quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

ALÉM DO HORIZONTE VERMELHO

 

O horizonte é mais do que um espetáculo visual: é um convite à reflexão. Cada pôr do sol carrega consigo mistérios, cores e significados que despertam emoções profundas. Ao contemplar esse cenário, somos levados a viajar para dentro de nós mesmos, em busca de paz, esperança e sentido para a existência.

Quantas pessoas já se perderam nesse panorama? São incontáveis. Alguns o observam do alto de uma montanha, outros à beira-mar, em viagens de carro, avião ou navio, ou ainda em lugares insólitos e indescritíveis.

Quando temos a oportunidade de contemplá-lo, nossa mente mergulha em uma retrospectiva íntima, vagueando por paisagens interiores em busca de paz — uma busca incessante, mas nem sempre alcançada.

Os olhos semicerrados percorrem esses cenários inenarráveis, como se estivéssemos em uma cabra-cega, tateando emoções. E por mais que tentemos abri-los, a carga de sentimentos nos impede, tamanha é a intensidade do momento.

Cada um pinta o seu próprio quadro. As cores variam, mas sempre predominam o branco da alma, o vermelho da vida e o azul do céu.

Qual será a força desse segredo, tão cheio de mistérios, que se esconde por trás de tamanha beleza?

Cabe a cada um imaginar e satisfazer seus desejos, traduzindo em sonhos e lutas a busca pela sobrevivência, pelo bem-estar dos que amamos e, sobretudo, pela humanidade. Somos responsáveis por moldar o mundo com nossas ações, na esperança de torná-lo melhor.

Alguns enxergam nesse horizonte o chamado para cuidar dos rios e das matas, celebrando a riqueza da fauna e da flora. Outros desejam que a paz entre os homens seja duradoura e que os amores sejam eternos. Fazemos votos fervorosos para que a compreensão entre os povos supere as diferenças, evitando guerras e mortes inocentes — sempre sob o pano de fundo do vermelho da dor.

Mas tudo se transforma quando nossos olhos se fixam nesse horizonte em busca de novas cores e significados. A natureza revela sua força, suavizando o céu e nos dando coragem para enfrentar o cotidiano. Nesse devaneio, a mente explode em pensamentos positivos, até que o azul da noite nos envolve, trazendo paz, leveza e descanso ao corpo e à alma.

Por mais que tentemos descrevê-lo, o espetáculo permanece indescritível. É o milagre dos matizes do crepúsculo, uma maravilha que deslumbra a visão e evoca a fé no superior.

Assim, mesmo diante da escuridão, vislumbramos a luz no fim do túnel. O sol, ainda que em seu ciclo derradeiro no horizonte, insiste em jorrar luminosidade, abrindo um caminho de esperança para que possamos seguir com serenidade, coerência e harmonia.

Meu Blog 

Vendramini Letras não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

📌 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MEMÓRIAS DA RUA ZACARIAS: O FUTEBOL, O TORINO E O PÉ TORTO DO ZÉ MACABRO

 

Nesta segunda parte, abordarei a passagem do tempo em que a molecada da rua estava com a mente voltada para os jogos de futebol, e a rivalidade entre as ruas era imensa. Os redutos da “bola” estavam inseridos em dois contextos: o primeiro era o time da nossa rua; o segundo era a turma lá do final da Avenida Paula Penteado, o terrível time do São Cristovam, cuja sede era no bar que lhe emprestara o nome.

Tinha um “moleque” já meio grande que nos metia medo; era o famoso “Tio Panca” (apelido colocado por nós). Naquela época, as pessoas que se destacavam eram assim chamadas. Tratava-se de uma figura meio rocambolesca: andava todo se requebrando (no bom sentido), achava-se um ótimo jogador e exigia que os menores carregassem os seus pertences até o campo.

Nós, do lado de cá, éramos o TORINO, nome em homenagem ao clube italiano que veio jogar no Brasil. Depois, eles seguiram para a Argentina e, no voo de volta, houve a queda do avião, com apenas um sobrevivente: o goleiro Bacigalupo, que ficou marcado pela tragédia e por suas defesas memoráveis. O time italiano foi recomposto e existe até hoje. Já a nossa equipe era de "várzea": jogávamos todos descalços, sem camisa e sem número definido de jogadores — conforme a turma chegava, ia entrando.

