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sábado, 31 de outubro de 2026

PALERMO A CAPITAL DA ILHA DA SICÍLIA - ITÁLIA


MAIS UMA TRAVESSIA ATLÂNTICA
Visitamos a encantadora cidade de Palermo, a vibrante capital da Sicília/Itália, marcando a primeira parada de uma emocionante travessia atlântica iniciada em Civitavecchia, um centro vital para o transporte marítimo italiano.

Após desfrutar de uma última vista do hotel, seguimos rumo ao porto, onde nosso transatlântico aguardava ansioso para dar início a uma jornada de 20 dias inesquecíveis. Durante essa aventura, exploramos diversos países até finalmente chegarmos ao nosso querido Brasil, desembarcando em Salvador, Bahia.

O Deslumbrante Porto de Palermo

A costa italiana nos recebeu com braços abertos, revelando sua beleza ímpar. Caminhamos e dirigimos por paisagens de tirar o fôlego, comprovando a fama mundial que a Itália carrega tão merecidamente. Palermo, a maior cidade da Sicília, situada ao sul da "volta da bota" no mapa, é um verdadeiro tesouro cultural e histórico que encantou nossos olhos e nossos corações.


A subida ao Monte Pellegrino foi uma experiência sublime. No topo, nos deparamos com o Santuário de Santa Rosália, padroeira de Palermo, incrustado em uma gruta deslumbrante. A vista panorâmica de lá é simplesmente de tirar o fôlego! Além disso, a história das relíquias da santa adiciona um toque místico ao local.

O Magnífico Palazzo Reale

No nosso caminho, o impressionante Palazzo Reale, também conhecido como Palazzo dei Normanni, surgiu como um marco de grandiosidade. Sede da Assembleia Regional da Sicília, sua fachada renascentista e histórias envolventes reforçaram nossa admiração por este monumento tão importante.

Teatro Massimo: Um Gigante da Ópera

Entre as muitas surpresas, o majestoso Teatro Massimo Vittorio Emmanuele brilhou como uma joia incomparável. Famoso mundialmente e o maior da Itália, sua arquitetura é de encher os olhos. Além disso, o local foi cenário de momentos marcantes do cinema, incluindo uma das cenas mais icônicas de "O Poderoso Chefão III".

Fontana Pretoria: Beleza e Controvérsias

No coração histórico de Palermo, encontramos a elegante Fontana Pretoria, adornada com estátuas nuas que foram alvo de protestos no passado, rendendo à praça o apelido de "Piazza della Vergogna". Um cenário fascinante que misturou história e beleza artística.

Encerramos nosso dia com chave de ouro: apreciamos petiscos deliciosos acompanhados de vinho branco antes de embarcar. Do alto do mirante do navio, assistimos as manobras para deixar o porto, enquanto nos despedíamos da Sicília com vistas maravilhosas e rumávamos à próxima parada: Valência, na Espanha.

“Entre retratos e ruídos, sigo escrevendo o que ainda ecoa.

Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias — e manter este espaço vivo.

"Escrevo para quem não teme abismos. Os mais lidos te esperam abaixo. À direita, palavras que abrem portas."

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."

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Criador de Conteúdo Culturais que escolheu contar histórias 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

UMA MÚSICA NO FIM DO TÚNEL

 

Uma Odisseia pela Riviera Ligure

Algumas viagens são meros deslocamentos. 

Outras, porém, transformam-se em encontros com o tempo, com a natureza e, principalmente, com aquilo que carregamos dentro de nós.

Esta viagem pela Riviera Ligure foi assim.

Não guardo apenas as imagens do mar, das montanhas e das pequenas vilas agarradas às encostas. Guardo também sons, aromas, vozes, silêncios e, sobretudo, alguns encontros inesperados que permaneceram muito depois de termos deixado a Itália.

Há lugares que fotografamos.

Outros, simplesmente, ficam fotografados dentro da memória.

Uma visão e um contexto

Ao nos despedirmos da efervescente Roma, o trem nos levou ao coração da Ligúria, onde o tempo parecia correr mais devagar e as paisagens davam a impressão de terem sido desenhadas muito antes que nós chegássemos.

Gênova foi nosso ponto de partida — e também nosso lugar de contemplação — para conhecer algumas das pequenas vilas que pontuam aquela costa italiana com cores vivas, montanhas, mar e histórias.

