sexta-feira, 29 de maio de 2026

VIAGEM DOS SONHOS

 

Viajar contigo é percorrer caminhos de alegria,

onde o esperado e o sonhado se encontram,

levando-nos ao paraíso,

seja por uma nave ou por uma estrela.

Assim, descobrimos os espaços do mundo:

uma rua, uma avenida, uma praça,

um rio que desliza,

ou o infinito de um oceano.

Viajar é abrir-se ao novo,

é deixar que o mundo nos revele seus segredos.

Viajar contigo é entrar nos jardins de um castelo medieval,

onde flores brancas aguardam teu sorriso,

e a estação se torna majestosa,

como o reinado de uma Rainha;

e eu, com o coração pleno de alegria,

serei o teu Rei.

Qualquer que seja o meio que nos leva,

fico com teus cabelos repousando em meus ombros,

sentindo que sonhas com a brisa no rosto,

e com a certeza de que despertarás amanhã

no calor de um novo dia.

Da varanda de nosso leito majestoso,

no transatlântico que embala nossos sonhos,

avistaremos o horizonte em panorama,

onde as ondas se tornam canções

para os viajantes que somos.

Meu Blog 

Vendramini Letras  - não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.


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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais 

MELHORE O SEU DIA A DIA

PROCURE  SERENAR...

Muitos fatores colaboram para a diminuição de sua produtividade diária.

Noites mal dormidas, alimentação inadequada, intestino preguiçoso pela manhã stress no trânsito e vários costumes nocivos contribuem para que ao organismo não consiga desempenhar bem todos os papéis necessários que poderiam garantir um excelente dia.

Aqui estão algumas dicas básicas para você se sentir mais leve durante a jornada diária, colaborando para seu bem estar físico e disposição.

Entre pedras antigas e histórias que resistem ao tempo, este espaço nasce como um refúgio para a alma. Aqui, cada texto é uma travessia — um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, onde o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho das velas se transformam em palavras.

Comece preparando-se para um boa noite de sono. Procure serenar a mente pelo menos 30 minutos antes de se deitar com uma leitura agradável ou uma boa música. Quando dormimos mal ocorre um atraso na produção da melatonina, que é uma substância responsável pelo funcionamento correto do organismo em momentos específicos do dia, como o controle da pressão arterial, frequência cardíaca, liberação de hormônios e funcionamento de todos os órgãos, inclusive dos intestinos.

Pela manhã, procure se levantar 15 minutos antes do horário previsto, para uma pequena sessão de alongamento, deixando para trás possíveis dores no corpo e facilitando a entrada de oxigênio nos pulmões e consequentemente no sangue. Um organismo mais oxigenado propicia um melhor funcionamento do sistema imunológico, além de trazer bem-estar e disposição.

Não tenha pressa, faça seu intestino funcionar todas as manhãs, antes do banho. Intestinos cheios liberam muitas toxinas para o sangue, deixando as pessoas irritadas e enfezadas, como o próprio nome já diz, além de prejudicar a absorção de vitaminas pelo organismo. O intestino pode ser educado para funcionar em casa pela manhã.

Durante o dia levante-se de hora em hora para fazer alongamentos, melhorando a respiração e a postura.

Evite falar por longos períodos em aparelhos celulares e procure não se expor ao computador por períodos muito longos. Coloque uma solução de água e sal ao lado do computador, minimizando os índices de eletromagnetismo nocivo do ambiente.

Todas estas medidas farão com que seu organismo funcione de forma muito mais eficiente, seu sistema imunológico fique muito mais ativo, sua circulação sanguínea melhore, seu humor se transforme para que você consiga enfrentar todos os desafios que se apresentam durante o seu período de trabalho.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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Aqui não importa escrever bonito ou certo — importa escrever com o coração. Pode ser uma frase curta, uma lembrança ou apenas dizer o que sentiu. Cada comentário é uma semente que ajuda este espaço a florescer.  

MONGÓLIA: ENTRE CÉUS AZUIS E PEGADAS DE GÊNGIS KHAN

 

O DESTEMIDO GUERREIRO

A Mongólia é mais do que um ponto no mapa entre gigantes como Rússia e China. É uma terra onde o passado ecoa nas planícies, onde o céu parece não ter fim, e onde tradições milenares convivem com a vastidão do silêncio. Este texto é um convite para conhecer um país de contrastes — entre o império de Gêngis Khan e a vida nômade moderna, entre desertos fósseis e montanhas sagradas. Prepare-se para viajar sem sair do lugar.

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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. 

Gêngis Khan, o destemido guerreiro do século XII, lançou as bases do que viria a ser o maior império contíguo da história: o Império Mongol. Hoje, a Mongólia é apenas uma sombra territorial do que foi, mas sua alma permanece grandiosa. Encravada entre a Rússia e a China, é um dos países menos densamente povoados do planeta — um vasto oceano de terra e céu.

