quinta-feira, 16 de julho de 2026

LEMBRANÇAS DE UMA ÉPOCA QUE O PROGRESSO DESTRUIU









Que este blog seja um convite à contemplação: 

um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança. 


A foto que emoldura esta crônica é de 1986, retratando a estação ferroviária de banharão, localizada no município de Jaú, SP. Construída em 15 de novembro de 1941, ela foi um símbolo de progresso, administrada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro até 1971, quando passou para as mãos da Ferrovia Paulista S.A. Contudo, esse marco histórico não resistiu às mudanças; foi demolida em 1986, já abandonada e deteriorada. Assim começava o melancólico adeus às ferrovias no Brasil, que outrora movimentaram sonhos, pessoas e mercadorias.

Hoje, tudo o que resta são fragmentos: duas placas amarelas, alguns ladrilhos soterrados pelo mato e uma escadaria imponente que resiste ao tempo, encostada a um barranco. Lá em cima, uma antiga caixa d’água metálica e vestígios de um banheiro. Ao lado, as ruínas de uma igreja, com mármore e granito revelando o êxodo rural que desfigurou essa terra de esperança.

Revisito agora, na memória, aquele cenário encantador dos anos 1950, época de férias na fazenda dos meus avós. Era o refúgio do menino que buscava no campo o que hoje só encontra na saudade. As fazendas eram pura vida e alegria. Passeios de charrete, cavalos enfeitados e primos como guias dessas aventuras inesquecíveis. Tudo culminava em visitas aos casarões coloniais, onde o aroma do café torrado misturava-se com a língua materna, o dialeto da região de Vêneto, que fluía como música entre os descendentes italianos.

Meu avô materno, Giuseppe Gasparotto, o querido “Beppo,” recebia todos com entusiasmo. A fartura das mesas era de dar inveja: pão caseiro, broas, espigas de milho, leite fresco, ovos cozidos e frutas da estação – tudo temperado com mel do pomar. E o vinho! Ah, o vinho feito ali mesmo, que nem a molecada resistia... embora alguns acabassem sendo carregados de volta para as charretes.

O centro das conversas era sempre o café. Esse grão precioso era o sustento das famílias que ocupavam as colônias ao redor das fazendas. Era uma época em que as colheitas simbolizavam trabalho árduo, mas também união, festa e um constante pulsar de vida.

E então, há algo irresistivelmente poético na visão da estação ferroviária de banharão. Naqueles tempos, eu cavalgava pelas manhãs, guiado por meu avô Beppo, para admirar o movimento da estação. Lá, aprendi sobre o telégrafo – a magia tecnológica que conectava estações e permitia que o mundo se comunicasse em pulsos sonoros. Fascinava-me o movimento frenético das sacas de café sendo embarcadas nos vagões, destinadas ao porto de Santos. O ciclo de vida do café começava ali, conduzido pelas mãos calejadas dos carroceiros e engrandecido pelo fervor do povo.

O nome do meu avô paterno, Tonella, destacava-se entre os carroceiros. Ele não apenas trazia o café da própria fazenda, como também era contratado para transportar mercadorias de outras famílias. Seus famosos aboios, com comandos para as mulas, ecoavam como poesia nas estradas poeirentas. Era a trilha sonora da estação, do engenho de beneficiamento e do armazém abarrotado de histórias e trabalho. O velho patriarca encerrava seu dia na Igrejinha de Santo Antônio, agradecendo pela jornada concluída – a mesma igreja que, hoje, jaz em ruínas, denunciando o abandono de um bairro promissor.

Agora, ao recordar tudo isso, é impossível não me transportar, como em um sonho, de volta ao tempo em que tudo era mais simples e verdadeiro. O trem de passageiros chega à estação banharão, e eu embarco como aquele menino cheio de curiosidade e esperanças. Volto como homem, pai de família, morador de Jundiaí, carregado de emoções que permanecem vivas em minhas lembranças – do tempo em que as ferrovias uniam o Brasil e o progresso ainda era sinônimo de identidade.


