terça-feira, 30 de junho de 2026

O CASAMENTO DO LOBISOMEM E A MÃE D'AGUA E A LENDA DO "CAIPORA" - RECEITA DE PAMONHA NO FINAL

Contos são obras e textos de ficção, onde é permitido criar um universo paralelo de acontecimentos, fantasias e muita imaginação. Esses tipos de textos costumam ser curtos em extensão, porém seus significados nos fazem pensar e refletir muito...

Na vastidão das noites brasileiras, onde o silêncio é quebrado pelo canto dos grilos e o estalo das fogueiras, vivem histórias que não cabem nos livros — mas que se perpetuam nas bocas dos antigos. Esta é uma delas. Uma lenda que mistura desejo, floresta e mistério. E no final, como manda a tradição da roça, uma receita que aquece o corpo e a alma. 

A chama da fogueira dançava no coração da noite, iluminando os rostos atentos dos jovens indígenas ao redor. O velho cacique, com o olhar carregado de sabedoria e mistério, tragou lentamente seu cachimbo e começou:

Na pequena cabana do lenhador, a tarde se fez noite. Pela janela do casebre, via-se o clarão da vela sobre a mesa, iluminando o pedaço de pão endurecido que saciaria a fome daquele homem de músculos vigorosos. Seus golpes com o machado mantinham o fogo aceso para aquecer o ambiente nas noites frias e chuvosas de inverno. Morava sozinho. Como o sétimo filho de uma família que deixara o vilarejo, ficou para colher a última safra de milho a mando do pai, prometendo se reunir com os parentes ao término da colheita. Mas os meses se arrastavam, e sua solidão crescia.

Era um homem de modos estranhos, arredio e inquieto nas noites de luar. Contemplava a escuridão com olhares soturnos voltados à montanha que dominava o vale cortado por um riacho. Em uma dessas noites, enquanto aguardava algo inexplicável, acendeu um cigarro de palha. O luar crescente despertou algo em seu interior. Arrepiado, com sangue fervendo, saiu de seu casebre como um foguete, rumo à montanha. No cume, contemplou o vale e o riacho caudaloso. Foi então que avistou o corpo de uma mulher com um canto hipnotizante às margens da água.

Era a Mãe D’Água — criatura de beleza arrebatadora, olhos verdes e cabelos longos — que se banhava nas águas. Ele já percebia os pelos que cresciam em seus braços. Uivou ao céu e desceu em um trote desenfreado até o riacho. A mãe sabia de seu segredo, mas não estava ali para acalmá-lo. Seus instintos tomaram o controle. Pulou na água sem tirar a roupa — afinal, já estava coberto de pelos — e uniu-se à Mãe D’Água, embalado por sua dança nas ondas e por um desejo monstruoso que saciou sua sede de volúpia.

Quando o sol nasceu, o homem correu para refugiar-se da luz em seu casebre. A Mãe D’Água desapareceu, escondendo-se em uma caverna onde, meses depois, deu à luz a uma criatura única: o Caipora. De pés virados para trás e olhos penetrantes, tornou-se o protetor das matas e da caça. Pequeno e ágil, montado em um porco-do-mato, usava seu riso estridente para aterrorizar os caçadores desrespeitosos. Aqueles que encontravam seus rastros eram enganados por sua habilidade de despistar seguidores, deixando-os perdidos.

Com o tempo, o Caipora tornou-se uma figura lendária. Nos vilarejos, histórias de suas aparições em noites de luar alimentavam o imaginário popular. Os viajantes diziam vê-lo fumando cachimbo e pedindo cachaça, sempre com o propósito de preservar o equilíbrio das matas. Embora temido, era também respeitado como guardião da vida selvagem.

👹

Inspirada na colheita do lenhador e nos sabores da roça, esta pamonha é perfeita para acompanhar histórias contadas à beira da fogueira.

