terça-feira, 23 de junho de 2026

GIVERNY: ENTRE FLORES, ARTE E ETERNIDADE

 

“Uma jornada em família pelos jardins de Monet, do café francês ao repouso eterno do mestre impressionista.”

Giverny, França — onde a arte floresce entre o perfume das flores e o encanto das memórias familiares.

Há lugares que não se visitam apenas, mas se vivem. Giverny é um deles. Entre o aroma de um café da manhã francês, os jardins que inspiraram Monet e o silêncio respeitoso diante de seu túmulo, nossa viagem em família se transformou em uma experiência de arte, memória e encanto.

Uma Jornada a Giverny: Entre Arte, Família e Encanto


Desde sempre, a França exerce sobre mim um fascínio especial. Cada visita é como reencontrar um velho amor, e foi com esse espírito que cheguei a Giverny, a pequena vila que guarda um dos tesouros mais delicados da arte e da natureza: a casa e os jardins de Claude Monet.

Dessa vez, a viagem teve um sabor ainda mais especial. Caminhei ao lado da minha esposa, companheira de todas as aventuras, e juntos exploramos cada detalhe com o coração leve. Minha irmã, Maria Clara, e seu marido, Antonio Luiz, também estavam conosco, tornando o passeio uma experiência compartilhada em família.

 Café da manhã francês

Antes de entrar nas dependências da casa de Monet, fizemos uma pausa em um café tradicional francês, localizado próximo à propriedade. O ambiente era acolhedor, com mesas de madeira, croissants frescos e o aroma irresistível de café. Foi um momento de pura alegria: conversávamos animadamente, saboreando a simplicidade da vida francesa, que sempre me encanta.

Os Jardins de Monet

Ao atravessar o portão da propriedade, fomos recebidos por uma explosão de cores e perfumes. O jardim normando, com suas fileiras de flores cuidadosamente dispostas, parecia uma tela viva. Caminhávamos juntos, comentando cada detalhe, como se estivéssemos dentro de uma pintura impressionista.

Mais adiante, o famoso jardim aquático nos deixou em silêncio. O lago com nenúfares refletia o céu, e a ponte japonesa parecia saída diretamente das telas de Monet. Ficamos ali por longos minutos, observando os reflexos na água, quase hipnotizados, como se o tempo tivesse parado.

A Casa de Monet

Entrar na casa foi como abrir uma janela para o passado. As paredes coloridas, a cozinha ampla e os objetos pessoais revelavam a vida cotidiana de um artista que soube transformar o simples em sublime. Minha esposa se encantou com os detalhes da decoração, enquanto Maria Clara admirava os utensílios e móveis que ainda guardam a essência da época. Já Antonio Luiz se deteve no ateliê, onde reproduções das obras de Monet transmitiam a energia criativa que pulsava ali há mais de um século.

O Sepultamento de Monet

A visita culminou em um momento de profunda emoção: fomos até o local onde Claude Monet está sepultado, junto a outros membros de sua família, na pequena igreja de Giverny. O espaço é simples, mas carregado de significado. Estar diante do túmulo do mestre impressionista foi como fechar um ciclo — depois de caminhar por seus jardins e sua casa, ali estava o repouso eterno de quem transformou a natureza em arte.

Curiosidade

Monet viveu em Giverny por mais de 40 anos, e foi nesse período que produziu grande parte de suas obras mais célebres. O vilarejo, com sua atmosfera inspiradora, acabou atraindo outros artistas impressionistas, tornando-se um verdadeiro refúgio da arte.

Reflexão

Ao deixar Giverny, caminhando juntos pela vila, senti que carregávamos não apenas lembranças, mas uma experiência compartilhada que reforça nossa ligação com a França. Estar ali com minha esposa, minha irmã Maria Clara e meu cunhado Antonio Luiz foi como realizar um sonho coletivo. Cada passo reafirmou minha admiração por esse país que sempre me surpreende com sua delicadeza e poesia.

 Toninho Vendramini — viajante apaixonado pela França, colecionador de memórias e admirador da arte que floresce na simplicidade dos lugares eternos.