Antonio Vendramini Neto é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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SOB O CÉU DE MICHELANGELO

Há viagens que fazemos com os pés.
E há outras que percorremos com a alma.
 Primeiro o café, depois a conversa — aqui o texto vem depois, com calma.

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. 

 💦

Em mais uma de nossas jornadas pela Europa, decidimos viver Cidade do Vaticano de maneira diferente. Não queríamos apenas passar pelos corredores históricos, observar monumentos ou fotografar paisagens eternizadas em cartões-postais. Desejávamos sentir o lugar. Respirar sua história. Ouvir o silêncio escondido entre mármores, pinturas e séculos.

Naquele dia, escolhemos visitar a lendária Capela Sistina.

Desde a entrada do complexo do Museus Vaticanos, o movimento era intenso. Uma verdadeira procissão humana seguia lentamente pelos corredores adornados por esculturas magníficas, tapeçarias centenárias e obras que atravessaram gerações sem perder o encanto. O cansaço já começava a pesar em nossos pés, mas os olhos continuavam famintos por beleza.

O teto da Capela Sistina, concebido por Michelangelo entre 1508 e 1512, é considerado uma das maiores realizações artísticas da humanidade. Convidado pelo Papa Júlio II, Michelangelo passou anos trabalhando praticamente suspenso sobre andaimes, pintando cenas bíblicas que até hoje parecem desafiar o tempo e a própria condição humana.

Pensávamos que o ingresso adquirido para o complexo contemplava automaticamente a entrada da capela. Mas, para nossa surpresa, não era assim. Descobrimos, já exaustos, que precisávamos retornar ao início para comprar um acesso específico. As filas pareciam intermináveis, e o relógio — sempre impiedoso com turistas sonhadores — avançava rapidamente.

Foi então que surgiu diante de nós um grupo guiado por uma pessoa que carregava um guarda-chuva colorido com uma pequena bandeira italiana na ponta. O grupo percorria outras alas antes de seguir para a tão desejada capela.

Olhei para minha esposa e perguntei, quase em tom de brincadeira:

— Vamos embarcar nessa de gaiatos?

Ela sorriu.

E fomos.

Seguimos discretamente na “rabeira” do grupo, tentando parecer turistas perfeitamente integrados naquela verdadeira torre de Babel. Havia italianos, espanhóis, franceses, americanos… uma mistura de idiomas e expressões. Conversávamos aqui e ali, tentando manter a naturalidade, embora alguns olhares denunciassem que éramos, claramente, estranhos no ninho.

Passamos por corredores adornados com as impressionantes pinturas de Rafael, observamos estátuas de antigos papas, santos e figuras históricas que pareciam vigiar silenciosamente a eternidade daqueles salões.

Mas a aventura terminou na porta da capela.

— I biglietti? Os ingressos?

Não havia argumento que resolvesse. Tivemos que regressar, enfrentar novamente a multidão e comprar as entradas corretas. O corpo já demonstrava sinais claros de esgotamento, mas algo dentro de nós insistia em continuar.

E valeu cada passo.

Quando finalmente atravessamos as portas da Capela Sistina, o mundo pareceu silenciar.

Ali dentro, o olhar não encontra repouso.

As paredes contam histórias sagradas em cores vivas e dramáticas. Em uma delas, o monumental “Juízo Final” domina o ambiente com intensidade quase sobrenatural. Cristo aparece poderoso e solene, enquanto almas ascendem aos céus ou mergulham nas sombras da condenação. Tudo pulsa movimento, emoção e espiritualidade.

Mas é o teto que rouba o fôlego da humanidade.

Michelangelo transformou aquele espaço em um universo celestial. Entre colunas pintadas e figuras monumentais, desfilam profetas, sibilas e cenas do livro do Gênesis. A mais célebre delas — “A Criação de Adão” — parece suspender o próprio tempo: Deus e o homem estendem as mãos quase se tocando, separados por um instante mínimo e eterno. É como se a centelha da vida estivesse prestes a acontecer diante de nossos olhos.

