domingo, 8 de março de 2026

O TEATRO DE JUNDIAI ATRAVÉS DO TEMPO

 

Do Abandono à Revitalização: 
Uma Vitória de Toda Jundiaí.

No final do ano de 2012, recebi da Secretaria Municipal de Cultura uma série de livros relacionados com a nossa cidade, em razão de haver participado do projeto Versos da Primavera de Autores Jundiaienses. O evento, além da publicação de um livro, realizou uma conferência e, em seu clímax, resultou na colocação de cartazes e banners pelas calçadas e parques, ampliando o alcance da literatura na cidade. Foi uma satisfação imensa ver o meu poema Acalanto exibido em forma de banner na Avenida Nove de Julho e no Parque Botânico Eloy Chaves.

Dentre esses livros, alguns relacionados ao Teatro Polytheama despertaram minha atenção especial. Ao desfolhá-los, uma onda de emoção tomou conta de mim: cada imagem era como uma janela para o passado. Lá estavam as fotos do Cine Polytheama na década de 1950, época em que, nas matinês de domingo, assistia filmes em preto e branco, como Gordo e o Magro, Os Três Patetas, e as aventuras de Zorro e seu inseparável amigo, o índio chamado “Tonto”. Tudo era apresentado em episódios, mantendo viva a expectativa para os próximos capítulos e alimentando a paixão pelas aventuras idolatradas pelos meninos da época.

A empolgação durante os filmes era tanta que os mais ousados até atiravam pedras na tela, tentando atingir os inimigos do Zorro, que, em desabalada carreira montado em seu cavalo Silver, percorria as pradarias americanas “caçando” bandidos mal-encarados e índios desgarrados de suas tribos. Anos depois, chegaram as grandes produções cinematográficas em Cinemascope, projetadas em uma tela côncava que proporcionava uma sensação de imersão e efeitos especiais jamais vistos. Foi então que o Cine Polytheama trouxe para Jundiaí clássicos inesquecíveis, como Sansão e Dalila, O Manto Sagrado e O Poderoso Chefão, marcando uma época de ouro do cinema.

Infelizmente, a popularização dos videocassetes tornou mais cômodo assistir aos filmes em casa, provocando o declínio dos cinemas. Em uma tentativa desesperada, passaram a exibir filmes pornográficos, o que levou ao abandono dos espaços. O Polytheama, antes tão vibrante, tornou-se um abrigo para pombas, como se fossem fantasmas do passado protagonizando uma tragédia do presente.

A Luta de Jundiaí pelo Resgate de um Patrimônio


Os jundiaienses sentiram profundamente o abandono do Polytheama, mas não desistiram. Com união e empenho, a cidade conseguiu recuperar esse precioso patrimônio sociocultural. Reinaugurado em dezembro de 1996, o Teatro Polytheama hoje conta com modernos equipamentos de som e luz, além de conforto e segurança para 1326 espectadores distribuídos em plateia, frisas, camarotes e galerias. Mais do que um marco arquitetônico, o Polytheama se tornou um templo de expressão artística, simbolizando o poder da cultura em renascer das cinzas do esquecimento.

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores.

Atuei nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (Normas ISO 9001), com experiência como Auditor de Certificação de Sistemas. Em meus textos, compartilho reflexões sobre o cotidiano e relatos de viagens que me levaram a conhecer culturas e histórias ao redor do mundo.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

sábado, 7 de março de 2026

XIXI POR CONTROLE REMOTO

MEDICINA & TECNOLOGIA


Um controle remoto que opera os músculos do esfincter - aqueles que tem a função de segurar o xixi - é a solução encontrada por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, para pessoas com problemas de incontinência urinaria. 

A partir da remoção de tecidos de outras partes do corpo, os médicos criaram um anel muscular cuja contração é regulada por um pequeno estimulador elétrico semelhante as marcapasso. 

Depois de implantado no corpo do paciente, o esfincter artificial pode ser acionado quando a pessoa quiser ir ao banheiro, via controle remoto. 

"É uma ideia genial", diz Eric Wroclawski, professor de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. Ele lembra os tratamentos existentes hoje para a incontinência ainda são muito limitados, principalmente para os homens."As vezes se resolve o problema com remédios ou com exercícios. Mas há casos em que a única alternativa é a cirurgia, e essa opção é muito-bem vinda"  

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

O CAUSO DO TREM E O DOCE DE JABUTI

 

Contado por 

Toninho Vendramini

Pois bem, meus amigos(as)... Senta que vou te contar um causo que parece mentira, mas juro que aconteceu — ou pelo menos foi assim que me contaram, e eu acredito. Foi num tempo em que os trens ainda cortavam o interior de São Paulo, cuspindo fumaça e soltando apitos que entravam no ouvido e mexiam com a alma da gente.

Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.

Há tempos, quando os trens ainda cortavam o interior paulista com seus vagões rangentes e apitos que ecoavam na alma, aconteceu um causo que até hoje é lembrado nas rodas de prosa da cidade de Barnabina. Era uma daquelas locomotivas a vapor, cuspindo fumaça que se espalhava por léguas, e que levava gente e histórias por trilhos esquecidos.

Naquele dia, o vagão de primeira classe — que de primeira só tinha o nome — estava mais para terceira, com bancos de madeira gastos e um cheiro que misturava poeira, suor e fumo. Sentado à frente, num desses bancos, estava um sujeito de aparência bravia, que chamaremos de Zé Grandão. Usava um chapéu de peão ensebado, suava como chaleira no fogo e fumava um picadão enrolado na palha que guardava num bolsinho da cueca. O fumo vinha das bandas de Minas, e ele o afinava com um canivete que mais parecia uma peixeira.

Zé Grandão era grande, forte e de modos rudes. Atrás dele, uma senhora de meia idade segurava firme uma sacola que exalava um cheiro bom, daqueles que despertam lembranças de infância. O aroma atiçava a fome do valentão, que lançava olhares de cão danado para a sacola, como se quisesse arrancá-la das mãos da mulher.

Foi então que surgiu o rapaz do carrinho de lanches, empurrando seu arsenal de balas, bombons e quitutes. Zé Grandão, faminto e desajeitado, levantou-se para ver o que havia, tropeçou no carrinho e espalhou tudo pelo corredor. Sem cerimônia, começou a recolher os doces e enfiá-los nos bolsos, sem pagar um tostão.

A confusão se armou. O rapaz correu até o chefe do trem, que chegou com seu boné da companhia ferroviária, mas ao ver o tamanho do Zé, encolheu-se como cachorro que levou pontapé. Os passageiros torciam pelo chefe, mas Zé Grandão o agarrou pelo pescoço e o trancou no minúsculo sanitário do vagão, onde o pobre berrava por socorro.

O maquinista, ouvindo a gritaria, deixou o ajudante na locomotiva e correu até o telegrafista. Mandou um telegrama urgente para a próxima estação, avisando da confusão. O trem parou na pequena cidade de Barnabina — batizada em homenagem à esposa do fundador, o senhor Barnabé.

Ao saber do tumulto, Barnabé foi até a estação, mas mal pisou no chão e já levou um rabo de arraia do Zé Grandão, que se gabava de ter secado uma garrafa de pinga durante a viagem. Com medo, Barnabé resolveu agradar o valentão e o convidou para ser delegado da cidade, cargo vago desde que o anterior havia tombado num confronto com jagunços.

Zé Grandão aceitou. Tirou dos bolsos os doces que havia surrupiado e começou a distribuí-los, adoçando os ânimos e conquistando os moradores. Virou figura popular, botou ordem na cidade e se gabava de visitar as casas para receber guloseimas das senhoras, que o temiam e o agradavam.

Foi numa dessas visitas que conheceu o doce de jabuti — não o animal, mas uma geleia de jabuticaba feita por Dona Maroca. Bastava uma colherada para acalmar o valentão. Ele mesmo batizou a iguaria, dizendo que aquele doce era mais valente que ele.

🍇 Receita simbólica do Doce de Jabuti (geleia de jabuticaba)

• 1 kg de jabuticabas maduras

• 500 g de açúcar cristal

• Suco de 1 limão

Modo de preparo: Lave bem as jabuticabas e leve ao fogo com o açúcar e o suco de limão. Cozinhe até que as frutas estourem e a mistura engrosse. Passe por uma peneira, volte ao fogo até atingir ponto de geleia. Sirva com carinho — e, se possível, com respeito à memória de Zé Grandão.

O FINAL DO VALENTÃO

O tempo passou, e um dia Zé Grandão foi encontrado morto à beira da estrada, perto da linha do trem. Dizem que foi acerto de contas, dizem que foi destino. Mas toda vez que o trem passa por ali, o maquinista apita demoradamente, como quem presta homenagem ao fim da carreira do valentão — para alívio dos moradores de Barnabina, que enfim puderam adoçar a vida sem medo.



