quinta-feira, 20 de agosto de 2026

PORTUGAL EM VERSOS

O Chá das Cinco

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 "Cada crônica é uma viagem sem fronteiras. Quer ler em outro idioma? 

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 "Each chronicle is a journey without borders. Want to read in another language? Click Translate on the right side of the blog and come along." 

Não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana.

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."

Um Ritual Britânico de Elegância e Tradição.

Uma herança portuguesa na corte inglesa.

O famoso chá das cinco é muito mais do que uma bebida: é um ritual britânico que atravessa séculos e se tornou símbolo de elegância e convivência. Assim como a Torre de Londres ou o Big Ben, ele faz parte da identidade cultural da Inglaterra.

Pouca gente sabe, mas essa tradição nasceu graças a uma portuguesa. Em 1662, o rei Carlos II casou-se com a princesa Catarina de Bragança, filha de D. João IV de Portugal.

Apaixonada pelo chá que os portugueses já traziam do Oriente, Catarina levou consigo uma arca de chá chinês para a corte inglesa. A novidade conquistou rapidamente os ingleses e, em pouco tempo, transformou-se em hábito nacional.

A popularização do “afternoon tea” No século XVIII, o chá já era a bebida preferida da Inglaterra. Mais tarde, no século XIX, a duquesa de Bedford popularizou o costume de servir chá acompanhado de bolos, pães e biscoitos no fim da tarde — e assim nasceu o tradicional “afternoon tea”, que conhecemos hoje como chá das cinco.

O ritual não é apenas sobre beber chá. É sobre desacelerar, reunir amigos, conversar e saborear pequenos prazeres. Até hoje, hotéis e casas de chá em Londres oferecem experiências completas, com porcelanas delicadas, sanduíches finos e doces irresistíveis. É um convite para viver um momento de pausa e sofisticação.

Ingredientes:
•  2 colheres de chá preto (Earl Grey ou Darjeeling são clássicos)
•  500 ml de água filtrada
•  Leite (opcional, mas muito usado na Inglaterra)
•  Açúcar ou mel a gosto
Modo de preparo:
1.  Aqueça a água até começar a ferver.
2.  Coloque o chá em uma bule ou infusor e despeje a água quente por cima.
3.  Deixe em infusão por 3 a 5 minutos, dependendo da intensidade desejada.
4.  Coe e sirva em xícaras de porcelana.
5.  Acrescente um pouco de leite, se quiser seguir o costume britânico, e adoce a gosto.

Um convite à experiência

Mais do que uma tradição, o chá das cinco é uma celebração da convivência e da elegância britânica. Preparar o chá em casa é uma forma deliciosa de trazer um pouco desse ritual para o cotidiano — e viver, mesmo à distância, o charme de uma tarde londrina.

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores.

E para traduzir em versos o que a prosa apenas sugere, deixo aqui Jorge Humberto, poeta português, que nos oferece este entardecer:

ENTARDECER

Depois da luz do sol galgar a fachada de
Minha casa
E depois de sua luz cobrir o telhado
É quando desmaiando e já sombra melíflua
(Mastigando lentamente as varandas da
Minha casa)

Que a luz envergonhada ainda flanqueia os lados
- À esquerda e à direita – de cada esquina
Nos cantos das traseiras puras límpidas e azul celeste da
Minha casa.

Jorge Humberto
15/08/2026

Meu Comentário sobre “Entardecer" Neste soneto, Jorge Humberto captura com delicadeza o instante em que a luz do sol se despede da casa, transformando fachadas e varandas em cenário poético. A descrição da luz que “desmaia” e se torna “sombra melíflua” transmite uma sensação de transição suave, quase musical, entre o dia e a noite. O poema valoriza o cotidiano — a casa, suas esquinas e telhados — elevando-o à condição de paisagem lírica. É um entardecer íntimo, contemplativo, onde a simplicidade dos elementos ganha profundidade estética e emocional.



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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Criador de Conteúdo Culturais que escolheu contar histórias.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

LISBOA: ENTRE BECOS, CALÇADAS E SACADAS

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 "O idioma muda, mas a essência permanece. Clique em Translate à direita e mergulhe nas crônicas." 

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Aqui não é apenas um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana. 

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


Lisboa é uma cidade que respira história em cada esquina. Os bairros tradicionais, situados em sua maioria no coração da capital, preservam uma identidade única que atravessa séculos. 

Palavras que viajam, sabores que ficam

Meus textos são como malas abertas: cheios de lembranças, ideias e sabores — Que este e-mail te inspire a explorar, sentir e saborear cada detalhe.