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Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

domingo, 21 de junho de 2026

O CICLO DOURADO: RESGATANDO A ESPERANÇA EM TEMPOS DE MUDANÇA


Muitas das culturas mais antigas possuem mitos e histórias folclóricas que narram a existência de um ciclo de idades, intrinsecamente ligado ao movimento dos céus. Em um momento de introspecção, refleti sobre a ideia de uma "era dourada", um período mítico de paz, harmonia, estabilidade e prosperidade.
Algumas crenças sugerem que essa era retornará à vida das pessoas após um ciclo de bem-aventurança e subsequente decadência progressiva. Outras visões defendem que seu retorno ocorrerá de forma gradual, como uma consequência natural dos acontecimentos.
Inspirado por essa filosofia, concebi um micro conto que ilustra minha visão:
O Segredo da Era Dourada
Em um vilarejo situado entre montes, à beira de um ribeirão, vivia um pastor já com longos anos de vida. Era uma figura de grande respeito entre os moradores, aclamado pelos anciãos durante suas oratórias dominicais na pequena igreja, pois detinha o genuíno poder das palavras.
Em uma noite de inverno rigoroso, ele reuniu os mais velhos ao redor de uma fogueira e profetizou, aos descrentes homens, uma mensagem de esperança por uma vida menos sofrida. Incentivou-os a prepararem a terra, aproveitando as chuvas recentes, para garantir uma safra de grãos mais abundante. Isso suavizaria os períodos de fome que se aproximavam, devido à escassez de chuvas na região.
Após ver o paiol da aldeia cheio, o pastor sentiu que sua jornada à frente daquele povo estava chegando ao fim. Com o passar do tempo, seu papel mudou. Ninguém mais lhe pedia conselhos sábios, e o louro das vitórias habituais não mais lhe cabia na fronte.
O poder e a liderança passaram para outro religioso, vindo de outras pradarias, que assumiu o destino daquelas pessoas.
A partir daquele dia, o dom de sua palavra permaneceu adormecido em sua memória. Seu saber esvaiu-se, o coração fraquejou, e seus pés cansados pararam a marcha de sua vida. Morreu ignorado por todos, mas feliz, pois sabia que havia semeado o grão que nutriria a comunidade futura, uma semente que um dia produziu flores e frutos maravilhosos.

Meu Blog Vendramini Letras

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros, de memórias e de afetos. Aqui, cada palavra é servida como se fosse pão fresco, acompanhado de café quente e da saudade que tempera a vida. É um lugar onde a literatura se mistura ao cotidiano, onde uma crônica pode nascer de uma receita, uma flor plantada ou uma lembrança acesa. Mais do que textos, é um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — feita de raízes, de amizade e de poesia.

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Antonio Toninho Vendramini Neto

ENTRE PEDRAS E ESPERANÇA: OUTONO NO LESTE EUROPEU.


PAZ E TRANSCENDÊNCIA
Entre muros antigos e histórias que atravessam séculos, nasce este espaço como um refúgio para a alma. Aqui, cada palavra é uma travessia: um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, transformando o silêncio das ruas, o aroma do chá e o brilho das velas em poesia.

Este blog é um convite à contemplação — um lugar onde o leitor pode repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial: a esperança.


 Texto principal

Entre pedras que guardam memórias e histórias que resistem ao tempo, ergue-se este espaço como um abrigo para o espírito. Cada texto é uma ponte, conduzindo o leitor por caminhos de fé, sensibilidade e cotidiano. Aqui, o silêncio se torna palavra, o chá se faz companhia e a chama das velas ilumina reflexões.

Mais do que páginas, este é um convite: contemplar, respirar e reencontrar-se com a essência da vida. Que cada leitura seja um instante de pausa, um gesto de beleza e um reencontro com a esperança que nunca se apaga.

 Poema — Travessia

(Este poema nasceu durante uma viagem ao Leste Europeu, onde Eu e minha esposa encontramos inspiração nas paisagens, nas igrejas antigas e no silêncio das ruas de pedra.)

