu, como se pedisse ao universo, à natureza, um milagre qualquer... mas o que ele não sabia é que a natureza, naquele instante, já havia feito sua escolha.

O vento levantou-se, quase como uma presença, e varreu seus pensamentos, espalhando-os no ar quente. O pó entrou em seus olhos e narinas, fazendo com que tudo ao redor se tornasse um borrão.
A sede, cruel e incessante, martelava sua garganta. Cada gota de suor em seu rosto era uma memória da luta travada, da busca por algo que talvez não existisse.

O arrependimento invadiu sua alma, mas não como uma força negativa. Ele não tinha tempo para arrepender-se; o que ele sentia agora era mais profundo: uma mistura de reconhecimento de sua fragilidade e uma tristeza pela inevitabilidade daquilo.
Naquele momento, o que antes parecia aventura, agora era uma tragédia. A desventura de um homem que desafiou o impossível, mas que não pôde vencer a si mesmo.

Sua visão, já turva pela exaustão e pela angústia, se fechou, e o sonho que o guiara até ali desfez-se como um castelo de areia sendo engolido pela maré.
O chão frio da terra escaldante o acolheu, e ali, no silêncio do deserto, o último suspiro escapou de seus lábios, junto com a última fagulha de esperança. Seu corpo agora inerte era tudo o que restava da grande aventura.

A vida, por fim, o havia deixado. O homem que um dia se atreveu a desafiar o impossível, e que em seu último suspiro reconheceu sua própria limitação, agora era parte do deserto. Seu nome, como todos os nomes de aventureiros, seria levado pelo vento. E a lenda de sua jornada, uma história sem fim, eternizada em cada grão de areia.

Final emocionante:

Enquanto o sol se punha no horizonte, o deserto voltava a seu estado de tranquilidade implacável.

Naquele vazio, onde a solidão é tão grande quanto a morte, o vento continuava a soprar, sem testemunhas, sem julgamentos. Apenas um eco distante, lembrança de um homem que ousou viver sua própria lenda.

💢

A estrada às vezes é silenciosa, mas vocês sempre estiveram por perto.

Obrigado por caminhar comigo.

 Toninho Vendramini

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias, que ajudam a manter este espaço vivo.

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

PRELÚDIO PARA UM AMOR INACABADO

 

Um Poema com ritmo leve e refinado:

A cortina ainda estava fechada.
O espetáculo, prestes a começar.
Enquanto isso, a orquestra tocava melodias eternas,
como quem prepara o coração para o que virá.

Então… abre-se a cortina.
E tudo começa.

“Este texto faz parte do meu blog, um espaço de ideias e reflexões que compartilho com carinho há anos. Se gostou, acompanhe e compartilhe — e não deixe de deixar seu comentário no final, no espaço apropriado. Sua presença é sempre especial!”


O maestro, com gestos suaves,
deixava transparecer o brilho da alma.

Os músicos, imponentes e serenos,
faziam dançar no ar momentos de êxtase e contemplação.

Na plateia, ele.
Sentia-se parte da cena,
escutando a canção que um dia compôs para sua amada,
que já não estava mais em seus braços.

A música trazia paz,
mas o remorso ainda doía.
A mente vagava por lembranças,

O “spalla” da orquestra executava um prelúdio nostálgico,
e a imagem da amada distante
ganhava força, cor, presença.

As cortinas se fecharam.
Ele aplaudiu —
não com as mãos, mas com o coração.

Naquele instante,
o ambiente revelou seu dom de amar com profundidade,
de transformar sentimento em expressão.

Levantou-se.
Partiu rumo ao desconhecido,
levando consigo uma paixão viva,
capaz de transformar saudade em sinfonia.

Epílogo:
E enquanto caminhava, o som daquela noite seguia com ele — como se a música tivesse decidido acompanhá-lo, nota por nota, até o reencontro que só o destino poderia compor.

🌌


“Escrevo como quem recolhe o tempo com as mãos.”

         “Cada linha é um gesto contra o esquecimento.”

         “O silêncio também tem voz — e às vezes, ela escreve comigo.”


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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

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domingo, 7 de junho de 2026

VOCÊ SE CONSIDERA UMA PESSOA FELIZ?


Como encontrar esse Caminho?

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. 

Sinta-se em casa.


O CAMINHO DA LEVEZA

Descubra como trilhar esse caminho com leveza


A felicidade é um daqueles temas que todo mundo pensa, sente e busca — mas nem sempre sabe explicar. Afinal, o que faz alguém se sentir verdadeiramente feliz?


Pode ser a companhia da família, a realização profissional, a fé, ou até a expectativa de algo novo: concluir os estudos, conquistar um emprego ou comprar aquele carro dos sonhos.

É comum sentir alegria ao alcançar metas ou realizar desejos. Mas… quanto tempo essa sensação dura?
Na maioria das vezes, ela passa rápido. E aí voltamos a buscar algo novo, como se a felicidade estivesse sempre um passo à frente.

Mas e se ela estiver mais perto do que imaginamos?
Alguns dizem que felicidade é um estado de bem-estar que permanece. Outros, que é uma jornada — não um destino. E talvez estejam certos. Quando dizemos “só vou ser feliz quando…”, estamos adiando o agora.

Assim como cuidar da saúde exige hábitos, ser feliz também pede atitudes simples e constantes. Aqui vão algumas ideias para cultivar esse sentimento no dia a dia:

• 🌱 Valorize o que você já tem e compartilhe com generosidade
• 💪 Cuide do corpo e da mente com carinho
• ❤️ Demonstre afeto e pratique o perdão
• 🌈 Tenha um propósito e alimente a esperança

A felicidade não precisa ser grandiosa. Às vezes, ela mora nos detalhes: um café gostoso, uma conversa sincera, um pôr do sol inesperado.

Então, respire fundo. Viva o presente. E lembre-se: ser feliz pode ser mais simples do que parece.


“Este texto faz parte do meu blog, um espaço de ideias e reflexões que compartilho com carinho há anos. Se gostou, acompanhe e compartilhe — e não deixe de deixar seu comentário no final, no espaço apropriado. Sua presença é sempre especial!”

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...