quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

BARQUINHO DE PAPEL


BARQUINHO DE PAPEL

A menina-moça estava sonhando acordada, naquela furtiva tarde, em sua carteira escolar. Fingia que estava ouvindo o seu professor naquela enfadonha aula de história geral. O mestre percebeu sua distração e não a despertou daquele sublime momento, para não causar um lapso em sua memória, apagando os registros que, até então, contabilizava.

Ainda naquele estado de transe, retirou de sua mochila o seu caderninho de segredos que não repartia com ninguém; registrou com rapidez o que estava em sua mente e o guardou, rapidamente.

O que teria escrito? Palavras que só sua mente poderia expressar naquelas poucas linhas. Foram sentimentos guardados na memória do tempo, de sua adolescência de doces crenças.

No intervalo tradicional, sentou em um banco de cimento em frente ao belo lago do seu recanto estudantil e, delicadamente, arrancou aquela página contendo as anotações e fez um barquinho, colocando-o na água. Como não se movimentava, assoprou com toda força para que levasse em frente as suas fantasias.

De repente, um vento forte o fez alçar voo, pousando em uma poça, deixando-a preocupada que alguém pudesse apanhar e desvendar o segredo das palavras.

E... mais que de repente, o servente da escola, que por ali passava, recolheu aquele pedaço de papel transformado em um barquinho e o levou para casa, uma vez que estava muito bonito e colorido.

Ao chegar, ofertou a sua neta, que o abriu e constatou que a menina da escola amava o professor que era o seu pai; e descobriu, naquele momento, que tinha ganhado uma irmã, apaixonada por seu pai.


VIDENTES E ADVINHAÇÕES

Desde os tempos antigos, as pessoas consultavam videntes. Alguns tentavam prever o futuro observando órgãos de animais e de humanos, out...