Antonio Toninho Vendramini Neto
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BROCHE UM REFLEXO DA ALMA VESTIDA

 O USO E A ELEGÂNCIA


Broches são mais do que simples acessórios: são símbolos de arte e sofisticação. Tradicionalmente feitos de metais como prata, ouro ou bronze, muitas vezes adornados com pedras preciosas, eles podem ser usados tanto como ornamento quanto como prendedores em mantos e vestes. Mais do que um detalhe, o broche é um toque de elegância que completa a silhueta e revela personalidade.

🎼 Poema

Silhueta de mulher,
corpo moreno, sereno.
Brilho intenso nos olhos,
um perfume doce no ar.
Adorno fulgurante, apaixonante,
acolhe o colo com encanto.
Reluzente, deslumbrante, fascinante,
como valsa que embala passos,
compassos que celebram o instante,
elogio enamorado.
Abraço apertado,
beijo delirante,
em noite estrelada.

🌟 

E no broche repousa a memória,
um detalhe que guarda histórias.
Entre o brilho e a ternura,
a joia se torna poesia,
um reflexo da alma vestida.


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Antonio Toninho Vendramini Neto
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sexta-feira, 6 de março de 2026

QUANDO A ALMA CONVERSA COM O CÉU

Na quietude da noite, entrei em silêncio e conversei com Deus.

Ele me ouviu com carinho e pediu que eu te dissesse:

Tudo está bem.
Você é alguém destinado à vitória.

Seus sonhos não foram esquecidos.


Neste novo tempo, a dor se dissipará e a esperança florescerá.

🙏 
 Uma oração que abraça
Hoje, bati à porta do céu.
Deus me perguntou:

“Que posso fazer por ti?”
Respondi com o coração:

“Proteja e abençoe quem está lendo esta mensagem.”
Ele sorriu... e confirmou.

Agora, leia em voz baixa:

“Senhor Jesus, perdoa meus pecados.
Te amo, te necessito, estás no mais profundo do meu coração.

Cobre com teu manto minha família, minha casa, meus sonhos, projetos e amigos.”

Que essa oração te envolva com paz, força e luz.

Antonio Toninho Vendramini Neto
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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

PENSAR BEM É VIVER MELHOR



O pensamento está presente em tudo o que fazemos: no trabalho, nos estudos, nas relações com a família e os amigos. Se não aprendermos a organizar a mente, corremos o risco de nos perder em preocupações e dúvidas. Mas quando treinamos para pensar de forma positiva e clara, conseguimos tomar decisões melhores e viver com mais equilíbrio.

Imagine um jovem que aprende desde cedo a refletir antes de agir. Ele evita cair em más influências, escolhe amizades saudáveis e se dedica aos estudos com mais foco. Esse hábito de pensar bem molda não só o futuro dele, mas também o ambiente em que vive.

Pensar com clareza é como colocar filtros na nossa consciência: não deixamos entrar ideias que nos desanimam ou nos afastam dos nossos objetivos. Por exemplo, no trabalho, em vez de se fixar em problemas, podemos buscar soluções. Nos relacionamentos, em vez de alimentar desconfianças, podemos escolher a confiança e o diálogo.

Por isso, é importante rejeitar pensamentos negativos e vagos, e treinar nossa mente para enxergar que até as dificuldades podem trazer aprendizado. Quando acreditamos que tudo pode contribuir para o bem, enfrentamos os desafios com mais coragem e serenidade.

O sabor da vida como ela é — feita de raízes e de amizade.

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Antonio Toninho Vendramini Neto



quinta-feira, 5 de março de 2026

POEMAS E HISTÓRIAS...

Há livros que se abrem como portas.
Outros, como janelas.
Este, porém, abre-se como um campo fértil,
onde cada palavra é semente,
cada verso é raiz,
cada imagem é flor que se oferece ao olhar.
O êxito da escrita não está apenas na técnica,
mas na felicidade da expressão que toca o íntimo. Aqui, o verbo não é apenas som,



É o eco de vidas passadas,
o clarim que desperta sentimentos,
a água que renova,
o sol que fecunda,
o espantalho que revela nossas ilusões.
Cada poema é um ciclo,
um nascer e morrer,
um brotar e florescer.
E todos juntos formam um jardim invisível,
onde o leitor caminha entre lágrimas e flores,
entre o peso da alma e a leveza do canto dos pássaros.
No fim, a revelação se impõe:
não há começo nem fim,
há apenas o contínuo florescer da alma,
que se renova em cada manhã,
em cada lágrima,
em cada semente.
💢

Este livro é convite e epifania.
É colheita e promessa.
É o testemunho de que a poesia,
quando nasce do coração,
não é apenas escrita —
é eternidade que se faz palavra.
💅
Rompe a madrugada,
abre-se uma flor.
Som de pássaros,
música no ar.
Vontade de viver,
alegria contagiante.
O sol se aproxima,
calor da manhã,
sorte incessante,
fonte cantante.
Sonhos presentes,
águas cristalinas.
Soltura de amarras,
entrada do esplendor.
Cultive o amor
com sol, cantos, flores e águas,
na manhã que é infinita.

