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segunda-feira, 6 de abril de 2026

UMA PEDRA NO SEU SAPATO: O QUE AINDA ESTÁ TE PRENDENDO?

 

Reflexões sobre memória, inquietação e a busca por um lugar melhor — dentro e fora de nós.


Você já parou para pensar se algo do seu passado ainda exerce influência sobre a sua vida hoje?

Pode ser uma situação vivida na infância, um conflito familiar, uma decepção entre amigos ou até um episódio marcante no ambiente de trabalho. Muitas vezes, esses acontecimentos deixam marcas que, silenciosamente, continuam interferindo nas nossas escolhas, nos nossos relacionamentos e na forma como enxergamos o mundo.

O problema não está no fato de lembrar — mas em permanecer preso.

Um episódio do passado pode (e deve) ser fonte de aprendizado. No entanto, quando ele se transforma em um peso constante, passa a limitar o presente e comprometer o futuro.

Essa reflexão surgiu em uma noite de insônia.

Como em tantas outras, levantei-me no meio da madrugada em busca de um copo d’água ou qualquer pequeno conforto. Ao voltar para a cama, os pensamentos vieram com força — desordenados, insistentes, quase invasivos. Entre eles, uma inquietação comum aos dias atuais: a sensação de instabilidade, especialmente no cenário político, e a incerteza sobre o que ainda está por vir.

Essa inquietação não surgiu do nada. Ela carrega o peso das experiências acumuladas ao longo da vida — inclusive em viagens por países com diferentes sistemas, culturas e formas de organização social.

Foi nesse estado de inquietude que adormeci.

E sonhei.

No sonho, eu estava em um país pequeno, com uma população reduzida. Um lugar onde as decisões eram tomadas pelo próprio povo, com participação ativa e consciente. Havia equilíbrio entre as pessoas, ausência de divisões raciais e uma convivência pautada pelo respeito. Os recursos eram compartilhados de forma justa, e a sensação predominante era de pertencimento e tranquilidade.

Ao despertar, ficou a pergunta:

Esse lugar realmente existe?

Ou seria apenas uma construção da mente — uma resposta simbólica às frustrações e inquietações que carregamos?

Talvez a resposta não esteja em encontrar esse país no mapa, mas em compreender o que ele representa.

Muitas vezes, buscamos fora aquilo que precisa começar dentro de nós. A capacidade de ressignificar o passado, de aliviar o peso das experiências negativas e de construir, no presente, uma vida mais consciente, mais leve e mais equilibrada.

No fim, a verdadeira questão não é onde fica esse lugar ideal.

Mas o quanto estamos dispostos a nos aproximar dele.


Antonio Vendramini Neto é um contador de histórias do cotidiano. Escreve crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

Atuei nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (Normas ISO 9001), com experiência como Auditor de Certificação de Sistemas. Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.

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