sexta-feira, 1 de julho de 2016

FOI EM UMA NOITE QUE ANTECEDIA O NATAL





Aproxima-se o Natal, data que marca o forte símbolo da cristandade.

É um período em que estamos com os nossos sentimentos mais apurados e receptivos para encontrarmos com as pessoas, em especial os nossos entes queridos, que, muitas vezes, estão separados pela distância geográfica, não dando a oportunidade de reuniões mais frequentes.

Nesta noite, entre nós, da família, está o nosso querido primo Arnaldo vindo da distante Goiânia, e sua companheira, que – maravilhosa coincidência - tem o nome de Amélia, o mesmo de nossa saudosa Amélia Minutti Gasparotto a qual, com o esposo Giggio, trouxeram ao mundo três filhos maravilhosos: Neiva, Sérgio e o Arnaldo.     

Penso que o momento e a época nos remetem a um sentimento que deve estar sempre presente entre nós, fortalecendo a nossa alma e os nossos corações: é a solidariedade para com os nossos semelhantes.

Tomando como exemplo, me apego à história que li, em algum momento, de um cego e um paralítico que viviam na maior pobreza. Quando era preciso, um punha o outro às costas e saía com ele pelas ruas da cidade. O primeiro podia caminhar, o segundo podia ver. Então, os dois, alcançavam mais facilmente o pão de cada dia. Esta situação nos mostra e retrata o símbolo da solidariedade que deve imperar entre os homens de boa vontade.


Este é o espírito que deve estar sempre presente, auxiliando uns aos outros, praticando a caridade, para que tenhamos paz de espírito; fortalecendo a nossa alma, para que possamos percorrer os nossos caminhos com a crença de cada um, sempre presente nos momentos de nossas vidas.


E a solidariedade de que estamos falando é com o núcleo da vida, resultante do produto de gerações que já se foram: nossos avós e pais, pessoas em que nos espelhamos para a vida, formando um novo núcleo, de onde recebemos os ensinamentos e pudemos repassá-los para os nossos filhos e netos.


Rendemos as nossas homenagens a essa gloriosa geração. E aqueles que ainda têm a felicidade de ter um ascendente em seu meio familiar, cultuem-no, com fervor, pois depois, só restará a lembrança.


E o que falar de nós aqui presentes? A solidariedade de nossa infância e juventude, naquele recanto maravilhoso, o mundo encantado dos dois quarteirões da Rua Zacarias de Góes...

Lá, passamos momentos mágicos como jovens inocentes, daquela época. Todos irmanados na solidariedade: eram avós, pais e tios, um dia, amparados por um; outro dia, por outro; todos se ajudando em qualquer tipo de dificuldade.


Não tínhamos a noção exata da felicidade que estava presente. Sinto isso, agora, que vejo os filhos e netos vivendo em um mundo tão diferente, cheio de inquietações e preocupações com o futuro tão incerto.


Agora, passados tantos anos, do alto da nossa vivência, vamos relembrar aqueles momentos que jamais se apagarão de nossas lembranças; e, juntamente com os anfitriões, oraremos pela manutenção da família e da saúde que é o binômio da felicidade.

E é nesse ambiente em que a solidariedade estará sempre presente, proporcionando outros momentos de alegria e satisfação que, mais uma vez, a cristandade, com a alma enternecida, entoará seus melodiosos hinos em louvor Àquele que nasceu em uma manjedoura, no dia de Natal.





ANOS DOURADOS DE UMA ÉPOCA VIVIDA

ANOS DOURADOS  DE UMA ÉPOCA VIVIDA Repassando algumas fotos e recortes de jornais, armazenados em uma caixa de papelão no meu...