Código
Entre pedras e passos lentos,
o tempo sussurra segredos antigos.

Há luz nas frestas, há fé nos ventos,
e um coração que busca abrigo.

O silêncio veste o instante,
o olhar repousa no infinito.

Entre o humano e o divino,
floresce o simples — e o bonito.

🍵


Receita Europeia — Chá Inglês Tradicional

Ingredientes

  • 3 colheres de chá preto (English Breakfast ou Earl Grey)

  • 2 xícaras de água filtrada

  • Leite quente ou em temperatura ambiente

  • Açúcar, mel ou adoçante (opcional)

  • Rodela de limão (opcional)

Modo de preparo

  1. Ferva a água até cerca de 95°C.

  2. Pré-aqueça o bule ou xícara.

  3. Adicione o chá e despeje a água quente.

  4. Deixe em infusão por 3 a 5 minutos.

  5. Retire o chá e finalize com leite.

  6. Adoce a gosto e sirva com serenidade. 

Encerramento
Que este espaço seja mais do que leitura — seja um instante de alma.
Entre pedras e esperanças, o tempo se faz poesia.



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O TREM QUE FICOU NA SAUDADE, EM: BANHARÃO E JAÚ-SP.


Hoje, os trilhos estão cobertos de mato

Às vezes, o tempo não nos permite reviver os lugares que amamos, mas nos concede o privilégio de guardar memórias como relíquias. Escrevo para preservar uma delas — a de um primo que, mesmo tendo partido, permanece presente nos gestos, nas histórias e nas lembranças de uma geração que viu o trem passar... e parar por amor.

Este texto é uma homenagem àquele que viveu intensamente cada chegada e partida. Um retrato vivo do Banharão — um bairro que hoje é apenas topografia, mas outrora pulsava como estação de encontro, sonhos e pandeiro. Que essa história sirva de afago à sua família, e ao Brasil que silenciou suas ferrovias, mas não suas lembranças.

A História

Era fim de tarde, céu tingido em tons laranja queimado. O trem da cidade onde residia e que levaria o jovem ao Banharão estava quebrado. O compromisso, no entanto, não era negociável: a amada o aguardava na estação de tijolos e madeira, de olhar ansioso e coração acelerado lá no Banharão.

Perguntou ao chefe da estação se havia outro trem. O homem, de boné gasto e olhos de quem já vira muitos amores passarem por ali, respondeu:

— Há, sim. Mas ele não para no Banharão. Vai direto pra Jaú.

O jovem olhou para os trilhos como quem procura resposta em linhas paralelas.

— Então vou. Depois me viro.

O chefe hesitou, depois soltou um suspiro longo:

— Boa sorte, rapaz. Que São Bento guie seus passos.

Durante a viagem, cada rangido dos trilhos soava como um lembrete da distância. Ao se aproximar do vilarejo do Banharão, correu pelos vagões como quem carrega pressa e esperança. Encontrou o maquinista na cabine dos controles.

— Senhor! Preciso que pare na estação do Banharão. Minha noiva está lá, esperando. Não há outro meio de chegar. É só por hoje.

O maquinista olhou o rapaz com olhos de compaixão.  Um aceno breve. O trem, então, freou diante da estação. Só ele desceu.

— Ei! — gritou o guarda da estação, espantado — Como conseguiu descer aqui? Não é parada programada.

O jovem ergueu a cabeça, sorriu com ironia e respondeu:

— Sou o presidente.

O guarda soltou uma risada cansada e acolhedora.

— Vá com paz, meu irmão.

 Agora, em silêncio, presto minha homenagem: 

Banharão é mais do que um ponto no mapa — é o lugar onde nasci. E toda vez que falo sobre ele, é como se voltasse aos trilhos da minha própria origem. Talvez por isso essa história mexa tanto comigo: ela não é só do Nego, é também um pouco minha.

