sábado, 11 de julho de 2026

ROMANTICA ITÁLIA E TRIBUTO A PEPPINO DI CAPRI

 

O Legado

  • Nome verdadeiro: Giuseppe Faiella, nascido em Capri em 1939.

  • Carreira: Mais de 500 músicas gravadas, 35 milhões de discos vendidos.

  • Prêmios: Vencedor do Festival de Sanremo em 1973 e 1976.

  • Ligação com o Brasil: Diversas apresentações, desde 1961 até 2019, sempre recebidas com entusiasmo.

Minhas Memórias de Viagem

Blog Vendramini Letras

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. 

 A Romântica Itália – Um Brinde a Peppino di Capri

Naquela manhã, o sol de Roma parecia mais dourado do que nunca. As pedras antigas do Coliseu guardavam segredos de séculos, mas naquele instante, guardavam também o meu silêncio emocionado diante da notícia: Peppino di Capri havia partido.
O cantor das melodias que embalavam corações deixava o mundo terreno, mas sua voz — doce como o vento que sopra sobre o Mediterrâneo — continuava viva em mim.

Recordei então nossa viagem à Itália, no ano 2000, quando tudo parecia um sonho.
De Roma seguimos para Pompeia, onde o tempo se detém entre ruínas e memórias. Caminhamos por ruas de pedra, vimos padarias petrificadas e teatros que ainda pareciam ecoar aplausos antigos. Até o prostíbulo, com suas inscrições ousadas, contava histórias de um povo que amava a vida em todas as suas formas.

De lá, partimos para Nápoles, onde o aroma da pizza “Margherita” se mistura ao som dos sinos e ao riso dos napolitanos.
E então, o destino final: Capri, a ilha de Peppino.
Chegamos de barco, o mar azul nos abraçando como um velho amigo. Subimos pelas rampas floridas, entre teleféricos e burros de montaria, até alcançar a vila onde o cantor viveu — e agora repousava.

Ali, num restaurante à beira do mar, sob um gazebo coberto por parreiras de limão siciliano, vivemos um dos momentos mais alegres da viagem.
Nas paredes, fotos autografadas de artistas famosos — rostos sorridentes que pareciam nos dar boas-vindas.
Os garçons, ao perceberem nosso sotaque brasileiro, serviram um cálice do dourado limoncello, dizendo com entusiasmo:

“Chi beve Limoncello… avrà una vita Bello!”
E nós brindamos, rindo, como se o próprio Peppino estivesse ali, cantando “Champagne” ao fundo.

Depois, passeamos pelas vielas, compramos colares de pedras da ilha, e navegamos até a Gruta Azul, onde a luz do sol transforma o mar em um espelho celestial.
Foi ali que entendi: a Itália não é apenas um país — é um sentimento.
E Peppino di Capri foi seu intérprete mais romântico.

 Receita Romântica do Limoncello Siciliano

Ingredientes:

  • 10 limões sicilianos (somente as cascas)

  • 1 litro de álcool de cereais ou vodka

  • 1 litro de água

  • 700 g de açúcar

Modo de preparo:

  1. Retire apenas a parte amarela das cascas dos limões.

  2. Deixe-as em infusão no álcool por 7 dias.

  3. Faça uma calda com água e açúcar, deixe esfriar.

  4. Misture à infusão, coe e engarrafe.

  5. Sirva bem gelado, em cálices pequenos, com um sorriso — como fazem os garçons de Capri.

🎵 Brindemos à Vida

Peppino di Capri ensinou que o amor e a música são eternos.
E cada gole de limoncello, cada nota de “Roberta”, cada pôr do sol sobre o mar de Capri é um lembrete de que a vida é bela — e deve ser vivida com alegria, como uma canção italiana.

Antônio Toninho Vendramini Neto é  escritor e cronista, transforma memórias e vivências em literatura que celebra o ser humano.

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ENTREGA E PAZ

 

 

Um Encontro com Deus e Seu Anjo

 

Entrega e Paz Interior: Um Encontro com Deus e Seu Anjo

Introdução

Recebi este texto de uma pessoa que não lembro, creio que foi pela internet. Ele me tocou profundamente e, após analisá-lo com atenção, decidi reescrevê-lo sob minha ótica — trazendo minha forma de enxergar o conteúdo e o sentido da entrega espiritual. O resultado é uma mensagem de serenidade e conexão com Deus.

Entre pedras antigas e histórias que resistem ao tempo, este espaço nasce como um refúgio para a alma. Aqui, cada texto é uma travessia — um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, onde o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho das velas se transformam em palavras.