Passear por eles é como folhear um livro vivo, onde cada rua guarda memórias de reis, navegadores e poetas.
Curiosidade: sabia que muitas das calçadas portuguesas, com seus mosaicos em pedra branca e preta, foram inspiradas nas ondas do mar? Esse estilo nasceu no século XIX e hoje é um dos símbolos mais reconhecidos da cidade.
A capital portuguesa ostenta monumentos de rara beleza, que convidam à contemplação e ao estudo. Esculturas, igrejas e praças revelam estilos arquitetônicos diversos, do manuelino ao barroco, perpetuando o romantismo e a grandiosidade de uma cidade que foi centro de um império.
Durante os Descobrimentos, Lisboa atingiu seu auge de riqueza e poder, tornando-se um porto mundial e guardando até hoje um patrimônio que encanta visitantes e moradores.

 O Poema 

Inspirado pelos encantos dos becos e ruelas lisboetas, este poema de minha autoria, escrito após uma caminhada contemplativa pelas ruas da Lisboa antiga.

Lisboa antiga!
Beco da bica, sinuoso e tortuoso.
Pessoas observando,
debruçadas nas janelas,
nas românticas ruelas.
Saudades de um passado:
das velhas senhoras e seus fados,
do burburinho matinal.
Jogam milho nas calçadas
para ouvir o arrulhar dos pombos,
sentindo o panorama de outrora.
Velhas sacadas lisboetas,
com risonhos sonhos
de olhares lusitanos.
 Final Surpreendente
Lisboa não é apenas uma cidade: é um mapa emocional que cada visitante traça ao caminhar por seus becos e calçadas. É memória viva, é poesia que se renova a cada olhar. Quem descobre Lisboa não leva apenas lembranças, mas carrega consigo um pedaço da alma lusitana.


Que este blog seja um convite à contemplação: um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

VIAGGIO COM MEMORIE DI FIRENZE (FLORENÇA - ITÁLIA)


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um espaço de escrita: é uma casa de encontros. Um contador de Histórias que transforma um instante em memória coletiva da alma Humana. 

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."


Trata-se da Ponte Vecchio (Velha) construída em arco medieval sobre o Rio Arno em Florença (Firenze).

Os historiadores acreditam ter sido inicialmente construída na Roma Antiga em madeira. Posteriormente foi destruída parcialmente e totalmente em 1333, quando a região experimentou terríveis cheias, sendo reconstruída somente em 1345 no formato atual.

Consiste em três arcos, sendo o maior com 30 metros de diâmetro. Abrigam muitas lojas onde seus proprietários vendem suas mercadorias que são joias preciosas, elaboradas por artesões especializados, os chamados ourives.

Uma curiosidade vinda dessa região é uma palavra utilizada ainda em nossos dias chamada de “bancarrota”, junção de duas palavras italianas, pois quando um mercador naquela época, não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto), prática que era chamada bancorotto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, essa magnífica construção escapou da destruição. Há quem diga que Hitler tinha sentimentos profundos pelas obras medievais, e assim, ordenou que não a destruíssem.

Ao longo da ponte, existem vários cadeados em especial no gradeamento em torno da estátua de Benveneutto Cellini. (ourives e escultor italiano).

O fato é ligado à antiga ideia dos amantes que ao “fechar” o cadeado e lançar a chave ao rio tornavam-se eternamente ligados.

Com essa tradição de antigamente e ao turismo desenfreado de agora muitos cadeados tiveram de ser removidos estragando a estrutura da ponte, levando o município impor uma multa de cinqüenta euros para quem for apanhado nessa atividade.


MINHA VISÃO NAQUELE MOMENTO
 -
SOBRE O PANORAMA VISTO DA PONTE


Janelas abertas em sua passarela
Rio caudaloso com cores reluzentes

Caiu no vazio uma pedra brilhante
Lapidada pelas mãos de um artista

Lagrimas derramadas em suas águas
Arrivederci bambina

Jóia preciosa no berço do renascimento


Sou um contador de histórias do cotidiano. Escrevo crônicas que brotam da terra, do fogo e da memória, compartilhando palavras que aquecem como pão no forno e perfumam como lavanda ao sol.

Não escrevo para guardar. Escrevo para libertar.

Libertar memórias, afetos, lugares e pessoas que ainda vivem em mim.

Cada linha é um convite, cada frase uma travessia. 

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Antonio Vendramini Neto – Face Book.

Antonio Toninho Vendramini Neto
Escritor | Criador de conteúdos culturais

domingo, 16 de agosto de 2026

MINHAS MANHÃS COM CHEIRO DE CAFÉ, HISTÓRIAS QUE RESISTEM AO TEMPO


Entre pedras antigas e histórias que resistem ao tempo, este espaço nasce como um refúgio para a alma. Aqui, cada texto é uma travessia — um olhar sobre o humano, o divino e o cotidiano. São relatos que unem fé e sensibilidade, onde o silêncio das ruas, o aroma do café e o brilho das velas se transformam em palavras.

Que este blog seja um convite à contemplação: um lugar onde o leitor possa repousar o pensamento, saborear a beleza das pequenas coisas e reencontrar-se com o que há de mais essencial — a esperança.