Antes das brincadeiras com a bola no campo, tínhamos o jogo de botão. Nos momentos que antecediam as partidas, sobre uma folha de compensado, pensávamos em organizar melhor o nosso time. Resolvemos nos espelhar no São Cristovam e, um dia, fomos assistir a uma partida deles. Ficamos empolgados e decidimos comprar um jogo de camisas para enfrentá-los.

As reuniões para tal eram na casa do Zé Macabro, também conhecido como Zé da Esquina. A casa dele era de dar medo: antiquíssima, com telhas quebradas e o madeiramento cheio de cupim. Enquanto jogávamos botão, a serragem dos bichinhos caía em nossas cabeças. Todos diziam: “algum dia esse telhado cai”. Cada um de nós tinha um time, encarnando os ícones da época: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa, Juventus ou Nacional.

A turma que não estava jogando ficava na janela, vendo a moçada descer a Rua Engenheiro Monlevade rumo à Escola Anchieta. Uma de nossas diversões era amarrar uma linha fininha em uma cédula de dinheiro e deixá-la na calçada. Quando alguém se abaixava para pegar, puxávamos a nota. A pessoa tentava de novo, puxávamos mais um pouco, até que ela percebesse a brincadeira e nos xingasse. Muita briga aconteceu por causa disso, sob as sonoras gargalhadas das meninas do nosso reduto — Maria Clara, Maria Helena, Lení, Cecília e Verinha.

Finalmente, após várias rifas para angariar fundos, compramos o jogo de camisas e a bola. Fomos até a sede do rival marcar o jogo. O "Tio Panca" veio nos interrogar, querendo saber quem era o nosso melhor jogador e se tínhamos jogadas ensaiadas. O Aécio já queria brigar ali mesmo, mas amenizamos a situação. Para selar o acordo, o Zé Macabro, que era bem mais velho e chegado a uns "tragos", insistiu que tomássemos uns goles de cerveja e pinga com eles. Saímos de lá meio "altos", mas com o jogo marcado.

O embate foi no campo do “Mina”, no bairro do Vianello, chamado assim pelas várias nascentes ao redor. O jogo foi um sufoco. Arnaldo Gasparotto, o “Gaspar”, jogava muito no meio de campo, e o zagueiro Aécio destruía tudo na defesa. No segundo tempo, levamos um gol. Nosso técnico, o Zé Macabro, ficava ao lado da trave adversária com um copo de cerveja na mão, esbravejando para atacarmos.

Em dado momento, o nosso craque, o “Crau”, driblou dois e chutou forte. A bola ia saindo pela linha de fundo quando o Zé Macabro, sorrateiramente, colocou o pé torto dentro do campo e desviou a bola para a rede. Gol! Foi uma festa, mas o Zé logo começou a levar porrada dos adversários. O juiz, que era da nossa turma, validou o gol irregular e a briga se generalizou. Saímos correndo, meio pelados, com as roupas nas mãos, fugindo daquele bando de gente até chegarmos ao nosso reduto na Paula Penteado.

O Torino da Rua Zacarias acabou quando o Aécio se mudou, levando as camisas. Depois, montamos o GRENÁ, capitaneado pelo meu primo Tecão. As confusões continuavam as mesmas. Quem nos levava para jogar longe era o primo Serjão Gasparotto, no caminhão de macarrão “Gallo”. Íamos lá dentro, entre as repartições, com a porta entreaberta para não sufocarmos.

Com o tempo, veio o futsal. O Tecão, já um famoso “cartola”, montou o poderoso Credi-City. Fomos bicampeões da cidade. Tínhamos o excepcional Ernestinho, que mais tarde brilhou no Palmeiras e na Seleção Paulista, e depois no Unidos, do Toninho Gebram. Eram tempos áureos, onde cada drible e cada briga de rua escreviam a história da nossa juventude.

💥

 O Meu Blog: 

Um passeio por memórias, afetos e encantamentos.

não tem capa dura nem páginas numeradas.

Ele vive nas entrelinhas do tempo.

Cada texto é uma fresta — por onde escapa o que ainda pulsa.

Escrevo como quem conversa com o silêncio.

Como quem guarda o mundo em palavras pequenas.

Como quem acredita que lembrar é uma forma de amar.