A paisagem mongol é uma pintura viva: rios serpenteiam entre colinas verdejantes, montanhas se erguem como sentinelas do tempo, e planícies cobertas de grama se estendem até onde a vista alcança. Ao Sul, o deserto de Gobi guarda tesouros pré-históricos — fósseis de dinossauros preservados como se o tempo tivesse parado.

Com altitude média de 1.580 metros acima do nível do mar, a Mongólia é conhecida como a “Terra do Céu Azul”. E com razão: são mais de 250 dias de sol por ano, emoldurando a vida dos mongóis com uma luz quase mística.

O clima é de extremos. No verão, o calor pode chegar a 40 °C; no inverno, despenca para abaixo de -40 °C. Quase um terço da população vive como nômade, em harmonia com a natureza. O dia começa cedo, com homens e mulheres ordenhando cabras, vacas, camelas e éguas. A dieta é simples e robusta: carne de carneiro e derivados de leite são a base da alimentação.

A hospitalidade é um valor sagrado. As tradicionais tendas circulares — chamadas GERS — permanecem destrancadas, prontas para acolher qualquer viajante. É costume oferecer chá com leite quente, temperado com uma pitada de sal, aos visitantes.

O budismo molda profundamente a cultura mongol, mas há também espaço para o xamanismo, islamismo, cristianismo e para os que não seguem nenhuma religião. A espiritualidade é tão diversa quanto a paisagem.

Na Mongólia, o tempo parece respirar com calma. Entre os ecos de Gêngis Khan e o silêncio das estepes, há uma sabedoria ancestral que resiste ao mundo moderno. É um país que nos ensina que liberdade pode ser uma tenda aberta, que riqueza pode ser o céu azul, e que a verdadeira grandeza não se mede em território — mas em alma.

Quando a memória se transforma em palavra

convido o leitor a caminhar pelas trilhas da lembrança e do cotidiano, onde cada gesto simples guarda uma história. Entre o café, o caderno e o olhar atento do cronista, nasce a literatura que celebra o humano — viva, sensível e verdadeira.


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REFLEXÕES AO SOM DA NATUREZA

 

O Meu Dia: Entre Uivos, Pios e Primaveras

Uma jornada poética sobre identidade, tempo e renascimento


Hoje pela manhã, como de costume, abri meu escritório nas dependências da minha casa, na linha reta dos gramados. O cenário parecia o mesmo, mas dentro de mim algo pulsava diferente. Fiquei pensando: existe o dia do pai, da mãe, do padeiro, do escritor... Mas e o meu dia? Será que há um dia reservado para cada um de nós nesse mundo vasto e misterioso?


Enquanto o pensamento vagava, sons começaram a me visitar. Um uivo distante, talvez de um lobo solitário. Um pio sábio, vindo da coruja que habita a árvore ao lado do meu quarto. Ela me observa, silenciosa, como quem guarda segredos do tempo.

Logo, o vento sopra forte, anunciando uma tempestade. Trovões ecoam e a chuva cai, molhando as plantas e sussurrando que a primavera se aproxima.

 E eu, onde estou nesse mundo de Deus?

Penso nas pessoas amadas que me cercam. Elas são meu alicerce, minha inspiração. E agora, como escritor — será que sou mesmo? — reflito: talvez este seja o meu dia. O dia em que reconheço minha existência, meu papel, meu caminho.

 A última valsa ou o primeiro passo?

Assim, o baile da vida começa. Será minha última valsa? Não sei quem virá dançar comigo. Só sei que guardarei, na caverna da memória, tudo o que vivi.

Saio da minha toca — seria de um lobo? Ou de uma coruja? Talvez de ambos. E a coruja me saúda com seus pios de sabedoria, lembrando que ainda há estrada pela frente.


Sim, este é o meu dia. Não marcado no calendário, mas gravado na alma. Um dia em que o tempo me abraça e a natureza me guia. Um dia em que descubro que viver é dançar entre uivos e pios, entre tempestades e primaveras.

Que este blog seja um convite à contemplação: um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.

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O TEU DIA DE HOJE...

Tudo chega a tempo àqueles que sabem viver.

Viver significa engrenar no ritmo do amor que pulsa em teu ser, deixando-te levar pelas águas mansas que tudo banha com sua compreensão, fidelidade e quietude.

O teu dia de hoje muito te trouxe...

Talvez hoje, talvez amanhã, perceberás quanto aprendeste com ele.

A cada dia aprendes algo que contigo fica, consciente ou não, a iluminar teus passos rumo a tua verdade, a tua evolução espiritual.

Dá oportunidade para que este dia te traga
o que precisas aprender,
o que precisas provar e sentir.

Dá oportunidade para que estejas no lugar certo e na hora exata quando a ti chegar a brisa que te revelará frente a ti mesmo.
Viver significa crescer, construir!

Cada passo, cada palavra, cada ato
produz um efeito.