 Texto Renovado

Feche os olhos e permita-se um instante de silêncio. Respire fundo e pense em tudo o que lhe causa dor, medo ou preocupação.

Agora, imagine que há um anjo de Deus ao seu lado, pronto para ajudá-lo a entregar cada fardo. Visualize-se passando esse peso para as mãos divinas, como quem entrega um saco pesado e sente o alívio imediato.

Veja seu coração sendo limpo — o lodo retirado, a poeira varrida, as janelas abertas para a luz entrar. Sinta o abraço suave de Deus, o sopro que acalma, o amor que envolve.

Veja o fardo escorregar de suas mãos e ser levado pelo anjo. Uma luz se acende dentro de você, iluminando sua alma. O que era dor se transforma em paz.

Agora, guarde no coração os tesouros da vida: momentos de alegria, amizade, carinho e esperança. Como quem guarda uma joia preciosa, conserve-os dentro de si.

Agradeça com fé — pelo bem que ficou e pelo mal que se foi. Respire devagar, inspire e expire, sentindo a liberdade interior que nasce.

Por fim, imagine o anjo levando suas orações até Deus. O saco dos fardos se abre e tudo se desintegra no ar, desaparecendo sem vestígios. O que resta é apenas paz, amor e confiança.

 Reflexão Final

Este texto, que nasceu de uma mensagem anônima recebida pela internet e foi transformado pela minha percepção, é um lembrete de que a fé é um gesto de entrega. Quando deixamos Deus agir, o impossível se torna leve, e o coração encontra descanso.


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

O FUTURO NÃO ESPERA QUEM AINDA ESTÁ EXPLICANDO O PASSADO


Inovação de Verdade: Quando o Novo Vai Muito Além de um Novo Nome.


Vivemos em um mundo que muda mais rápido do que conseguimos acompanhar. E, justamente por isso, aprendi que repetir fórmulas antigas com nomes modernos não é inovação. É apenas uma ilusão bem apresentada.

Escrevo porque acredito que pensar o novo exige coragem. Exige escuta, curiosidade e a humildade de reconhecer que nem sempre acertaremos de primeira. Inovar é aceitar o risco de errar para criar algo que realmente faça sentido, em vez de apenas maquiar o que já ficou para trás.

O Blog Vendramini Letras nasceu com esse propósito. Mais do que um espaço de escrita, ele é a minha casa de encontros, memórias e afetos. 

Quero compartilhar ideias que provoquem reflexão, inspirem mudanças e despertem novos olhares. Afinal, construir o futuro começa pela coragem de questionar o presente.

Porque, sejamos sinceros: chamar de inovação aquilo que já nasceu ultrapassado é como pintar uma geladeira de vermelho e dizer que ela virou uma Ferrari. A cor pode até impressionar por alguns instantes, mas a essência continua exatamente a mesma.

Eu prefiro acreditar na inovação que transforma, que cria possibilidades e que deixa um legado. É essa conversa que quero construir aqui, palavra por palavra.

Antônio Toninho Vendramini Neto, é um escritor e cronista nascido em Jaú e radicado em Jundiaí, transforma memórias e vivências em literatura. Autor de diversos livros e presença em eventos como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dedica-se a imortalizar histórias humanas com sensibilidade e estratégia.

Texto elaborado por terceiros, originalmente publicado em 

O Olhar do Escritor.

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ENTRE FIOS E MEMÓRIAS


Há lembranças que não apenas resistem ao tempo, mas o transcendem — guardadas em cantos esquecidos, costuradas por afetos e reencontradas entre quinquilharias e silêncios. Neste texto, convido você a embarcar numa viagem por memórias que repousam no banco traseiro de um antigo Ford Bigode, sob o cuidado de um embornal que carrega histórias, sons e imagens de uma época que moldou tantas vidas. É uma celebração daquilo que é imutável, mesmo quando o tempo insiste em passar.


Ao assistir a um noticiário televisivo que conclamava o público a prestigiar a inauguração de um museu de carros antigos, minha mente começou a divagar por caminhos ainda não explorados. Entrei numa máquina do tempo, guiado pelas trilhas da memória, entre cenários que misturavam, por acaso, uma obra divina com personagens de ficção e realidade. Pensei no que é eterno — e na inevitável passagem do tempo.

Na antiga garagem da família, onde repousavam itens em desuso, encontrei uma verdadeira relíquia: o imponente e valente Ford Bigode que pertencera ao meu avô Tonella. Ali, entre quinquilharias amontoadas, ele descansava sob um encerado ornamentado por teias de aranha. Retirei a cobertura e, ao observar seu interior com atenção, recordei um dia da infância em que, sob a repreensão dos meus pais, escondi no banco traseiro pequenas relíquias tão características dos meninos daquela época. Perguntei-me, com inquietude, se ainda estariam lá.