 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras 

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

domingo, 4 de janeiro de 2026

ORAÇÕES AOS CÉUS


Este pequeno poema nasceu da inspiração silenciosa de uma noite repleta de contemplação e entrega espiritual. Foi escrito no recolhimento íntimo de um momento de oração, quando a alma repousa e o coração se abre ao diálogo com o sagrado. Cada verso reflete uma vivência interior – um encontro entre o silêncio da noite e a esperança da fé. A escolha das palavras foi simples, mas carregada de emoção e significado. 

🙏

Poema: No Silêncio da Noite

A noite chegou...
Cheia de quietude.
A espera foi sublime
Em meu canto de louvor.

Veio soberba,
Em toda a sua plenitude.
Vou conversar com o Senhor...

Ouço vozes
Em um acalanto divino.
O pensamento vagueia
Pelas nuvens,
Ao sabor da brisa.

Que venham as bênçãos,
Em forma de destino...

💢

MEDITAÇÃO E CONTEMPLAÇÃO: O SILÊNCIO QUE ACALMA A ALMA

A meditação sempre se ergueu sobre dois pilares fundamentais: concentração e contemplação. Em muitas culturas, foi praticada como religião, especialmente entre os povos orientais.

Há registros históricos que comprovam sua antiguidade, tão remota quanto a própria humanidade. Não nasceu de um único povo ou região, mas floresceu em diferentes civilizações, recebendo nomes diversos. Tornou-se mais evidente no Egito, na Índia e entre os Maias.

Hoje, além de seu aspecto espiritual, a meditação é também um instrumento de desenvolvimento pessoal em contextos não religiosos. Pode ser praticada como simples relaxamento ou como caminho para o Nirvana. Muitos afirmam que ela aprimora a concentração, a consciência e a autodisciplina.


O sol, ao se despedir do horizonte, pinta o céu em tons de vermelho e dourado. Para este lado do mundo, parece agonizar; para o outro, anuncia uma nova manhã repleta de emoções.

Nesse instante sublime, uma melodia suave se insinua nos ouvidos, acariciando-os após o tumulto da cidade. É um momento de paz, em que o silêncio se torna soberano e dissolve as ansiedades do dia.

A nostalgia desse cenário divino oferece à mente o descanso merecido, permitindo ouvir até os ruídos de uma longínqua quietude.

Meu Blog Vendramini Letras

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

📌 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | 

O CICLO DOURADO: RESGATANDO A ESPERANÇA EM TEMPOS DE MUDANÇA

Muitas das culturas mais antigas possuem mitos e histórias folclóricas que narram a existência de um ciclo de idades, intrinsecamente ligado ao movimento dos céus. Em um momento de introspecção, refleti sobre a ideia de uma "era dourada", um período mítico de paz, harmonia, estabilidade e prosperidade.
Algumas crenças sugerem que essa era retornará à vida das pessoas após um ciclo de bem-aventurança e subsequente decadência progressiva. Outras visões defendem que seu retorno ocorrerá de forma gradual, como uma consequência natural dos acontecimentos.
Inspirado por essa filosofia, concebi um micro conto que ilustra minha visão:
O Segredo da Era Dourada
Em um vilarejo situado entre montes, à beira de um ribeirão, vivia um pastor já com longos anos de vida. Era uma figura de grande respeito entre os moradores, aclamado pelos anciãos durante suas oratórias dominicais na pequena igreja, pois detinha o genuíno poder das palavras.
Em uma noite de inverno rigoroso, ele reuniu os mais velhos ao redor de uma fogueira e profetizou, aos descrentes homens, uma mensagem de esperança por uma vida menos sofrida. Incentivou-os a prepararem a terra, aproveitando as chuvas recentes, para garantir uma safra de grãos mais abundante. Isso suavizaria os períodos de fome que se aproximavam, devido à escassez de chuvas na região.
Após ver o paiol da aldeia cheio, o pastor sentiu que sua jornada à frente daquele povo estava chegando ao fim. Com o passar do tempo, seu papel mudou. Ninguém mais lhe pedia conselhos sábios, e o louro das vitórias habituais não mais lhe cabia na fronte.
O poder e a liderança passaram para outro religioso, vindo de outras pradarias, que assumiu o destino daquelas pessoas.
A partir daquele dia, o dom de sua palavra permaneceu adormecido em sua memória. Seu saber esvaiu-se, o coração fraquejou, e seus pés cansados pararam a marcha de sua vida. Morreu ignorado por todos, mas feliz, pois sabia que havia semeado o grão que nutriria a comunidade futura, uma semente que um dia produziu flores e frutos maravilhosos.
💥