Sentimentos
Lágrimas brotaram violentas,
rolaram pela face em louvor das crenças mundanas.
Caíram no chão vazio, incrédulas,
semearam incertezas e atitudes profanas.
Mas a vontade de viver veio a galope,
soberba, espontânea, em pleno trote.
Escutou o clarim, o rufar dos tambores,
despertou para a vida e novos amores.

Passos incertos, sem compasso,
arritmia galopante e incessante.
Coração desenfreado, disparado,
tormentos angustiantes endurecem sensações.
Rastros nas calçadas e jardins,
jasmins com cheiro de alecrins,
caminhos de flores que choram por uma vida.
Caminhar sofrido, cansado, combalido,
carregando um corpo de sentimentos profundos.
Marca-passo no pulsar de uma alma.

Dona Hortência abriu a janela e chamou:
— João! Plante estas sementes no canteiro vazio.
— Mas não está estercado...
— Então prepare a terra, coloque adubo e semeie; quero alface viçosa para a salada do patrão.
Uma semana depois, viu as mudas ceifadas pela fome dos pássaros.
— João! Veja o que aconteceu! Você não fez nada?
— Pois é, dona... se não atrapalharmos as aves, não teremos o que comer.
Ela insistiu:
— Coloque algo no canteiro.
João fez um boneco, cabeça de pano, chapéu de palha furado.
No dia seguinte, Hortência foi verificar.
Espantou-se: o espantalho não espantou...

Entre flores e sementes, lágrimas e despertares, entre o labor humano e o voo dos pássaros, o misticismo da vida se revela. Nada é em vão: cada gesto, cada dor, cada riso é parte de um ciclo maior.
O surpreendente é compreender que o verdadeiro espantalho não está no campo, mas dentro de nós — nas ilusões que criamos para afastar o inevitável.
E então, como um sopro de eternidade, a revelação se faz:
não há começo nem fim, apenas o contínuo florescer da alma, que se renova em cada manhã, em cada lágrima, em cada semente.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
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💌 Cartas que nunca foram enviadas

Palavras escritas para quem partiu, para quem ficou, para quem nunca soube.

Tudo são Cartas que não pedem resposta — apenas repousam no papel.

 

MISTICISMO: ALÉM DA RELIGIÃO

Misticismo: além da religião
O misticismo não se prende às fronteiras da religião tradicional. Ele é a busca pela experiência direta com o divino, sem intermediários, sem dogmas. É o mergulho no invisível que habita todas as coisas, o encontro íntimo com aquilo que transcende o tempo e a matéria.
Estudos sobre o tema partem da premissa da alma e da reencarnação. Acredita-se que vidas passadas ecoam na existência presente, moldando destinos e revelando que somos mais do que lembranças: somos continuidade, somos memória viva do universo.
Foi nesse horizonte que nasceu o meu poema:


Duas vidas vividas
Perdidas no tempo...
Chegaram ao meu corpo
Absorto...

Espíritos encarnados
Peso nos ombros...
De onde vieram?
A vida como ela é...

Em alguns momentos sou eu
Em outros não sei quem.

Tudo o que somos...
São consequências do passado
Seremos então...
Aquilo que prepararmos no presente.
💫

E talvez o maior segredo do misticismo seja este: não somos apenas um nome, uma história ou uma vida. Somos fragmentos de eternidade, ecos de existências que se entrelaçam em silêncio.
O surpreendente é perceber que, ao buscar o divino fora de nós, acabamos encontrando-o dentro. O mistério não está em templos ou escrituras, mas no próprio coração humano.

E então, como se o vento trouxesse um oráculo esquecido, o misticismo nos sussurra sua epifania:
Não há duas vidas, nem mil vidas... há apenas uma — infinita, pulsando em cada instante. Somos o sopro que atravessa os séculos, o silêncio que guarda segredos, a chama que nunca se apaga.
E nesse instante, compreendemos: o tempo é apenas véu. A eternidade é o nosso verdadeiro nome.

A vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia. 

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...