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Desde os primórdios da navegação, o ser humano tem buscado formas de se orientar em meio à vastidão dos mares. Quando o sol se despede no horizonte e a escuridão toma conta do oceano, é o brilho solitário dos faróis que guia os navegantes de volta à segurança da terra firme. Essas torres silenciosas, muitas vezes esquecidas, guardam histórias de bravura, solidão e esperança. São mais do que estruturas arquitetônicas: são símbolos de resistência, de luz em meio às trevas, de um chamado silencioso à vida.
A Origem dos Faróis
A palavra “farol” tem raízes na Antiguidade. Deriva do grego Pharos, nome de uma ilha próxima à lendária cidade de Alexandria, no Egito. Foi lá que, em 280 a.C., ergueu-se uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo: o Farol de Alexandria. Com mais de 100 metros de altura, sua luz era visível a dezenas de quilômetros, guiando embarcações e alimentando o imaginário de gerações.
Antes da invenção dos faróis como os conhecemos, os povos antigos improvisavam com fogueiras acesas no alto de colinas ou torres, alimentadas com óleo de baleia. Esses sinais primitivos já demonstravam a urgência de alertar os navegadores sobre os perigos ocultos nas costas rochosas.
Curiosidades Luminosas
• O Farol de Alexandria foi construído com três níveis: um quadrado na base, um octogonal no meio e um cilindro no topo.
• Muitos faróis históricos são hoje automatizados, mas ainda mantêm viva a aura romântica de seus tempos áureos.
O Farol como Metáfora
Além de sua função prática, o farol tornou-se símbolo poético da vigilância, da esperança e da solidão. É nesse espírito que mergulhamos no poema a seguir, onde o farol deixa de ser apenas uma construção e se transforma em espelho da alma humana. Um refúgio para os que se perderam no mar da vida, um altar de memórias, um santuário de luz interior.
O Brilho dos Olhos...
Náufrago dos mares...
Buscou refúgio na torre de pedra.
Na casa abandonada do antigo faroleiro.
Sentiu-se recluso como um eremita
Falava com as Gaivotas...
Que se tornaram suas protetoras
Na falta de seus amores...
Seus olhos viraram dois potentes faróis.
Em busca dos amores perdidos...
Enxergou o transatlântico noturno.
Transformado em navio fantasma...
Dama de branco... Moby Dick...
Alma ferida.
Luz de sua alma.
Veio à tona o passado.
Mergulhou na escuridão.
Recolheu-se em desilusão.
Fez de sua vida os olhos dos navegantes...
🌠 Epílogo
Assim como o farol, que permanece firme diante das tempestades, há em cada um de nós uma luz que resiste à escuridão. O meu poema nos convida a refletir sobre nossas perdas, nossos refúgios e a força silenciosa que nos mantém de pé. Que os olhos do faroleiro — agora transformados em guias — possam também iluminar os caminhos de quem navega por mares incertos.
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O Caderno de Toninho Vendramini
Um passeio por memórias, afetos e encantamentos.
Este meu blog não tem capa dura nem páginas numeradas.
Ele vive nas entrelinhas do tempo.
Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.
Escrevo como quem conversa com o silêncio.
Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.
Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.
Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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