Aprende a dar amor, a dar alegria,
a dar compreensão, e teus dias
espelharão a tua fronte doce e risonha,
trazendo-te o que necessitas para estar tranquilo e fluindo no mais profundo amor.

 

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

TORINO, GRENÁ E SARDÔNICUS: MEMÓRIAS DE UM FUTEBOL QUE O TEMPO NÃO APAGOU

 

Derrotas ficam nas tabelas.
 As vitórias, no coração.


Sabe quando a gente fecha os olhos e consegue ouvir de novo o barulho da rua, os gritos da molecada e até o som da bola batendo no muro? Pois é… sempre que penso na minha infância, volto para aqueles dias em que o futebol era muito mais do que um jogo: era a nossa vida.

O COMEÇO DE TUDO:

Na Rua Zacarias nasceu o nosso orgulho: o Torino. O nome veio em homenagem ao time italiano que sofreu aquela tragédia aérea, mas que ressurgiu com coragem. Para nós, era perfeito: representava a persistência da molecada que jogava descalça, sem camisa, em campos improvisados, onde o juiz era sempre alguém da turma.

Nosso maior rival era o São Cristóvão, da Avenida Paula Penteado. Eles tinham sede em um bar e um personagem folclórico: o famoso Tio Panca. Andava se requebrando, cheio de pose, como se fosse craque. Exigia que carregássemos suas coisas, e a gente, claro, morria de medo e raiva dele.

Enquanto sonhávamos com jogos grandes, também inventávamos nossas travessuras. Jogávamos botão na casa do Zé Macabro — que tinha o teto carcomido de cupim, caindo sobre nossas cabeças. Ríamos sem parar quando pregávamos peças com a cédula amarrada no fio de nylon, vendo os adultos se abaixarem para pegar e desistirem xingando, enquanto as meninas gargalhavam do outro lado da rua.

Até que conseguimos comprar o nosso primeiro jogo de camisas, fruto de rifas e muito esforço. Foi a glória! Então decidimos desafiar o São Cristóvão. A negociação foi esquisita: “Tio Panca” já queria saber nossos segredos, quem era o melhor jogador, se tínhamos tática. O Zé Macabro, nosso “relações públicas”, aceitou uns goles de pinga que nos ofereceram e saiu de lá trançando as pernas, mas com o jogo marcado.

No domingo, entramos em campo. Foi duro. O São Cristóvão sufocava a gente, até que o Crau, nosso craque, chutou forte. A bola ia para fora… quando o Zé Macabro, estrategicamente encostado na trave, meteu o pé torto e desviou para dentro. Gol! A torcida nossa foi ao delírio. O juiz, que era da turma, validou. A confusão foi geral, terminamos correndo pelas ruas, alguns meio pelados, roupas na mão, escapando da fúria rival.

O Torino acabou quando o Aécio, nosso zagueirão fundador, mudou-se levando camisas e bola. Mas o futebol nunca morreu. Nasceu o Grená, que viajava nos campeonatos dentro do caminhão de macarrão “Gallo” do primo Serjão — fechado, cheio de cheiro de farinha, e a gente lá dentro, com a porta entreaberta para não sufocar.

Depois veio o futsal. O Tecão, meu primo, montou o Credi-City, campeão da cidade. Dali, numa madrugada regada a risadas na casa do Júnior, nasceu o Sardonicus — nome estranho, mas que dizia muito sobre nós: riso sarcástico, jeito debochado.

E foi com o Sardonicus que vivemos uma das maiores emoções. No torneio Marechal Mallet, caímos logo contra o poderosíssimo Unidos, campeão estadual. O retrospecto deles? Goleadas de 20 a 0. Entramos só para não passar vergonha. Perdemos, é verdade, mas o jogo ficou marcado por um momento mágico: o Rui, nosso driblador, passou a bola entre as pernas do capitão da seleção paulista. A torcida foi à loucura. No placar, derrota. No coração, vitória.

Final surpreendente

Hoje, quando folheio as fotos antigas, penso nos que já partiram — o Tecão, o Téia, o Ramos, o Ismael — e sinto um aperto no peito. Mas logo me vem o sorriso: talvez o maior título da nossa vida não tenha sido um troféu, mas o simples fato de termos jogado juntos, lado a lado, dividindo bola, gargalhadas e histórias que ainda hoje brilham como gols na memória.

Se esta crônica tocar alguém, mesmo que por um instante,então ela cumpriu seu destino:ser ponte entre o que fui e o que ainda sou.

Toninho Vendramini

 Cada texto é uma janela aberta para o mundo — um mundo que vivi, sonhei ou apenas imaginei com olhos de quem nunca deixou de se encantar.Não escrevo para guardar. Escrevo para libertar.Libertar memórias, afetos, lugares e pessoas que ainda vivem em mim.Cada linha é um convite, cada frase uma travessia.

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