Ficamos hospedados nas proximidades da estação Brignole e, em dias alternados, tomávamos o trem em direção a La Spezia.

Cada viagem ferroviária parecia fazer parte do próprio passeio.

O trem avançava entre túneis e curvas, surgindo aqui e ali diante do Mediterrâneo. Pela janela, as encostas apareciam sustentando vinhedos antigos, como se a terra tivesse sido construída em degraus para que o homem pudesse conversar com o mar.

E então vieram as famosas Cinque Terre:

Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

Cinco pequenas vilas, cinco maneiras diferentes de encontrar a mesma beleza.

Não eram apenas lugares para visitar. Eram quase versos escritos sobre as pedras.

Em cada uma delas encontramos sabores, texturas, vozes e silêncios.

O vinho branco Sciacchetrà acompanhava nossos almoços sob tendas acolhedoras, enquanto os frutos do mar e o pesto genovês completavam aquela experiência que parecia ter sido preparada não apenas para o paladar, mas também para a memória.

O sol fazia o mar brilhar como ouro líquido.

Mas foi em Vernazza que a viagem começou a guardar para mim uma história diferente.

O piano no fim do túnel

Vernazza foi uma canção.

Sob um promontório guardado por um castelo, caminhamos por vielas estreitas, passamos por igrejas e descobrimos aquele movimento próprio das pequenas cidades italianas, onde turistas e moradores parecem compartilhar o mesmo espaço sem pressa.

Até que ouvimos música.

Primeiro, apenas algumas notas.

Depois, uma melodia.

O som vinha de um túnel.

Não sei explicar por que aquele piano me chamou tanto a atenção. Talvez porque a música, naquele ambiente de pedras, ganhasse uma dimensão diferente. Ela não parecia apenas tocada. Parecia sair das próprias paredes e viajar pelo túnel antes de chegar aos nossos ouvidos.

Fui me aproximando.

No final do túnel estava o músico.

E junto dele, quase como se fizesse parte daquela apresentação improvisada, havia um cachorro magro.

O homem tocava sua pianola.

O cachorro ouvia.

E, de vez em quando, soltava um uivo.

Fiquei olhando aquela cena.

Era estranha e, ao mesmo tempo, comovente.

O músico continuava tocando, enquanto o animal parecia responder à música com sua própria linguagem.

Mas o que estaria querendo dizer aquele cão?

Seria apenas uma reação ao som?

Seria incômodo?

Seria chamado?

Ou seria, de alguma maneira que somente os animais conhecem, uma resposta à tristeza que existia naquele lugar?

Não sei.

Talvez cachorro não fale.

Mas talvez também não precise falar.

Às vezes, um uivo diz aquilo que nós, seres humanos, procuramos explicar com muitas palavras.

Observei melhor o músico.

Havia nele alguma coisa que me fez pensar que aquela não era a história de alguém que simplesmente escolhera tocar num túnel.

Não parecia um iniciante.

Suas mãos tinham segurança.

Havia domínio no modo como conduzia a música.

E então surgiu a pergunta inevitável:

O que teria acontecido com aquele homem?

Como alguém que demonstrava tamanho domínio da música havia chegado àquele lugar?

Teria conhecido outros palcos?

Teria tido oportunidades que não conseguiu conservar?

A vida teria lhe fechado alguma porta?

Ou simplesmente o destino, em algum momento, tomara uma direção que ele jamais imaginara?

Eu não tinha as respostas.

E talvez seja justamente por isso que aquela figura tenha permanecido tanto tempo na minha memória.

Diante dele havia um chapéu onde algumas pessoas depositavam moedas.

Não era exatamente um palco.

Não havia cortinas.

Não havia aplausos.

Havia apenas aquele túnel, a pianola, o músico, o cachorro e algumas moedas deixadas por quem passava.

Mas havia música.

E isso era suficiente para que aquele homem, ainda que por alguns minutos, recuperasse alguma coisa que talvez a vida tivesse lhe tirado.

Continuei observando.

O cachorro novamente uivou.

E tive a impressão de que os dois faziam uma apresentação a quatro mãos — embora somente duas fossem humanas.

Sorri diante da imagem, mas também senti uma certa tristeza.

Aquele encontro me fez pensar em como a vida pode mudar de palco sem pedir licença.