 Receita da roça:

 “Pamonha de milho verde com queijo”

Ingredientes:

• 6 espigas de milho verde

• 1 xícara de açúcar

• 1 pitada de sal

• 1 colher de sopa de manteiga

• 150g de queijo minas cortado em cubos

• Palhas de milho para embrulhar

Modo de preparo:

1. Retire as palhas das espigas com cuidado e reserve.

2. Rale os grãos ou bata no liquidificador com um pouco de água.

3. Misture o milho com açúcar, sal e manteiga até formar uma massa homogênea.

4. Coloque uma porção da massa sobre a palha, adicione um cubo de queijo e feche como um envelope.

5. Cozinhe em água fervente por cerca de 40 minutos.

6. Sirva quente, com café coado ou cachaça artesanal — como faria o Caipora.


 BIOGRAFIA CURTA 

Antonio Vendramini é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória — entre receitas simples e flores cultivadas com afeto. Em Vendramini Letras, compartilha palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.


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sábado, 27 de junho de 2026

QUANDO A TERRA DANÇA EM PUERTO VARAS


Crônica da Viagem ao Chile

Um relato informativo sobre a viagem ao Chile, os encantos culturais de Puerto Varas e a inesperada experiência de vivenciar um terremoto.

Em nossa estada no Chile, acompanhados dos amigos Antônio e Nives, exploramos intensamente Santiago: suas praças arborizadas, o Mercado Central com aromas de frutos do mar, e o contraste entre a arquitetura moderna e os casarões históricos. Após alguns dias de descobertas, seguimos viagem rumo a Puerto Varas, em um voo de cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos.

Nosso refúgio foi o Hostal Opapa Juan, situado na charmosa Vila Germana. Construída na década de 1930 por Juan Hitschfeld, filho de colonos alemães, a vila integra o Patrimônio Arquitetônico da cidade e ainda hoje é administrada pela família descendente. O ambiente preserva o estilo bávaro, com madeira trabalhada e jardins floridos, transmitindo a sensação de estar em uma pequena aldeia europeia.

Puerto Varas, localizada na Região de Los Lagos, a quase mil quilômetros ao sul de Santiago, é conhecida como a “cidade das rosas”. Às margens do imenso Lago Llanquihue, o segundo maior do Chile, a cidade revela sua alma germânica: padarias com strudels, cervejarias artesanais e casas de telhados inclinados. O clima temperado, com médias de 7 °C no inverno e 14 °C no verão, reforça o aconchego das lareiras e cafés. Não por acaso, é considerada cidade co-irmã de Gramado, no Brasil.

Naquela noite, após um jantar típico com salmão fresco e vinho chileno, regressamos ao hostal para enfrentar mais uma madrugada gelada. Pela manhã, ainda adormecidos, fui despertado por um som estranho: a madeira rangia intensamente, e a cama começou a tremer como se fosse um tamborim em uma bateria de escola de samba. A Dija continuava dormindo. O pensamento foi imediato: “É um terremoto!”. A sensação era de absoluta impotência. O tremor durou cerca de 40 segundos, mas pareceu eterno. Quando cessou, olhei pela janela: silêncio, ruas vazias. Dija acordou assustada, e expliquei que provavelmente havíamos vivido um terremoto.

No café da manhã, o assunto era inevitável. O dono do hostal confirmou: um abalo sísmico de 5 graus na escala Richter, com epicentro em Fresia, a cinquenta quilômetros dali. Na cidade, ouvimos que tremores são parte da rotina: “a terra sempre se move”, disseram, mas a maioria passa despercebida. Naquele dia, porém, sentimos na pele o que eles chamam de baixa intensidade.

Pesquisando mais tarde, descobri que o Chile é uma das regiões mais sísmicas do planeta. Em abril de 2014, por exemplo, dois grandes terremotos atingiram Iquique, no norte do país, liberando tensões acumuladas por mais de 130 anos. As magnitudes foram de 7,8 e 8,2 graus Richter. E o maior terremoto já registrado na história da humanidade ocorreu em Valdívia, em 1960: 9,5 graus, com cerca de 2.000 mortos, uma tragédia que marcou o mundo.


Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

Aqui, no meu blog, deito nas letras, nas memórias nos afetos e encantamentos.



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sexta-feira, 26 de junho de 2026

SEVILHA E AS MARAVILHAAS DA ANDALUZIA

 

Viajar é muito mais do que deslocar-se de um ponto a outro — é mergulhar em histórias, sabores e emoções que transformam quem somos. Em cada passo pelas ruas de Sevilha, senti o pulsar de uma terra que vive intensamente, onde o passado e o presente dançam ao som do flamenco e o calor do sol parece abraçar cada visitante. Esta é uma jornada que mistura paixão, cultura e beleza — uma viagem pela alma da Andaluzia.

Nos caminhos que percorri pelas terras espanholas, tive o privilégio de conhecer, ao lado da minha esposa, a esplendorosa cidade de Sevilha, em pleno verão europeu. Logo de início, a atmosfera vibrante nos envolveu: um povo cheio de vida, que parece sempre apressado, mas que, na verdade, revela uma hospitalidade calorosa e genuína. É como se o espírito da Andaluzia pulsasse em cada esquina.

A herança dos mouros e a paixão espanhola

A paixão que move os sevilhanos é antiga e intensa. As touradas, embora controversas, são parte de uma tradição que remonta à fusão de culturas — europeus, conquistadores e, sobretudo, os mouros, que permaneceram por cerca de 700 anos na Península Ibérica. Essa longa presença moldou a identidade da região, transformando-a na caliente Andaluzia, terra de contrastes e emoções.

Além de Sevilha, exploramos cidades igualmente fascinantes: Mérida, Córdoba e Granada. Todas guardam tesouros arquitetônicos e históricos que remetem ao período árabe. No ano de 712, o califa Musa, acompanhado de seu filho e um exército de 18 mil homens, cruzou o estreito em busca de terras férteis e abundância de água. A partir daí, cidades como Carmona, Mérida e a própria Sevilha floresceram sob influência mourisca, tornando-se centros culturais de Al-Andalus. Mais tarde, em 1248, os cristãos reconquistaram Sevilha sob o reinado de Fernando III de Castela, marcando uma nova era para a cidade.

O clima e a vida festiva

Sevilha é abençoada por um clima mediterrâneo delicioso, com média anual de 19 graus. Mas não se engane: no auge do verão, o termômetro ultrapassa facilmente os 40 graus, tornando a cidade um verdadeiro caldeirão de energia. É nesse calor que a vida se intensifica: o povo festeiro se entrega às danças regionais, como o flamenco e as sevilhanas, e celebra tradições como a Semana Santa, que culmina na magnífica Catedral de Sevilha.

Outro destaque é a Feria de Abril, uma explosão de cores, música e alegria. Milhares de pessoas se reúnem para cantar, dançar e celebrar a vida. E, claro, não poderia faltar a famosa Plaza de Toros de La Maestranza, onde visitamos o museu ricamente montado. Embora não tenhamos assistido a uma tourada, a atmosfera do lugar nos transportou para séculos de história e paixão.

Entre o espetáculo e a tradição

As touradas, tão enraizadas na cultura espanhola, são um espetáculo que mistura arte e tragédia. O toureiro, com sua capa vermelha, enfrenta o animal em uma coreografia dramática, enquanto a plateia vibra ao som de “olé, olé”. É impossível não se impressionar com a intensidade do ritual, mas também não deixar de refletir sobre o sofrimento do touro. Confesso: sempre torci pelo animal, que luta bravamente contra um destino já traçado.

No museu, descobrimos a história de Manuel Laureano Rodríguez Sánchez, o lendário “El Manolete”, considerado um dos maiores toureiros de todos os tempos. Seu estilo sóbrio e preciso marcou época, até sua morte trágica em 1947, após ser atingido por um touro da raça miúra chamado Islero. A Espanha mergulhou em luto nacional, e sua memória permanece viva como símbolo de uma era.

