sábado, 14 de março de 2026

A LEMBRANÇA DE UM AMIGO


 Páginas Amareladas



Remexendo os guardados do tempo,
encontrei um livro que dormia em silêncio,
seus versos respirando na poeira dos anos.

Na contracapa, uma caligrafia antiga,
uma dedicatória como um sussurro preso ao papel:

"À Dijanira, para que, junto com a sensibilidade do meu amigo Vendramini, possa caminhar pela estrada da minha poesia."

Afonso Celso Calicchio, outubro de 1982.

Ele, poeta e crítico, navegava mares de letras,
trilhava caminhos na Rádio Bandeirantes,
falava de escritores como quem desenha constelações.

E na política, um estrategista de sonhos,
tecendo destinos no Palácio dos Bandeirantes,
até que nossas vidas se cruzaram.

Eu trabalhava na área de Recursos Humanos
de uma grande empresa do setor alimentício,
quando um dos donos decidiu lançar sua candidatura, na área política.

Fui convocado para ajudá-lo,
mergulhando, sem perceber, em um novo universo,

Onze meses de estrada,

onde fiz de tudo um pouco:
santinhos impressos, camisas distribuídas,
discursos ensaiados e promessas guardadas no vento.
Ao final, o Empresário, ficou à margem—um suplente,
um nome na sombra do poder.

E eu voltei ao meu posto,
mais experiente, mais calejado,
com lições que só o tempo ensina.

Mas hoje, ao tocar estas páginas amareladas,
não é a política que me emociona,
não são as estratégias, os encontros, as campanhas.

É a poesia.

Pois foi por ela que encontrei minha esposa,
por versos perdidos que nos enamoramos,
pelas palavras que seguimos lado a lado,
criando filhos, saudando netos,
escrevendo nossa própria história.

Hoje espalho minhas crônicas pelo mundo,
na esperança de que alguém, em algum lugar,
remexa seus guardados e encontre nelas
um pedaço da sua própria memória.

E ao amigo Calicchio, onde quer que esteja,
envio este abraço feito de palavras,
de saudade, de gratidão e amizade.


"Não há pressa em quem aprendeu a ouvir o tempo.”

         “A crônica é meu modo de conversar com o mundo sem levantar a voz.”

         “Olhar o cotidiano é meu ofício; transformá-lo em palavra, minha arte.”

Às vezes, basta um clique para abrir novas histórias, que ajudam a manter este espaço vivo.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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sexta-feira, 13 de março de 2026

A DEUSA VENERADA: BELEZA E ETERNIDADE



Entre os antigos, foi uma das divindades mais veneradas, sobretudo na cidade de Pafos, cujo templo era admirado por sua grandiosidade. Seu olhar vago era cultuado como ideal de beleza.

A deusa possui inúmeras formas de representação artística, desde a clássica greco-romana até as modernas, passando pelo esplendor renascentista.

De anatomia divinal, era considerada pelos gregos e romanos como a deusa do erotismo, da beleza e do amor. 

Os romanos, por sua vez, viam-se como descendentes dela, através de Enéias — filho de Vênus e do mortal Anquises — fundador mítico da raça romana.

Na epopeia Os Lusíadas, Luís de Camões apresenta a deusa co
mo a principal apoiadora dos heróis portugueses, reforçando sua aura de poder e fascínio.

📝 Poema
Por: Antonio Vendramini Neto

Mito da antiguidade greco-romana,
Concebida pelos deuses Júpiter e Dione.

Nasceu dentro de uma concha de madrepérola,
Com suprema beleza, encanto e amor.

Doce olhar vago de estupenda beleza feminina.
Anatomia divina esculpida em mármore.

Venerada na antiguidade por nobres e guerreiros...
Conhecida como Deusa do erotismo,
Caminhava entre nuvens azuladas,

Flutuava nas plumas em forma de carruagem,
Puxada por elegantes cisnes brancos.

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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia. 

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quarta-feira, 11 de março de 2026

PADROEIRO DE UMA NAÇÃO


Diz uma lenda que, por volta do século dois, uma princesa do país Líbio, incrustado no continente africano, seria dada como oferenda a um dragão que atemorizava a cidade. Todos os outros recursos para combatê-lo foram feitos à custa de muitos sacrifícios, não surtindo resultados satisfatórios, uma vez que seus ataques mortíferos vinham dizimando a população. 