Hoje, os trilhos estão cobertos de mato, a estação virou memória... mas quem teve o privilégio de viver aquele tempo sabe: algumas histórias não precisam de cimento para permanecerem erguidas. Meu primo — o Nego — não era apenas alguém que pegava o trem. Ele era o próprio apito da locomotiva, o som do pandeiro nas festas, a gargalhada que ecoava nos corredores da vida.

Ele se foi, sim. Mas segue entre nós, sempre que alguém se apaixona com coragem, enfrenta obstáculos por amor, ou faz do impossível um motivo pra sorrir.

Eu desejo a ele — como o guarda lhe disse naquela noite — que vá com paz, meu irmão. E que o Banharão o receba lá em cima, como estação que acolhe quem chega depois de longa viagem.



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Aqui não importa escrever bonito ou certo — importa escrever com o coração. Pode ser uma frase curta, uma lembrança ou apenas dizer o que sentiu. Cada comentário é uma semente que ajuda este espaço a florescer. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

ESTRANGEIROS FUGINDO DO FRIO EUROPEU



 Dubrovnik: Uma Escala Inesquecível no Adriático

Durante uma travessia transatlântica que partia de Veneza rumo ao Brasil, o navio fez uma parada inesperadamente encantadora: Dubrovnik, a joia da costa croata. Conhecida como “a pérola do Adriático”, essa cidade muralhada nos presenteou com história, beleza e situações tão curiosas quanto divertidas. E foi ali, entre monumentos e mal-entendidos linguísticos, que vivemos uma das experiências mais memoráveis da viagem.

O desembarque começou com um procedimento alfandegário incomum — passaportes em mãos, nos separamos do grupo principal, formado em sua maioria por brasileiros, e partimos para explorar a cidade por conta própria.

Logo nos vimos caminhando por ruas estreitas e avenidas floridas, até chegarmos a uma praça ornamentada com flores e monumentos. Um deles nos chamou atenção: uma homenagem aos heróis locais que perderam suas vidas na guerra de independência da antiga Iugoslávia, em 1991.

Enquanto admirávamos o monumento, um casal de estrangeiros se aproximou. A conversa começou tímida, impulsionada pelas sacolas com a logomarca do navio que carregávamos. Com esforço, eles nos contaram que estavam indo para o Brasil, fugindo do rigoroso inverno europeu. O destino final era uma comunidade em Mato Grosso, onde passariam toda a estação quente antes de retornar à Europa para o verão de lá. Era uma rotina anual, motivada pela idade e pela busca por climas mais amenos.

A conversa seguia entre tropeços linguísticos e boas risadas, até que o senhor tentou nos perguntar o nome das “folhas coloridas” que enfeitavam o monumento. Sem saber como dizer “flores” em português, ele balbuciava:

— Como chama esses... folhas colorridas? Como mesma?

Nesse momento, um grupo de brasileiros que também estava no navio se aproximou e, percebendo a dificuldade do estrangeiro, resolveu fazer uma brincadeira de gosto duvidoso. Um deles cochichou para o outro:

— Vamos tirar um sarro desse gringo...

E em voz alta disse:

— É bosta!

O senhor, sem entender o duplo sentido, agradeceu e compartilhou uma história curiosa: quando sua irmã foi operada, ele quis levar um presente ao hospital. E contou, com seu português improvisado:

— Eu cheguei perto da hostitale e comprou um vaso cheio de bosta, para levar parra meu irmon. Chegando na putarria da hospitale, eu falou para a mocinha de recepçon: “Gosta de bosta? Fica com um, está muito cheirroso.”

A gargalhada foi geral. O estrangeiro, percebendo que algo estava errado, lançou um olhar desconfiado ao brincalhão e quase partiu para o confronto. A tensão se dissipou e cada um seguiu seu caminho, ainda rindo do episódio.

De volta ao porto, enfrentamos outro desafio: o pelotão de fotógrafas italianas que aguardavam os passageiros nas escadarias. Mesmo sem intenção de comprar fotos, éramos alvos constantes de cliques e poses. Já cansados, recusávamos com bom humor, dizendo que todas as fotos dos cruzeiros acabavam iguais.