 Reflexão final

Sevilha não é apenas uma cidade; é um palco onde a história, a cultura e a emoção se entrelaçam. Caminhar por suas ruas é sentir o peso dos séculos, ouvir o eco dos mouros, vibrar com o flamenco e se deixar levar pela intensidade de um povo que vive cada instante como se fosse festa. É impossível sair de lá sem carregar consigo um pedaço dessa energia ardente, que transforma a Andaluzia em um dos lugares mais apaixonantes da Europa.

📣 Chamada para o leitor

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qual cidade da Espanha mais desperta o seu desejo de explorar?
E se já esteve em Sevilha, descreva o momento que mais te marcou — afinal, cada olhar revela uma Andaluzia diferente.

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.  

Antonio Vendramini Neto é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol. 

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RESPIRAÇÃO DE GRANADA UMA CIDADE ESPANHOLA


Uma crônica flamenca


Jamais esquecerei a noite em que o flamenco tocou minha alma.




Estávamos, minha esposa e eu, no coração do Albaicín, em Granada, onde as pedras centenárias ecoam histórias e os becos são pintados pela sombra da lua e sons da lembrança. Entramos juntos na casa de espetáculos como quem atravessa um limiar entre o cotidiano e o sagrado. A atmosfera era carregada de expectativa — sabíamos que algo profundo estava prestes a acontecer.

O canto veio primeiro, rouco e ancestral, como se carregasse em suas notas as saudades dos mouros, a intensidade dos ciganos, e a poesia não dita dos que vivem nas margens. Em seguida, as guitarras soluçaram melodias ardentes, e as palmas ritmaram com a precisão de quem conhece o tempo do coração.

Mas foi o sapateado que nos arrebatou. O tablado reverberava com cada passo firme, e os dançarinos pareciam conversar com o chão — não como artistas, mas como almas inquietas traduzindo suas histórias. Nos olhos da bailarina, vimos um brilho que não se ensaia: uma paixão indomável, uma dor convertida em orgulho, uma liberdade que pulsa.

Naquele instante, compartilhamos algo que transcende o espetáculo. Sentimos juntos — eu e minha esposa — a força da tradição, o abraço da ancestralidade, e a beleza crua da emoção pura. O flamenco deixou de ser apresentação. Tornou-se vivência.

E foi assim que, já em silêncio e ainda tomados por aquele encanto, escrevi um poema. Ele segue abaixo desta crônica — como um sopro poético que sela essa noite inesquecível.

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Aqui não importa escrever bonito ou certo — importa escrever com o coração. Pode ser uma frase curta, uma lembrança ou apenas dizer o que sentiu. Cada comentário é uma semente que ajuda este espaço a florescer. 



NO HOJE, NO AGORA E NO AMANHÃ - OLHARES DE FUNCHAL PORTUGAL.


Entre o Atlântico e a poesia: um viajante encantado


Chegar a Funchal é como desembarcar em um cenário pintado à mão, onde o azul profundo do Atlântico se mistura ao verde exuberante das montanhas e ao charme das ruas de pedra. É uma cidade que acolhe com a alma portuguesa e surpreende com sua elegância europeia. 
Cada passo revela uma história; cada vista, um convite à contemplação.
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Vendramini Letras não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