Aproximei-me da junção entre o banco de couro e o encosto. Com cautela, enfiei a mão, apalpando o espaço até sentir aquele tesouro guardado — ainda lá, protegido pelo querido embornal.

Explorando seu interior, ouvi o farfalhar dos papéis. Trouxe-os à luz do tempo e, com a alegria de menino, contemplei aquelas preciosidades. No primeiro pacote, amarrado com barbante, havia figurinhas de jogadores de futebol. O destaque era Baltazar, herói corintiano do Campeonato Paulista do IV Centenário, cuja figurinha carimbada era um verdadeiro luxo, raríssima. No segundo pacote, imagens de artistas de cinema: primeiro, Frank Sinatra, os “olhos azuis” da célebre canção My Way. Depois, Marilyn Monroe, a musa encantadora que habitava os sonhos inenarráveis da juventude daquela era.

Enquanto limpava o embornal, lembrei-me com ternura de sua origem: havia sido costurado pelas mãos hábeis de minha mãe, feito de retalhos mágicos, pois ela era uma costureira excepcional.

Foram lembranças de um tempo que não volta mais. E assim, entre fios e memórias, vamos tecendo as cores da nossa vida.


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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.


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quarta-feira, 8 de julho de 2026

SOB A LUZ DA LUA: O VOO ETERNO DO MEU AVÔ

 

Numa noite abrasadora de verão, a lua cheia derramava seu reflexo prateado pela janela aberta daquele velho ranchinho, já marcado pelo tempo. Do lado de fora, o vento começava a soprar forte, prenunciando a tempestade que se aproximava.

No quarto simples, sobre um colchão de palha, repousava um caboclo de alma serena. A janela batendo contra a parede de taipa fazia cair pedaços de reboco no chão de terra batida, como se cada fragmento fosse um lembrete das memórias que o tempo não conseguiu apagar.

Um relâmpago iluminou seu rosto marcado por rugas — cicatrizes de uma vida de luta, coragem e perseverança. Apesar da fragilidade das pernas, sua mente permanecia lúcida, mergulhada em lembranças de tempos de vaqueiro, de jornadas árduas e amizades que o destino levou, mas que nunca se perderam em seu coração.

Gostava daquela vida simples e grandiosa. O amanhecer era sempre um chamado para conduzir o gado selvagem pelas pradarias, cantar versos de sua autoria e dedilhar a viola que agora descansava num canto, guardando silêncio junto ao cachorro magro que lhe fazia companhia.

De repente, ouviu o trotar de um cavalo lá fora. Sentiu uma força misteriosa elevando seu corpo frágil, como se fosse convidado a atravessar os limites da realidade. Ao abrir a porta, o cenário se transformou: a noite deu lugar a um dia radiante, de céu azul e nuvens brancas.

Diante dele, surgiu a alma de seu fiel companheiro, o cavalo Pingo, agora alado, exalando bafos que se transformavam em flocos de neve suspensos no ar. Com um relincho e um gesto de cabeça, convidou-o a voar. E, como menino serelepe, montou no dorso do magnífico animal, percorrendo novamente as paisagens de sua juventude, as boiadas, os campos, os ventos e as tempestades que moldaram sua história.

Em êxtase, pediu que pousassem sob a paineira diante da antiga escola. Ali, recostado ao tronco frondoso, contemplou sua vida inteira como um filme que se encerrava. Com um último suspiro, fechou os olhos para sempre — não como despedida, mas como passagem.

Hoje, ao recordar essa cena, sinto que meu avô não partiu. Ele permanece vivo em nós, seus descendentes, como símbolo de coragem, simplicidade e esperança. Sua memória é chama que não se apaga, herança que nos guia. E eu, ao narrar sua história, presto devoção àquele homem que fez da vida um canto de fé e da luta um legado eterno.


Antônio Vendramini Neto, escritor e cronista nascido em Jaú e radicado em Jundiaí, transforma memórias e vivências em literatura. Autor de diversos livros e presença em eventos como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dedica-se a imortalizar histórias humanas com sensibilidade e estratégia.

Texto elaborado por terceiros, originalmente publicado em O Olhar do Escritor.