Cada figura possui músculos, expressões e movimentos tão vivos que parecem respirar acima de nós. As cores, mesmo após séculos, conservam uma força impressionante. Não é apenas pintura. É transcendência.

Estávamos tão cansados que minha esposa sentou-se junto a um banco de pedra e permaneceu imóvel, contemplando aquele cenário como quem tenta guardar a eternidade dentro do peito.

Eu fui mais adiante.

Então, vencido pelo cansaço e talvez também pela emoção, deitei-me no chão frio da capela.

Algumas pessoas talvez tenham imaginado que eu fosse um louco.

E talvez fossem certas.

Porque naquele instante, olhando para o teto pintado por Michelangelo, senti-me absurdamente pequeno diante da grandeza humana e divina. Observei aquelas figuras celestiais pairando sobre mim e pensei, quase como uma criança diante do infinito:

“Estou perto do céu.”

Ali, silenciosamente, conversei com Deus.

Pedi que nos abençoasse. Pedi forças para continuarmos nossa caminhada por Roma. Pedi saúde para novas viagens, novos reencontros com a beleza e novos momentos capazes de tocar a alma da mesma forma.

Saímos da Capela Sistina diferentes de quando entramos.

Porque certos lugares não são apenas visitados.

São sentidos.

E algumas obras não são apenas admiradas.

Elas nos transformam para sempre.


Aqui, no meu blog, deito nas letras, nas memórias nos afetos e encantamentos.

E você, já teve uma experiência que te fez sentir mais próximo do céu?

Escrevo para que o tempo não apague o que a alma recorda.”

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

ÁS GÁRGULAS DOS CASTELOS MEDIEVAIS




AS 



Durante uma das nossas viagens à França, ao visitar um dos majestosos castelos da região do Loire, ergui os olhos e vi — lá no alto — figuras esculpidas em pedra, monstruosas e silenciosas. 


Naquele instante, como se despertassem memórias ancestrais, veio à mente tudo aquilo que a imaginação e a história já haviam me contado.


São desaguadouros, ou seja, partes salientes das calhas e telhados destinadas a escoar águas a certa distância das paredes. Mas na Idade Média, essas estruturas ganharam formas grotescas — híbridos de homens, feras e demônios — e passaram a ocupar um papel simbólico.


Acreditava-se que eram guardiãs das catedrais e castelos, e que, à noite, ganhavam vida. Sob ordens dos implacáveis senhores feudais, podiam atacar as propriedades dos camponeses, que viviam sob um regime de servidão

O medo era cultivado como ferramenta de controle.
O poema - ( INSPIRADO NAQUELA OCASIÃO) - abaixo retrata esse imaginário, onde o poder se alimenta do medo, e os camponeses, para proteger suas plantações, entregavam tributos em forma de alimentos — tudo para evitar a fúria das criaturas e dos cavaleiros que, segundo a lenda, rondavam na calada da noite.


Encravadas nas muralhas seculares
Enfouillées dans les murailles séculaires
Olhavam para o povo sofrido
Elles regardaient le peuple souffrant
Sentinelas do poder e do tempo
Sentinelles du pouvoir et du temps
Mistura de humanóide e dragão
Mélange d'humanoïde et de dragon
Guardavam a entrada do castelo
Elles gardaient l'entrée du château
Dos senhores feudais
Des seigneurs féodaux

À noite ganhavam vida e voavam
La nuit, elles prenaient vie et volaient
Mostrando poder e assustando os camponeses nos vilarejos
Montrant leur pouvoir et effrayant les paysans dans les villages
Que cumpriam com o pagamento de impostos
Qui s'acquittaient du paiement des impôts
Levando mantimentos
Apportant des provisions
Para o povo da corte viver na libertinagem
Pour que le peuple de la cour vive dans la débauche.




Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.