Capital da Ilha da Madeira e uma das cidades mais prósperas de Portugal, Funchal encanta com seu centro histórico charmoso, típico das vilas lusitanas, e com suas avenidas à beira-mar repletas de hotéis sofisticados, lembrando os balneários mais refinados da Europa. Cercada pelo oceano e por montanhas imponentes, a cidade desfruta de um clima ameno durante todo o ano.
E como se a paisagem pedisse versos, recordo as palavras do poeta e amigo Jorge Humberto:
“Não há chuva, não há flores, nem crianças a sorrir, se o Homem toma as dores, no que ainda está no porvir.”
Com cerca de 112 mil habitantes, Funchal já foi um porto estratégico para embarcações rumo às Índias e ao Novo Mundo. Reconhecida pela riqueza de seus mercadores, hoje é uma cidade moderna, moldada por uma geografia única: um anfiteatro natural que se ergue do porto até os 1.200 metros de altitude das encostas mais altas.
O centro é ideal para ser explorado a pé. Ruas estreitas, praças acolhedoras e fachadas históricas revelam uma cidade viva, onde o passado e o presente se entrelaçam. E nesse caminhar, ecoa novamente Jorge Humberto:
“Vive-se o agora, repetidamente, até ser certeza profunda, para então ser, mais à frente, as ruas abertas, de uma rotunda.”
Diz-se que Funchal recebeu esse nome há mais de cinco séculos, graças à abundância de funcho — a erva-doce — que crescia na região. Um nome simples, mas que carrega a essência perfumada de um lugar inesquecível.
Um aroma que conforta, que aquece, que traz memórias. E foi nesse instante, entre uma caminhada e outra, que percebi: Funchal também é isso — um lugar que desperta lembranças e cria novas. E como lembra o poeta Jorge Humberto:
“Depressa e bem não há quem, que devagar se vai ao longe. Digam-me, se já viram alguém, viver o amanhã antes do hoje?”
Entre os sabores que marcaram essa viagem, não posso deixar de mencionar o vinho do Porto — que, embora não seja típico da Madeira, é facilmente encontrado por lá. Visitamos uma adega centenária, onde o tempo parecia repousar entre barris e histórias. E nesse cenário, ressoam as palavras de Jorge Humberto:
“Construir estradas, pontes, mente aberta sem ponto obscuro, é como dar bem defrontes, com o que nos espera no futuro.”
O vinho Madeira, por sua vez, é o anfitrião da ilha: um aperitivo elegante, servido antes ou depois das refeições, com notas que variam do seco ao doce, sempre com personalidade marcante. É o tipo de vinho que conversa com a paisagem, com o clima e com a alma da ilha. E como conclui o poeta e amigo Jorge Humberto:
“Depois, regressa-se ao lado de cá, com segurança e esp’rança. Que o que se amanhou hoje e há é o tudo… e mantém a pujança…”

Funchal: onde cada pôr do sol é uma promessa de retorno.

 

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

BEM-VINDO A TENERIFE ILHAS CANÁRIAS


 Foi com essa frase no pensamento que avistamos em uma manhã de domingo, a bela cidade da ilha.

Do alto de nossa cabine, na varanda do majestoso transatlântico, em sua primeira viagem com destino ao o Brasil,  (foto abaixo), avistamos o piloto local auxiliando na atracação no porto, que já vinhamos  embarcados, desde  Marselha na França.

Transatlântico ancorado em Tenerife


Até 1927 Santa Cruz de Tenerife era a única capital das Ilhas Canárias; só depois desse ano ele divide o papel com Las Palmas. 

A cidade está localizada perto de San Cristóbal de la Laguna,  com a qual constitui a maior área urbana das Ilhas com cerca de 400 mil habitantes. Lá, está  a maior marina da Espanha.


Os diferentes estilos de arquitetura também são destacados. 



Fundada em 1494, Tenerife está localizada na parte nordeste da Ilha, em uma área banhada pelas águas  do Oceânico Atlântico.

 A exuberância dos jardins e atmosfera agradável são características muito especiais desta cidade que tem locais animados para passear.


Abriga uma  série de edifícios de valor histórico e artístico, como a Igreja Nossa Senhora da Penha, a Ermida de San Telmo, o Castelo de São Felipe, a Casa da Aduana e o antigo cais  onde estão os pequenos barcos de pesca.

Na periferia, os jardins botânicos, fundados em 1788 abrigam um enorme número de árvores e plantas de todos os cantos do planeta, graças ao clima benigno. 

o Parque Loro  é outro jardim tropical com a maior coleção de papagaios do mundo, tem também, e o impressionante Vulcão Teide, todos esse lugares, são imperdíveis  para os amantes da natureza. 


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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...