 Essa proposta foi alardeada ao povo por um dos súditos do rei, informando que essa alternativa saciaria a sede da fera, em razão de uma visão na noite anterior, como a mais apropriada, e assim, a população seria salva por mais algum tempo. 

 O rei não achou nenhuma graça da situação e não queria perder a sua bela filha; lembrou, então, que, em suas fileiras de soldados, havia um guerreiro de nome Jorge, homem de sua inteira confiança e ferrenho admirador da princesa, e tudo faria por ela. Foi, então, escalado, no time do rei, para aniquilar o monstro que incomodava o povo e que vivia próximo a uma caverna e, à noite, lá se escondia. Jorge chegou ao local com um ar de quem não queria nada; pesquisou a situação, analisou sua estratégia guerreira, procurando um lugar para atacar e depois defender-se do animal. Senhor de si, montou em seu cavalo e com um escudo sobre o peito nas cores branco, preto, e de contornos vermelhos, entrou por uma abertura da caverna e foi logo “atiçando” o monstro com a sua espada pontiaguda, convidando-o a sair. 

 Fala a lenda que a luta foi infernal! O vento assoprado por suas narinas misturava-se com as labaredas que soltava pela boca e iam sendo lançadas por onde o guerreiro Jorge estava se protegendo. 

Mas, não deu outra: Jorge avançou mais um pouco e, meio sorrateiro, chegou à retaguarda do bicho e fincou sua lança, ferindo-o mortalmente. 

 Muito se fala de animais cuspidores de fogo, mas sem dúvida o mais famoso é o dragão. E, na escalada de emoções do povo daquela época, surgiu o guerreiro Jorge que, depois de salvar a donzela daquela situação de morte, entrou para a história como um símbolo de coragem, acabando com o monstro, exibindo toda a sua efervescência de um nobre lutador por amor à princesa, e que, por sua bravura e tenacidade, acabou virando um santo. 

 Desde então, passou a ser adotado como um ideal de coragem e abnegação. Fato que é transportado até os nossos dias, onde é tido como o padroeiro do nosso glorificado e sagrado time de futebol, chamado Corinthians, a paixão de mais de trinta milhões de brasileiros. Acredita-se que a devoção e a fidelidade à princesa fez com que se tornasse venerado por muitas pessoas; e o nosso ‘coringão’ adotou o termo fiel, para expressar a paixão de uma nação. Em 2009, a chegada do Ronaldo foi um baluarte na conquista do Paulistão e da Copa do Brasil; mas não conseguiu ajudar, no ano seguinte, conquistar a sonhada ‘Libertadores’. 

 Após sua aposentadoria, tornou-se um torcedor fanático pelo ‘timão’, sendo considerado por alguns, como um “guerreiro, discípulo de São Jorge”, entrando para a história do clube também como um embaixador, levando o nome do Corinthians aos quatro cantos do mundo. Os mais alucinados disseram que viram Ronaldo, após os jogos, em noites de conquistas, cavalgar no cavalo branco de São Jorge, pelas ruas do Parque, saudando as estátuas de Claudio, Luizinho, Baltazar, Idário, Gilmar e outros craques do passado e acenando para a imensa nação de torcedores, que foram lá reverenciá-lo.


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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

PRATO INDIGESTO


CANIBALISMO

O Governo das Ilhas Fiji, na Oceania, apresentou um pedido oficial de desculpas por uma refeição feita há mais de 150 anos. 

O prato principal foi o missionário inglês Thomas Baker, morto pelo povo do vilarejo de Navatusia por ter retirado um pente do cabelo do chefe da comunidade. 

Até hoje é proibido tocar a cabeça do chefe, mas os fijianos estão arrependidos porque acreditam ter sido amaldiçoados  desde o fatídico  episódio cometido por seus ancestrais. Baker, que converteu muitos nativos ao cristianismo, foi o único europeu devorado nas Ilhas Fiji, que já foram conhecidas pelo hábitos canibais de suas tribos. 

Em relatos da época, um dos homens que se esbaldaram com o corpo do reverendo teria dito:" 

Nós o comemos todinho. Só faltaram as botas" Uma delas é parte do acervo do museu da capital, Suva.
💥
Acesse a página curiosidades e veja relatos de várias partes do mundo.