" minhas Histórias que atravessam línguas e mundos. Use o Translate à direita e descubra minhas crônicas em qualquer idioma." 

 "Stories that cross languages and worlds. Use Translate on the right and explore my chronicles in any language."

Você já parou para pensar que o café que está na sua chávena hoje já mudou o destino de uma nação inteira? 

Muito além de nos despertar todas as manhãs, esse grão foi o verdadeiro protagonista que financiou o progresso, sustentou o Império e pavimentou o caminho para a nossa República. Mas a sua maior magia ainda acontece dentro de casa: ele une a família ao redor da mesa e liberta a nossa imaginação.
No novo texto do blog, faço uma viagem afetiva e histórica sobre como esse velho companheiro moldou o nosso país e se tornou a maior inspiração para as minhas crónicas.
Ele sempre foi o verdadeiro chefe da casa, embora nunca tenha assinado um contrato ou ocupado a cadeira principal à cabeceira da mesa. O café, esse velho companheiro de grão escuro e alma aromática, assiste à nossa vida quotidiana como quem guarda os segredos mais profundos de uma família. Antes mesmo de as palavras nascerem no papel, o perfume dele já preenche os cantos da sala. É ele quem traz os corpos sonolentos para o redor da mesa, desarmando as pressões do dia que começa e criando um espaço de partilha. O café não é apenas uma bebida rápida; ele funciona como o fio invisível que une as nossas memórias afetivas, servindo como um abraço morno em cada conversa de cozinha.
Mas o protagonismo desse fruto não nasceu hoje, nem se limita às paredes do nosso lar. Para entender a força que nos move a escrever, a ler e a dialogar à mesa, é preciso recordar que o Brasil já se apoiou inteiramente nos ombros desse gigante verde e rubro. No século XIX, foi a riqueza da lavoura cafeeira que financiou os primeiros caminhos de ferro, ergueu palacetes aristocráticos e sustentou as estruturas financeiras de um Império que já cambaleava. O grão que brilhava nos vales do Paraíba e nas terras roxas do interior paulista tornou-se a moeda forte, o motor económico irrefreável que empurrou uma nação agrária e colonial em direção à modernidade.
Mais do que gerar riqueza material, o café desenhou o nosso destino político. Foi sob o efeito da sua expansão, da urbanização acelerada e das profundas transformações sociais provocadas pela sua economia que as velhas bases da monarquia ruíram. O dinamismo do oeste paulista e as novas elites cafeicultoras criaram o cenário ideal para a derrocada do trono, pavimentando o caminho que nos fez seguir adiante até à proclamação da República. O progresso que hoje respiramos foi colhido, grão a grão, por mãos que moldaram a identidade nacional. O café transformou a nossa história pública muito antes de se aninhar nas nossas rotinas e tornar-se o guardião das nossas confissões privadas.
Por isso, quando a minha máquina moderna desperta e o aroma invade o escritório, sinto que não estou apenas a desfrutar de uma praticidade tecnológica. Estou, na verdade, a conectar-me com uma ancestralidade vigorosa que moveu oceanos e derrubou regimes. A boa crônica imita com precisão o comportamento do café: ela aproxima os distantes, gera debates calorosos e convida ao convívio descontraído, cativando até quem não tem o hábito frequente da leitura. Ela é a nossa grande roda de conversa.
Ao terminar cada texto, olho para o fundo da chávena vazia e compreendo que o mistério permanece perfeitamente intacto. Continua a ser impossível decifrar o que é mais verdadeiro: se é o café que gentilmente inspira a minha escrita, ou se é a minha escrita que serve de desculpa eterna para saudar este velho membro da família.

"As histórias não sobrevivem porque são extraordinárias, mas sim, porque alguém como eu, se recusou a esquecê-las."

"Não escrevo para recuperar o passado, e sim, para impedir que certas pessoas desapareçam. Meus contos e crônicas não colecionam heróis; recolhem aqueles homens e mulheres que a vida colocou discretamente à margem, mas que continuam sustentando a memória de um país. Talvez seja essa a missão mais bonita da literatura: salvar do esquecimento aquilo que parecia pequeno demais para a História."

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💅 

coloco abaixo, um poema do meu amigo poeta português.

A BELEZA ESTÁ ALÉM DO OLHAR

A vida é sempre bela

E mesmo quando não vemos beleza nela
É porque somos nós quem estamos doentes dos olhos e despidos
De seu encanto.

A beleza está além do olhar e assimila.  

Jorge Humberto
13/08/2026

DE ALFREDO LOBÃO: PARA: O ÚLTIMO MALANDRO DO ESTÁCIO

A despedida de Alfredo Lobão , transformado em Fred, como o último representante de uma era que se esvaiu. Ele é direto, marcante e dialoga ...