Há pessoas que um dia são aplaudidas e, depois, precisam tocar para sobreviver.

Há outras que jamais tiveram um grande palco, mas continuam oferecendo ao mundo aquilo que sabem fazer.

Talvez aquele homem pertencesse a uma dessas histórias.

Não sei.

E não quis perguntar.

Preferi guardar o mistério.

Porque algumas perguntas, quando não encontram resposta, continuam vivas dentro de nós.

Monterosso, Corniglia, Manarola e Riomaggiore

Depois de Vernazza, seguimos conhecendo as outras vilas.

Em Corniglia, o mundo parecia suspenso.

A vila, encravada no rochedo, parecia olhar o mar de uma posição privilegiada. O trem passava por baixo, e seu eco chegava como um sussurro subterrâneo.

Ali, a paisagem parecia pedir silêncio.

Em Manarola, os vinhedos em terraços desenhavam linhas sobre a encosta. Os barcos repousavam nas proximidades das casas e das ruas estreitas, como personagens que haviam terminado seu trabalho e agora aguardavam o próximo capítulo.

Riomaggiore, escondida entre as rochas, guardava a famosa Via dell'Amore.

Não percorremos aquele caminho com os pés, mas ele permaneceu conosco pelo significado que carrega.

Monterosso completou aquele conjunto de imagens que, reunidas, pareciam formar uma única grande pintura.

Entretanto, por mais bonitas que fossem as paisagens, eu começava a perceber que aquela viagem não seria lembrada somente por elas.

O pianista continuava comigo.

E o cachorro também.

Santa Margherita Ligure

Santa Margherita Ligure surgiu depois como uma pausa vibrante entre a contemplação e o movimento.

Ali tomamos café entre os risos e as conversas italianas e almoçamos no Ristorante Antonio, envolvidos por praças, construções monumentais e pelo mar que parecia refletir a própria arquitetura da cidade.

Era uma paisagem alegre.

Uma cidade viva.

Mas, dentro de mim, alguma coisa ainda permanecia em outro lugar.

Num túnel.

Entre pedras.

Ao lado de uma pianola.

E de um cachorro magro que, vez ou outra, levantava a cabeça e uivava.

Portofino — quando duas músicas se encontraram

E então veio Portofino.

Talvez eu tenha chegado àquela cidade levando comigo uma lembrança que ainda não compreendia completamente.

Portofino apareceu diante de nós como um daqueles lugares que parecem ter sido criados para encerrar uma viagem.

O pequeno porto, as construções coloridas, as montanhas e o mar compunham uma paisagem difícil de esquecer.

Mas foi ali que aconteceu uma curiosa associação dentro da minha cabeça.

Havia poucos dias, Andrea Bocelli havia se apresentado na região.

Os cartazes de sua apresentação ainda estavam espalhados por Portofino.

Eu não havia assistido ao espetáculo.

E talvez justamente por isso tenha acontecido algo estranho.

Ao olhar aqueles cartazes, minha memória imediatamente voltou para o músico do túnel.

De um lado, Andrea Bocelli, uma das vozes mais conhecidas da música mundial, apresentado nos grandes espaços e diante de grandes públicos.

Do outro, aquele homem que encontrei tocando sua pianola num túnel, diante de algumas pessoas que passavam.

Duas apresentações.

Duas músicas.

Dois mundos.

E, de repente, para mim, elas se encontraram.

Eu não tinha ouvido Bocelli naquela apresentação.

Mas, ao olhar os cartazes, senti como se sua presença tivesse chegado até mim através da lembrança daquele outro músico.

Talvez a música tenha esse poder.

Ela não precisa necessariamente estar diante de nós para ser ouvida.

Às vezes, basta uma lembrança.

Uma imagem.

Uma associação.

Uma nota que permanece na cabeça depois que o som desapareceu.

E naquele momento compreendi que, de certa maneira, eu havia assistido a uma apresentação dupla.

Uma delas, grandiosa, eu não presenciei.

A outra, pequena, inesperada e quase anônima, aconteceu diante de mim.

E foi justamente esta que ficou pregada na minha memória.

Não sei o nome daquele pianista.

Não sei onde havia tocado antes.

Não sei por que sua vida o levou até aquele túnel.

Também não sei o que aconteceu depois.

Mas sei que, quando penso em Portofino, às vezes não vejo primeiro o porto.