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Antonio Toninho Vendramini Neto
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UMA NOITE INESQUECIVEL EM MILÃO

A NOITE DAS ZANZARAS



Em uma de nossas viagens pela Europa, enquanto vivíamos na Itália, tivemos o prazer de nos hospedar em um belo hotel nos arredores de Milão (Milano). Estávamos um pouco afastados do centro, mas o local oferecia uma tranquilidade única.

Uma noite, ao regressarmos ao hotel, deparamos com uma aglomeração inesperada: artistas de um festival internacional da canção estavam hospedados ali. Na manhã anterior, já havíamos percebido algo especial — no saguão, ouvia-se uma verdadeira sinfonia de línguas e dialetos. Foi então que soubemos que muitos dos convidados do festival estavam no hotel.

Curiosos, fomos até a recepção e pedimos a programação do evento. Entre os nomes listados, artistas de renome mundial! Na noite anterior, Celine Dion havia se apresentado. Para nossa surpresa, o destaque daquele dia era uma brasileira: Vanessa da Mata. Rapidamente garantimos nossos ingressos para o espetáculo.

Quando chegou a hora de ir, o hotel providenciou um táxi para nos levar. O motorista, um típico italiano — expansivo e cheio de gestos — começou a falar sobre as "zanzaras". No início, achamos que ele se referia a algum tipo de inseto perigoso. Não demorou muito para que fôssemos, literalmente, picados! Era verão, e as "zanzaras", que mais pareciam mosquitos, estavam por toda parte, causando irritação e deixando nossa pele marcada.

Combinamos com o motorista que ele nos buscaria após o show. Durante a apresentação, encontramos muitos brasileiros que viviam na Itália e aproveitamos para trocar impressões sobre a saudade do Brasil. Para nós, que também estávamos fora há bastante tempo, foi um momento emocionante.

Ao final do espetáculo, chamamos nosso motorista novamente. Mas, claro, não escapamos das malditas "zanzaras" durante o trajeto de volta! Ao chegar ao hotel, outro episódio inusitado nos aguardava: no gramado impecável do jardim, um grupo animado jogava bola e, aos gritos, reconhecemos algumas palavras familiares — eram brasileiros!

Descobrimos que aquele grupo era ninguém menos que o Olodum, que se apresentaria no dia seguinte. Animados, conversamos, tiramos fotos (infelizmente não tenho autorização para compartilhar) e observamos o gerente do hotel se aproximando, gesticulando freneticamente, enquanto reclamava em italiano sobre o estrago no gramado e na fachada do hotel — agora carimbada pelas bolas.

Depois da "pelada", o grupo se reuniu no saguão e fomos atrás. Contaram-nos que vinham do Japão, onde outro grupo do Olodum estava se apresentando. Durante a conversa, mais picadas das "zanzaras" nos alcançaram, gerando reações hilárias, que incluíam expressões bem brasileiras como "lazarento" e "fdp". Um deles comentou: "Isso vai dar samba".

Foi aí que as "zanzaras" viraram inspiração! Entre risos e batuques, o Olodum improvisou o samba "A Noite das Zanzaras", que varou madrugada adentro, cheio de palavrões (é verdade), mas memorável.

Essa foi mais uma das situações engraçadas em uma de nossas aventuras pelo mundo!

Curiosidade sobre as zanzaras: Na Itália, "zanzara" é o termo para "mosquito". Durante o verão, especialmente nas regiões mais quentes, esses insetos podem ser um verdadeiro incômodo — conhecidos por suas picadas persistentes e pelo ruído irritante que fazem ao voar. 

A NOITE DAS ZANZARAS

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terça-feira, 10 de março de 2026

UM ENCONTRO INESQUECIVEL NO CLUBE


NAQUELE SABADO LA NO CLUBE ENCONTREI UM CANTOR FAMOSO

QUEM SERIA? COMO ACONTECEU? 

Naqueles tempos em que eu frequentava a sauna do Clube, cenário habitual dos nossos encontros de sábado à tarde, um episódio especial ficou gravado na memória. O bar do local era nosso ponto de encontro, onde amigos de longa data se reuniam para compartilhar histórias, atualizações e, claro, uma dose generosa de risadas. Sempre acompanhados das famosas "caipirinhas," bebida que é orgulho nacional e tão apreciada mundo afora, nossas tardes eram um verdadeiro alívio da rotina.