Antonio Toninho Vendramini Neto
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sábado, 11 de julho de 2026

ROMANTICA ITÁLIA E TRIBUTO A PEPPINO DI CAPRI

 

O Legado

  • Nome verdadeiro: Giuseppe Faiella, nascido em Capri em 1939.

  • Carreira: Mais de 500 músicas gravadas, 35 milhões de discos vendidos.

  • Prêmios: Vencedor do Festival de Sanremo em 1973 e 1976.

  • Ligação com o Brasil: Diversas apresentações, desde 1961 até 2019, sempre recebidas com entusiasmo.

Minhas Memórias de Viagem

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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. 

 A Romântica Itália – Um Brinde a Peppino di Capri

Naquela manhã, o sol de Roma parecia mais dourado do que nunca. As pedras antigas do Coliseu guardavam segredos de séculos, mas naquele instante, guardavam também o meu silêncio emocionado diante da notícia: Peppino di Capri havia partido.
O cantor das melodias que embalavam corações deixava o mundo terreno, mas sua voz — doce como o vento que sopra sobre o Mediterrâneo — continuava viva em mim.

Recordei então nossa viagem à Itália, no ano 2000, quando tudo parecia um sonho.
De Roma seguimos para Pompeia, onde o tempo se detém entre ruínas e memórias. Caminhamos por ruas de pedra, vimos padarias petrificadas e teatros que ainda pareciam ecoar aplausos antigos. Até o prostíbulo, com suas inscrições ousadas, contava histórias de um povo que amava a vida em todas as suas formas.

De lá, partimos para Nápoles, onde o aroma da pizza “Margherita” se mistura ao som dos sinos e ao riso dos napolitanos.
E então, o destino final: Capri, a ilha de Peppino.
Chegamos de barco, o mar azul nos abraçando como um velho amigo. Subimos pelas rampas floridas, entre teleféricos e burros de montaria, até alcançar a vila onde o cantor viveu — e agora repousava.

Ali, num restaurante à beira do mar, sob um gazebo coberto por parreiras de limão siciliano, vivemos um dos momentos mais alegres da viagem.
Nas paredes, fotos autografadas de artistas famosos — rostos sorridentes que pareciam nos dar boas-vindas.
Os garçons, ao perceberem nosso sotaque brasileiro, serviram um cálice do dourado limoncello, dizendo com entusiasmo:

“Chi beve Limoncello… avrà una vita Bello!”
E nós brindamos, rindo, como se o próprio Peppino estivesse ali, cantando “Champagne” ao fundo.

Depois, passeamos pelas vielas, compramos colares de pedras da ilha, e navegamos até a Gruta Azul, onde a luz do sol transforma o mar em um espelho celestial.
Foi ali que entendi: a Itália não é apenas um país — é um sentimento.
E Peppino di Capri foi seu intérprete mais romântico.

 Receita Romântica do Limoncello Siciliano

Ingredientes:

  • 10 limões sicilianos (somente as cascas)

  • 1 litro de álcool de cereais ou vodka

  • 1 litro de água

  • 700 g de açúcar

Modo de preparo:

  1. Retire apenas a parte amarela das cascas dos limões.

  2. Deixe-as em infusão no álcool por 7 dias.

  3. Faça uma calda com água e açúcar, deixe esfriar.

  4. Misture à infusão, coe e engarrafe.

  5. Sirva bem gelado, em cálices pequenos, com um sorriso — como fazem os garçons de Capri.

🎵 Brindemos à Vida

Peppino di Capri ensinou que o amor e a música são eternos.
E cada gole de limoncello, cada nota de “Roberta”, cada pôr do sol sobre o mar de Capri é um lembrete de que a vida é bela — e deve ser vivida com alegria, como uma canção italiana.

Antônio Toninho Vendramini Neto é  escritor e cronista, transforma memórias e vivências em literatura que celebra o ser humano.