Vejo um homem diante de sua pianola.

E vejo um cachorro magro ao seu lado.

E ainda escuto aquele uivo.

Talvez fosse apenas um cachorro respondendo à música.

Talvez fosse alguma coisa que somente ele compreendia.

Mas, naquela tarde, eu preferi acreditar que o animal também sabia que havia ali uma história que não terminava quando a última nota desaparecesse.

O suspiro final

Sentados diante do Golfo Paradiso, vimos o tempo aquietar-se.

Depois de tantos caminhos, tantos trens, tantas vilas e tantos encontros, parecia que a viagem chegava ao seu último capítulo.

Mas uma viagem verdadeiramente vivida nunca termina exatamente quando voltamos para casa.

Alguma coisa permanece.

Permanece o cheiro do mar.

Permanece o vinho.

Permanecem as vielas.

Permanecem as cores das casas.

Permanecem os vinhedos agarrados às montanhas.

E permanecem, sobretudo, aqueles pequenos acontecimentos que não estavam no roteiro.

Foi assim com o pianista de Vernazza.

Foi assim com seu cachorro.

E foi assim com os cartazes de Bocelli encontrados em Portofino.

A Riviera Ligure me ensinou, mais uma vez, que as grandes lembranças nem sempre nascem diante dos grandes monumentos.

Às vezes, elas aparecem no fim de um túnel.

Tocam uma pianola.

Recebem algumas moedas.

E, ao lado delas, um cachorro magro levanta a cabeça e uiva.

A viagem terminou.

Mas aquela música, de alguma maneira, ainda continua tocando dentro de mim.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

VIAGGIO COM MEMORIE DI FIRENZE (FLORENÇA - ITÁLIA)


Meu Blog Vendramini Letras

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 "Each chronicle is a journey without borders. Want to read in another language? Click Translate on the right side of the blog and come along."

um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana. 

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


Trata-se da Ponte Vecchio (Velha) construída em arco medieval sobre o Rio Arno em Florença (Firenze).

Os historiadores acreditam ter sido inicialmente construída na Roma Antiga em madeira. Posteriormente foi destruída parcialmente e totalmente em 1333, quando a região experimentou terríveis cheias, sendo reconstruída somente em 1345 no formato atual.

Consiste em três arcos, sendo o maior com 30 metros de diâmetro. Abrigam muitas lojas onde seus proprietários vendem suas mercadorias que são joias preciosas, elaboradas por artesões especializados, os chamados ourives.

Uma curiosidade vinda dessa região é uma palavra utilizada ainda em nossos dias chamada de “bancarrota”, junção de duas palavras italianas, pois quando um mercador naquela época, não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto), prática que era chamada bancorotto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, essa magnífica construção escapou da destruição. Há quem diga que Hitler tinha sentimentos profundos pelas obras medievais, e assim, ordenou que não a destruíssem.

Ao longo da ponte, existem vários cadeados em especial no gradeamento em torno da estátua de Benveneutto Cellini. (ourives e escultor italiano).

O fato é ligado à antiga ideia dos amantes que ao “fechar” o cadeado e lançar a chave ao rio tornavam-se eternamente ligados.

Com essa tradição de antigamente e ao turismo desenfreado de agora muitos cadeados tiveram de ser removidos estragando a estrutura da ponte, levando o município impor uma multa de cinqüenta euros para quem for apanhado nessa atividade.


MINHA VISÃO NAQUELE MOMENTO
 -
SOBRE O PANORAMA VISTO DA PONTE


Janelas abertas em sua passarela
Rio caudaloso com cores reluzentes

Caiu no vazio uma pedra brilhante
Lapidada pelas mãos de um artista

Lagrimas derramadas em suas águas
Arrivederci bambina

Jóia preciosa no berço do renascimento


Sou um contador de histórias do cotidiano. Escrevo crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

Não escrevo para guardar. Escrevo para libertar.

Libertar memórias, afetos, lugares e pessoas que ainda vivem em mim.

Cada linha é um convite, cada frase uma travessia. 

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

terça-feira, 4 de agosto de 2026

A VELHA GUARDA ITALIANA: VOZES ETERNAS ENTRE SANGUE, VINHO E CANÇÃO.