Em um sábado específico, notei uma aglomeração próxima ao bar. Intrigado, ainda aguardava o convite dos meus amigos para entrar na roda. Até que um deles chamou:
— Oi, Vendra, venha aqui! É o Altemar Dutra. Ele vai se apresentar hoje à noite no salão de bailes.

Altemar Dutra! O famoso cantor e seresteiro que encantava o Brasil e além com sua voz inconfundível. Não pude conter a empolgação e juntei-me aos demais. Fomos apresentados, e a conversa logo fluiu, recheada de perguntas sobre sua carreira e histórias das viagens que suas canções o levaram a fazer.

Mesmo com o clima descontraído e amistoso, havia quem abusasse um pouco dessa amizade relâmpago. Alguém do grupo pediu que ele nos presenteasse com uma interpretação ao vivo, ali mesmo. E Altemar, com toda a generosidade, atendeu. Sua voz preenchia o ambiente, transportando-nos para outra época, embalada por melodias que falavam de amor, saudade e sonhos.

Foi um momento único, desses que a vida nos dá como presente. Terminamos aquela tarde com a certeza de que estávamos vivendo algo especial, regados por boas bebidas, boa música e, principalmente, boa companhia.

💫

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domingo, 8 de março de 2026

O TEATRO DE JUNDIAI ATRAVÉS DO TEMPO

 

Do Abandono à Revitalização: 
Uma Vitória de Toda Jundiaí.

No final do ano de 2012, recebi da Secretaria Municipal de Cultura uma série de livros relacionados com a nossa cidade, em razão de haver participado do projeto Versos da Primavera de Autores Jundiaienses. O evento, além da publicação de um livro, realizou uma conferência e, em seu clímax, resultou na colocação de cartazes e banners pelas calçadas e parques, ampliando o alcance da literatura na cidade. Foi uma satisfação imensa ver o meu poema Acalanto exibido em forma de banner na Avenida Nove de Julho e no Parque Botânico Eloy Chaves.

Dentre esses livros, alguns relacionados ao Teatro Polytheama despertaram minha atenção especial. Ao desfolhá-los, uma onda de emoção tomou conta de mim: cada imagem era como uma janela para o passado. Lá estavam as fotos do Cine Polytheama na década de 1950, época em que, nas matinês de domingo, assistia filmes em preto e branco, como Gordo e o Magro, Os Três Patetas, e as aventuras de Zorro e seu inseparável amigo, o índio chamado “Tonto”. Tudo era apresentado em episódios, mantendo viva a expectativa para os próximos capítulos e alimentando a paixão pelas aventuras idolatradas pelos meninos da época.

A empolgação durante os filmes era tanta que os mais ousados até atiravam pedras na tela, tentando atingir os inimigos do Zorro, que, em desabalada carreira montado em seu cavalo Silver, percorria as pradarias americanas “caçando” bandidos mal-encarados e índios desgarrados de suas tribos. Anos depois, chegaram as grandes produções cinematográficas em Cinemascope, projetadas em uma tela côncava que proporcionava uma sensação de imersão e efeitos especiais jamais vistos. Foi então que o Cine Polytheama trouxe para Jundiaí clássicos inesquecíveis, como Sansão e Dalila, O Manto Sagrado e O Poderoso Chefão, marcando uma época de ouro do cinema.

Infelizmente, a popularização dos videocassetes tornou mais cômodo assistir aos filmes em casa, provocando o declínio dos cinemas. Em uma tentativa desesperada, passaram a exibir filmes pornográficos, o que levou ao abandono dos espaços. O Polytheama, antes tão vibrante, tornou-se um abrigo para pombas, como se fossem fantasmas do passado protagonizando uma tragédia do presente.

A Luta de Jundiaí pelo Resgate de um Patrimônio


Os jundiaienses sentiram profundamente o abandono do Polytheama, mas não desistiram. Com união e empenho, a cidade conseguiu recuperar esse precioso patrimônio sociocultural. Reinaugurado em dezembro de 1996, o Teatro Polytheama hoje conta com modernos equipamentos de som e luz, além de conforto e segurança para 1326 espectadores distribuídos em plateia, frisas, camarotes e galerias. Mais do que um marco arquitetônico, o Polytheama se tornou um templo de expressão artística, simbolizando o poder da cultura em renascer das cinzas do esquecimento.

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores.

Atuei nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (Normas ISO 9001), com experiência como Auditor de Certificação de Sistemas. Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...