Meu Blog Vendramini Letras

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

📌 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras

Antonio Toninho Vendramini Neto

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

HIDEO GALHO: ENTRE FIOS, CARDAS E A SEGUNDA GUERRA


No início de 1958, o Brasil ainda respirava os ares do pós-guerra e eu, com meus 14 anos, começava a minha jornada no mundo dos adultos. Meu primeiro palco foi uma fábrica de tecelagem que parecia uma miniatura da ONU. Pertencente a um conglomerado chinês — cujo dono era ninguém menos que primo de Chiang Kai-shek, o figurão da China Nacionalista —, a fábrica era um caldeirão de sotaques e temperamentos.

Meu trabalho era burocrático, mas exigia pernas. Eu circulava entre as máquinas para anotar a produção em um livro, lendo os ponteiros nos eixos das máquinas. Eu passava pelos Rings (os filatórios de anéis onde o algodão se tornava fio) e pelas temidas Cardas.
Foi nas Cardas que encontrei meu nêmesis: o Sr. Hideo.
Hideo era um japonês de poucas palavras, baixinho, de bigode impecável e um uniforme que parecia saído diretamente dos tempos do império japonês. Para um garoto abusado como eu, ele era um alvo irresistível. Todos os dias, às 13h30, o ritual se repetia. Eu passava por ele e disparava:
— Oh, Japonês! Veio lá da guerra?
Hideo não falava português, mas entendia a provocação. Seus olhos soltavam brasas. Ele batia no peito e gritava:
— Menino! Não sou "japonês". Sou HIDEO!
A vontade de provocar era maior que o medo. Entre os garotos da seção, surgiu a profecia: "Isso ainda vai dar galho". Naquela época, "dar galho" era o que hoje chamamos de "dar ruim". A gíria pegou tanto que rebatizamos nosso carrasco. Ele não era mais apenas Hideo; para nós, ele era o Hideo Galho.
Certo dia, o "galho" finalmente quebrou. Abusei da sorte e chamei-o de japonês pela última vez. Hideo perdeu a estribeira. Correu atrás de mim com uma fúria samurai. Eu disparei pelo corredor, passando pelo alojamento da fábrica, um lugar onde a hierarquia se misturava ao cheiro de comida.
Ali viviam os "especiais": o gerente italiano Ferdinando, o eletricista belga Bohumil e o mecânico Leite. No meio da minha fuga desesperada, invadi o refeitório na hora do lanche. Hideo estava quase me alcançando quando o destino interveio na forma de dois metros de altura: o belga Bohumil.
Havia uma rixa antiga ali. O belga bebia e roncava; o japonês odiava o barulho. Bohumil ergueu Hideo pelo colarinho como se fosse um boneco de pano.
— Você quer machucar o menino? — trovejou o gigante.
Hideo, em uma mistura de pânico e desespero, emitiu um som (e um cheiro!) que interrompeu qualquer combate. Era uma fragrância inesquecível de peixe morto e ovo podre, fruto de sua dieta rigorosa de sashimi. A cena era digna de um filme de comédia pastelão.
O caos só terminou quando a voz de trovão do Sr. Ferdinando, o italiano, ecoou pelo pátio:
— Siamo al lavoro, non in strada! Andate a lavorare!
A fábrica voltou ao normal, mas as lendas de corredor nunca morrem. Anos depois, reencontrei um antigo colega de turno que me contou o desfecho daquela convivência forçada. Em uma última briga no alojamento, o belga Bohumil, já arranhando o português, teria encerrado a discussão com a frase que nós criamos:
— Hideo... você é muito GALHO!
Saí da fábrica, mas levei comigo a lição: em um mundo de fios e tensões, às vezes é o humor (ou um susto bem dado) que impede que a máquina da vida trave de vez.

💢

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

"Este blog é feito com carinho. Clique nos anúncios para apoiar, sem precisar comprar nada!" 

📌 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais 

COLEÇÃO DE TEXTOS RENOVADOS

Uma Jornada de Aprendizado e Evolução   Nos últimos tempos, vocês têm visto por aqui muitos textos com datas recentes.  Mas há um detalhe es...