 

Chamada editorial

"Três vozes italianas que marcaram gerações se despediram da vida, mas nunca da música. Fred Bongusto, Peppino Gagliardi e Peppino di Capri permanecem eternos em nossas memórias, como vinho, canto e saudade que atravessam mares e tempos."

A velha guarda italiana partiu. Fred Bongusto, Peppino Gagliardi, Peppino di Capri — vozes que se calaram no corpo, mas que permanecem eternas na alma. Fred trouxe sua música até nós, dividindo palcos com Toquinho, e deixou o Brasil impregnado de sua ternura. Gagliardi, com sua suavidade, ensinou que cada despedida pode soar como promessa de reencontro. E Peppino di Capri, que tantas vezes esteve em nosso país, fez do Brasil sua segunda casa, cantando Roberta, Champagne e tantas outras melodias que se tornaram parte de nossa própria memória.

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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana.

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias. Sobrevivem porque alguém se recusou a esquecê-las."

SENTA QUE LÁ VEM A CRÔNICA

Alfredo Antonio Carlo Buongusto, conhecido artisticamente como Fred Bongusto, nasceu em Campobasso em 6 de abril de 1935 e faleceu em Roma em 8 de novembro de 2019, aos 84 anos. Cantor, compositor e músico italiano, tornou-se famoso por sucessos como Una rotonda sul mare, Spaghetti a Detroit e Doce Doce. Sua carreira foi marcada por um estilo romântico e intimista, que conquistou plateias na Itália e no mundo. Fred também esteve no Brasil, onde se apresentou ao lado de Toquinho, criando um encontro musical que uniu duas culturas irmãs. Seu legado permanece vivo como trilha sonora de noites inesquecíveis.

Peppino Gagliardi, nascido em Nápoles em 25 de maio de 1940 e falecido em 9 de agosto de 2023, foi um famoso cantor, compositor e músico italiano. Tornou-se conhecido por canções que atravessaram fronteiras e marcaram gerações, como Che vuole questa musica stasera e Come le viole. Sua voz suave e elegante transformava sentimentos em melodia, e por isso continua presente em cada lembrança que desperta. Gagliardi foi intérprete de uma Itália romântica e nostálgica, capaz de traduzir em música o amor, a saudade e a beleza da vida.

Giuseppe Faiella, conhecido mundialmente como Peppino di Capri, nasceu em 27 de julho de 1939 na Ilha de Capri e faleceu em 11 de julho de 2026, aos 86 anos. Cantor, compositor e pianista, misturou o rock e o twist com a tradição melódica italiana e napolitana, tornando-se um ícone romântico mundial. Com mais de 500 músicas gravadas e cerca de 35 milhões de discos vendidos, venceu o Festival de Sanremo em 1973 e 1976. Sucessos como Champagne e Roberta se tornaram hinos de gerações. Sua ligação com o Brasil foi profunda: apresentou-se inúmeras vezes entre 1961 e 2019, sempre recebido com entusiasmo e carinho pelo público brasileiro, que fez dele quase um compatriota. Peppino não foi apenas um cantor — foi o intérprete de uma Itália que se tornou sentimento universal. Sua voz doce e elegante transformou o Mediterrâneo em canção, e sua presença em palcos brasileiros deixou marcas indeléveis na memória de gerações.

Eles se despediram da vida, mas nunca da música. Cada acorde é raiz, cada melodia é memória. Suas canções continuam a nos embalar, como o vento que sopra sobre Capri, como o sino que ecoa em Nápoles, como o sol que se põe sobre Roma.

E eu, descendente de italianos, trago comigo não apenas a lembrança da Itália, mas o sangue e os sonhos de meus ascendentes. No sangue, a vida bela; nas canções, a alma que nunca morre; no vinho, a tradição que nos faz recordar para sempre das pessoas que nasceram na Itália e nos legaram cultura, poesia e amor.

Assim como o vinho renasce da videira, suas vidas — as dos artistas e as dos meus — renascem em nós.
E suas músicas, eternas, continuam a nos acompanhar — como estrelas que não se apagam, como perfumes que permanecem no ar.
Fred, Gagliardi e Peppino se despediram da vida, mas deixaram em nossos corações a Itália inteira — viva, cantada e eterna.

Frase de encerramento

"Sou descendente de italianos e trago no sangue a vida bela, nas canções a alma eterna, e no vinho a memória que nunca se apaga."



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