PERSONAGENS DA HISTÓRIA



IGNAZ SEMMELWEIS

Talvez não seja um nome conhecido por todo mundo. Mas suas descobertas ajudam pessoas no mundo inteiro. Nasceu em Buda (atualmente Budapeste), na Hungria. Ignaz se formou em medicina em 1844 pela Universidades de Viena. Dois anos depois, começou a trabalhar como assistente de um professor na primeira maternidade do hospital geral de Viena. Ficou chocado com o que acontecia ali. De cada 100 mulheres que davam à luz, 13 morriam de uma doença chamada febre puerperal, ou febre de pós-parto.

CURIOSIDADES SOBRE A DOENÇA

No século 19 (1801-1900), muitas mulheres grávidas na Europa morriam de uma doença chamada febre de pós-parto. Pelo visto, essas mulheres eram contaminadas no próprio hospital.
Os cientistas já sabiam da existência  de micróbios desde 1674, mas não sabiam o quanto eram perigosos. Era comum os médicos examinarem cadáveres e logo depois realizarem partos sem desinfetar as mãos.
Ignaz desenvolveu técnicas para evitar infecções. Essas técnicas são usadas até hoje na medicina e salvam muitas vidas.
Havia muitas teorias a respeito da causa da doença ninguém conseguia descobrir o mistério. Eles tentavam de tudo para diminuir o numero de mortes, só que nada funcionava. Ver tantas mães  sofrendo e morrendo lentamente incomodava Ignaz. Por isso, decidiu descobrir a causa da doença e como previní-la.
O hospital em que trabalhava tinha duas maternidades. Por alguma razão misteriosa, o numero de mães que morriam na primeira maternidade era muito maior do que na segunda. Na primeira, trabalhavam os que estudavam medicina. Na segunda os que faziam um curso só para realizar partos. Mas por que o numero de mortes em cada maternidade era diferente? Ignaz pesquisou as possíveis  causas da doença, mas não encontrou uma resposta. O mistério continuava.
No inicio de 1847, um amigo e colega de trabalho, chamado Jakob, morreu por causa de uma infecção generalizada. Ele se machucou enquanto examinava um cadáver e foi contaminado. Ignaz leu o relatório da causa da morte do seu amigo. Alguns dos resultados eram idênticos aos das mulheres que morriam de febre de pós-parto. Assim, Ignaz percebeu que talvez fosse algum tipo de contaminação que vinha dos  cadáveres que causavam aquela doença. Os médicos e estudantes de medicina muitas vezes mexiam com cadáveres antes de examinar as mulheres gravidas ou de auxiliar as que entravam em trabalho de parto. Sem saber, eles estavam transmitindo a doença àquelas mulheres. O numero de mães que morria na segunda maternidade era menor porque os alunos do curso de partos não mexiam com cadáveres, 
Ignaz imediatamente deu instruções a todos.
Médicos e estudantes deviam lavar as mãos com uma solução de hipoclorito de cálcio antes de examinar as mulheres gravidas. Os resultados foram incríveis. O numero de mortes caiu muito. De cada 100 mulheres que davam à luz, umas 18 morriam. No fim do ano, esse numero caiu para menor de 1.   

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Entre os séculos 14 e 16, cientistas e filósofos europeus começaram a entender o Universo de uma forma que entrava em conflito com os ensinos da Igreja Católica. Um homem que reconsiderou sua visão do Universo foi:

 Galileu Galilei


Nasceu em 1564 em PISA, ITÁLIA, cidade famosa por sua torre inclinada. Ele era professor da Universidade de Pádua e mais tarde morou e trabalhou em FLORENÇA.
Embora não tenha inventado o telescópio, melhorou muito sua capacidade, tornando-o mais útil.
Antes da época de Galileu, muitas pessoas acreditavam  que o Sol, os planetas e as estrelas giravam em torno da Terra. Essa crença fazia parte do dogma oficial da Igreja Católica.
Mas, com seu telescópio, Galileu observou evidências que contradiziam ensinos científicos amplamente aceitos. Por exemplo, ao notar que as manchas solares pareciam se mover da superfície do Sol, concluiu que o mesmo girava em torno de um eixo. Observações como essa  aumentaram o conhecimento da humanidade sobre o Universo, mas também fizeram  com que Galileu entrasse em conflito direto com a Igreja Católica.

CIÊNCIA VERSOS RELIGIÃO

Décadas antes, o astrônomo polonês Nicolau Copérnico desenvolveu a teoria de que a Terra se movia  ao redor do Sol. Galileu estudou os trabalhos de Copérnico sobre o movimento dos corpos celestes e reuniu evidências que estavam de acordo com essa teoria. Inicialmente, Galileu hesitou em publicar algumas de suas observações, pois temia que fossem recebidas com zombaria e desprezo. Mas, depois de um tempo, ele não conseguiu mais conter seu entusiasmo com o que se via através do telescópio e expôs suas descobertas ao público. Alguns cientistas acharam seus argumentos ofensivos, e logo os cléricos começaram a desacreditar Galileu em seus púlpitos.
Em 1616, o cardeal Belarmino, considerado um dos principais teólogos da época, informou Galileu de que havia emitido um decreto católico condenando as ideias do Copérnico. Ele aconselhou fortemente Galileu a obedecer esse decreto e, por anos, Galileu  deixou de defender publicamente que a Terra girava  em torno do Sol.
Em 1623, um amigo de Galileu foi eleito papa, o Papa Urbano VIII. Então, em 1624, Galileu pediu a Urbano que revogasse  o decreto de 1616. Em vez  de fazer isso, Urbano pediu que Galileu explicasse as  teorias conflitantes de Copérnico e Aristóteles sem favorecer nenhum dos lados.
Galileu então escreveu o livro DIALOGO SOBRE OS MÁXIMOS SISTEMAS DO MUNDO. 
Embora o papa tivesse ordenado que Galileu fosse neutro, o livro deu a impressão de favorecer as conclusões de Copérnico.
Em pouco tempo, os inimigos de Galileu começaram a afirmar que o livro ridicularizava o papa. Acusado  de heresia e ameaçado de tortura, Galileu foi forçado a negar os ensinos de Copérnico. Em 1633, a Inquisição o sentenciou  à prisão domiciliar perpetua e proibiu  sua obras. Galileu morreu em sua casa em Arcetri, perto de Florença, no dia 8 de janeiro de 1642.
Por centenas de anos, algumas das obras de Galileu permaneceram na lista de livros proibidos pela  Igreja Católica. Mas, em 1979, a Igreja reconsiderou  a ação tomada pela inquisição 300 anos antes. Por fim, em 1992, o Papa João Paulo II reconheceu que a igreja Catolica tinha errado em condenar Galileu.
Alguns historiadores acreditam que a Inquisição talvez tenha torturado Galileu fisicamente.

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