sábado, 17 de março de 2012

O SOLAR DO BARÃO DE JUNDIAÍ


Recentemente estive visitando o Museu Histórico e Cultural de Jundiaí e pude entender melhor o significado dessa portentosa construção, depois de ouvir às muitas explicações históricas do meu cicerone, o Sr. Wilson Ricardo Mingorance que faz ali um trabalho de pesquisa, uma vez que nesse ano de 2012, o casarão, mais conhecido por Solar do Barão, comemora o seu sesquicentenário.
Mas de onde vem o significado da palavra Solar? Segundo consta, é uma casa de origem de família nobre, tambem utilizado para identificar uma residência antiga de grande luxo e conforto, relativo à sua época. Um solar podia ser habitado por nobres ou simplesmente uma família pertencente à elite tradicional, marcando uma fase do Brasil, a chamada de o ciclo do café, e que pertenceu ao Sr.Antonio de Queiroz Telles, o “Barão de Jundiai”.
Nos meus tempos de jovem, frequentador da Praça Governador Pedro de Toledo, que dava acesso ao antigo cine Ypiranga, passava em frente àquela construção, e ficava admirando e imaginando os seus tempos de glórias, quando o Barão, hospedou pessoas famosas, entre eles o segundo imperador do Brasil, D.Pedro II, descrito por alguns, como uma figura bonachona e despreocupado com a governabilidade, uma vez que estava cercado por bajuladores e oportunistas, que davam a ele o tom de conduta, mas a meu ver, que li toda sua biografia, constatei que foi um ilustre brasileiro, trazendo para sua pátria, o progresso que se acentuava, necessário para o bom desenvolvimento e os costumes da época.
Percebia que estava em adiantado estado de ruínas, onde se podia notar pelo telhado destruido, à deterioração daquele patrimônio cultural de nossa cidade. O clamor dos historiadores e pessoas influentes da sociedade batalhou junto à Prefeitura por sua reforma, ocorrendo sua inauguração, em 1965.
O fundador do então museu foi o padre Antonio Maria Stafuzza e hoje está sob a direção de Henrique Jahnel Chrispim, subordinado à Secretaria Municipal de Cultura, que tem a frente à professora Penha Maria Camunhas Martins e tem como colaboradores, o historiador Geraldo Barbosa Tomanik e do artista plástico João Borin, responsáveis pelas exposições nas diversas salas do casarão, e que tambem empresta o nome à rua em que se encontra edificado.
Depois da visita em seu interior fui apreciar o jardim nos fundos do casarão/museu onde existe um pátio mostrando em um dos corredores, vestígios de um muro construído em forma de taipa, registrando um tipo de construção de fazer inveja aos atuais arquitetos, engenheiros e construtores. Está totalmente arborizado, onde poucas pessoas desfrutam o descanso merecido em seus intervalos de jornadas do trabalho, com um silêncio encantador, dificil acreditar que em pleno centro barulhento da cidade, existe esse local deixando o pensamento correr solto em busca de outras fontes inspiradoras de um passado distante que proporciona.
Salve seus idealizadores e mantenedores, entregando para a cidade totalmente revitalizada essa bela construção, onde a cultura poética desfila de forma harmoniosa.

CASA BLANCA MARROCOS

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