Um Poema com ritmo leve e refinado:
A cortina ainda estava fechada.
O espetáculo, prestes a começar.
Enquanto isso, a orquestra tocava melodias eternas,
como quem prepara o coração para o que virá.
Então… abre-se a cortina.
E tudo começa.
“Este texto faz parte do
meu blog, um espaço de ideias e reflexões que compartilho com carinho há anos.
Se gostou, acompanhe e compartilhe — e não deixe de deixar seu comentário no
final, no espaço apropriado. Sua presença é sempre especial!”
O maestro, com gestos suaves,
deixava transparecer o brilho da alma.
Os músicos, imponentes e serenos,
faziam dançar no ar momentos de êxtase e contemplação.
Na plateia, ele.
Sentia-se parte da cena,
escutando a canção que um dia compôs para sua amada,
que já não estava mais em seus braços.
A música trazia paz,
mas o remorso ainda doía.
A mente vagava por lembranças,
O “spalla” da orquestra executava um prelúdio nostálgico,
e a imagem da amada distante
ganhava força, cor, presença.
As cortinas se fecharam.
Ele aplaudiu —
não com as mãos, mas com o coração.
Naquele instante,
o ambiente revelou seu dom de amar com profundidade,
de transformar sentimento em expressão.
Levantou-se.
Partiu rumo ao desconhecido,
levando consigo uma paixão viva,
e uma alma lírica,
capaz de transformar saudade em sinfonia.
Epílogo:
E enquanto caminhava, o som daquela noite seguia com ele — como se a música tivesse decidido acompanhá-lo, nota por nota, até o reencontro que só o destino poderia compor.
🌌
“Cada
linha é um gesto contra o esquecimento.”
“O silêncio também tem voz — e às vezes, ela escreve comigo.”
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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais
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