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domingo, 21 de junho de 2026

ENTRE PEDRAS E ESPERANÇA: OUTONO NO LESTE EUROPEU.


PAZ E TRANSCENDÊNCIA
Entre muros antigos e histórias que atravessam séculos, nasce este espaço como um refúgio para a alma. Aqui, cada palavra é uma travessia: um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, transformando o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho das velas em poesia.

Este blog é um convite à contemplação — um lugar onde o leitor pode repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial: a esperança.


 Texto principal

Entre pedras que guardam memórias e histórias que resistem ao tempo, ergue-se este espaço como um abrigo para o espírito. Cada texto é uma ponte, conduzindo o leitor por caminhos de fé, sensibilidade e cotidiano. Aqui, o silêncio se torna palavra, o chá se faz companhia e a chama das velas ilumina reflexões.

Mais do que páginas, este é um convite: contemplar, respirar e reencontrar-se com a essência da vida. Que cada leitura seja um instante de pausa, um gesto de beleza e um reencontro com a esperança que nunca se apaga.

 Poema — Travessia

(Este poema nasceu durante uma viagem ao Leste Europeu, onde Eu e minha esposa encontramos inspiração nas paisagens, nas igrejas antigas e no silêncio das ruas de pedra.)

Código
Entre pedras e passos lentos,
o tempo sussurra segredos antigos.

Há luz nas frestas, há fé nos ventos,
e um coração que busca abrigo.

O silêncio veste o instante,
o olhar repousa no infinito.

Entre o humano e o divino,
floresce o simples — e o bonito.

🍵


Receita Europeia — Chá Inglês Tradicional

Ingredientes

  • 3 colheres de chá preto (English Breakfast ou Earl Grey)

  • 2 xícaras de água filtrada

  • Leite quente ou em temperatura ambiente

  • Açúcar, mel ou adoçante (opcional)

  • Rodela de limão (opcional)

Modo de preparo

  1. Ferva a água até cerca de 95°C.

  2. Pré-aqueça o bule ou xícara.

  3. Adicione o chá e despeje a água quente.

  4. Deixe em infusão por 3 a 5 minutos.

  5. Retire o chá e finalize com leite.

  6. Adoce a gosto e sirva com serenidade. 

Encerramento
Que este espaço seja mais do que leitura — seja um instante de alma.
Entre pedras e esperanças, o tempo se faz poesia.



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Recanto das Letras

Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

ESTRANGEIROS FUGINDO DO FRIO EUROPEU



 Dubrovnik: Uma Escala Inesquecível no Adriático

Durante uma travessia transatlântica que partia de Veneza rumo ao Brasil, o navio fez uma parada inesperadamente encantadora: Dubrovnik, a joia da costa croata. Conhecida como “a pérola do Adriático”, essa cidade muralhada nos presenteou com história, beleza e situações tão curiosas quanto divertidas. E foi ali, entre monumentos e mal-entendidos linguísticos, que vivemos uma das experiências mais memoráveis da viagem.

O desembarque começou com um procedimento alfandegário incomum — passaportes em mãos, nos separamos do grupo principal, formado em sua maioria por brasileiros, e partimos para explorar a cidade por conta própria.

Logo nos vimos caminhando por ruas estreitas e avenidas floridas, até chegarmos a uma praça ornamentada com flores e monumentos. Um deles nos chamou atenção: uma homenagem aos heróis locais que perderam suas vidas na guerra de independência da antiga Iugoslávia, em 1991.

Enquanto admirávamos o monumento, um casal de estrangeiros se aproximou. A conversa começou tímida, impulsionada pelas sacolas com a logomarca do navio que carregávamos. Com esforço, eles nos contaram que estavam indo para o Brasil, fugindo do rigoroso inverno europeu. O destino final era uma comunidade em Mato Grosso, onde passariam toda a estação quente antes de retornar à Europa para o verão de lá. Era uma rotina anual, motivada pela idade e pela busca por climas mais amenos.

A conversa seguia entre tropeços linguísticos e boas risadas, até que o senhor tentou nos perguntar o nome das “folhas coloridas” que enfeitavam o monumento. Sem saber como dizer “flores” em português, ele balbuciava:

— Como chama esses... folhas colorridas? Como mesma?

Nesse momento, um grupo de brasileiros que também estava no navio se aproximou e, percebendo a dificuldade do estrangeiro, resolveu fazer uma brincadeira de gosto duvidoso. Um deles cochichou para o outro:

— Vamos tirar um sarro desse gringo...

E em voz alta disse:

— É bosta!

O senhor, sem entender o duplo sentido, agradeceu e compartilhou uma história curiosa: quando sua irmã foi operada, ele quis levar um presente ao hospital. E contou, com seu português improvisado:

— Eu cheguei perto da hostitale e comprou um vaso cheio de bosta, para levar parra meu irmon. Chegando na putarria da hospitale, eu falou para a mocinha de recepçon: “Gosta de bosta? Fica com um, está muito cheirroso.”

A gargalhada foi geral. O estrangeiro, percebendo que algo estava errado, lançou um olhar desconfiado ao brincalhão e quase partiu para o confronto. A tensão se dissipou e cada um seguiu seu caminho, ainda rindo do episódio.

De volta ao porto, enfrentamos outro desafio: o pelotão de fotógrafas italianas que aguardavam os passageiros nas escadarias. Mesmo sem intenção de comprar fotos, éramos alvos constantes de cliques e poses. Já cansados, recusávamos com bom humor, dizendo que todas as fotos dos cruzeiros acabavam iguais.

Uma delas, mais insistente, tentou nos convencer:
— Vieni qui, si otterrà un quadro di questo!
E, esforçando-se no português, pediu:
— Faz um sorrisada per foto!
Com 854 brasileiros a bordo, a fotógrafa não entendia por que todos riam tanto. Mas a espontaneidade do momento era irresistível.


 Gran Finale: Risos, Memórias e Marés

Assim terminou mais uma aventura em terra firme. Entre monumentos, mal-entendidos e boas risadas, Dubrovnik nos presenteou com uma história que jamais esqueceremos. E enquanto caminhávamos pelos corredores do navio, tentando evitar reencontros com os gaiatos, os estrangeiros e as fotógrafas, sabíamos que aquela escala tinha deixado marcas — não só nas fotos, mas na memória.
Porque viajar é isso: colecionar momentos que, mesmo improváveis, se tornam inesquecíveis.

 Toninho Vendramini

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O CARCARÁ ALADO

    O Carcará Alado: Entre o Sertão  e o Mistério de 1986 “Naquele voo, o destino parecia testar os limites da fé e da paciência.”   Petroli...