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ENTREGA E PAZ

 

 

Um Encontro com Deus e Seu Anjo

 

Entrega e Paz Interior: Um Encontro com Deus e Seu Anjo

Introdução

Recebi este texto de uma pessoa que não lembro, creio que foi pela internet. Ele me tocou profundamente e, após analisá-lo com atenção, decidi reescrevê-lo sob minha ótica — trazendo minha forma de enxergar o conteúdo e o sentido da entrega espiritual. O resultado é uma mensagem de serenidade e conexão com Deus.

Entre pedras antigas e histórias que resistem ao tempo, este espaço nasce como um refúgio para a alma. Aqui, cada texto é uma travessia — um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, onde o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho das velas se transformam em palavras.

 Texto Renovado

Feche os olhos e permita-se um instante de silêncio. Respire fundo e pense em tudo o que lhe causa dor, medo ou preocupação.

Agora, imagine que há um anjo de Deus ao seu lado, pronto para ajudá-lo a entregar cada fardo. Visualize-se passando esse peso para as mãos divinas, como quem entrega um saco pesado e sente o alívio imediato.

Veja seu coração sendo limpo — o lodo retirado, a poeira varrida, as janelas abertas para a luz entrar. Sinta o abraço suave de Deus, o sopro que acalma, o amor que envolve.

Veja o fardo escorregar de suas mãos e ser levado pelo anjo. Uma luz se acende dentro de você, iluminando sua alma. O que era dor se transforma em paz.

Agora, guarde no coração os tesouros da vida: momentos de alegria, amizade, carinho e esperança. Como quem guarda uma joia preciosa, conserve-os dentro de si.

Agradeça com fé — pelo bem que ficou e pelo mal que se foi. Respire devagar, inspire e expire, sentindo a liberdade interior que nasce.

Por fim, imagine o anjo levando suas orações até Deus. O saco dos fardos se abre e tudo se desintegra no ar, desaparecendo sem vestígios. O que resta é apenas paz, amor e confiança.

 Reflexão Final

Este texto, que nasceu de uma mensagem anônima recebida pela internet e foi transformado pela minha percepção, é um lembrete de que a fé é um gesto de entrega. Quando deixamos Deus agir, o impossível se torna leve, e o coração encontra descanso.


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

O FUTURO NÃO ESPERA QUEM AINDA ESTÁ EXPLICANDO O PASSADO


Inovação de Verdade: Quando o Novo Vai Muito Além de um Novo Nome.


Vivemos em um mundo que muda mais rápido do que conseguimos acompanhar. E, justamente por isso, aprendi que repetir fórmulas antigas com nomes modernos não é inovação. É apenas uma ilusão bem apresentada.

Escrevo porque acredito que pensar o novo exige coragem. Exige escuta, curiosidade e a humildade de reconhecer que nem sempre acertaremos de primeira. Inovar é aceitar o risco de errar para criar algo que realmente faça sentido, em vez de apenas maquiar o que já ficou para trás.

O Blog Vendramini Letras nasceu com esse propósito. Mais do que um espaço de escrita, ele é a minha casa de encontros, memórias e afetos. 

Quero compartilhar ideias que provoquem reflexão, inspirem mudanças e despertem novos olhares. Afinal, construir o futuro começa pela coragem de questionar o presente.

Porque, sejamos sinceros: chamar de inovação aquilo que já nasceu ultrapassado é como pintar uma geladeira de vermelho e dizer que ela virou uma Ferrari. A cor pode até impressionar por alguns instantes, mas a essência continua exatamente a mesma.

Eu prefiro acreditar na inovação que transforma, que cria possibilidades e que deixa um legado. É essa conversa que quero construir aqui, palavra por palavra.

Antônio Toninho Vendramini Neto, é um escritor e cronista nascido em Jaú e radicado em Jundiaí, transforma memórias e vivências em literatura. Autor de diversos livros e presença em eventos como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dedica-se a imortalizar histórias humanas com sensibilidade e estratégia.

Texto elaborado por terceiros, originalmente publicado em 

O Olhar do Escritor.

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