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

O EMPOBRECIMENTO DA LINGUAGEM: ENTRE GÍRIA E A PERDA DO SENTIDO

 

Nos últimos tempos, tornou-se cada vez mais comum ouvir respostas como “cara” ou “fela” em diálogos cotidianos, até mesmo em entrevistas ou situações formais. O que antes poderia ser considerado apenas uma gíria passageira, hoje parece estar se consolidando como parte do vocabulário de muitos — especialmente em ambientes onde o verbo, a construção de ideias e o respeito à língua parecem ter perdido espaço.

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Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. 

Imagine a cena: um jornalista se aproxima de um jogador após uma partida e pergunta, com profissionalismo, sobre o desempenho do time. A resposta vem carregada de descaso: “Cara, eu nem percebi que o time perdeu.” Em seguida, outra pergunta: “Onde você estudou?” E novamente: “Cara, eu já nem sei mais. Estou aqui para me divertir, não enche o saco.” Esse tipo de resposta não apenas empobrece a comunicação, mas também revela uma postura de desinteresse pelo diálogo e pela troca de ideias.

O mesmo ocorre com expressões como “fela”, que surgem em contextos de ofensa ou intimidação. “Sai da minha frente, fela, senão te quebro as pernas.” Trata-se de um termo pejorativo, derivado de insultos mais pesados, que se enraizou em certas camadas sociais como se fosse aceitável. O problema é que, ao se tornar frequente, corre o risco de ser normalizado, incluído nos dicionários e até absorvido pela educação formal — o que seria um retrocesso para a riqueza da nossa língua.

A questão que levanto é: até que ponto vamos aceitar que palavras de baixo nível substituam a construção de frases significativas? Será que estamos caminhando para um futuro em que o diálogo se resume a interjeições e ofensas, em vez de ideias e argumentos? A língua é viva, sim, mas também é reflexo da sociedade que a utiliza. Se permitirmos que o empobrecimento se torne regra, estaremos abrindo mão da capacidade de pensar e de nos expressar com clareza.

Portanto, minha indignação não é contra a existência das gírias em si — elas fazem parte da cultura e da identidade de cada grupo. O problema está em quando essas expressões passam a ocupar o lugar da comunicação consciente, do respeito e da riqueza que o idioma oferece. Defender o bom uso da língua não é elitismo, é preservar a ferramenta mais poderosa que temos para construir ideias, transmitir conhecimento e estabelecer relações humanas de verdade.


Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.



“Entre retratos e ruídos, sigo escrevendo o que ainda ecoa"

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O PODER DO NÃO

 

Há quem ainda confunda bondade com silêncio. Como se ser bom fosse engolir o mundo inteiro sem reclamar, como se fosse preciso sufocar desejos para caber nas expectativas alheias. Mas bondade não é submissão — é coragem de se respeitar.

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Dizer “não” não é erguer muros, é abrir asas. É maturidade que nasce quando entendemos que amar a nós mesmos não diminui o amor que oferecemos ao outro. Pelo contrário: fortalece.

A vida não pede obediência cega, pede posicionamento. Pede que enfrentemos o cotidiano sem nos perdermos de nós. Pede rupturas — porque só quem abandona o ninho descobre o céu. E sim, às vezes o voo dói, mas cada queda nos aproxima da nossa essência.

Por muito tempo nos esconderam uma verdade simples: recusar é permitido. Não há pecado em negar um convite, em impor limites, em escolher-se primeiro. Ser “bonzinho” é viver para agradar; ser bom é viver com empatia, compaixão e respeito. A diferença é que o “bonzinho” se apaga, enquanto o bom se expande.

O preço de ser bonzinho é a fragilidade. Quem vive para corresponder ao olhar externo se torna refém do julgamento. Já quem aprende a se respeitar descobre que tem valor mesmo quando diz “não”, mesmo quando pinta o cabelo de azul, mesmo quando escolhe o inesperado.

A vida ensina em sussurros. Se não aprendermos a ser autênticos — no querer e no não querer, no permitir e no recusar — acabamos traindo nosso próprio espírito. Não é egoísmo, é respeito. E só quem se respeita de verdade está pronto para amar de verdade.

Depois de muitos anos atuando nas áreas de Recursos Humanos e Gestão da Qualidade (ISO 9001), inclusive como auditor de certificação, troquei os relatórios por passagens aéreas e os manuais por mapas. Hoje, escrevo sobre o que vejo, vivo e sinto — misturando histórias do cotidiano com experiências de viagens que me levaram dos desertos ao gelo, das vielas escondidas às grandes avenidas do mundo. Cada texto é uma bagagem aberta, cheia de curiosidades, reflexões e encontros que merecem ser compartilhados.

Aqui, no meu blog, deito nas letras, nas memórias nos afetos e encantamentos.

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...