Mostrando postagens com marcador epifania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador epifania. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2026

POEMAS E HISTÓRIAS...

Há livros que se abrem como portas.
Outros, como janelas.
Este, porém, abre-se como um campo fértil,
onde cada palavra é semente,
cada verso é raiz,
cada imagem é flor que se oferece ao olhar.
O êxito da escrita não está apenas na técnica,
mas na felicidade da expressão que toca o íntimo. Aqui, o verbo não é apenas som,



É o eco de vidas passadas,
o clarim que desperta sentimentos,
a água que renova,
o sol que fecunda,
o espantalho que revela nossas ilusões.
Cada poema é um ciclo,
um nascer e morrer,
um brotar e florescer.
E todos juntos formam um jardim invisível,
onde o leitor caminha entre lágrimas e flores,
entre o peso da alma e a leveza do canto dos pássaros.
No fim, a revelação se impõe:
não há começo nem fim,
há apenas o contínuo florescer da alma,
que se renova em cada manhã,
em cada lágrima,
em cada semente.
💢

Este livro é convite e epifania.
É colheita e promessa.
É o testemunho de que a poesia,
quando nasce do coração,
não é apenas escrita —
é eternidade que se faz palavra.
💅
Rompe a madrugada,
abre-se uma flor.
Som de pássaros,
música no ar.
Vontade de viver,
alegria contagiante.
O sol se aproxima,
calor da manhã,
sorte incessante,
fonte cantante.
Sonhos presentes,
águas cristalinas.
Soltura de amarras,
entrada do esplendor.
Cultive o amor
com sol, cantos, flores e águas,
na manhã que é infinita.

Sentimentos
Lágrimas brotaram violentas,
rolaram pela face em louvor das crenças mundanas.
Caíram no chão vazio, incrédulas,
semearam incertezas e atitudes profanas.
Mas a vontade de viver veio a galope,
soberba, espontânea, em pleno trote.
Escutou o clarim, o rufar dos tambores,
despertou para a vida e novos amores.

Passos incertos, sem compasso,
arritmia galopante e incessante.
Coração desenfreado, disparado,
tormentos angustiantes endurecem sensações.
Rastros nas calçadas e jardins,
jasmins com cheiro de alecrins,
caminhos de flores que choram por uma vida.
Caminhar sofrido, cansado, combalido,
carregando um corpo de sentimentos profundos.
Marca-passo no pulsar de uma alma.

Dona Hortência abriu a janela e chamou:
— João! Plante estas sementes no canteiro vazio.
— Mas não está estercado...
— Então prepare a terra, coloque adubo e semeie; quero alface viçosa para a salada do patrão.
Uma semana depois, viu as mudas ceifadas pela fome dos pássaros.
— João! Veja o que aconteceu! Você não fez nada?
— Pois é, dona... se não atrapalharmos as aves, não teremos o que comer.
Ela insistiu:
— Coloque algo no canteiro.
João fez um boneco, cabeça de pano, chapéu de palha furado.
No dia seguinte, Hortência foi verificar.
Espantou-se: o espantalho não espantou...

Entre flores e sementes, lágrimas e despertares, entre o labor humano e o voo dos pássaros, o misticismo da vida se revela. Nada é em vão: cada gesto, cada dor, cada riso é parte de um ciclo maior.
O surpreendente é compreender que o verdadeiro espantalho não está no campo, mas dentro de nós — nas ilusões que criamos para afastar o inevitável.
E então, como um sopro de eternidade, a revelação se faz:
não há começo nem fim, apenas o contínuo florescer da alma, que se renova em cada manhã, em cada lágrima, em cada semente.

📌 Acesse meus espaços de cultura e amizade:

 🔗 YouTube 🔗 Slides e conteúdos 🔗 Blog Vendramini Letras

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

💌 Cartas que nunca foram enviadas

Palavras escritas para quem partiu, para quem ficou, para quem nunca soube.

Tudo são Cartas que não pedem resposta — apenas repousam no papel.

 

POEMAS E HISTÓRIAS...

Há livros que se abrem como portas. Outros, como janelas. Este, porém, abre-se como um campo fértil, onde cada palavra é semente, cada ve...