Uma delas, mais insistente, tentou nos convencer:
— Vieni qui, si otterrà un quadro di questo!
E, esforçando-se no português, pediu:
— Faz um sorrisada per foto!
Com 854 brasileiros a bordo, a fotógrafa não entendia por que todos riam tanto. Mas a espontaneidade do momento era irresistível.


 Gran Finale: Risos, Memórias e Marés

Assim terminou mais uma aventura em terra firme. Entre monumentos, mal-entendidos e boas risadas, Dubrovnik nos presenteou com uma história que jamais esqueceremos. E enquanto caminhávamos pelos corredores do navio, tentando evitar reencontros com os gaiatos, os estrangeiros e as fotógrafas, sabíamos que aquela escala tinha deixado marcas — não só nas fotos, mas na memória.
Porque viajar é isso: colecionar momentos que, mesmo improváveis, se tornam inesquecíveis.

 Toninho Vendramini

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SOB O MANTO DE GARDEL: UMA NOITE DE TANGO, EMOÇÃO E POESIA EM BUENOS AIRES




Bem-vindo ao Vendramini Letras — um espaço onde a palavra é servida com café, pão e saudade. Aqui, cada texto vem depois de um gesto simples: uma receita compartilhada, uma flor plantada, uma lembrança acesa. É um convite à pausa, à escuta e ao sabor da vida como ela é — com afeto, raízes e poesia. Sinta-se em casa.


O tango nasceu entre as margens do Rio da Prata, nas cidades de Buenos Aires e Montevidéu. Sua origem é envolta em mistério, com raízes na habanera cubana e nas melodias populares dos prostíbulos portenhos. No final do século XIX, ganhou instrumentos como violino, flauta e violão, e era dançado por dois homens — rostos virados, sem se fitar.


Com o tempo, o tango conquistou Paris e, nos anos 1910, foi abraçado pela aristocracia. O bandoneón, trazido por imigrantes alemães, tornou-se sua alma sonora. Sem muitas partituras, os músicos improvisavam sobre melodias conhecidas, criando uma linguagem musical visceral e melancólica.

O tango é drama, paixão, desejo e dor. E teve seus momentos de ouro: nos anos 1920, com o apoio de artistas e intelectuais, e com a voz imortal de Carlos Gardel — francês de nascimento, argentino por devoção — que levou o tango ao mundo.


Em Buenos Aires, no icônico Teatro Carlos Gardel, vivenciei uma noite inesquecível ao lado da minha esposa. Um jantar elegante, seguido por um espetáculo arrebatador. A dança, a música, a atmosfera... tudo conspirava para um mergulho profundo na alma portenha.

Um sósia de Gardel, com voz e presença impressionantes, emocionou a plateia. E foi nesse instante, entre taças de vinho e acordes de bandoneón, que nasceu meu poema:

 Poema: Sob o Manto de Gardel 

Noite caliente, ambiente refinado. 

 Momento de emoção! Resgate magnífico do estilo de uma época. 

 Vislumbravam-se momentos arrebatadores. 

 Chegou o canto, a dança e a orquestra. 

 O ritmo soava em sua máxima expressão. 

 A sensação impulsionava os passos dos bailarinos.

 Corpos ardentes, pernas entrelaçadas, rostos hipnotizados. 

 Cantante emocionado, voz embargada. 

 Falava de milongas sobre o manto de Gardel. 


 Sabores que Dançam

Para coroar essa noite mágica, o restaurante do teatro serviu um prato típico que harmonizou perfeitamente com o espetáculo:
Receita da Noite:
  Corte alto de carne argentina, grelhado ao ponto
  Redução de vinho Malbec com cebolas caramelizadas
  Acompanhado de papas rústicas e chimichurri fresco
Vinho da Casa:
🍷 Malbec Reserva 2019 – Notas de ameixa, pimenta preta e um toque de carvalho. Intenso, elegante e apaixonante — como o tango.

“Meu blog vive dos leitores: acompanhe e deixe sua opinião.”

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DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...