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Antes da prosa, um gesto simples: servir um sabor ou plantar uma ideia.
O texto vem depois — como quem espera o bolo assar ou a flor desabrochar.
Em uma noite de ventos cortantes e trovões que rasgavam o céu como lamentos antigos, assisti a um filme que retratava a vida austera de monges enclausurados em um convento secular. A tempestade que se abatia sobre o mosteiro não era apenas climática — era também espiritual. Ali, entre paredes de pedra e séculos de silêncio, dez monges se reuniam em torno de canecas fumegantes, tentando aquecer o corpo e a alma diante da fúria da natureza.
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A chuva chegou como um exército em marcha, golpeando telhas e janelas com violência. Os trovões ecoavam pelos corredores da abadia, como se os próprios céus estivessem em guerra. No refeitório, iluminado por velas trêmulas, os monges envoltos em mantos escuros sorviam lentamente uma bebida quente — um chocolate espesso, feito com ingredientes simples, mas carregado de memória e tradição.
A fumaça que subia das canecas parecia dançar com os cânticos que logo se ergueriam. Quando as telhas começaram a se desprender do telhado, como se mãos invisíveis quisessem abrir o céu sobre eles, os monges se levantaram em uníssono. E então, como resposta à fúria do mundo, entoaram cantos gregorianos que reverberaram pelas pedras frias do pátio, como um escudo espiritual contra o caos.
Foi nesse instante, entre o som das telhas caindo e os cânticos ancestrais, que senti algo profundo se mover dentro de mim. Uma inspiração súbita — como se os próprios ventos da montanha soprassem versos em minha direção. E assim nasceu o poema que compartilho mais adiante, como testemunho da força que habita o silêncio e a fé.
🍵
Ingredientes:
• 1 litro de leite fresco
• 100g de chocolate amargo ralado (ou em pedaços)
• 2 colheres de sopa de mel (ou açúcar mascavo)
• 1 pitada de sal
• 1 colher de chá de canela em pó
• 1 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)
• 1 gema de ovo (para dar cremosidade, como faziam antigamente)
Modo de preparo:
1. Aqueça o leite em fogo baixo até começar a formar pequenas bolhas nas bordas.
2. Adicione o chocolate e mexa até derreter completamente.
3. Acrescente o mel, o sal, a canela e a baunilha.
4. Bata a gema separadamente e adicione ao leite, mexendo vigorosamente para não talhar.
5. Cozinhe por mais 2 minutos, sem deixar ferver.
Meu Poema Inspirado pela Tempestade
Ventos uivaram no sopé da montanha
Arrancaram telhas da secular Abadia
Velhos fantasmas foram despertados
Fizeram-se presentes os cantos gregorianos...
Em louvor aos espíritos dos antepassados
Em frente à capela do Senhor...
🔥
Final Arrebatador
Naquela noite, o mosteiro não foi apenas açoitado por ventos — foi visitado por memórias ancestrais. As telhas arrancadas revelaram não só o céu, mas também os fantasmas que dormiam sob o tempo. E os monges, com suas vozes unidas em harmonia sagrada, transformaram o medo em louvor.
Os cantos gregorianos não apenas acalmaram a tempestade — eles reacenderam a chama da fé. Em frente à capela do Senhor, sob a chuva e o relâmpago, os monges se tornaram ponte entre o mundo dos vivos e o dos que vieram antes. E ali, entre goles de chocolate e versos celestiais, a noite se fez eterna.
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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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