Os historiadores acreditam ter sido inicialmente
construída na Roma Antiga em madeira. Posteriormente foi destruída parcialmente
e totalmente em 1333, quando a região experimentou terríveis cheias, sendo
reconstruída somente em 1345 no formato atual.
Consiste em três arcos, sendo o maior com 30 metros de diâmetro. Abrigam
muitas lojas onde seus proprietários vendem suas mercadorias que são joias
preciosas, elaboradas por artesões especializados, os chamados ourives.
Uma curiosidade vinda dessa região é uma palavra utilizada
ainda em nossos dias chamada de “bancarrota”, junção de duas palavras
italianas, pois quando um mercador naquela época, não conseguia pagar as
dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto), prática que era
chamada bancorotto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, essa magnífica
construção escapou da destruição. Há quem diga que Hitler tinha sentimentos
profundos pelas obras medievais, e assim, ordenou que não a destruíssem.
Ao longo da ponte, existem
vários cadeados em especial no gradeamento em torno da estátua de Benveneutto
Cellini. (ourives e escultor italiano).
O fato é ligado à antiga ideia dos amantes que ao
“fechar” o cadeado e lançar a chave ao rio tornavam-se eternamente ligados.
Com essa tradição de antigamente e ao turismo
desenfreado de agora muitos cadeados tiveram de ser removidos estragando a
estrutura da ponte, levando o município impor uma multa de cinqüenta euros para
quem for apanhado nessa atividade.
MINHA VISÃO NAQUELE MOMENTO
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SOBRE O PANORAMA VISTO DA PONTE
Janelas abertas em sua passarela
Rio caudaloso com cores reluzentes
Caiu no vazio uma pedra brilhante
Lapidada pelas mãos de um artista
Lagrimas derramadas em suas águas
Arrivederci bambina
Jóia preciosa no berço do
renascimento
Antonio Vendramini Neto é um contador de histórias do cotidiano. Escreve
crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que
aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.
Este é o meu caderno.
Aqui, escrevo como quem costura o tempo com
palavras.
Cada texto é uma janela aberta para o mundo —
um mundo que vivi, sonhei ou apenas imaginei com olhos de quem nunca deixou de
se encantar.
Não escrevo para guardar. Escrevo para
libertar.
Libertar memórias, afetos, lugares e pessoas
que ainda vivem em mim.
Cada linha é um convite, cada frase uma
travessia.
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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais